Vídeo flagra grupo de mais de 100 golfinhos nadando junto a barco

Um grupo imenso de golfinhos foi filmado nadando em conjunto ao longo da costa da Califórnia no domingo, emocionando os espectadores que tiveram a sorte de testemunhar a rara visão, com suas acrobacias e mergulhos.

Chuck Patterson e seus amigos pegaram o barco para sair para uma sessão de hydrofoil surf quando os golfinhos apareceram nas águas perto de Laguna Beach. O grupo começou a seguir o barco e cercou a embarcação. Os golfinhos nadaram ao lado do barco e saltavam para fora da água enquanto corriam ao lado do barco.

“Absolutamente incrível testemunhar este enorme grupo de jovens golfinhos nadando pela costa de Laguna Beach hoje”, escreveu Patterson no Facebook. “As maravilhas surpreendentes da Mãe Natureza nunca decepcionam.”

Patterson disse à Reuters que provavelmente havia mais de 100 golfinhos que nadaram junto ao barco pela costa oceânica.

“Eles pareciam super felizes, você realmente podia sentir a energia”, Patterson disse ao se referir aos golfinhos.

Embora incomuns, os observadores de baleias relataram alguns avistamentos de mega grupos de golfinhos, informou o Orange County Register.

“O sul da Califórnia tem a maior densidade de golfinhos por milhas quadradas que em qualquer outro lugar da Terra”, de acordo com o grupo de observação de golfinhos e baleias Capt. Dave’s Dolphin and Whale Watching, em Dana Point.

O site da organização diz que a área abriga quase 450 mil golfinhos comuns, com mega grupos que chegam a 10 mil golfinhos cada.

No Brasil

Imagens feitas por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última sexta-feira (12) mostram mais de 500 golfinhos pintados do Atlântico nadando na orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor José Lailson, essa espécie de golfinho é comum no mar da cidade, mas os pesquisadores nunca tinham visto um grupo tão grande nadando junto.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Foto: Reprodução/ TV Globo

Os animais acompanharam o barco dos pesquisadores e, durante o passeio, ainda encontraram uma baleia Jubarte e brincaram com ela em alto mar.

Ainda segundo o professor, a baleia tem cerca de três anos de idade e mede 11 metros. A espécie costuma passar pelo litoral fluminense nessa época do ano rumo ao Nordeste, onde vai se reproduzir. Apenas na sexta, os pesquisadores encontraram dez baleias.

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Unesco lista área de proteção das últimas vaquitas no México

Foto: WAN

Foto: WAN

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou uma designação “em perigo” para uma área do México que é o último refúgio remanescente das vaquitas ameaçadas de extinção e do peixe também ameaçado totoaba. Uma equipe internacional de cientistas especialistas concluiu recentemente que apenas 10 vaquitas restaram vivas em 2018.

A designação “em perigo” para as ilhas e áreas protegidas do México e do Golfo e da Califórnia veio em resposta a uma petição de 2015 apresentada pelo Centro de Diversidade Biológica e pelo Animal Welfare Institute. Depois de adiar uma decisão por vários anos, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu listar o local. Para que a área seja removida da lista “em perigo”, o México deve trabalhar com a UNESCO para desenvolver medidas corretivas para salvar a vaquita da extinção. Especialistas afirmam que talvez já seja tarde demais.

“Esta designação é um passo crucial para salvar as últimas vaquita sobreviventes da ameaça que as redes de pesca representam”, disse Alejandro Olivera, representante do Centro no México, que está participando da reunião do Comitê no Azerbaijão, em um comunicado. “A comunidade internacional acaba de enviar uma mensagem clara de que o México deve fazer mais pelas vaquitas, mas a decisão também abre oportunidades para o financiamento de um verdadeiro programa de conservação para evitar a extinção da vaquita. O governo mexicano terá novos incentivos e novos recursos para deter a pesca que está matando o mamífero marinho mais ameaçado do mundo”.

