Beagles são forçados a ingerir fungicida em estudo de laboratório americano

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Imagens fortes filmadas de dentro de um laboratório de Michigan (EUA) revelam métodos cruéis usados em dezenas de cães que são alimentados de forma forçada com fungicida durante um experimento que realiza testes de animais.

Cerca de 36 beagles em posse do Charles River Laboratories em Mattawan, Michigan, estão sendo submetidos a um estudo de toxicidade com duração de um ano patrocinado por uma empresa de agrotóxicos que pretende testar seu novo fungicida.

Os beagles que não sobreviverem até a data final designada para estudo, em julho deste ano, serão mortos para que seus órgãos possam ser examinados quanto aos danos causados pelo veneno.

O vídeo foi filmado durante uma investigação secreta da organização Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), entre abril e agosto do ano passado.

Ele mostra os animais no início do estudo de um ano encomendado pela empresa de produtos químicos Dow AgroSciences, que faz uso de alimentação forçada de um fungicida (veneno) para os 36 beagles.

Alguns cães estão sendo submetidos a doses muito elevadas da substância – tão altas que até quatro cápsulas tiveram que ser empurradas goela abaixo dos cães.

A HSUS diz que a Dow AgroSciences reconheceu publicamente que este teste com previsão de duração de um ano é cientificamente desnecessário.

Ao longo dos quase 100 dias, um pesquisador da HSUS documentou quase duas dúzias de experimentos de curto e longo prazo que envolveram testes em cães, incluindo o teste de fungicida.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Entres os beagles participantes do experimento cruel nas instalações do laboratório, estava um jovem cão chamado Harvey que claramente procurava atenção dos humanos e foi classificado pela equipe do laboratório como “um bom menino”.

Harvey estava sendo usado em um estudo apoiado pela Universidade de Vermont para testar a segurança da química utilizada na composição de dois medicamentos, o experimento envolvia abrir cirurgicamente as cavidades torácicas dos cães e despejar as substâncias na área.

Como um funcionário do laboratório observou, o dia em que Harvey foi morto foi “a melhor coisa na vida que ele conheceu” simplesmente porque ele teve permissão de sair da gaiola estéril para correr no chão por um minuto antes de ser levado pelo corredor do laboratório até o departamento de necropsia para a eutanásia.

O laboratório Charles River realizou testes em cães para pelo menos 25 empresas durante o período que durou a investigação da HSUS.

De acordo com a HSUS, mais de 60 cães são usados em experimentos de laboratório nos EUA todos os anos, incluindo testes de toxicidade para pesticidas, drogas, implantes dentários e outros produtos.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e presidente da Humane Society International, disse: “As descobertas perturbadoras feitas nesta instalação infelizmente não são únicas.

Experimentos estão acontecendo em centenas de laboratórios a cada ano nos Estados Unidos, com mais de 60 mil cães sofrendo”.

“Mas isso não quer dizer que este tenha que ser o destino desses 36 beagles. Durante meses, temos insistido com a Dow para finalizar esse teste desnecessário e liberar os cães para nós”.

Kitty afirma que foram realizados esforços consideráveis para ajudar a empresa a liberar os animais, mas agora a ONG simplesmente não vai esperar mais: “Todos os dias esses cães engaiolados estão sendo envenenados e se aproximam um dia a mais da morte”.

“Estamos recorrendo ao público para se unir a nós e exigir que Dow pare o teste imediatamente”, pede ela.

Kitty acredita que a HSU terá sucesso em recuperar os cães e a partir de então, trabalhará com afinco para que os beagles conheçam “a vida de verdade e sejam adotados em lares onde serão amados e protegidos”.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Especismo é o nome da doutrina que explica o comportamento deformado da humanidade em acreditar que os animais inferiores, fazendo deles meras peças à disposição de sua vontade. Segundo essa crença abominável, e que reina na maior parte da sociedade, os seres humanos podem matar, comer, ferir, se divertir, vender e dispor desses seres como bem entender.

Em oposição ao especismo, o biocentrismo prega a igualdade entre homens, natureza e animais, em proporções idênticas, sejam nas condições civis, legais ou emocionais, com direitos compartilhados a vida, comida, habitação, bem estar e amor.

