A Estée Lauder Companies, fabricante e vendedora líder de produtos de maquiagem, cuidados com a pele, cabelos e fragrâncias, aderiu à campanha #BeCrueltyFree. A campanha, liderada pela Humane Society International (HSI), visa acabar com todos os testes cosméticos em animais em todo o mundo e é o maior esforço feito pela causa na história.
A Estée Lauder Companies vende seus produtos em mais de 150 países e territórios com mais de 25 marcas, incluindo a Michael Kors Beauty, a MAC Cosmetics e a Too Faced.
Anna Klein, vice-presidente sênior de Assuntos Corporativos Globais da Estée Lauder Companies, disse em um comunicado que a empresa está “orgulhosa” de ter uma parceria com a HSI.
“[HSI] faz um trabalho tão sério e cuidadoso defendendo animais em todos os lugares”, disse Klein. “Eles têm sido um parceiro e consultor maravilhoso enquanto trabalhamos juntos em direção ao nosso objetivo comum de acabar com os testes com animais em cosméticos no mundo todo”.
A presidente da HSI Kitty Block declarou: “Testes em animais correspondem a ciência do século passado, mas para criar leis que acabem com eles precisamos unir forças com líderes de mercado voltados para o futuro, como The Estée Lauder Companies”.
“Estou confiante de que, trabalhando em conjunto com empresas de beleza através da nossa campanha #BeCruelty, podemos ajudar a pôr fim aos testes de cosméticos em animais até 2023”, acrescentou ela.
A Esteé Lauder é vegana?
Nem todas as marcas da Estée Lauder Companies usam ingredientes veganos e alguns de seus produtos são atualmente testados em animais.
A gigante da beleza parou de testar em animais em 1990, no entanto, mais tarde começou a vender seus produtos na China, onde os testes em animais são exigidos por lei em muitos itens de beleza, de acordo com o New York Times.
A Estée Lauder Companies escreve em seu site que reconhece sua “responsabilidade de contribuir para a solução sustentável para o fim dos testes em animais para cosméticos”.
“Acreditamos que, por meio de parcerias fortes, compartilhando nossa ciência e interagindo com nossas comunidades de maneira significativa, podemos contribuir para o fim global dos testes com animais cosméticos”, acrescenta.
O que é a campanha #BeCrueltyFree (#SejaLivredeCrueldade)?
A campanha #BeCrueltyFree visa aumentar a conscientização sobre experimentação animal na indústria da beleza entre legisladores, reguladores e partes interessadas corporativas, trabalhando em prol de um futuro onde os cosméticos sejam seguros e livres de crueldade.
A iniciativa ajudou na proibição da implementação e venda de cosméticos testados em animais em quase 40 países.
Para diminuir o número de animais submetidos a maus-tratos e ao abandono, uma empresária de Jundiaí, no interior de São Paulo, criou a campanha “Adote uma Castração”. O objetivo é encontrar empresas dispostas a custear castrações de animais abandonados.
Doze empresas da região e uma da capital já apoiaram a causa. O projeto será colocado em prática em julho.
Foto: Arquivo pessoal
“A expectativa é alcançar o número de 200 castrações até o fim da campanha”, disse a idealizadora ao portal G1.
Empresas interessadas em participar da campanha podem fazer inscrições gratuitas, até 7 de julho, na página oficial do projeto.
Para participar, a empresa tem que doar um pacote de ração ou algum objeto de utilidade para os animais, como cobertores e mantas. Cada empresa pode custear uma castração ou mais.
Com a adesão das primeiras empresas, a castração de 15 animais já foi agendada. “Estes animais aguardam em lares solidários até o momento da cirurgia, que será feita por uma clínica apoiadora da causa na cidade”, comentou a empresária.
Após a castração, os animais serão levados para uma feira de adoção em uma pet shop localizada na Rua Barão de Teffé, 933, no Parque do Colégio, em Jundiaí. Não há, no entanto, data definida para o evento ainda.
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou o Twitter, no último domingo (16), para defender a exploração e a crueldade animal promovidas pela vaquejada e pelo rodeio.
Na rede social, Eduardo alegou que os cavalos “melhores cuidados são justamente os que participam de esportes equestres”. O parlamentar não considerou, entretanto, que independentemente de supostos cuidados veterinários e boa alimentação, os cavalos submetidos à exploração e ao sofrimento durante a vaquejada e o rodeio, assim como os bois, bezerros e demais animais que são forçados a participar desses eventos.