A principal ameaça que a vaquita enfrenta é emaranhamento dos animais em redes de pesca que são colocadas no mar para capturar camarões e várias espécies de peixes, especialmente o totoaba, também ameaçado. As bexigas natatórias do totoaba são exportadas do México para a China e outros países (mesmo com proibição legal) por organizações criminosas, onde são altamente valorizadas por suas chamadas “propriedades medicinais”.

A pesca é extremamente agressiva no norte do Golfo da Califórnia, no México. Entre outubro de 2016 e abril de 2019, organizações de proteção à vida selvagem, o governo mexicano e pescadores locais coletaram cerca de 1.200 redes de pesca do habitat da vaquita. A grande maioria dessas redes, 721, estava ativa e pronta para captura, e não como equipamento fantasma (descartada).

“A decisão do WHC (World Heritage Committee) é um apelo urgente para que o México receba assistência, inclusive financeira, de governos em todo o mundo para evitar que a vaquita se torne outro exemplo de extinção causada pelo homem”, disse Kate O’Connell, consultor de fauna marinha do Instituto de Bem-Estar Animal. “O México deve agir de forma decisiva para acabar com a pesca no habitat da vaquita e um esforço global liderado pelo México, China e Estados Unidos é necessário para erradicar o comércio, já proibido por lei, de partes de totoabas”.

Após vários anos de forte oposição a uma designação “em perigo” (o que significaria mais proteção para a espécie), as autoridades mexicanas que participaram da reunião do Comitê aceitaram a classificação. Os 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial reconheceram que, com tão poucas vaquitas remanescentes e um histórico pobre do México aplicando seus regulamentos para salvar a vaquita e do totoaba, a designação era necessária, segundo informações do site World Animal News.

“A pesca no norte do Golfo da Califórnia está empurrando a vaquita para o penhasco da extinção”, disse Zak Smith, advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Trabalhando com o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a nova administração mexicana agora tem uma pequena janela de oportunidade para mudar de rumo e tomar as ações ousadas porém necessárias para salvar a espécie nos próximos seis meses”.

A decisão do Comitê da Unesco abre a possibilidade de apoio adicional para salvar a vaquita. A região pode ser removida da Lista do Patrimônio Mundial com a classificação de “em perigo” se a vaquita não estiver mais sob ameaça. Por outro lado, a extinção da vaquita poderia levar o Comitê do Patrimônio Mundial a considerar a exclusão da propriedade da Lista do Patrimônio Mundial. O México deve evitar esse resultado a todo custo.

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Nevada aprova lei que proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: ADOBE

Foto: ADOBE

Nevada tornou-se o mais recente estado dos Estados Unidos a proibir a venda de cosméticos testados em animais, mas infelizmente os produtos importados da China estarão isentos da proibição. Por lei os produtos cosméticos chineses precisam ser testados em animais no país.

A Lei de Cosméticos Livre de Crueldade de Nevada (SB 197), que foi apresentada pela primeira vez aos legisladores estaduais em fevereiro, entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020.

Nem necessário, nem aceitável

A senadora Melanie Scheibel, autora do projeto, disse à ONG Cruelty-Free International: “Por mais de 50 anos os animais têm sido usados em testes dolorosos de cosméticos. Mas a ciência e a opinião pública evoluíram e hoje não é mais necessário ou aceitável prejudicar os animais” para produzir novos cosméticos.

“Chegou a hora de tornar a crueldade com os animais associada aos cosméticos uma coisa do passado e estou orgulhosa de que o estado de Nevada esteja liderando o caminho a ser seguido”.

Nada de “vitória total para os animais”

A ONG PETA disse: “Embora a nova lei seja certamente um progresso importante e empolgante, ainda não estamos prontos para chamar isso de uma vitória total para os animais”, ressaltando a isenção de países como a China.

Nevada segue os passos da Califórnia, que aprovou uma lei similar contra testes em animais no início deste ano, que também entrará em vigor a partir de janeiro de 2020.

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Embalagens plásticas descartáveis de shampoo usadas em hotéis podem ser banidas por lei

Foto: Getty Images

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Se aprovada, a lei entrará em vigor em 2023 para hotéis com 50 quartos ou mais. Os estabelecimentos de hospedagem com menos de 50 quartos teriam até 2024 para substituir totalmente os pequenos produtos de plástico.

