PL que permite entrada de animais em hospitais é sancionado em Campo Grande (MS)

O prefeito Marcos Trad (PSD) sancionou um projeto de lei que autoriza a entrada de animais em hospitais públicos para visitas a pacientes internados em Campo Grande (MS).

Foto: Pixabay

A nova legislação determina que para que a visita ocorra o animal precisa estar higienizado, ter laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada, com vacina múltipla e antirrábica, assinada por veterinário com registro no órgão regulador da profissão. É necessária, também, autorização prévia do médico assistente e da comissão de infectologista hospital, além de solicitação e autorização do médico do paciente.

O animal terá que ser levado à unidade de saúde em uma caixa de transporte, guias presas a coleiras ou similares. Se necessário, enforcador e focinheira também podem ser usados. O texto da lei exige também comprovação de banho e escovação do animal nas últimas seis horas. As informações são do Correio do Estado.

Para que a visita seja realizada, os demais pacientes que terão contato com o animal também precisarão autorizá-la. Eles devem ser comunicados com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

As normas e procedimentos sobre o tempo de duração da visita e o local onde ela será realizada fica sob responsabilidade dos hospitais.

As despesas decorrentes da execução da lei, que entra em vigor na data de publicação, serão arcadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.


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Jovem mata cachorro com seis facadas em Campo Grande (MS)

Um jovem de 19 anos foi detido pela 6ª Companhia Independente da Polícia Militar no início da tarde deste sábado (13) por matar o cachorro dos avós com seis facadas depois de chegar em casa embriagado, na região do Vilas Boas, em Campo Grande (MS). Ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, ouvido e liberado.

Foto: Divulgação

Segundo boletim de ocorrência, uma mulher de 60 anos acionou a PM informando que o neto havia matado o animal. Ela relatou aos policiais que o rapaz chegou por volta do meio dia, bastante alterado, aparentando estar embriagado ou sob efeito de drogas.

Ele teria ido para o quarto, onde chutou a porta do guarda-roupas. O cão estava próximo, se assustou com o barulho e instintivamente reagiu, mordendo o rapaz no calcanhar. O autor então deu um soco no animal, se armou com uma faca e desferiu vários golpes até matá-lo.

À polícia, o rapaz disse que não consumiu drogas e que havia apenas ingerido bebida alcoólica. Ele se justificou alegando que o cão era bravo e que foi mordido logo ao entrar no quarto. Diante dos fatos, os policiais apreenderam a faca usada na ação e conduziram o suspeito para a delegacia, pelo crime de maus-tratos a animais.

Antes, ele foi levado até à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, onde passou por atendimento médico por conta de uma lesão na mão em razão do soco e do pequeno ferimento provocado pelo animal. A responsável pelo cão foi orientada a encaminhar o corpo para o Centro de Zoonoses. Depois de prestar esclarecimentos, o jovem foi liberado pela Polícia Civil.

Fonte: Conteúdo MS


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Câmara de Campo Grande (MS) debate liberação da entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Campo Grande (MS) realiza nesta terça-feira (25) uma audiência para debater a liberação da entrada de animais para visitas a pacientes internados em hospitais. Tema de um projeto de lei, de autoria do vereador Dr. Cury, o assunto será realizado às 14 horas e foi convocado pela Comissão Permanente de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais, composta pelos vereadores Veterinário Francisco (presidente), Dr. Cury (vice-presidente), Ayrton Araújo do PT, Fritz e Eduardo Romero.

Foto: Divulgação/PUCRS

A audiência vai debater o assunto com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul – CRM-MS, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul – CRMV-MS, a Secretaria Municipal de Saúde – SESAU, a Vigilância Sanitária, diretores de hospitais, a Sociedade de Psiquiatria de MS, profissionais da área de saúde mental, estudantes e acadêmicos, protetores de animais e ONGs. As informações são do portal Enfoque MS.

“É estudada e comprovada a influência positiva que os animais têm na saúde humana. Além de serem excelentes companhias, os animais fazem bem à saúde e são verdadeiros protetores e cuidadores. Essa proposta já é realidade em alguns hospitais do Brasil, como o Albert Einstein, em São Paulo e, recentemente foi aprovada pela Assembleia Legislativa do nosso Estado. Acredito que a possibilidade do animal visitar seu tutor no momento de uma enfermidade poderá sim, ajudar na recuperação”, afirmou Dr. Cury.