Foto: Reprodução / portal O Holocausto Animal
Ao abordar o assunto, Eduardo publicou uma imagem que mostra uma reportagem do portal “Leiagora” denominada “Família Bolsonaro entra na ‘briga’ pela regulamentação do esporte equestre”. Na matéria, consta a informação de que políticos se posicionaram contra uma ação do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE/MT) que proibiu na Justiça a realização da prova do laço na 7ª Semana do Cavalo, no Haras Twin Brothers, em Cuiabá (MT). Ao contrário do que defendem esses políticos, inclusive a família Bolsonaro, a prova do laço é uma atividade extremamente cruel, na qual um participante, montado em um cavalo, persegue um bezerro e o laça pelo pescoço. O golpe sofrido pelo animal é tamanho que casos de lesões são comuns.
Na vaquejada – prática também bastante cruel -, o vaqueiro, montado em um cavalo, tem que derrubar um boi, puxando-o pela cauda, o que causa intensa dor ao animal e pode provocar ferimentos graves.
A intenção de Eduardo Bolsonaro é conseguir que um Projeto de Lei sobre o tema seja apresentado e aprovado para que, depois, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ferrenho defensor do rodeio e da vaquejada, faça a regulamentação para que não se repitam casos de ações judiciais que defendam os animais e impeçam que eles sejam vítimas da crueldade imposta por essas práticas.
Estudos científicos
A ativista vegana Paula Aviles publicou um vídeo no YouTube por meio do qual apresenta estudos que comprovam a crueldade de práticas exploratórias cometidas contra cavalos. O objetivo da militante era de expor os maus-tratos existentes na cavalgada. Os estudos apresentados por Aviles, porém, também serve para contrapor o posicionamento de Eduardo Bolsonaro de que cavalos são bem tratados em rodeios e vaquejadas.
Aviles explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.
A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.
Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.
Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.
Confira o vídeo publicado pela ativista:
Especialistas criticam rodeio e vaquejada
A crueldade do rodeio e da vaquejada é criticada por especialistas sérios e comprometidos com os direitos animais. Em laudo técnico presente nos autos nº. 8.961/97 da Segunda Vara da Fazenda Pública de Santos/SP, a médica veterinária e zootecnista Julia Maria Matera explica que os equipamentos usados nos rodeios causam sofrimento físico e psicológico aos animais.
“A utilização de sedém, peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além da dor física, esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua integridade”, disse Matera.
Sedém é apertado para o boi pular (Foto: Reprodução/YouTube/O Holocausto Animal)
O sedém, feito de lã ou algodão, é amarrado na cintura do animal – seja ele um boi ou um cavalo. Quando o animal ainda está no brete, momentos antes da montaria começar, o sedém é apertado, o que gera dor e desconforto, além do risco de gerar feridas. Incomodado, o animal pula na arena.
Defensores do rodeio costumam alegar que o sedém e os demais equipamentos usados não causam sofrimento aos animais. Entretanto, essa alegação é refutada não só pelo posicionamento de veterinários competentes e comprometidos com a proteção animal, como também por uma decisão do Rodeio de Limeira, de 2014, quando a Justiça proibiu que espora, peiteira, polaco e sedém fossem usados no evento e a organização cancelou a montaria sob o argumento de que sem esses equipamentos não seria possível realizar as provas. O posicionamento dos organizadores do rodeio comprovou que os animais só pulam porque o sedém os incomoda e lhes causa dor.
Em relação à vaquejada, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) divulgou, em 2016, uma nota oficial por meio da qual declarou que a prática causa sofrimento ao animal. A declaração foi apoiada e divulgada pela entidade “Proteção Animal Mundial”.
A Profª. Drª. Carla Molento, da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea/CFMV) explicou que “o gesto brusco de tracionar violentamente o animal pelo rabo pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos (…) e a queda também pode resultar em contusões na musculatura e lesões aos órgãos internos”.
Molento disse ainda que, mesmo que o sofrimento físico pudesse ser evitado, o impedimento de fuga a uma ameaça leva o animal a desenvolver reações de ansiedade, medo e desespero. Isso, segundo ela, “confirma o sofrimento emocional a que os bovinos são expostos em uma vaquejada”.
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O sacerdote cubano Dagoberto Isaac Cordero Chirino, de 66 anos, conhecido como Alawowwo, está fazendo uma campanha no Brasil contra o sacrifício animal em rituais religiosos. O objetivo dele é convencer pais e mães de santo a parar de matar animais.
