Cãozinho abre caminho na neve para salvar seu pequeno amigo

Após uma forte nevasca, o quintal da casa de John ficou completamente coberto com uma espessa camada de gelo.

Animados, dois amigos cães decidiram brincar, mas o menor deles acabou ficando preso. Embora o filhote tentasse sair, a neve era muito profunda para suas perninhas curtas e ele só conseguia dar pequenos saltos para pedir ajuda.

Felizmente, Kona, o cão maior está pronto para salvar seu amigo e assim o fez.

Mace diz a Kona para “pegá-lo” e o animal se joga na neve imediatamente com a cauda abanando.

No meio do caminho ele para e espera que o cãozinho venha encontrá-lo. Então Mace novamente encoraja Kona dizendo “vá pegá-lo” e o cão começa a se mover novamente, finalmente alcançando seu amigo.

Os dois tocam os narizes e abanam o rabo quando se reencontram antes voltarem para casa através do caminho aberto por Kona.

Mace ri enquanto diz: “Ele teve que abrir caminho para o outro”.

Ambos os cães, cujos tutores são vizinhos, vão até o convés e depois para a casa no fim da linda missão de resgate.
Dezenas de pessoas comentaram o vídeo dizendo que “as guloseimas precisavam ser oferecidas” e elogiando Kona por “entender sua tarefa”.

Outra pessoa disse: “Cão de neve deixado para trás”. As informações são do Daily Mail.

Os cães são realmente criaturas encantadoras e ensinam muito aos humanos sobre amor, amizade e lealdade.

Fantasia, calor, barulho: o que saber antes de levar seu cachorro ao bloquinho de Carnaval

Cachorro em bloco no Rio | Foto: Christophe Simon/AFP

Cachorro em bloco no Rio | Foto: Christophe Simon/AFP

Carnaval é alegria, mas também barulho, aglomeração, calor. Antes de ir a bailes e bloquinhos com o seu melhor amigo de quatro patas, o tutor deve tomar alguns cuidados e lembrar que nem todo animal se sente confortável com roupinhas e no meio de multidões.

A principal preocupação é com o barulho. Como a audição dos cães é mais sensível, um animal que não esteja acostumado com sons altos pode ficar muito incomodado no bloquinho e apresentar mudanças de comportamento –ficar inquieto, agressivo, trêmulo e até mostrar resistência para continuar o passeio.

Para o veterinário Jorge Morais, diretor da rede Animal Place, o melhor seria evitar ambientes onde o som cause dificuldade para as pessoas conversarem, o que indica barulho demais para o animal.

Além disso, há animais que não gostam de muita interação social, e a movimentação de pessoas pode ser fator de estresse. “Costumo dizer que a principal recomendação é respeitar os limites e características do seu animal”, afirma a veterinária Tatiana Braganholo, gerente de serviços técnicos da MSD Saúde Animal.

Fantasias, obrigatórias para fazer bonito na folia, podem não ser bem aceitas pelos animais de estimação. Roupas e adereços não devem, por exemplo, ser pesadas, quentes ou limitar os movimentos do animal.

“Podemos partir do pressuposto que o cão já está fantasiado de cão e o gato já fantasiado de gato. Então, o ideal seria apenas um adereço. Um lacinho, um pingente ou uma bandana já seria o suficiente, sem causar muito incômodo ou estresse para o animal doméstico”, diz Morais.

O tingimento de pelos deve ser evitado. Caso o tutor opte pela coloração, deve fazer em local confiável, com produto específico para animais.

Segundo o veterinário Mario Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, o procedimento pode causar alergia e irritações de pele. “Tem que ter muito cuidado para tingir os pelos dos animais.”

Glitter e espumas são proibidos. “Todas essas substâncias são tóxicas, e uma brincadeira de pintar o pelo do animal ou jogar espuma em cima dele pode acarretar em sérios problemas de saúde”, afirma a veterinária Amanda Peres, da DogHero.

O calor também é motivo de apreensão. Muitos eventos acontecem durante o dia, e a combinação sol, solo quente, fantasia e multidão pode ser um perigo para o animal. Se ele não estiver bem hidratado, pode sofrer hipertermia, que é o aumento excessivo da temperatura do corpo —e, em situações extremas, leva à morte.