Este não é um conceito totalmente novo na indústria hoteleira. No ano passado, o InterContinental Hotels Group e o Marriott International começaram a substituir os artigos de higiene pessoal de plástico de uso único por recipientes maiores que são presos na parede.

A Marriott implementou essas mudanças em até 450 propriedades sob sua administração e focou especificamente em propriedades que atendem viajantes de negócios.

O esforço para minimizar o uso de plásticos de uso único aumentou significativamente nos últimos anos no mundo todo.

Em 2014, o estado americano da Califórnia tornou-se o primeiro a promulgar uma proibição de sacolas plásticas em grandes lojas de varejo. O governo também impôs um encargo mínimo de dez centavos de dólar para sacolas de papel recicladas e sacolas plásticas reutilizáveis em locais específicos. Este ano, outro estado americano, Nova York seguiu o exemplo com um mandato estadual semelhante. Só nos EUA, vários condados e cidades menores adotaram legislação semelhante.

Canudos de plástico também receberam muita atenção dos legisladores. Em 2018, Seattle se tornou a primeira cidade dos EUA a proibir totalmente o uso de canudos de plástico.

A mudança cultural para longe do uso de produtos plásticos descartáveis chega em um momento importante. Estima-se que a América do Norte, definida como Bermudas, Canadá e Estados Unidos pelo Banco Mundial, tenha produzido cerca de 35 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2016, tornando-se o terceiro maior produtor mundial de resíduos plásticos naquele ano.

Produtos plásticos descartáveis acabam no oceano poluindo o planeta. A ONU estimam que até 80% do lixo flutuante é plástico, resultando em enormes prejuízos para a vida selvagem. Aproximadamente 1 milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos morrem a cada ano devido à ingestão de plástico.

Ainda assim, eliminar os pequenos produtos de higiene pessoal de plástico dos hotéis será uma mudança cultural significativa para os consumidores que já estão acostumados a esperar esses serviços quando viajam. Muitos consumidores já esperam encontrar os mini artigos de higiene fornecidos pelos hotéis e até colecionam os itens depois de uma viagem.

No entanto, os benefícios dessa proibição parecem superar em muito qualquer inconveniente para o consumidor. De acordo com a revista Lodging, a rede de hotéis Marriott estima que uma única propriedade com cerca de 140 quartos reduz o consumo de plástico em 250 libras de plástico por ano – ou em 23 mil garrafas plásticas.

O autor do projeto, o deputado Ash Kalra, espera que seus colegas legisladores também vejam o impacto significativo que esse projeto de lei pode ter.

Kalra disse à CALmatters: “Espero que meus colegas vejam isso como uma lei de senso comum que mais uma vez nos coloca como líderes quando se trata de tentar reduzir nosso consumo de plástico e líderes em questões do meio ambiente”.

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Mais um estado americano proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: Livekindly/Reprodução

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O estado de Nevada acaba de aprovar uma lei (SB 197) que proíbe a venda de cosméticos testados em animais.

O governador, Steve Sisolak, sancionou a lei de cosméticos livres de crueldade de Nevada 04 de junho. O projeto proíbe fabricantes de cosméticos de vender qualquer produto testado em animais após 1º de janeiro de 2020, quando a lei entrar em vigor.

Nevada é o segundo estado a proibir a venda de cosméticos testados em animais depois da Califórnia.

O projeto foi criado e apresentado pela senadora Melanie Schieble em fevereiro passado. “A compaixão exige a eliminação de testes em animais. Os cidadãos de Nevada pode se orgulhar de uma legislação que exige que as empresas de cosméticos eliminem os testes em animais para continuar fazendo negócios aqui ”, disse Schieble em um comunicado.

Enquanto os testes em animais já foram considerados a única opção para garantir a segurança do produto, o projeto de lei observa que os métodos modernos e livres de animais são mais rápidos, mais baratos e mais precisos.
Há mais de 50 anos de ingredientes existentes que já possuem dados de segurança validados e que as empresas podem usar na composição de produtos sem a necessidade de testes adicionais, poupando animais como ratos, cobaias, coelhos e, em casos raros, cães, de danos.