Alawowwo veio ao Brasil a convite de mãe Solange, uma ialorixá proprietária do terreiro de canbomblé Roça dos Oxirás Afro-brasileiros, em Guarulhos (SP). Os dois se aproximaram, após se conhecerem em Cuba, porque mãe Solange queria parar de fazer sacrifícios de animais nos trabalhos que realiza.
O sacerdote Alawowwo (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)
Adepto do culto yezam (Ozaín), uma religião africana de 4,5 mil anos que nunca fez sacrifício animal, Alawowwo veio ao Brasil com a esposa, Marta de Armas Sotolongo, com quem é casado há 35 anos e tem três filhos. Os dois se hospedaram em uma casa a meio quarteirão do terreiro Roça dos Oxirás Afro-brasileiros.
Em 2016, Alawowwo iniciou mãe Solange no culto yezam. “Desde então não faço mais sacrifício animal em minha casa”, afirma ela, em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo.
Com algumas similaridades com a umbanda e o candomblé, o yezam nasceu no Benin, na África, e chegou a Cuba e a outros países da América Latina ao ser trazido por escravos africanos. A religião deve chegar, também, ao Brasil, caso os planos de mãe Solange e Alawowwo derem certo.
“Yezam é mais antigo que o candomblé e a umbanda, e tem alternativas para o uso do sangue”, afirma Alawowwo. Essas alternativas, porém, não podem ser expostas a quem não for iniciado no culto.
“Todas as religiões um dia fizeram sacrifício animal, os cristãos, os muçulmanos, os budistas. Mas se adaptaram às mudanças da sociedade e não fazem mais isso”, diz Alawowwo. “Até hoje nas missas católicas os padres falam ‘o sangue de Cristo’ quando levantam o copo, mas não é mais sangue que tem ali. Agora está na hora das religiões de origem africanas se adequarem aos tempos modernos”, completa.
A mãe de santo Solange Buonocore (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)
Os animais são mortos durante os rituais de iniciação, quando o sangue deles é usado, e para despachos oferecidos aos orixás. A justificativa para os sacrifícios é o uso do sangue na comunicação com as entidades. São mortos galinhas, patos, pombos, bodes, carneiros e bois e, depois, a carne é assada e consumida. Até mesmo o couro é utilizado para fabricação de instrumentos de percussão.
O sacrifício animal é legal, segundo a legislação brasileira. Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu, após realizar uma discussão sobre o tema que se iniciou em agosto de 2018, que a prática é constitucional. A lei, no entanto, determina que não pode haver crueldade nos sacrifícios, cabendo punição de até um ano de detenção em caso de maus-tratos. Não são, no entanto, todos os terreiros que praticam o sacrifício. Aqueles denominados “mesa branca” não o fazem.
“Na Europa já é proibido matar animais em cerimônias religiosas. As religiões africanas no mundo todo sofrem pressão das organizações de defesa dos animais e dos governos, e o culto de Yezam é um caminho”, diz Alawowwo.
O objetivo, agora, é conscientizar os pais e mães de santo brasileiros através de palestras e encontros, que serão organizados por mãe Solange. Até o momento, Alawowwo não tem compromissos agendados no Brasil, mas permanecerá no país pelo menos até meados de agosto. “É um trabalho complicado, mas estamos apelando à inteligência, à sensibilidade e à fé de integrantes de outros cultos”, concluiu o sacerdote.
Candomblé vegetariano
No Brasil, a mãe de santo Iya Senzaruban, decidiu parar de usar o sangue de animais em rituais do candomblé e começou a dar palestras e cursos sobre o que ela chama de “candomblé vegetariano”. Em entrevista exclusiva à ANDA, Iya afirmou que “a proposta do vegetarianismo no candomblé é fazer de uma outra forma, sem prejudicar o tipo de energia que a gente trabalha, sem mudar muito. As mudanças são muito poucas”. De acordo com ela, “não são eliminados os elementos da natureza, que é o que o candomblé trabalha, as forças da natureza”, mas são feitas mudanças “que vão desde a comida de santo, que não usa nem camarão ou ovo, nada de origem animal”.
A mãe de santo Iya Senzaruban (Foto: Divulgação)
“Não dá para buscar a mesma energia, porque a energia de sangue é muito pesada. Ela traz muita proteção mas ao mesmo tempo traz muita sujeira espiritual. Hoje em dia eu procuro ter uma limpeza espiritual e conseguir a mesma coisa sem ter que fazer uma matança: livrar as pessoas de problemas, principalmente na área de saúde, de doenças graves”, disse.