“No verão, principalmente quando você vai para uma aglomeração muito grande de pessoas, pode dificultar a troca de calor, e o animal desenvolver a hipertermia . O tutor deve usar o bom senso. Assim como o tutor prefere usar roupas leves no calor, deve ser também com o animal. Procure sair com ele horários com menor temperatura, de preferência no final da tarde ou início da noite certo, evite transitar em asfalto quente pode, pois causam queimaduras no pé do animal e mantenha o animal sempre hidratado”, recomenda Morais.

Outro risco é que o cachorro machuque os coxins —as almofadas das patinhas— com o solo quente. “Portanto, se você quiser levar seu animal a algum bloquinho, prefira aqueles que acontecem de manhã ou no final do dia e os menos lotados”, diz Tatiana.

A temperatura pode afetar, principalmente, cães de focinho curto –como buldogues, shih-tzus e boxers–, que têm respiração mais delicada, de acordo com a veterinária Carolina Filippos, da a Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de SP).

Fonte: Folha de S. Paulo

Homem é preso pela morte de pelo menos 40 animais em Pernambuco

Um homem foi preso em flagrante na terça-feira (26) em Fernando de Noronha (PE) pela morte de pelo menos 40 animais, entre cachorros e gatos. Ele mora na ilha, é agente sanitário e trabalha no canil público. A prisão ocorreu após denúncias de envenenamento de cães.

Foto: Pixabay

“O procedimento inicial é pela morte de dois cães, mas temos informações que esse homem tenha assassinado pelo menos 40 animais. Ele fazia uma espécie de controle de cães e gatos, que eram abandonados. O acusado matava sem autorização, na rua e nas dependências do canil”, afirma o delegado Luiz Alberto Braga. As informações são do G1.

De acordo com as investigações, o homem variava a forma de matar os cachorros e gatos. “Ele matava com pauladas e também com injeções. Temos testemunhas e também imagens. Na casa do acusado, encontramos ração com veneno (chumbinho). Ele foi preso em flagrante pelos dois crimes do final de semana. Nós estipulamos uma fiança de R$ 10 mil, os familiares têm até quarta-feira (27) para fazer o pagamento para que ele seja liberado ”, diz o delegado.

Caso a fiança seja paga, explica o delegado, o homem irá responder ao processo em liberdade e deverá se apresentar ao juiz quando solicitado. Caso o pagamento não seja feito, ele será transferido para Recife, onde passará por audiência de custódia.

A assessoria de imprensa da administração da ilha afirmou que o governo está à disposição da Justiça para oferecer explicações, caso necessário, já que o canil é de responsabilidade do poder público.

Outro caso

Em outubro de 2018, o gato Back, conhecido por pegar objetos dos vizinhos e levar para casa, foi encontrado morto em Fernando de Noronha.

Conheça as vantagens de ter um cão sem raça definida como companheiro

Cães sem raça possuem características próprias.  Foto: Arquivo pessoal

Estes cães possuem algumas vantagens e peculiaridades. Por serem uma mistura de raças, cada animal é único, devido a sua combinação de genes e misturas totalmente exclusivas.

“Não existe um padrão. O cão SRD é a ausência de raça pura, e a origem pode ser qualquer mistura, entre qualquer raça ou entre outros SRD’s. Cada um carrega uma carga genética única”, explica a veterinária Mireille Sabbagh.

Justamente por ser um cão que não tenha uma carga genética exclusiva, estes animais são o resultado de uma seleção natural, por onde podem ter passado várias raças no passado. Os cães sem raça definida se tornam mais resistentes a alguns tipos de doenças.

“Justamente pela mistura, o animal é mais resistente. Quando cruzamos cães da mesma raça, selecionamos não somente as características genéticas externas, vai junto desta seleção os genes das doenças que mais acometem àquela raça em questão. Quando misturamos as raças portanto, a mistura de genes torna este animal menos propenso a desenvolver doenças de origem genética”, argumenta Mireille.

Três SRD’s em casa

O Tiago Costa tem três cães SRD em casa. A Tróia tem 3 anos, Sarah 2, e o Kakashi tem 8 meses. O tutor conta que já teve outros cães sem raça definida e é só elogio aos animais.

“São cães muito confiáveis e amorosos. Eles têm muito apego e carinho, tanto comigo como entre si”. As duas cadelas foram presentes de amigos e o Kakashi foi adotado.