A legislação federal é próximo passo?

Monica Engebretson, diretora norte-americana de campanha da ONG Cruelty Free International, disse em um comunicado que a aprovação do projeto pode abrir caminho para a legislação federal, “já que a história mostrou que a atividade estatal leva a mudanças no nível federal”.

A ONG trabalhou para promover a Lei de Cosméticos mais Humanos (H.R.2790), que proibiria testes em animais para cosméticos, bem como a venda de produtos acabados testados em animais.

O projeto tem 186 co-patrocinadores e o apoio de mais de 150 empresas de cosméticos, incluindo a Unilever. No entanto, o projeto tem avançado lentamente desde que foi introduzido em junho de 2017.

No ano passado, a Lei de Cosméticos sem Crueldade da Califórnia foi sancionada pelo governador Jerry Brown. A lei, que também entra em vigor em janeiro de 2020, recebeu lapoio da Cruelty Free International. Uma legislação semelhante está pendente de aprovação no Havaí.

“Esta nova lei ajudará a informar um caminho para a legislação federal para que os EUA possam se juntar aos mais de 30 países que já se posicionaram contra os testes em animais para cosméticos”, continuou Engebretson.

O aumento da oposição aos testes com animais para cosméticos levou ao aumento das vendas dos produtos de beleza veganos. De acordo com dados da Mintel, a categoria de cosméticos veganos cresceu 175% entre julho de 2013 e junho de 2018.

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Ambientalistas impedem que ‘The Edge’, do U2, construa seu complexo de casas em Malibu

Os planos para construir uma casa de sonhos de 100 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de reais) em Malibu, na Califórnia , por The Edge, do U2, foram interrompidos por manifestantes ambientais.

O roqueiro de 57 anos, David Evans – alvo de adversários indignados que dizem que seu plano destruiria uma montanha intocada – terá agora de levar seu projeto de cinco casas, chamado “Leaves in the Wind”, para a Suprema Corte da Califórnia.

E se a estrela planeja prosseguir com o projeto – já há 14 anos em andamento – isso poderá levar mais um ano ou dois.

O grupo Sierra Club, com 640 mil membros, processou Evans há dois anos por causa da construção e perdeu. Mas eles apelaram da decisão e na última quinta-feira (21) ganharam com o Tribunal de Apelação da Califórnia, emitindo sua decisão a favor do clube e revertendo a decisão original do tribunal que teria permitido a Evans dar início à construção de suas casas.

“Estou extremamente feliz por termos vencido hoje”, disse Dean Minorff, o ex-advogado do Sierra Club.

“Esta é uma vitória para todos que se preocupam com o meio ambiente.”

“Este é um projeto terrível, bem no meio de uma bela área natural perto de um parque estadual. Colocar cinco casas lá seria ruim o suficiente, mas ele também quer colocar uma estrada para ter acesso a elas e isso iria destruir toda a encosta. É impensável o dano que isso causaria.”

Stan Lamport, advogado de Evans não respondeu ao pedido de comentários do DailyMail.com.

A decisão judicial de quinta-feira contra Evans é a mais recente de uma série de duras disputas judiciais travadas desde 2005, quando ele comprou 61 mil hectares de terras intocadas em Sweetwater Mesa, com vista para o píer de Malibu, em 2005 por 9 milhões de dólares (cerca de 36 milhões de reais).

O local é um penhasco íngreme coberto por arbustos esparsos, selva densa e afloramentos rochosos, habitado apenas por cascavéis, lagartos, veados e, ocasionalmente, coiotes.

Evans e sua segunda esposa, a dançarina nascida em LA, Morleigh Steinberg, se apaixonaram por causa de suas vistas espetaculares do Oceano Pacífico e porque achavam que seria um santuário perfeito e refúgio onde eles, junto com seus parentes – como sua irmã Gillian. Delaney – e amigos próximos, poderiam construir um complexo familiar longe de olhares indiscretos.