Estudos já comprovaram que o consumo de produtos de origem animal é prejudicial para a saúde humana. A mãe de santo, porém, lembra que eles fazem mal também para a espiritualidade de quem os consome. “Matar os animais é algo que espiritualmente não faz bem, pois você está tirando a vida e depois comendo cadáveres”, afirmou. Por outro lado, os vegetais, lembrou Iya, “não atingem a aura da pessoa”.
“O vegetarianismo é um estilo de vida para o bolso, para a saúde mental, espiritual e psicológica, pois tudo está ligado”, afirmou a mãe de santo.
Ao ser questionada sobre o que pretende o candomblé vegetariano, Iya respondeu: “a minha função, assim como para quem se sente nesta situação, é encontrar uma nova forma de louvar os orixás sem ofender os outros seres vivos. Eu acho que é uma demonstração de boa vontade para com Deus.”
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Após receber uma ordem de despejo, a vendedora Mônica Aquino, fundadora da ONG Lar dos Animais, iniciou uma campanha para arrecadar, em menos de um mês, R$ 55 mil para construir um novo abrigo para 230 animais, entre cães e gatos. Mônica tem até o dia 28 para desocupar o imóvel, que será vendido pelo proprietário, em Goiânia (GO).
Quarenta e um cães da entidade já foram levados para uma chácara, que foi alugado por Mônica. O local, no entanto, não tem estrutura para abrigar todos os animais. Se não conseguir concluir a construção das baias, ela terá que manter os animais amarrados a árvores, sem proteção contra o sol e a chuva.
Foto: Paula Resende/ G1
“Preciso de R$ 55 mil, mas não consigo. Não sei o que fazer, nem dormir eu durmo e de dia corro atrás de ajuda. Eu não sei o que vai acontecer, não vou deixá-los na rua”, lamentou Mônica ao G1.
A protetora de animais recebeu a ordem de despejo no início do ano e, desde então, tem realizado uma campanha em uma rede social para a conseguir fundos para a construção da nova sede da entidade. Até o momento, porém, ela não conseguiu recursos nem para pagar o material para terminar a obra na chácara localizada no município de Aparecida de Goiânia.
Mônica conta que precisa construir um espaço coberto para que os animais fiquem protegidos das mudanças climáticas. “Precisamos de areia lavada, brita, telha de amianto, metalon, canos para fazer tubulação e cimento para a parte de alvenaria. Também precisamos de alambrado para poder fechar a chácara”, disse.
Além de construir o novo abrigo, a protetora terá que reformar a casa na qual os animais vivem atualmente, de onde os animais precisam sair até 24 de junho para que haja tempo hábil para a realização das obras.
Por não ter previsão de quando as obras da chácara serão concluídas, Mônica passou a pedir a doação de coleiras, correntes e cabos de aço para prender os animais, já que essa seria a única alternativa que impediria que eles ficassem soltos na rua e corressem riscos.
Foto: Paula Resende/ G1
Além do espaço coberto, o projeto do novo abrigo contempla uma área para atendimentos de emergência e berçários para os filhotes. Para conseguir executar os planos, a protetora precisa de doação de materiais, mão de obra e dinheiro.
Além dos gastos que surgiram devido à necessidade de transferência dos animais da sede atual da ONG, Mônica gasta ainda aproximadamente R$ 20 mil mensais para cuidar dos cães e gatos resgatados. Ela iniciou os resgates em 2016. No começo, cuidava dos animais na rua, já que morava em apartamento e não dispunha de espaço para abrigá-los. A ONG foi fundada quando Mônica decidiu alugar uma casa para abrigar os animais.
A protetora conta que é comum que pessoas resgatem animais, levem-os até o abrigo da ONG com a promessa de arcar com os custos de alimentação e tratamento, e depois sumam, deixando a responsabilidade do animal inteiramente sobre ela. Sem receber ajuda, a entidade sofre com o acúmulo de dívidas, o que já fez, inclusive, com que Mônica vendesse seu carro em 2017 para arcar com as despesas dos animais.
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No desenvolvimento do Splenda, a multinacional causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos (Foto: Getty)
Uma campanha criada recentemente está pedindo à empresa Johnson & Johnson, gigante do ramo de produtos farmacêuticos e de higiene, para abdicar dos testes em animais. Segundo a idealizadora e ativista dos direitos animais, Jacqueline Canlas, com base nos princípios que a multinacional promove, o consumidor pode acreditar que a empresa tem altos padrões morais. Porém, a realidade não é bem assim.