Foto: Arquivo pessoal

Os três SRD’s de Tiago tem personalidades diferentes. “A Tróia é muito apegada a mim e muito protetora. A Sarah já é a mais quietinha e o Kakashi é o brincalhão. Todos gostam de dormir comigo, cada um tem seu canto: a Tróia dorme na perna, o Kakashi do meu lado e a Sarah em cima do travesseiro na minha cabeça”, conta.

Características

Segundo Mireille Sabbagh os cães sem raça definida pela facilidade de aprendizagem e tendem a ser animais mais dóceis. “De forma geral os vira-latas costumam ser muito inteligentes e aprendem rápido. A questão de ser dócil vai muito da forma como a pessoa cria o cachorro. Todo cachorro criado com amor e muito carinho, que convive dentro de casa, próximo as pessoas, vai ser um cachorro dócil com os familiares e por consequência com as crianças da casa”, diz a veterinária.

Foto: Arquivo pessoal

Com tantas qualidades, ela indica a adoção de um cão sem raça definida para quem pensar em ter um novo amigo em casa. “Recomendo fortemente os SRD’s. Além de serem mais resistentes, eles amam e são excelentes companheiros. A questão é que existem muitos animais abandonados nas ruas e em abrigos, que necessitam de uma família que os adote. Me parece uma boa ideia salvar uma vida em vez de comprar uma. Se você busca pelo companheirismo e pelo amor de um cachorro, tanto o de raça como o SRD pode proporcionar isso”.

Fonte: G1

Polícia Ambiental encontra idoso e 2 cães abandonados em São João da Boa Vista (SP)

Polícia Ambiental encontra idoso e dois cães em situação de abandono em São João da Boa Vista — Foto: Polícia Ambiental

A Polícia Ambiental encontrou um idoso de 75 anos e dois cães em situação de abandono em São João da Boa Vista (SP) na última quinta-feira (21). Eles estavam em uma casa no Jardim Santa Isabel.

Durante a operação “Rodovias mais Seguras”, a Polícia Ambiental recebeu uma denúncia sobre maus-tratos a animais. Os policiais foram ao local e encontraram a casa em estado de abandono, trancada e sem moradores.

Dois cães de porte médio, sem raças definidas, estavam soltos no quintal, sem sinais de maus-tratos. Os policiais foram verificar se os animais tinham água e comida quando viram uma porta semiaberta. Dentro da casa havia um idoso debilitado.

Segundo a polícia, ele estava deitado na cama em um cômodo sujo de aproximadamente dois metros quadrados, sem ventilação e cheio de jornais espalhados pelo chão.

Polícia Ambiental encontra idoso e dois cães em situação de abandono em São João da Boa Vista — Foto: Polícia Ambiental

De acordo com a Polícia Ambiental, a casa pertence a uma pessoa que não tem vínculo de parentesco com o idoso, que vive sob seus cuidados.

Uma equipe do Serviço de Assistência Social da prefeitura foi acionada e acompanhou a remoção do idoso para a casa de um parente dele.

O Centro de Controle de Zoonoses esteve no local e não constatou sinais de maus-tratos aos animais.

A ocorrência foi apresentada na Central de Polícia Judiciária para apuração da infração penal por violação do Estatuto do Idoso.

Fonte: G1

Escritório de arquitetura constrói e instala casinhas nas ruas para acolher cães e gatos

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

É fácil se compadecer por um bichinho abandonado que vemos pelas ruas. Porém, só isso não protege da chuva e do frio. Nem oferece um lugar mais seguro para dormir. Assim, é preciso dar vivas à sustentabilidade de ações como a empreendida por um escritório de arquitetura no Equador. Ele constrói casas para animais que vivem na rua.

É na cidade de Babahoyo que o escritório Natura Futura Arquitectura desenvolveu seu projeto de abrigos para animais sem lar.

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

E eles são muitos na América Latina. Só no Brasil, por exemplo, o número de cães e gatos abandonados chega a 30 milhões. E muitos sofrem por desnutrição e maus-tratos.

As casas para animais de rua da Natura Futura possuem 60 cm². São feitas de madeira e possuem beirais de proteção contra a chuva. Suas aberturas favorecem a ventilação cruzada.

Esses abrigos, fabricados tanto para gatos como para cachorros, incluem uma bandeja em que ficam tigelas de comida e de água. Afinal, acolher também é matar a fome e a sede, que são tão perversas para os bichinhos quanto a falta de amor do abandono.