Sendo a capacidade de amar, sofrer e compreender dos animais cientificamente comprovada, por que não teriam eles seu direito à vida resguardado em lugar de serem assassinados em instalações estéreis sem nem mesmo conhecerem alguma dignidade?

Marca de produtos de beleza doa refeições veganas para cães resgatados

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

A marca de maquiagem vegana 100% Pure, com sede na Califórnia (EUA), lançou recentemente o programa “Purchase with a Purpose” (Compra com Propósito, na tradução livre), que oferece apoio contínuo a cães abandonados, em situação de rua, resgatados durante todo o ano.

Para cada produto da 100% Pure comprado, a marca doará uma tigela de ração vegana para cães. O programa está em sintonia com a missão da marca de melhorar a vida dos animais e combater a crueldade contra eles em todo o mundo para além da indústria da beleza.

“Embora tenhamos feito doações para vários grupos e ONGS ligadas ao bem-estar animal todos os anos, este programa é o próximo passo para fazer uma diferença ainda maior a longo prazo”, disse Ric Kostick, fundador e CEO da 100% Pure, à VegNews.

“Esperamos não só salvar e colaborar com as vidas dos inúmeros cães de abrigo que foram maltratados ou abandonados, mas também inspirar mudanças globais positivas em todas as indústrias para uma vida sem crueldade para todos os seres do planeta”.

De acordo com o site Plant-Powered Dog, uma tigela de comida vegana pode economizar cerca de 60 pés quadrados (aproximadamente 5 m de floresta tropical, 90 libras de grãos, 2.000 galões de água, a vida de pelo menos dois animais que poderiam ser mortos, e um cão faminto a cada dia.

“Não é só muito mais sustentável para o meio ambiente do que a alimentação baseada em animais, mas uma dieta vegana rica em vitaminas também traz muitos benefícios à saúde para os cães”, disse Kostick. Até o momento, a marca doou 10.129 refeições para animais por meio do programa.

Nota da Redação: Esperamos que iniciativas como esta sirvam como exemplo para que empresas brasileiras adotem o mesmo posicionamento sustentável e compassivo que inspirado grandes marcas pelo mundo todo.

Casal de cães com 4 filhotes precisam de resgate em São Paulo

Um casal de cães que foi abandonado na rua pelo tutor, que mudou de endereço e os deixou para trás, reproduziu-se e teve quatro filhotes na Zona Sul de São Paulo. Abrigados em uma casinha, eles correm riscos nas ruas, especialmente com os filhotes começando a andar, podendo ser atropelados. Por isso, precisam de resgate com urgência. Interessados em resgatá-los, para oferecer lar temporário ou adoção, devem entrar em contato com a pessoa que está ajudando-os pelo número 11 9 7720 5570.

Filhotes correm riscos na rua

Cadela teve 4 filhotes

Cachorro macho foi abandonado pelo tutor

Legalização da maconha em Massachusetts (EUA) aumenta casos de intoxicação em cães

Foto: Pixabay

O aumento significativo no número de atendimentos de intoxicação por cannabis levou o hospital a enviar um e-mail a seus clientes para alertar e orientar os tutores sobre os riscos da maconha para os cães.

“É raro o dia que não temos um cachorro internado na UTI em Buzzards Bay pela ingestão de maconha”, disse a Dra. Louisa Rahilly, diretora médica do Cape Cod Veterinary Specialists.

“Estou cada vez mais zangada”, disse ela.

A Dra. Kirsten Sauter, proprietária do My Pet’s Vet em Vineyard Haven, atendeu cinco casos nos últimos meses em seu consultório.

“É o meu problema de toxicidade mais comum”, disse ela.

Sauter recentemente tratou um animal doméstico na ilha que consumiu manteiga de maconha que havia sido descartada na grama do lado de fora de uma casa. A ingestão poderia ter causado coma e morte mas o cão sobreviveu.

Descuido

Brahms, um minipoodle, é uma das vítimas da legalização da maconha recreativa e médica no estado.

No dia 4 de outubro do ano passado, durante um passeio na praia de Nauset em Orleans, ele comeu um objeto em forma de charuto que encontrou no chão. McCann, seu seu tutor não conseguiu impedir. A princípio, McCAnn pensou que Brahms simplesmente tinha comido uma planta nativa da região.

