Animais são brutalmente mortos em festival anual muçulmano

Foto: Reuters

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Muçulmanos de todo o mundo celebram o Eid al-Adha, a festa do sacrifício, o segundo de dois feriados islâmicos celebrados todos os anos, marcando o fim da peregrinação anual ou Hajj para a cidade sagrada saudita de Meca.

Em todo o mundo, homens, mulheres e crianças fazem orações e sacrificam animais como parte das celebrações.

Eid al-Adha no entanto, é o mais sagrado dos dois feriados muçulmanos celebrados todos os anos. Fotos do Paquistão mostram homens na rua matando cabras, camelos, vacas e ovelhas como parte das festividades.

Foto: AFP/Getty Images

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Cerca de 10 milhões de animais são sacrificados durante o festival, segundo a Associação de Curtumes do Paquistão.

Foram feitas orações em Mianmar, no Azerbaijão e no Iraque, enquanto na Índia a polícia revistava fiéis quando entravam em mesquitas, em meio a críticas crescentes ao tratamento dado aos muçulmanos sob o regime nacionalista hindu de direita do primeiro-ministro Modi.

Alguns muçulmanos matam um animal em forma de sacrifício e dividem a carne em três partes, uma para a família, uma para amigos e parentes e outra para os pobres.

Foto: AFP/Getty Images

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O ato é feito para honrar a disposição de Ibrahim de sacrificar seu filho como um ato de obediência ao mandamento de Deus, como dito no Alcorão. No entanto, antes que ele pudesse sacrificar seu filho, Deus lhe forneceu uma ovelha para matar.

Abuso e maus-tratos

Enquanto a população muçulmana da Índia se prepara para celebrar o Eid-al-Adha, o festival islâmico do sacrifício, popularmente conhecido como Bakrid, a organização sem fins lucrativos que atua pelos direitos dos animais PETA visitou um abatedouro em Deonar, em Mumbai, revelando crueldades inimagináveis praticadas com os animais na véspera do Eid.

Foto: EPA

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A entidade visitou um matadouro na região de Deonar em Mumbai, onde supostamente milhares de cabras e ovinos e cerca de 2.700 búfalos chegaram de várias cidades indianas para serem vendidos para o sacrifício.

Um vídeo compartilhado pela ONG mostra como os animais transportados para o matadouro foram submetidos a horríveis atrocidades, em desacordo com as leis de transporte de animais, conforme mandado por uma ordem de 2017 da Suprema Corte da Índia.

O vídeo revela a dura realidade e a selvageria sofrida pelos animais durante o transporte para os matadouros e o subsequente tratamento cruel que tira suas vidas. Como pode ser visto nas imagens, um trabalhador no matadouro admite que os animais habitualmente morrem no transporte devido à superlotação e falta de cuidados por parte dos transportadores. Os corpos de animais que morrem em trânsito são tratados com insensibilidade notória, esteiras rolantes são usadas para descartar os corpos dos animais mortos.

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Cartas mencionando as denúncias foram escritas aos altos funcionários do governo do estado de Maharashtra, da Polícia de Mumbai, da Corporação Municipal de Brihanmumbai, do Conselho de Bem-Estar Animal do Estado de Maharashtra, da Sociedade para a Prevenção da Crueldade aos Animais, do Conselho de Bem-Estar Animal da Índia e da Food Autoridade de Segurança e Normas da Índia pedindo que eles apurem as acusações.

Em todo o mundo, milhões de animais entre bois e vacas, a maioria deles cabras e ovelhas são mortos no dia de Bakrid como uma marca do sacrifício feito ao Todo-Poderoso. PETA apelou aos muçulmanos para se absterem de sacrificar animais e pediu-lhes que concedam a misericórdia a estes seres sem voz, celebrando um Eid sem sangue. A ONG pediu ainda aos muçulmanos que distribuam alimentos veganos, ofereçam ajuda à instituições de caridade e dediquem-se a tudo que não envolva matar animais.