A Johnson & Johnson pode alegar ser uma empresa ‘cruelty free’, no entanto, Jacqueline reforça que isso não condiz com a verdade, já que a multinacional desenvolve produtos testados em animais, o que pode ser confirmado pela internet – considerando tipo de produto e destino.
Além disso, o que pode criar uma ilusão da não realização de testes em animais são os braços menores da empresa, ou seja, suas subsidiárias – como a marca de produtos para pele Aveeno, os produtos de higiene feminina Carefree, os de higiene bucal Listerine; de cuidados com a pele e corpo Lubriderm; e de maquiagem, pele e cuidados com o corpo Neutrogena.
Há muitas outras como a Rembrandt, RoC, Stayfree, Reactine, Acuvue, Benalet, Clean & Clear, Cotonetes, NeoStrata, Mylanta, Nicorette, ob, Reach, Sempre Livre, Sundown, Tylenol, Band-Aid, Hipoglos, OGX e Desitin.
“A quantidade de testes em animais realizados pela Johnson & Johnson e suas empresas é colossal. Quantas vidas inocentes de animais foram tomadas, envenenadas e torturadas? Não deveria ser assim. Peço ao CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, e ao Conselho da Johnson & Johnson, que parem imediatamente de realizar testes em animais”, enfatiza a ativista dos direitos animais, que criou uma petição no site Care2, que já se aproxima de 83 mil assinaturas.
Segundo informações da Humane Society Internacional, só nos testes de segurança do adoçante Splenda, a multinacional fundada em 1879, causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos.
“Os cientistas queriam observar os efeitos do Splenda no sistema nervoso. Eles morreram simplesmente porque queríamos uma alternativa ao açúcar”, lamenta. Se você é contra a realização de testes em animais, assine a petição clicando aqui.
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Uma pet shop vai lançar, nesta quinta-feira (30), uma campanha do agasalho para animais em Campinas (SP). Os itens arrecadados serão entregues para três ONGs de proteção animal da cidade.
Com a chegada do frio, casos de animais que morrem de hipotermia são cada vez mais comuns. Nas ruas de Campinas, estima-se que pelo menos 15 mil deles estejam em situação de abandono, sofrendo com o descaso humano. No país, são cerca de 30 milhões. As informações são do jornal Americanense.
Foto: Pixabay
O objetivo da campanha é arrecadar cobertores, roupinhas e caminhas em bom estado de conservação. As entidades que receberão as doações são: Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor; Amor de Bicho Não Tem Preço e Gatos da Lagoa Taquaral.
Fundado pela protetora independente Marynes Silva, o Abrigo Adorável Vira-lata resgata animais do abandono e dos maus-tratos. Marynes, que milita pela causa animal há 16 anos, já salvou pelo menos 800 animais.
“O frio é o igual pra todos, humanos e animais. E se pudermos amenizar isso, porque não o fazer? Ser solidário muda o mundo”, afirma Marynes.
Com 15 anos de existência, a ONG Amor de Bicho Não Tem Preço foi fundada e é presidida pela protetora Claudia Carli. Atualmente, o abrigo mantém 65 gatos e 170 cachorros
No caso da entidade Gatos da Lagoa Taquaral, voluntários fornecem água e alimento para mais de 300 gatos que foram abandonados no Parque Portugal e permanecem vivendo no local.
Intitulada “Aquecendo com Carinho e Cobertor”, a campanha é uma iniciativa da Plus Pet. “Esta será a primeira de muitas campanhas que lançaremos ao longo do ano para auxiliar essas entidades, e outras que surjam. Afinal, não é apenas no inverno que os cães e gatos precisam da ajuda”, afirma Thiago Crepaldi, da Plus Pet.
Para fazer doações, basta levar os itens na pet shop, localizada na Rua Manuel da Ressurreição, 1.367 – no Guanabara. O horário de funcionamento, de segunda a sábado, é das 8h30 às 21h. A campanha será realizada até o dia 30 de junho.
Dois empresários veganos estão correndo uma maratona em uma tentativa de arrecadar dinheiro para os animais.
Mike e Joe Hill são pais e filho co-fundadores da empresa de pizza congelada One Planet Pizza. Neste fim de semana, eles estão trocando a cozinha pela estrada, enquanto vão correr a Maratona Rock ‘n’ Roll de Liverpool no dia 26 de maio.