“Horas depois, pensamos que ele estava tendo um derrame”, disse o tutor.

“Ele não conseguia andar, ele estava fazendo xixi em todos os lugares e era hipersensível a tudo”.

“Ele costuma latir para os vizinhos, cumprimenta as pessoas e o ponto alto de seu dia é receber um presente do carteiro”, disse McCann. “Mas ele não se mexeu. Seus olhos estavam muitos dilatados”.

Brahms, que pesa menos de nove quilos, foi levado às pressas para o consultório veterinário local e depois transferido para o hospital especializado em veterinários de Cape Cod, em Dennis, onde passou a noite.

Brahms apresentava sinais associados a tumores cerebrais e distúrbios neurológicos em caninos. Um exame de urina testou positivo para THC, o ingrediente ativo da maconha.

Após o tratamento, o cão voltou ao normal na última segunda-feira, disse McCann, ressaltando a importância de buscar tratamento médico o mais rápido possível.

Alertas

O Dr. Daniel Hebert, o proprietário do Duxbury Animal Hospital disse que sinais indicadores de que um cachorro foi envenenado por ingestão de maconha é driblar urina, paranoia, tremores e caminhar com um “andar bêbado”.

Hebert também observou que os cachorros também podem ficar com fome – “a fome” – no final do episódio.

Embora comer maconha e gomos seja prejudicial aos cães, os produtos comestíveis de cannabis representam um risco ainda maior. Eles muitas vezes se assemelham a cachorros e têm concentrações mais altas de THC. Muitos também são feitos com chocolate, outra toxina para cães.

“As tinturas são muito assustadoras”, disse Knepper, que também aconselha os tutores de cachorros a manter seus animais longe de comestíveis comercializados para diabéticos, já que eles provavelmente contêm xilitol, que é extremamente tóxico para os cães.

“Manteiga de maconha”, manteiga infundida com maconha que aumenta a potência da erva e costuma ser usada para assar brownies, é particularmente perigosa, de acordo com Hebert e Sauter.

Foto: Pixabay

Felizmente, a maioria dos cães que ingerem maconha sobrevivem e se recuperam se receberem atenção médica imediata.

“Pode ser fatal, e essa é a parte mais assustadora”, disse Knepper. “Altas concentrações podem causar supressão respiratória e pressão arterial baixa e levar a uma fatalidade se não forem tratadas e monitoradas de perto. É dose-dependente, então a ingestão de maconha pode ser pior para cães menores”.

Sem preconceito

No passado, os proprietários de cães hesitavam em admitir usavam maconha quando levaram um animal doente ao veterinário, mas o estigma percebido parece estar diminuindo agora que a cannabis é legal, disse ela.

“Ninguém vai ter problemas”, disse Knepper. “Não nos importamos se você usa maconha.”

Na maioria dos casos, o período de recuperação é tipicamente de 12 a 24 horas, disse o Dr. Kevin Smith, veterinário e co-proprietário do Hyannis Animal Hospital em West Yarmouth.

Um estudo publicado no Journal of Veterinary Emergency e Critical Care mostrou uma correlação entre o número de licenças de maconha no Colorado e o número de casos de intoxicação por maconha nos dois hospitais veterinários do estado entre 2005 e 2010. Dois cães que ingeriram produtos de panificação com maconha durante esse tempo morreu, de acordo com o relatório.

O Dr. Kiko Bracker, um veterinário da MSPCA-Angell, uma organização humanitária com escritórios médicos em Boston, Waltham e Westford, disse que não houve mortes relacionadas à maconha durante seu tempo lá. Os sintomas para os animais são relativamente semelhantes aos humanos, disse ele, mas são muito mais severos devido à disparidade no peso corporal. As informações são do Cape Cod Times.

Visita ao mercado de carne de cães e gatos na Indonésia choca ator de Downton Abbey

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Massacrados na frente de seus companheiros de gaiola, cães aterrorizados esperam a sua vez de serem espancados, queimados, desmembrados e mortos no mercado de carne de cachorro da Indonésia, onde os filhotes são servidos em espetos.

Cães com olhares de extremo pavor aguardam amontoados em gaiolas pequenas e apertadas de arame. Dali eles só saem para apanhar até a morte, enquanto na barraca mais a frente gatos são queimados vivos, esta é a realidade assustadora do comércio de carne de animais na Indonésia.