Foto: Reprodução/Natura Futura Arquitectura

 

Fonte: Catraca Livre

Cãezinhos voltarão para as ruas caso não sejam adotados

Daniela
danyfiore@hotmail.com

Esses 2 irmãozinhos lindos, um menino e uma menina, foram abandonados na Av. Tiquatira perto do mercado Extra, Zona leste, SP.
A pessoa que os abrigou não pode ficar com eles e se não conseguir ajuda terá que soltá-los amanhã, já que o local onde estão não é dela.

Quem puder ajudar de alguma forma entre em contato com a Margareth Leao Brasil pelo número 11 98138-5027

Obesidade pode diminuir expectativa de vida de cães e gatos

Foto: Pixabay

Você já ouviu falar em obesidade animal? O sobrepeso também pode prejudicar a qualidade e a expectativa de vida de muitos dos nossos bichinhos domésticos. De acordo com especialistas, o animal é considerado obeso quando ultrapassa 20% do peso ideal.

“Além dessa porcentagem, o excesso de peso também pode ser avaliado de acordo com o acúmulo de gordura em algumas regiões principais do corpo, como costelas, base de cauda e região abdominal”, explica a veterinária especializada em Endocrinologia e Metabologia de Cães e Gatos, Camila Canno Garcia, da Petz.

A veterinária Paula Genuíno, colaboradora da Hercosul, avalia que a obesidade compromete a qualidade de vida e longevidade dos animais. “O excesso de peso prejudica a função respiratória, sobrecarrega as articulações dificultando o andar e ainda leva a distúrbios metabólicos. Além disso, a obesidade pode estar associada a enfermidades graves como hipertensão arterial, diabetes mellitus, pancreatite e outras”, ressalta.

Camila Canno Garcia afirma que não existem muitas diferenças em relação à obesidade em cães ou gatos: “Na verdade, são as consequências da obesidade para cães e gatos que podem variar um pouco. Em gatos, por exemplo, o risco de desenvolver diabete secundário à obesidade é quatro vezes maior do que em cães. Já em cães observam-se doenças articulares com maior frequência”.

Diagnóstico preventivo 

O método mais utilizado para diagnosticar a obesidade é o Escore de Condição Corporal (ECC). A partir do exame físico, os estoques de gordura depositados pelo corpo são avaliados.

“É fundamental que o veterinário auxilie nessa avaliação verificando não apenas o peso, mas também observando a circunferência abdominal, apalpando as costelas e identificando a existência de gordura no dorso e/ou início da calda. Após diagnosticada a obesidade, será traçado um plano de emagrecimento para que o animal perca peso de forma equilibrada e saudável”, avalia a veterinária Paula Genuíno.

Como tratar a obesidade?

A manutenção do peso adequado do seu bichinho começa na alimentação saudável, na opinião da veterinária especializada em Endocrinologia e Metabologia de Cães e Gatos, Camila Canno Garcia, da Petz: “O melhor caminho é evitar que o animal se torne sedentário e não oferecer petiscos de forma excessiva. O tutor deve oferecer uma alimentação balanceada, seguindo a quantidade diária recomendada e estimulando o animalzinho a brincar e a praticar atividades físicas”.

Para cães, caminhadas pela manhã ou fim de tarde e estímulo com brinquedos podem ajudar. Já para gatos, distribuir prateleiras, arranhadores, brinquedos e vários potes de comida e água pela casa em locais de difícil acesso os estimulam.

A veterinária Paula Genuíno, da Hercosul, relata que muitos tutores tendem a ser resistentes quando a obesidade é diagnosticada, afinal muitos ainda pensam que animais ‘fofinhos e gordinhos’ são os mais saudáveis.

Para se evitar o ganho de peso, algumas dicas são de grande valia, segundo a profissional:

– Seguir a recomendação de quantidade diária a ser oferecida, informação que normalmente está nas embalagens ou é fornecida pelo veterinário;

– Delegar o fornecimento de alimento a apenas uma pessoa da casa, assim a quantidade não vai variar;

– Evitar petiscos em excesso, dando sempre prioridade aos naturais como frutas e legumes;

– Quando deixar os animais sozinhos, disponibilizar brinquedos que estimulem o movimento, assim eles ficam ativos;

– Resistir aos ‘pedidos’ dos cães por mais alimento, sem ceder à carinha fofa que eles fazem;

– Iniciar uma rotina de exercícios com os cães.

Você verá que pequenos passeios ou caminhadas diárias são importantes para manter a disposição e evitar o ganho de peso do seu animalzinho.