Ele contratou o famoso arquiteto LA, Wallace Cunningham, que, com a participação de engenheiros, geólogos e outros consultores, criou projetos para cinco casas futuristas, todas com piscinas, que deveriam se misturar com o caráter natural da encosta.

Mas quando os projetos – três dos quais eram para casas de mais de 12 metros quadrados – se tornaram públicos, tudo começou. “The Edge que pavimentar o paraíso”disse uma manchete local.

“The Edge da destruição”, escreveu outro.

Ambientalistas como o Sierra Club e Heal the Bay se juntaram ao Serviço Nacional de Parques e outros grupos de vigilância se alinharam para vetar as cinco casas – e a estrada de meia milha que precisaria ser construída para acessá-las – dizendo que arruinariam Malibu, a encosta e mataria a vida vegetal e animal do local.

Em 2009, o Santa Monica Mountains Conservancy Board também condenou o desenvolvimento e enviou uma forte carta de oposição à Comissão Costeira da Califórnia (CCC), órgão de 12 pessoas que deve aprovar antes que qualquer novo prédio seja permitido ao longo da linha costeira.

Com todo o furor e cartas de protesto que recebeu, quando o plano de Evans foi aprovado na reunião do CCC em junho de 2011, foi profundamente rejeitado por uma votação de 8 a 4, com o então diretor do CCC, o falecido Peter Douglas, dizendo a membros da comissão: “Em 38 anos de existência desta comissão, este é um dos três piores projetos que eu vi em termos de devastação.”

“É uma contradição em termos – você não pode ser um ambientalista e escolher este local.”

Mas Evans não aceitaria um não como resposta e processou o CCC.

Confrontado com o processo de Evans e seu pequeno exército de advogados e especialistas, o CCC suavizou sua posição, dizendo que se ele reduzisse o tamanho das casas e as tornasse menos visíveis, a Comissão poderia parecer mais favorável aos projetos.

Então Evans arquivou seu processo e enviou seus arquitetos, engenheiros e consultores de volta à prancheta.

Ele também disse que cederia 140 de seus 151 acres para uso público e prometeu 1 milhão de dólares (cerca de 4 milhões de dólares) para a Santa Monica Mountains Conservancy para construir e manter uma pista de caminhada pública.

Em troca, o Conservancy abandonou sua oposição ao projeto.

Evans até enviou advogados e lobistas para a capital do Estado da Califórnia, Sacramento, para tentar mudar as leis de planejamento. Esse movimento não teve sucesso, mas custou uma pequena fortuna.

Na verdade, estima-se que suas contas legais de lobby e passado e presente sejam mais de 10 milhões de dólares até agora.

Quando Evans trouxe seus planos revisados para o CCC para aprovação em dezembro de 2015, as cinco casas eram menores – a maior era de 9.500 metros quadrados – e as casas se agrupavam mais perto do que antes e ficavam fora da cordilheira, tornando-as menos visíveis Pacific Coast Highway, que corre ao longo do oceano abaixo.

Além disso, as casas seriam construídas com materiais “tons da terra”; eles teriam vidro não reflexivo para reduzir o brilho; e as lâmpadas não seria mais de 60 watts para evitar muito brilho durante a noite.

Com suas condições atendidas, o CCC aprovou os novos planos por uma votação de 12 a 0. Mas qualquer triunfo que Evans sentiu foi de curta duração.

Um mês depois, o Sierra Club processou, acusando o CCC de violar as leis ambientais locais ao aprovar os planos do astro do rock.

Suas casas dos sonhos mais uma vez precisariam esperar.

“O projeto é uma urbanização ultra luxuosa de cinco residências enormes e cinco piscinas colocadas no meio de centenas de acres de espaço aberto nas montanhas de Santa Monica, à vista de inúmeras áreas de observação pública ao longo da Pacific Coast Highway”. Advogado do Sierra Club, Wallraff argumentou no processo do grupo para bloquear o plano.