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Camelos são amarrados e içados por guindastes em mercado de animais no Sudão

Foto: AFP/Getty Images

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Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres capazes de sentir, sofrer, criar laços e compreender o mundo ao seu redor. Mas o ser humano insiste em precificar, vender e comprar esses seres, condenando-os à vidas de escravidão e sofrimento por lucro e ambição desmedidas.

A indústria do comércio de camelos do Sudão é um exemplo flagrante dessas cruéis transações comerciais. O negócio permaneceu estável, apesar da recente agitação política do país, que viu Omar al-Bashir afastado após três décadas governando o país com mão de ferro, segundo informações do Daily Mail.

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Comerciantes de toda a nação africana visitam diariamente o mercado de camelos de El Molih, na cidade de Omdurman, a oeste da capital Cartum, para comprar e vender grupos inteiros do animal do deserto.

Alguns camelos são enviados para matadouros de carne, enquanto aqueles que são considerados “superiores” são exportadas para países do Golfo, como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para participar de corridas que envolvem apostas de milhões de libras.

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Transportar o animal imenso é uma tarefa difícil, agora os comerciantes estão usando um guindaste móvel para levá-los até os caminhões.

As fotografias recentes mostram um dia normal no mercado de animais, onde camelos são içados por um guindaste móvel, com as patas dianteiras e traseiras fortemente amarradas para restringir seus movimentos.

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Os animais do deserto, notavelmente aterrorizados, são então transportados para a parte de trás de carrocerias de caminhões com destino ao Egito, Israel ou nações do Golfo.

O preço de cada camelo depende da finalidade da venda do animal.

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Um camelo vendido para a indústria de carne tem seu valor fixado em 60 mil a 90 mil libras sudanesas (cerca de 5 mil reais).

Mas os camelos destinados às corridas nos países do Golfo podem ser vendidos por até 1,5 milhão de libras sudanesas (em torno de 120 mil reais) cada.

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Após a deposição de al-Bashir em abril, muitos comerciantes de camelos nem perceberam a maior agitação política do país em décadas.

Ahmed Mohamed Ahmed, vendedor de camelos, disse: “Com ou sem Bashir, este país é o mesmo para nós”.

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“Tudo o que estamos interessados em saber é se o preço dos animais sobe ou desce”, acrescentou.

Ali Habiballah, 52, outro comerciante de camelos, disse: “Que protestos? Temos tudo o que precisamos no deserto – água, comida e animais, não temos exigências”.

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Seu filho acrescentou: “Não nos importamos com política. Eu nem vou a Cartum (capital do país)”.

O Sudão foi abalado pela primeira vez pela crise política desde 19 de dezembro, quando os protestos contra a triplicação dos preços do pão eclodiram contra o então governo de Bashir.

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Veterinária usa Facebook para vender filhotes de canguru

Foto: Facebook

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Animais não são produtos para serem precificados são vidas sencientes, companheiros de planeta e qualquer tentativa de lucrar sobre eles, e afastá-los de seu habitat natural, tornando-os de animais selvagens em animais domésticos trará imensos danos e sofrimento a esses seres.

Uma criadora de animais americana enfrentou uma onda de revolta e criticas ferozes dos usuários da rede social por vender cangurus bebês no Facebook por 7100 dólares cada.

A mulher que se diz natural e residente do Texas (EUA), se descreve como uma “veterinária simples e exótica” no Facebook, vende também “zebras de qualidade, camelos e cangurus” online.

Foto: Facebook

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Seu último post provocou protestos violentos depois que a veterinária postou uma foto de seis filhotes de canguru, com um preço inicial de 7,1 mil dólares para cangurus do sexo feminino e 2800 dólares cangurus do sexo maculino.

Infelizmente não é considerado ilegal pela lei americana possuir um canguru no estado do Texas, mas os marsupiais não podem ser treinados em casa.

Eles podem crescer até dois metros de altura e pesar até 90 kg e requerem espaço adequado para se movimentar e correr.

Grupos que atuam em defesa dos direitos animais questionaram se a prática da veterinária era legal, alegando que os animais precisavam ser criados livres na natureza, de onde jamais deveriam ter saído.