A proposta prevê autorização para animais entrarem em hospitais públicos. Para isso, eles deverão estar vacinados e higienizados e os tutores terão que apresentar laudo veterinário que comprove que os animais estão saudáveis.

A comissão de infectologia do hospital também terá que autorizar a entrada do animal, assim como o médico responsável pelo paciente. A presença de animais não é permitida, segundo o projeto, nos setores de isolamento, de quimioterapia, de transplante, de assistência a pacientes vítimas de queimaduras, na central de material e esterilização, de unidade de tratamento intensivo – UTI, nas áreas de preparo de medicamentos, na farmácia hospitalar e nas áreas de manipulação, processamento, preparação e armazenamento de alimentos.

As normas e procedimentos para organizar o tempo e o local de permanência dos animais para visitação ficará a cargo dos hospitais.


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Cão adotado por funcionário de companhia de limpeza ganha roupa de gari

Pretinho, como é chamado o cachorro adotado por Alcenir de Aguiar Oliveira, de 50 anos, ficou famoso em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Isso porque Mineiro, como é conhecido o tutor dele, trabalha na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) há 18 anos e pediu para uma costureira fazer uma roupa de gari, usando um uniforme velho, para o cão, que às vezes acompanha Mineiro no trabalho, chamando atenção por onde passa.

Foto: Reprodução / Comlurb

Oliveira adotou o animal há dois anos, enquanto trabalhava nas Olimpíadas. “Eu conheci o ‘Pretinho’ à serviço da Comlurb durante as Olimpíadas. Quando eu estava em Magalhães Bastos. Estava abandonado em um posto de gasolina e doente, estava com a doença do carrapato, nem comia. Cuidei dele. Agora está aí. Meu amiguinho, que me dá toda a alegria”, contou Mineiro ao jornal O Dia.

“Pelo menos dois dias na semana ele me ajuda e enquanto eu varro ele fica do meu lado. Quem adotar um cachorro na rua faz um bem a si mesmo. Não somos um tutor, é tipo pai e filho. O segredo é tratar com carinho. Eles sempre retribuem o amor”, completou.

Foto: Reprodução / Comlurb

De acordo com o gari, o cachorro faz sucesso em Campo Grande. “Aonde eu passo com ele é sucesso. Todo mundo fica alegre. Para mim ele é o melhor cachorrinho do mundo. Tipo um filho para mim. Ele até parece que entende o que eu falo”, explicou.

Mineiro contou ainda que, apesar de acompanhá-lo no trabalho, o cachorro faz o que tem vontade e muitas vezes fica na sombra enquanto ele trabalha.


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‘Melhor antidepressivo’, diz mulher que enfrenta doença degenerativa com ajuda de cachorro

Barnabé é o companheiro de quatro patas da relações públicas e acadêmica de Filosofia Rosy Mamede, de 48 anos. Membro da família, o cachorro ajuda a tutora a superar as dificuldades de enfrentar uma doença degenerativa. Segundo Rosy, Barnabé é o melhor antidepressivo que existe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

“Eu tenho uma doença degenerativa, que é a esclerose múltipla. E o Barnabé me acompanha há 13 anos. Agora ele está usando óculos porque está velhinho, com 13 anos. Só que os acessórios ele usa desde sempre. Eu curto muito cada momento, ele adora passear de carro, curte o vento e vai até à faculdade comigo”, contou Rosy ao G1.

Rosy mora com o filho e com o cachorro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Eu sou divorciada e Barnabé também é o xodó do meu filho. Todos os dias, saio de carro com ele e acho que é por isso que tem muito campo-grandenses vendo ele por aí. Meus amigos também insistiam que queriam ver fotos, saber mais da rotina, por isso fiz o Instagram dele. Agora ele está famoso e eu preciso fazer os stories em inglês e em português. Só que, muito mais do que tudo isso, tenho nele um apoio emocional fundamental na minha vida”, disse.

Os sintomas da esclerose múltipla começaram a surgir em 2004. O diagnóstico, porém, só veio dois anos depois. “Foi difícil, demorou para saber o que eu tinha. No mesmo ano, nasceu o Barnabé e eu o ganhei de presente. Ele veio depois, como um anjinho para me ajudar. Tenho o meu filho, que é o número um na minha vida, depois o Barnabé”, comentou.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

O amor que a família sente por Barnabé é tamanho que, há algumas semanas, o cão ganhou uma festa. “A gente tem que ficar inventando coisas para fugir do foco da doença, então teve recentemente até aniversário e inclusive estamos saindo de férias daqui a 10 dias. Ele não gosta de viajar de avião, tive um experiência horrível quando levei ele para São Paulo há algum tempo e ele não gostou. Barnabé só não está comigo quando vou ao tratamento ou preciso ficar internada”, afirmou a tutora.