“Isso requer uma estrada de acesso de 2.180 pés altamente projetada. Também requer uma linha de água de 7 mil pés que será instalada com perfuração de valetamento e perturbará o habitat. Ao aprovar o projeto, o CCC não procedeu da maneira exigida por lei.”

Em maio de 2017, o juiz da Suprema Corte de Los Angeles, James Chalfant, negou a ação do Sierra Club e decidiu em favor de The Edge e do CCC.

O juiz decidiu que a Comissão havia cumprido as leis de planejamento local ao aprovar o projeto – cerca de 78 milhões de dólares (cerca de 300 milhões de reais) em custos de construção, incluindo 24 milhões de dólares (aproximadamente 100 milhões de reais) somente para a estrada de acesso.

Mais uma vez, o júbilo de Evans em ganhar o processo não durou muito tempo.

Dois meses depois, o Sierra Club interpôs recurso contra a decisão do juiz Chalfant – e sua casa dos sonhos foi arquivada mais uma vez.

O processo de apelação – com resumos legais, moções e contra-moções totalizando 30 mil páginas de documentos judiciais – se arrastou por quase mais dois anos até que os juízes do Tribunal de Apelação do 2º Distrito da Califórnia ouviram argumentos orais dos advogados de Evans, Sierra Club e CCC. em uma audiência em Los Angeles em 14 de fevereiro deste ano.

Na quinta-feira (21), eles emitiram seu veredicto – que confirmou a apelação do Sierra Club e descartou a decisão do tribunal original de Evans.

Os juízes de apelação descobriram que o CCC NÃO cumpriu as leis de planejamento local ao aprovar o projeto de Evans e que o Departamento de Planejamento de LA tem poder de aprovação sobre o projeto, não sobre o CCC.

O recurso de Evans agora seria levar o caso à Suprema Corte da Califórnia.

“Quem perder pode pedir à Suprema Corte da Califórnia para reverter a decisão de apelação”, Wallraff, o advogado do Sierra Club, explicou ao DailyMail.com.

“Tenho certeza de que Evans levará seu caso à Suprema Corte. Mas não há garantia de que a Suprema Corte concordará em ouvir o caso, uma vez que eles só ouvem 3 a 5% dos que foram submetidos à revisão.”

“Se a rota da Suprema Corte não funcionar, Evans poderia apresentar seus planos aos planejadores do Condado de LA, um processo que levará mais um ano.”

Durante esse tempo, a casa dos sonhos do Edge será apenas isso, um sonho.

Fonte: Daily Mail

Califórnia avança na proibição do comércio de peles de animais

Membros da rede de defesa dos direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) protestando contra o comércio de peles em frente a uma das lojas da Bloomingsdale’s na Califórnia (Foto: DxE/Divulgação)

A Califórnia deu mais um importante passo a caminho da aprovação do projeto de lei A44, que visa proibir o comércio de peles de animais em todo o estado. Na última votação, dessa vez com membros do Comitê Judiciário da Assembleia Legislativa da Califórnia, o resultado foi 9 a 2 a favor do projeto.

No início do mês, o Comitê de Água, Parques e Vida Selvagem também aprovou a proibição. O projeto é de autoria da parlamentar Laura Friedman que qualificou o comércio e o uso de peles de animais como ultrapassado e desnecessário após o parecer favorável do Comitê Judiciário, segundo publicação de ontem do jornal de moda Women’s Wear Daily.

“Hoje temos uma variedade de alternativas mais humanas. Não há necessidade de peles no século 21 e não há lugar para isso em um futuro sustentável”, discursou Laura após o resultado da votação.

Ela lembrou também que os animais são retirados do próprio habitat e mantidos em gaiolas até o momento em que são mortos para a extração de suas peles. Vale lembrar que várias cidades do estado da Califórnia já baniram o uso de peles, como San Francisco, Berkeley, West Hollywood e Los Angeles, que estabeleceu um prazo de adaptação que termina no dia 1º de janeiro de 2021.

Organizações como a Federação Internacional de Peles criticaram o projeto, dizendo que seria possível estabelecer uma alternativa de “monitoramento da cadeia de suprimentos por meio de auditorias”.