“Estes animais indefesos jamais deveriam estar à venda, eles pertencem a natureza e não devem ser criados em cativeiro! Pobres filhotes de cangurus! Isso é absolutamente horrível! ”, escreveu um deles.

“Especialistas em animais devem estar envolvidos”, comentou outro.

Foto: Facebook

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“Eles não poderiam estar em estado selvagem agora, eles todos ainda tomam mamadeira infelizmente eles não se ajustariam em estado selvagem agora. Pelo menos na minha compreensão, mas devem ser soltos quando estiverem maiores, prontos e adaptados”, explicou um deles.

Desde então, a veterinária removeu a postagem do Facebook, mas ainda anuncia em seu site a venda dos animais selvagens, segundo informações do Daily Mail.

Animais selvagens nativos da Austrália sendo vendidos em redes sociais

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Austrália que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

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Investigação secreta mostra animais sendo violentamente surrados no Egito

Foto: PETA

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Uma investigação secreta conduzida pela PETA revelou que os animais explorados nos principais destinos turísticos do Egito, incluindo a Grande Pirâmide de Gizé, Saqqara e Luxor são”espancados até sangrar” por manipuladores.

Agora, a PETA Asia, responsável pelas imagens, pede a proibição do uso de animais para transporte e locomoção em pontos turísticos do país.

De acordo com a ONG, cavalos e camelos são explorados diariamente pela indústria do turismo em locais de enorme influxo de turistas, são usados para transportar os visitantes em suas costas ou em carruagens.

A PETA relata que as condições em que os animais são explorados são terríveis – com os cavalos e camelos trabalhando sem parar “sob sol e calor escaldantes, sem sombra, comida ou água”.

Animais espancados

A ONG ressalta que o vídeo mostra os exploradores responsáveis pelos animais em Gizé batendo violentamente em um cavalo que havia caído exausto enquanto era forçado a puxar uma carruagem, homens e crianças são vistos também “gritando e batendo violentamente em camelos com paus” até seus rostos ficarem ensanguentados no Mercado de Camelos Birqash.

A PETA Asia escreveu para a ministra do Turismo do país, Rania Al-Mashat, pedindo ao Egito que utilize meios de transportes modernos como veículos elétricos, em vez de animais, para transportar as pessoas.

Vergonhoso

“É vergonhoso que animais exaustos e visivelmente abatidos sejam espancados e chicoteados para fazer passeios sem fim no calor, mesmo quando suas pernas vergam de tanto cansaço e chegam a entrar em colapso”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A PETA está pedindo ao Ministério do Turismo egípcio que substitua esses animais maltratados por veículos, como os riquixás elétricos, para que os turistas possam apreciar a rica história do país sem apoiar a crueldade contra os animais”.

A ONG acrescenta: “Uma vez que os camelos vendidos no mercado Birqash não são mais capazes de fazer passeios em torno das pirâmides de Gizé e Saqqara, eles são devolvidos ao mercado e enviados para serem mortos”.

Transporte elétrico em pontos turísticos

Há um precedente para as investigações da PETA que levaram a esse resultado ja esperado; após a investigação realizada pela ONG em Petra, o príncipe filantropo e vegano, Khaled Bin Alwaleed, revelou seu real papel nos planos de restauração de um importante sítio arqueológico na Jordânia, que envolviam preservar a história dos seres humanos e proteger os animais.

O Parque Arqueológico de Petra – declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985 – atrai centenas de milhares de pessoas todos os anos. Muitas pessoas montam animais, incluindo burros, camelos, mulas e cavalos ao longo dos degraus do parque até o mosteiro do local. Isso está danificando os degraus e causando sofrimento aos animais.

Através de sua empresa KBW-Ventures, o Príncipe Khaled deu assistência específica para reconstruir as escadas, construir um santuário para os animais se mudarem e fornecer veículos personalizados para o local que será entregue aos moradores locais. Além disso, estações de carregamento solar serão doadas, assim os veículos serão 100% livres e sem despesas também.