Fonte: Estadão

Abrigo de animais abandonados faz festa para arrecadar fundos

Foto: Facebook | Reprodução

Criado para ser um centro de cuidados com animais abandonados ou feridos, o Lar Vitório inaugurou ontem (23) um gatil. O espaço feito sob medida para oito felinos foi financiado pela idealizadora, a funcionária pública Aline Machado, 45 anos, que gastou o 13º salário para a construção. Essa é a tônica do abrigo, criado há cerca de um ano e que cuida, ainda, de 42 cães: disposição e voluntariado. Mas, para sobreviver, o espaço precisa de ajuda. O evento contou com lanches, bingo, rifa e bazar para arrecadar donativos.

A ideia era antiga, mas foi posta em prática por Aline e a auxiliar de enfermagem Sandra Graciele Alves, 32, após o resgate do cão Vitório, na Estrutural. O animal foi atropelado, sofreu uma fratura na coluna e foi desenganado por veterinários. As duas se conheceram na clínica onde ele foi operado. O diagnóstico era de que ele não voltaria mais a andar e precisaria ser virado de duas em duas horas para sobreviver. Uma precisaria da outra para garantir a recuperação do bicho.

Aline conta que sempre militou como protetora dos animais e fez diversos resgates. “Os veterinários consideraram a eutanásia, mas eu quis insistir. Mas para ele sobreviver, ele precisaria de cuidados que o meu trabalho como funcionária pública não permitiria. Estávamos no auge da crise financeira e a Sandra, que estava cuidando dele na clínica, foi demitida”, lembra Aline. A solução foi pôr o sonho de criar um abrigo em prática. “Eu pedi para a Sandra me ajudar. A gente fazia um abrigo da casa dela e eu daria uma ajuda de 1.000 reais.”

Graças à parceria, Vitório voltou a andar. Aline bancava o investimento, inicialmente, do próprio bolso, enquanto Sandra não só disponibilizava o espaço como dedicava quase 100% do próprio tempo para cuidar dos primeiros animais depois de Vitório. Com o boca a boca de amigos e ajuda de alguns voluntários, o abrigo cresceu e as amigas alugaram a residência ao lado, para abrigar os cachorros maiores e menos tolerantes a outros cães. “Precisamos de ajuda. Temos espaço, mas não temos dinheiro para aumentar o projeto. Não somos Organização Não Governamental e não temos nenhum tipo de isenção”, explica Aline.

Manutenção

O cuidado com os animais, que são tratados, alimentados, castrados e colocados para a adoção é de cerca de 6.700 reais por mês. Aline desembolsa cerca de 1.800 reais. A forma com que ela e Sandra encontraram para conseguir manter o espaço foi contar com o engajamento de quem ajuda a resgatar animais e os leva para o abrigo. É preciso se comprometer e ajudar nas contas. Quem se voluntaria assina contrato e paga de 200 a 300 reais por mês dependendo do estado de saúde do bicho. Depois, decide se vai levá-lo para casa ou se ele irá para outro lar.

“No começo, levamos alguns calotes. Algumas pessoas deixavam o animal e desapareciam. Um fator que nos fez pensar nesse modelo é que temos um número certo de animais que podemos cuidar. Algumas vezes, até buscamos o animal a pedido dos voluntários. Só não podemos resgatar cães com cinomose e gatos com Aids e câncer felino, que são doenças muito contagiosas e não temos estrutura para recebê-los”, detalha a protetora de animais. Para evitar surpresas, antes de levarem os animais para os abrigos, é preciso um exame de sangue.

Sandra se apaixonou pelo trabalho e toda a família dela se envolveu. Ela é mãe de uma menina de nove anos e um menino de seis, e conta que as crianças adoram o trato com os animais. “Eu era técnica de enfermagem e deixei a profissão para cuidar dos animais. Acho que é um trabalho que nos humaniza e meus filhos estão aprendendo com isso. Até mesmo meu marido se envolveu e leva animais para o veterinário quando não posso. Virou um trabalho em família. Todo dinheiro que entra, investimos para eles (os cães e gatos)”, conta.

O próximo projeto é investir em novas obras para os canis, para conseguir separar os animais por tamanho. Segundo Aline, se não conseguirem os recursos, ela custeará os trabalhos no fim do ano, com o próximo 13º.

Fonte: Correio Braziliense