Este mês a ativista dos direitos animais e membro da Assembleia Legislativa de Nova York, Linda Rosenthal, apresentou um projeto de lei que prevê a proibição da produção e venda de peles de animais no estado de Nova York até 2021.

“As fazendas de peles nos Estados Unidos criam animais como guaxinins, raposas, martas e chinchilas para matar simplesmente por causa de suas peles, e muitas vezes usando métodos cruéis e desumanos”, criticou Linda em memorando apresentado na Assembleia Legislativa de Nova York.

Leões da montanha podem estar extintos em menos de 15 anos na Califórnia

Foto: Wan/Reprodução

Foto: Wan/Reprodução

Os leões da montanha de Santa Monica e Santa Ana, na Califórnia (EUA), estão se correndo um sério risco de extinção, segundo informações de um novo estudo realizado pela Ecological Applications.

Pesquisadores da UCLA, da UC Davis e do National Park Service descobriram que a fragmentação e perda de habitat levaram as populações da espécie a níveis perigosamente baixos de diversidade genética.

Com a endogamia (consanguinidade), a população de grandes felinos de Santa Monica pode se extinguir em apenas 15 anos. A população de Santa Ana pode ter menos tempo ainda, apenas 11 anos.

O estudo previu a “rápida perda de diversidade em ambas as populações”, o que provavelmente levariam espécie à extinção, a menos que os leões da montanha se misturem regularmente com outras populações para aumentar sua diversidade genética.

“Este estudo alarmante mostra que precisamos realizar esforços urgentes para melhorar a diversidade do habitat e evitar que os leões da montanha percam seus lares para a construção de estradas ou entrem em conflito com seres humanos”, disse J.P. Rose, advogado do Centro de Diversidade Biológica em um comunicado.

“A construção de estradas limita o movimento e prejudica os habitats cruciais para algumas das criaturas mais ameaçadas da região. As autoridades precisam criar mais possibilidades de contato entre a vida selvagem para que os animais tenham espaço para prosperar”, disse o advogado.

Os cientistas já identificaram locais adequados para circulação de vida selvagem que ajudariam as populações de leões da montanha, mas faltou financiamento.

Recentemente, o condado de Ventura adotou uma medida inédita que protege os corredores naturais frequentados vida selvagem existentes e os habitats intactos, de se tornarem excessivamente fragmentados pelo desenvolvimento. Mas precisa ser feito muito mais em relação as barreiras que já existem e que impedem os animais de encontrar comida, companheiros e abrigo.

Milhões de animais são mortos todos os anos nas estradas e rodovias da região, de acordo com especialistas da UC Davis. Alguns dos animais mais ameaçados do estado, de raposas de san joaquin a salamandras-tigres, estão tendo suas populações reduzidas em função de atropelamentos.

Um primeiro passo seria identificar os pontos chave onde os animais são atingidos pelos carros. Poderiam então ser construidas ou melhoradas as travessias da vida selvagem. Mas Caltrans nem sequer rastreia as mortes em rodovias.

“Enquanto o estado posterga a tomada de medidas, outros estados estão instalando cruzamentos em pontos críticos e observando reduções de até 95% nas colisões com animais selvagens”, disse Rose. “As autoridades do departamento de transporte precisam agir enquanto ainda há tempo para salvar esses leões da montanha.”

Em dezembro de 2017, o Centro e seus aliados entraram com uma ação contra o projeto Altair, em Temecula, que fragmentaria ainda mais o habitat dos grandes felinos de Santa Ana. O projeto de 200 acres incluiria um desenvolvimento de de rodovias que degradariam parte da última conexão remanescente entre as populações de leões das montanhas de Santa Ana e das cordilheiras peninsulares.

Cirva denuncia que é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México (Foto: Greenpeace/Marcelo Otero)

De acordo com um relatório publicado este mês pelo Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita (Cirva), é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo, animal considerado o menor cetáceo do mundo.

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México, e tem um metro e meio e pesa cerca de 50 quilos. E a má notícia é que ela pode ser extinta antes de 2022.