Eles estão arrecadando fundos para a instituição de caridade vegana Viva!, que atualmente está realizando sua campanha #MooFreeMay este mês, que incentiva o público britânico a abandonar laticínios e experimentar deliciosas alternativas livres dos produtos lácteos tradicionais.
Problemas de treinamento
O evento tem previsão de ser difícil depois das circunstâncias que afetaram o treinamento dos Hills. Mike sofreu uma lesão no pescoço logo no início do treinamento, o que o impediu de treinar por três meses. Como resultado, o par treinou apenas adequadamente por algumas semanas.
Ele atribui o que descreve como sua “incrível recuperação” à sua dieta baseada em vegetais.
Corredores veganos
“Eu fiz algumas maratonas antes, mas nunca com apenas seis semanas de treinamento, e esta é a primeira de Joe, então será um verdadeiro desafio, mas correr por uma causa tão importante vai nos manter em movimento”, disse Mike. disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.
“Mike já correu maratonas no passado, mas está ficando mais velho agora e está apenas se recuperando de uma lesão”, acrescentou Joe. Mas eu nunca imaginei correr tão longe antes e especialmente com tão pouco tempo para treinar. Isso não será uma tarefa fácil, mas eu acho que a juventude pode vencer a experiência. Vamos descobrir.”
Os Hills querem arrecadar 500 libras (cerca de 600 dólares) para a ONG Viva! Você pode encontrar sua página de angariação de fundos aqui.
A partir de 22 de abril, Dia da Terra, Berkeley começará a Segunda-feira Verde (Green Monday), que exige que toda a comida servida pela cidade em suas instalações, reuniões e eventos às segundas-feiras seja livre de carne, de acordo com o jornal Berkeleyside.
De acordo com o site da campanha Meatless Mondays, ja são mais de 40 países pelo mundo que aderiram ao movimento. Entre as cidades americanas estão São Francisco, Los Angeles, Nova York, Washington, Aspen entre outras.
Além disso, a Green Monday, que foi referida como “Vegan Mondays” pela mídia local, exigirá que as refeições servidas sejam totalmente livres de todos os produtos de origem animal, incluindo laticínios e ovos.
Isso vem como resultado de uma resolução aprovada pelo Conselho Municipal de Berkeley em setembro, que exige que apenas comida vegana seja servida, em um esforço para reduzir o impacto sobre o meio ambiente.
“Muitas pessoas que se importam profundamente com a mudança climática, a preservação dos recursos naturais, a poluição não têm ideia dos impactos devastadores da ingestão de animais”, disse Amy Halpern-Laff, diretora de parcerias estratégicas da Green Monday e residente de Berkeley.
“Podemos fazer uma tremenda diferença apenas cortando nosso consumo de carne e laticínios um dia por semana.”
Após a análise mais abrangente do impacto da agropecuária no meio ambiente, os cientistas concluíram que a única maneira maior de reduzir a pegada ecológica é evitar carne e laticínios.
O estudo descobriu que, enquanto carne e laticínios fornecem apenas 18% das calorias, é responsável por 83% do uso das terras agrícolas.
A agricultura animal também é responsável por mais emissões de gases de efeito estufa do que todos os carros, aviões, trens e navios em uso atualmente combinados.
A Green Monday, movimento conhecido também por Segunda Sem Carne, Segunda-feira Vegana ou Segunda-feira Verde, é um movimento internacional focado em incentivar o consumo de alimentos vegetais para o benefício do meio ambiente e da saúde humana.
Críticos da resolução dizem que é exagero, com muitos dizendo que o governo não tem que decidir o que as pessoas podem e não podem comer.
No entanto, os defensores da campanha chamaram a resolução de “um passo na direção certa para lidar com a mudança climática”.
“Não estamos pedindo às pessoas que assumam uma nova identidade como veganas”, disse Halpern-Laff. “Nem o programa tem que acontecer em uma segunda-feira necessariamente”.
“Mas a Green Monday pede que as pessoas pensem mais criticamente sobre seus hábitos de consumo como um todo”.
Em outubro, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou as Meatless Mondays em conjunto com um restaurante local depois de escrever uma “proclamação baseada em vegetais” no último verão, onde pediu às pessoas que comessem menos carne pelo bem do planeta.
Na proclamação, Frey escreveu: “Considerando que, se cada americano optasse por comer alimentos vegetais em apenas uma refeição por semana, a economia de CO2 equivaleria a tirar mais de meio milhão de carros das estradas norte-americanas”.
A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)
Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.
A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.
No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.
E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”
O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.
Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.
Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos
Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.
“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.
Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.
“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.
O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.
“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.
No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.