Algumas pessoas, realmente fazem a diferença quando assim o desejam. Cada um pode desempenhar um papel em defesa dos direitos animais. Ao recusar-se a fazer passeios sobre animais e alimentar essa indústria cruel de turismo, seja em que país for, ou envolvendo qualquer outra forma de exploração

Camelos são explorados em rinhas no Paquistão


Culturas, tradições e crenças abusam e exploram animais em suas festividades. Eles nascem são condenados ao sofrimento e a dor pela ignorância humana. Exemplos disso são rinhas de camelos, realizadas há mais de 2 mil anos, que continuam ocorrendo no Paquistão apesar da proibição.

O festival Layyah atrai uma multidão para assistir animais lutando com seus pescoços e se mordendo para tentar derrubar o adversário. Machucados, os animais uivam de dor e o tutor do camelo vencedor ganha 715 dólares (cerca de 2.800 reais).

O país tem uma longa história de esportes sangrentos – com ursos, galos e cachorros, entre as outras criaturas forçadas a lutar.

“De acordo com a lei paquistanesa, todas as lutas de animais são ilegais”, disse o advogado Abdul Ahad Shah, da organização de bem-estar animal.

Ele acrescentou que a maioria dos camelos feridos nas lutas não recebe atendimento médico adequado.

“Os aldeões usam remédios locais para tratar feridas. É cruel”, explicou Shah.

No ano passado, foi aprovada uma emenda à sua Lei de Prevenção à Crueldade contra os Animais no Paquistão que propunha que a multa por incitar os animais a lutar deveria ser aumentada mas até agora nenhum progresso foi feito.

Rinhas na Turquia

Milhares de espectadores se reuniram na cidade do Mar Egeu de Selcuk para assistir ao evento turco: camel wrestling – uma tradição que acontece há 2.400 anos.

Outros festivais menores são realizados em todo o país durante os meses de inverno – tradicionalmente época de acasalamento de camelos, mas o de Selcuk, perto da antiga cidade grega de Éfeso, é o maior e mais prestigiado. A última edição da competição reuniu cerca de 120 camelos e seus tutores, muitos dos quais adornavam seus animais com a bandeira vermelha e branca do país.

Políticos já tentaram o que o Selcuk Camel Wrestling Festival fosse listado como Patrimônio Mundial Imaterial da UNESCO.

Lutas de camelos são realizadas em tradicional evento turco

Culturas, tradições e crenças abusam e exploram animais em suas festividades. Eles nascem são condenados ao sofrimento e a dor pela ignorância humana.

No último domingo (20), camelos com selas decoradas, lutam durante o maior festival de luta livre de camelos da Turquia, na cidade do Mar Egeu de Selcuk.

Milhares de espectadores se reuniram na cidade do Mar Egeu de Selcuk para assistir ao evento turco: camel wrestling  – uma tradição que acontece há 2.400 anos.

Outros festivais menores são realizados em todo o país durante os meses de inverno – tradicionalmente época de acasalamento de camelos, mas o de Selcuk, perto da antiga cidade grega de Éfeso, é o maior e mais prestigiado. A última edição da competição reuniu cerca de 120 camelos e seus tutores, muitos dos quais adornavam seus animais com a bandeira vermelha e branca da Turquia.

Cada animal pesa em média 600 quilos e são decorados com pompons multicoloridos e cocares ornamentados. Com suas corcundas escondidas sob selas bordadas, os “lutadores” entram na arena dois de cada vez e brigam, geralmente a uma curta distância de um camelo fêmea no cio. As informações são do Daily Mail.

As batalhas terminas em alguns minutos, enquanto a multidão grita e torce assustadoramente. Um vencedor é declarado quando um dos camelos cai no chão ou sai do campo.

O festival ainda vai além do wrestling. No dia anterior à competição, os camelos enfeitados desfilam pela cidade em um “concurso de beleza”.

Durante o triste evento principal, bandas tocam músicas folclóricas e famílias fazem churrasco nas colinas em frente à arena, como se o cruel e doloroso combate fosse divertido, saudável e engrandecedor para a cultura local.