A maior causa do risco de extinção do cetáceo é a pesca ilegal no Golfo da Califórnia, onde as vaquitas sempre foram visadas porque suas bexigas natatórias têm alto valor comercial na China.

Em reação à situação, o diretor Richard Ladkani e o ator e produtor Leonardo DiCaprio uniram forças para produzir o documentário “Vaquita – Sea of Ghosts”, que foi aclamado no Sundance Film Festival, em Park City, Utah, no mês passado.

O documentário que discute a pesca ilegal e as tentativas e meios de salvar a vaquita conta com a participação do ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto e da organização Sea Shepherd. “Vaquita – Sea of Ghosts” é uma continuação do documentário indicado ao Oscar “The Ivory Game”, de 2016, que aborda o comércio ilegal de marfim. Ainda não há previsão de quando o documentário vai ser disponibilizado ao público.

A pet shop Animal Kingdom é processada por burlar a lei que proíbe venda de cães criados comercialmente

A legislação da Califórnia não permite comércio de cães provenientes de criadores | Foto: WAN / Reprodução

A legislação da Califórnia não permite comércio de cães provenientes de criadores | Foto: WAN / Reprodução

O Animal Legal Defense Fund (Fundo de Defesa Animal, na tradução livre) entrou com uma ação contra a pet shop Animal Kingdom alegando que os grupos de resgate de animais “Bark Adoptions” e “Rescue Pets Iowa”, seriam parte de um esquema escuso de lavagem de filhotes para burlar a lei da Califórnia que proíbe a venda de cães de criadores comerciais, uma operação cruel comumente chamada de “fábricas de filhotes”.

A lei, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2019, exige que as lojas de animais só obtenham animais de órgãos públicos de controle de animais, abrigos ou resgates de grupos com registro federal, ou seja, grupos que não obtenham animais de criadores ou intermediadores por comissionamento.

Apesar da proibição, o Animal Kingdom continuou a vender filhotes de raça de 8 semanas de idade por mais de 2.000 dólares em 2019. A loja identifica a origem desses filhotes como proveniente da Bark Adoptions, um grupo recém-formado – que foi incorporado em novembro de 2018 e entrou com seu pedido de registro como organização sem fins lucrativos em 18 de janeiro de 2019. De acordo com o site da Receita Federal, a Bark Adoções não é uma organização sem fins lucrativos registrada federalmente como requer a lei.

O processo movido pelo Animal Legal Defense Fund, cuja entrada foi dada em nome de duas ONGS, a Bailing Out Benji e uma corporação para a prevenção de crueldade contra animais, alega que a Animal Kingdom está burlando a lei e enganando os consumidores usando a Bark Adoptions como um intermediário para “lavar” cachorros comercialmente criados para lucro e rotulá-los como animais provindos de “resgates”. A ação alega que a Bark Adoptions obtém filhotes da Rescue Pets Iowa com sede em Ottumwa, Iowa.

“Moinhos de filhotes são cruéis e veem os animais como cultivo de dinheiro, produtos apenas – esses lugares mantem cadelas engravidando e dando à luz constantemente, independentemente de sua saúde ou necessidades veterinárias”, disse o diretor executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells. “Leis de combate a venda de cachorros como a da Califórnia foram criadas para combater as fábricas de filhotes e suas práticas deploráveis. Tentativas de contornar essas leis não serão impugnadas”

A Califórnia foi o primeiro estado a aprovar uma proibição de venda de animais domésticos em 2017, com Maryland fazendo o mesmo em seguida, já em 2018. Muitas cidades grandes instituíram leis semelhantes, incluindo Chicago e Filadélfia.

Lembrando que aqui no Brasil a Petz, maior rede de pet shops do país, anunciou em fevereiro deste ano que as 82 lojas da rede não venderão mais filhotes de cães e gatos.

A atitude foi tomada após o fechamento do canil Céu Azul, em Piedade (SP), que explorava animais e os vendia para serem comercializados em pet shops, incluindo a Petz e sua concorrente, a Petland.

Animais são vidas, seres sencientes, capazes de amar e sofrer e não produtos para serem comercializados.