Shopping abriga cachorros abandonados para protegê-los do frio

Um shopping em Istambul, na Turquia, decidiu abrigar cachorros abandonados para protegê-los do frio. O inverno na cidade é rigoroso e a ajuda do estabelecimento tem sido primordial para esses animais, que correm o risco de morrer de hipotermia na rua.

Foto: ARZU INAN

A cidade é conhecida pelo bom tratamento que dá aos cachorros e gatos abandonados. Os cães que passaram a ficar dentro do shopping conseguiram abrigo após entrarem, por conta própria, no local. Ao invés de serem expulsos do local, eles foram acolhidos e receberam tapetes de papelão e cobertores para dormir em frente às lojas.

Como se não bastasse a acolhida que o shopping deu aos animais, a loja de roupas femininas Penti levou vários cães para dentro de seu estabelecimento, dando-lhes ainda mais conforto. Uma foto que mostra três cães dentro da loja, enquanto um cliente faz compras, viralizou nas redes sociais e comoveu internautas. As informações são do portal Pawpulous.

O gerente da loja Penti, Arzu Inan, e o proprietário de um café, Selçuk Bayal, que deu abrigo a 12 gatos, afirmaram à mídia local que nem a possível desaprovação de alguns clientes os impediu de ajudar os animais.

Foto: ALI ÇELIK

Foto: SELÇUK BAYAL


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Proprietária de café decide se tornar vegana depois de assistir ao documentário “Dominion”

Por David Arioch

“Eu não posso mais seguir adiante sabendo que tenho apoiado grandes e indesculpáveis práticas de sofrimento da indústria de carnes/ovos/laticínios” (Fotos: Divulgação)

Maria Bahruth, proprietária do High Note Cafe, em Boise (ID), nos Estados Unidos, decidiu se tornar vegana no mês passado depois de assistir ao documentário “Dominion”. A declaração foi feita na página da cafeteria no Facebook.

O filme de Chris Delforce, e produzido por Shaun Monson, de “Earthlings”, conhecido no Brasil como “Terráqueos”, explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos.

A partir daí, se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal. Maria revelou que, logo após os primeiros 15 minutos do documentário, já decidiu não continuar contribuindo com a exploração de animais para consumo.

“Eu não posso mais seguir adiante sabendo que tenho apoiado grandes e indesculpáveis práticas de sofrimento da indústria de carnes/ovos/laticínios”, declarou no Facebook.

Maria Bahruth disse que ficou apavorada, mas que sabe que está fazendo a coisa certa, e a coisa certa nem sempre é a mais lucrativa ou segura, segundo ela.

Ela fechou temporariamente o café para que a equipe possa ser treinada para desenvolver um novo menu vegano com opções de tofu, sanduíches, saladas, seitan e cremes e queijos vegetais.

Um ano de lançamento de “Dominion”

Em abril, quando “Dominion” completou um ano de lançamento, ativistas veganos decidiram sair às ruas da Austrália para protestar, convidando as pessoas a assistirem ao documentário. Em menos de dois dias, o documentário disponibilizado no YouTube ganhou mais 55 mil visualizações – agora se aproximando de 665 mil.

Resíduos de café podem substituir o óleo de palma

Por David Arioch

Objetivo da Revive Eco é criar um produto final que possa ser utilizado na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica, assim reduzindo o impacto ambiental do óleo de palma (Fotos: Getty)

A startup escocesa Revive Eco, fundada por Scott Kennedy e Fergus Moore, está extraindo e purificando o óleo encontrado nos resíduos de café com a finalidade de substituir o óleo de palma, que tem sua produção em grande escala associada à devastação do habitat dos orangotangos.

O objetivo é criar um produto final que possa ser utilizado na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica, e assim reduzir a aquisição de óleo de palma proveniente de áreas comprometidas pelo desmatamento.

Kennedy e Moore contam que depois de trabalharem tanto tempo em cafés e restaurantes eles notaram que o volume de descarte de resíduos de café é muito grande, e que algo precisava ser feito.