Há mais de 200 mercados de carne “viva” nos países do sul da Ásia, o ator de Downton Abbey, Peter Egan, viajou para dois dos mais conhecidos, a fim de trazer a luz o sofrimento dos animais condenados a esse destino.

Essas cenas profundamente perturbadoras foram filmadas no “Extreme Market” de Tomohon e no Langowan Traditional Market, ambas localizadas na província de Sulawesi do Norte.

Esses mercados não só vendem carne de cães e gatos, como também oferecem répteis como pítons e lagartos aos clientes mais ávidos.

No entanto, é a carne de cães e gatos que parece ser essencial nesses locais e nunca faltar, infelizmente por trás disso mais de um milhão de animais são mortos por ano na Indonésia.

Vídeos dos dois mercados visitados por Egan, em companhia do grupo responsável pela campanha Dog Free Meat Indonésia (Indonésia Livre de Carne de Cachorro, na tradução livre), mostram animais apertados em gaiolas pequenas, num clima extremamente quente, aguardando o seu destino.

Os animais foram filmados a ponto de serem mortos bem à vista dos companheiros de gaiola, tornando a experiência o mais aterrorizante possível.

Depois de receberem várias pancadas na cabeça com enormes pedaços de madeira, os animais são queimados com maçarico para facilitar a retirada dos pelos.

No entanto, muitos dos pobres animais ainda estão se movendo ou se contorcendo enquanto as chamas são aplicadas em seus corpos.

“Nada até aqui me preparou para o horror doentio que eu testemunhei nesse mercado”, desabafou o Egan chocado.

O ator conta que, a parte visitada por eles, da Indonésia é mundialmente famosa por suas belas e únicas paisagens com montanhas vulcânicas, águas para mergulho perfeitas e praias lindíssimas, mas “a brutalidade monstruosa do comércio de carne de cães e gatos é o que vai permanecer comigo e me assombrará pelo resto da minha vida”.

“A absoluta indiferença ao sofrimento animal era chocante e dolorosa”, desabafa ele.

Egan conta que assistiu a inúmeros cães e gatos esperando para serem mortos e perder suas vidas da maneira mais brutal e cruel. “Não havia nada que eu pudesse fazer para tirar a dor deles, mas seus olhos suplicantes e o cheiro de virar o estomago de sangue e pêlo de cachorro em chamas são componentes de cenas do inferno que nunca esquecerei”.

O ator se assume um compromisso e se declara comprometido a expor todos os horrores que presenciou além de trabalhar junto a comunidade indonésia e mundial para “acabar com a crueldade abominável do comércio de carne de cães e gatos.”

Enquanto esteve lá, o Egan pagou a um comerciante para salvar quatro cachorros da morte certa, mas não conseguiu resgatar mais nenhum.

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Apenas uma minoria de indonésios come carne de cachorro ou gato, mas aqueles que o fazem justificam-se alegando que elas têm propriedades curativas ou defendem o costume como uma tradição do país.

Ativistas dizem que a prática é cruel, dissemina doenças fatais como por exemplo a raiva e leva os ladrões a roubar cães domésticos para vendê-los aos comerciantes de carne.

Dog Free Meat Indonésia está lutando pela proibição total dessa prática cruel em toda a Indonésia, seguindo o exemplo de outros países da região, como Taiwan, Hong Kong, Filipinas e Tailândia.

Lola Webber, co-fundadora da Change For Animals Foundation e representante da DMFI que acompanhou Peter Egan aos mercados, disse: “Milhares de cães e gatos são mortos nos mercados de Sulawesi Norte a cada semana, e estima-se que 90% deles tenha sido roubados, sejam animais domésticos ou cães em situação de rua.

“Cerca de 80% são importados de outras províncias, o que é ilegal de acordo com a lei antirrábica do país que proíbe qualquer movimentação de cães através das fronteiras provinciais em áreas endêmicas da doença”.

A ativista conta que mesmo tendo visitado os mercados de carne de cães e gatos no norte Sulawesi inúmeras vezes, os horrores nunca deixam de levá-la ao desespero.

