Cágado tenta sobreviver em meio a rejeito de minério e é salvo em Brumadinho (MG)

O vídeo de cágado tentando sobreviver em meio a rejeito de minério em Brumadinho (MG), na região da Mina do Córrego do Feijão, onde uma barragem se rompeu, foi divulgado cinco meses após o rompimento.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as imagens foram feitas no mês de junho. As informações são do jornal Estado de Minas.

O cágado foi encontrado durante uma operação de limpeza que os bombeiros realizavam para buscar por vítimas. Após ser localizado, o animal silvestre foi resgatado e encaminhado para receber atendimento veterinário.

As buscas por vítimas em Brumadinho continuam. Na quinta-feira (18), a operação chegou em seu 175º dia. Corpos de 22 pessoas são procurados. A operação conta com 145 bombeiros militares.

Lamentavelmente, a exploração animal permanece e um cachorro foi envolvido nas buscas mesmo após casos dramáticos com animais provarem o quão errado é forçá-los a buscar por vítimas – como o caso do cão Barney, explorado em Brumadinho que, depois, morreu afogado em outra operação de resgate e de Zeca, o cachorro que desenvolveu uma doença dermatológica após entrar em contato com os metais e resíduos da barragem de Brumadinho. Nestas operações, os cachorros são obrigados a aprender comandos anti-naturais, que eles não executariam por conta própria. E mesmo não tendo nascido para servir aos seres humanos, são submetidos a risco e tratados como objetos a serviço da humanidade, sem direito a viver suas vidas em paz.


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Cágado ganha prótese feita com peças de brinquedo e volta a andar

Um cágado chamado Michelangelo ganhou uma prótese feita de peças de brinquedo e pôde voltar a andar. O caso aconteceu em Uberaba, no estado de Minas Gerais, e só foi possível graças a criatividade de um médico veterinário.

Foto: Reprodução / Revista Cláudia

Resgatado pela Polícia Militar Ambiental, o cágado foi levado para o Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). O veterinário Cláudio Yudi acredita que o animal já nasceu sem as patas traseiras. As informações são da revista Cláudia.

Para conseguir que Michelangelo voltasse a andar, o veterinário e alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (Uniube) decidiram usar peças de brinquedos resistentes para fazer uma prótese.

“Adaptamos oito peças, que foram coladas na carapaça dele. Foi um sucesso. Hoje, o animal anda muito bem e consegue se movimentar com as rodinhas”, explica Cláudio. “As peças não substituiriam as patas, mas serviriam de apoio”, completa.

Para que as próteses aderissem ao corpo do animal, uma resina especial foi utilizada. “É uma cola que se adapta a materiais orgânicos e tecidos vivos”, pontua o especialista. O material costuma ser usado por dentistas.

Apesar da adaptação de Michelangelo à prótese ter sido um sucesso, ele não poderá retornar à natureza e permanecerá no hospital. “As tartarugas, em especial, conseguem se adaptar muito bem a próteses. Mas ela não vai poder voltar à natureza, porque a falta das patas pode dificultar na hora de nadar e nas mudanças de ambiente”, diz Cláudio.