“Só no Reino Unido, bebemos 55 milhões de xícaras de café por dia, levando a mais de meio milhão de toneladas de resíduos de café desperdiçados. Nós estamos nos esforçando para mudar radicalmente a mentalidade em relação a isso e mostrar que os materiais ainda podem ter um valor enorme, mesmo depois de usados para o seu propósito principal”, argumentam.

A previsão é de que o óleo de resíduos de café em substituição ao óleo de palma esteja pronto em Glasgow, na Escócia, a partir de junho. Em entrevista ao Good Morning Scotland, da BBC, os fundadores da Revive Eco declararam que a longo prazo eles querem construir um negócio que possa ser levado para outros países.

Populações de orangotangos caíram pela metade na última década
De acordo com informações da Orangutan Foundation International, as populações de orangotangos caíram pela metade na última década. Este é um dado preocupante considerando que os orangotangos já somaram centenas de milhares de indivíduos.

“A destruição e a degradação da floresta tropical, particularmente a floresta das terras baixas, em Bornéu e Sumatra, é a principal razão pela qual os orangotangos estão ameaçados de extinção”, lamenta a Orangutan Foundation.

Entre as atividades humanas que têm contribuído para isso estão a exploração madeireira, incluindo a extração ilegal, conversão de florestas em plantações de óleo de palma, mineração e derrubada de mata para a construção de estradas, além de incêndios e comércio ilegal de animais.

Espécies de café são ameaçadas pela mudança climática

O aquecimento global e o desmatamento estão ameaçando os oceanos, as florestas, os animais e, recentemente, foi descoberto que também afetam a maioria das espécies de café silvestre do mundo, incluindo a arábica.

Foto: : Joaquin Sarmiento | AFP

Uma nova pesquisa revelou que pelo menos 60% das espécies de café silvestres estão em risco de extinção e a mudança climática fará com que elas sejam ainda mais ameaçadas.

Com o aumento da temperatura global já apresentando riscos para os cafeicultores dos trópicos, os resultados de dois estudos publicados esta semana devem servir como advertência para produtores e apreciadores dos grãos em todos os lugares, disse Aaron P. Davis, líder sênior de pesquisa no Royal Botanic Gardens da Inglaterra, o autor dos estudos.

“Devemos nos preocupar com a perda de qualquer espécie por muitas razões, mas para o café especificamente e acho que devemos lembrar que a xícara à nossa frente veio originalmente de uma fonte selvagem”, disse ele.

Os estudos de Davis, publicados esta semana nos periódicos Science Advances e Global Change Biology, avaliaram os riscos para o café silvestre. Foram avaliadas 124 espécies selvagens e pelo menos 60% delas já estão em risco de extinção, mesmo antes de considerar os efeitos de um mundo em aquecimento.

Foto: Per-Anders Pettersson

O outro estudo aplicou projeções climáticas à espécie arábica silvestre da qual a maior parte do café cultivado é derivado, e o quadro ficou perigoso: a planta deixou de ser considerada uma espécie de “preocupação mínima” para “ameaçada de extinção”. Restrições de dados impediram os pesquisadores de aplicar modelos climáticos a todas as outras espécies, mas Davis disse que isso quase certamente pioraria a perspectiva.

“Achamos que nosso ‘pelo menos 60%’ é conservador, infelizmente”, disse ele, observando que as outras principais ameaças também podem ser agravadas pela mudança climática. “Todas essas coisas estão muito interligadas”.

 

48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal

É uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas (Foto: SBS)

De acordo com uma pesquisa realizada pela marca alimentícia belga Alpro, 48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal em vez de café com leite de origem animal, e principalmente quando consomem café fora de casa.

Segundo a chefe de marketing da Alpro do Reino Unido, Abbie Hickman, é uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas.

Segundo a Alpro, cerca de três milhões de britânicos consomem 21 milhões de bebidas baseadas em café por semana, conforme informações da Drinks Insight Network.

“Para aproveitar ao máximo essa oportunidade, os baristas e donos de cafeteiras devem adicionar mais opções baseadas em vegetais ao seu cardápio”, destaca Abbie, que também encara esse fato como uma tendência mundial.

No Brasil, das redes de cafeterias, a Starbucks está entre as mais antenadas à demanda por opções não lácteas, oferecendo opções com leite de amêndoas, castanha-de-caju e coco.