“Apesar de todas as denúncias da DMFI sobre a crueldade cometida nesses locais, dos alertas sobre os perigos para a saúde pública e do risco de transmissão de raiva, da condenação nacional e mundial e ainda das promessas de ação dos governos locais e centrais, os negócios continuam ocorrendo como sempre”, desabafa ela.

Cães passam a morar em quartel após serem adotados por bombeiros

O quartel do Corpo de Bombeiros de Iguatu, no Ceará, é a casa de dois cachorros que viviam em situação de rua no município. Francisco e Marquezine, como são chamados, foram adotados pelos militares.

Francisco (Foto: Wandemberg Belém)

O primeiro a ser adotado foi Francisco. Ele chegou no quartel ainda filhote, com pouco mais de um mês de idade, após ser trazido por um dos sargentos. “No primeiro momento batizei de Vulcão, mas eu viajei e quando voltei já estava Francisco. Já promovido a sargento, mas ele é muito indisciplinado”, brinca o Tenente Coronel Nijair Araújo, comandante dos bombeiros em Iguatu.

Marquezine chegou ao quartel tempos depois, após acompanhar Francisco, que a trouxe da rua. “Francisco tem vida própria. Às vezes ele sai e, em uma dessas saídas, trouxe a Marquezine”, diz o comandante. As informações são do jornal Diário do Nordeste.

Outros cães também já acompanharam Francisco até o quartel, mas apenas Marquezine permaneceu no local aos cuidados dos militares, que oferecem alimentação, água fresca e todos os cuidados necessários aos cães. Os bombeiros se revezam, inclusive, para arcar com gastos de medicamentos e da vacinação.

Marquezine (Foto: Wandemberg Belém)

“O convívio com os animais é bom. A gente tem aquele momento de prazer, de relaxamento, de descontração”, afirma o Subtenente Emílio Oliveira.

Os militares da corporação esperam que a boa ação feita por eles ao adotar os cachorros sirva de exemplo para outras unidades do Corpo de Bombeiros e para todas as pessoas que gostam de animais, para que os ajude e os tire das ruas.

“Acreditamos sim em políticas públicas nesse sentido. Mas a nossa missão aqui é cuidar do Francisco e da Marquezine. Ser exemplo”, concluiu.

Tutores criam lista de atividades para os últimos dias de seu cachorro


Natasha Bull e Aarron Brown, de Hope Island, na Austrália, montaram uma lista de atividades obrigatórias para “Turbo”, um american staffordshire terrier, de dez anos de idade, depois de descobrir que ele tem pouco tempo de vida.

Tudo começou quando o cão começou a ter problemas para caminhar, seus tutores o levaram para um veterinário que alertou que possivelmente poderia ser câncer nos ossos.

Em uma tentativa de tornar seus últimos dias o mais agradáveis, o casal criou uma lista de desejos para seu adorável cão, que eles descrevem como “um grande bobão”.

“Eu chorei sabendo que ele não estava fazendo o melhor”, disse Bull ao Daily Mail Australia.

“Ele deslocou o ombro e, a partir daí, tudo piorou, por isso precisa de mais testes para descobrir mais”, acrescentou.

“Nossa família está apoiando e quer participar da aventura. Nós já falamos de três coisas até o momento em que nós começamos a lista de desejos na semana passada”.

“Nós comemos um cheeseburger hoje, sorvetes na praia e tomamos uma cerveja”, acrescentou ela.

Bull criou uma conta no Facebook e no Instagram para documentar os últimos dias de “Turbo”.

A lista completa também inclui outras atividades, como: tomar café da manhã na cama, comer em um café para cães, assistir a um filme no drive-thru, fazer um piquenique no parque e escolher um brinquedo no pet shop.

Só quem realmente ama um animal pode entender o que estes momentos significam para um tutor. Nada apaga a dor da perda é irreparável, mas guardar boas e felizes recordações ameniza o sofrimento pela partida destas criaturas fantásticas.

A ligação forte ligação entre cães e humanos é recíproca e ultrapassa o entendimento e a aceitação de algumas pessoas. Perder, em ambos os lado, é extremamente impactante e pode trazer sérias consequências.

Especialistas começam a abordar o luto animal mas já existe o consenso de que bichinhos sofrem tristeza pela ausência momentânea (no caso de viagens, por exemplo) ou permanente de alguém ou de algum animal próximo. Pesquisas também comprovam que os animais podem ter depressão.

“A psicologia animal está investigando o tema, mas alguns sentimentos são entendidos como humanização: o luto é algo humano, de apego emocional após um elo construído. Nesse formato, não se conhece nada nas espécies animais, mas vemos que cães, gatos e até animais silvestres demonstram carinho e dependência e que, na perda do tutor ou do companheiro, podem ter depressão – esta, sim, uma patologia reconhecida, que pede tratamento psicoterápico”, diz a médica veterinária Fabíola Paes Leme.

Ela explica que cães abandonados também podem apresentar a doença, bem como os que lidam com a chegada de outro animal ou de um bebê a seu lar. “Há cães que, inclusive, morrem por depressão. Parece extremo, mas a dor do abandono traz efeitos físicos, e esse sofrimento é tão grande quanto o nosso”, diz.

Mais de 700 cães são resgatados em péssimas condições em canil na Georgia do Sul

As organizações Releash Atlanta, Atlanta Humane Society e outros grupos locais compartilharam fotos dos cães.

“Estes cães estavam vivendo em condições imundas. Muitos têm problemas de saúde e ferimentos”, disse a Releash Atlanta em um post no último sábado (2) .

A Atlanta Humane Society contou que a maioria dos cães vivia em pequenas caixas durante toda a vida.

“Obrigado à USA Rescue Team por trabalhar incansavelmente no local e à Humane Society de Valdosta Lowndes County por trazer esses animais para Atlanta”, continuou a organização.

A Humane Society de Valdosta Lowndes County teve grande participação no resgate, levando cerca de 250 animais para uma área de preparação.

“Muitos dos cães estavam cobertos de fezes e muito machucados. Eles nunca conheceram uma vida tranquila de amor fora da gaiola apertada”.

“Eles eram incrivelmente confiantes e calmos, como se dissessem ‘obrigado por me salvar’. Eu sei que você está aqui para ajudar”.

 

De acordo com a equipe de resgate dos EUA, não foram permitidas fotos das instalações, mas eles compartilharam que o ‘criador’ chamou as autoridades na quinta-feira pedindo ajuda para fechar sua operação. As informações são do Daily Mail.

“Nós não entraremos em detalhes da operação ou como as autoridades estão lidando com isso, porque nosso foco estava na remoção, colocação e no cuidado dos animais”, disseram eles no post no sábado.

No Brasil

Um caso parecido aconteceu no interior de São Paulo, no mês passado. Mais de 1.700 cães em situação de maus-tratos foram resgatados de um canil clandestino.

Além dos animais, os policiais encontraram medicamentos com as datas vencidas, um incinerador para queimar os cães mortos.

Imagens feitas dentro do canil mostram as condições críticas em que os cachorros eram mantidos. Parte deles vivia em baias, outros estavam em gaiolas. Algumas delas, inclusive, ficavam dentro de um banheiro sujo.

A dona do canil foi multada pela Polícia Militar Ambiental em 5.124.000 milhões de reais, o equivalente a 3 mil reais por cada cachorro mantido em condições de maus-tratos no local. Nena Miyazaki Kubaiassi deve ser autuada ainda em mais 13.240 mil pelo Procon.

Documentos encontrados no canil Céu Azul, em Piedade comprovam que os animais eram revendidos pela loja Petz. Um prontuário que estava no local registrava, inclusive, a devolução de filhotes não vendidos ao criador, demonstrando que os animais eram tratados como objetos.

Após a enorme repercussão, a Petz anunciou através de um pronunciamento feito pelo presidente da companhia, Sérgio Zimerman, que as 82 lojas da rede não venderão mais filhotes de cães e gatos.

Cachorrinhos buscam um lar amoroso em SP

Miriam Lima
a.m.corretora@terra.com.br

Divulgação

Os cachorrinhos das imagens são carinhosamente chamados de Lorran, Suzi e Nick. Eles fazem parte da mesma “matilha”, que conta com mais de 20 integrantes, resultado de duas crias com vários filhotes. Felizmente, todos foram castrados e são alimentados com ajuda de doações.

Fotos: Divulgação

Agora, eles estão em busca de adotantes responsáveis e lares amorosos. Interessados em dar uma chance para eles entrem em contato com a Miriam através do telefone: 11-5328 0040.