Fama dentro e fora da internet

Depois que Rosy fez um Instagram para Barnabé, o cachorro ficou famoso. Atualmente, ele é tão conhecido na rede social que a tutora passou a usar expressões próprias para se referir a situações relacionadas ao animal, dentre elas “barnafriends” para falar dos amigos do cão. A escola para onde ele vai é a “barnaschool”. O “barnabday” se refere à comemoração de aniversário de Barnabé que, quando passeia, está “barnabezando”. O “barnaTBT” é usado para relembrar momentos no Instagram e o “barnacare” se refere aos cuidados e mimos que ele recebe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

 

A fama, porém, não se restringe à internet. Em Campo Grande, Barnabé já foi reconhecido na rua. Uma das pessoas que o reconheceu é a professora de História Karla Winckler, de 32 anos. Ela conta que o encontrou no trânsito, recentemente. “Eu e o meu marido estávamos saindo do shopping quando encontramos com ele na avenida Ernesto Geisel. A tutora estava no carro, passeando com ele todo faceiro. Achei um fofo, a coisa mais linda e eu fiz stories com ele, todo trajado, até pra ele se proteger acho, porque é idosinho”, afirmou Karla.

O cachorro também já foi reconhecido pela jornalista Maria Caroline Palieraqui, de 25 anos. “Foi no domingo de Páscoa, estava indo pra missa. No trajeto, me deparei com ele na janela do motorista: de roupinha, boné e óculos super estiloso, lançando tendência. Minha mãe estava dirigindo e eu tentei pegar o celular para tirar foto e não consegui, só que da segunda vez que o vi deu certo”, comentou.

Segundo Maria, todos prestam atenção em Barnabé. “Naquele dia, lembro que ele virou assunto do nosso almoço de Páscoa. Depois, uma colega postou que vi ele e recentemente eu o vi novamente, só que desta vez eu estava saindo da igreja”, concluiu.


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Moradores denunciam morte de pelo menos 8 gatos em Campo Grande (MS)

Moradores denunciaram a morte de pelo menos oito gatos no bairro Guanandi, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Quatro gatos e quatro cachorros morreram. A suspeita é de envenenamento.

Foto: Reprodução / Campo Grande News

Segundo a educadora Ana Carolina Lima Pereira, de 29 anos, os assassinatos começaram recentemente. “Um cachorro da vizinha amanheceu morto”, disse. No dia seguinte à morte do cão, ela encontrou o próprio gato morto no quintal da casa dela. O animal apresentava uma baba na boca, que é característica de envenenamento.

“Não sabemos o que é e nem quem pode estar fazendo isso. Estou com medo porque tenho outros quatro gatos e ainda um cachorro”, lamentou.

Ana Carolina contou que todos os casos aconteceram durante a madrugada. A moradora se comprometeu em procurar a polícia e denunciar o caso para que as mortes sejam investigadas.

Cachorro é abandonado após ter olhos mutilados e fica cego em MS

Um cachorro foi abandonado sem um dos olhos e com apenas resquícios do outro em frente à casa de uma voluntária da ONG Pedacinho do Céu, na região da Vila Nova Campo Grande, no município de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

O animal, que aparenta ter sido torturado, foi deixado no local na última sexta-feira (5) dentro de uma poça d’água. Trovão, como passou a ser chamado, estava sangrando e não conseguia se mexer quando foi resgatado.

Foto: Reprodução / Portal Campo Grande News

“Ele não sabe andar, não tem noção de onde está. Dá para ver que foi tudo muito recente mesmo”, explicou Camila Bezerra Paz Gomes, 24, fundadora da entidade. As informações são do portal Campo Grande News.

Após ser resgatado, o cachorro foi levado para uma consulta com um médico veterinário, que constatou que, devido à mutilação, não seria possível salvar o olho do animal que não havia sido completamente mutilado.

De acordo com Camila, o trauma que o cachorro sofreu foi grande e não há previsão de como será a vida dele. “A gente deixou ele na clínica para fazer a cirurgia, só vamos saber como será a adaptação depois que ele voltar para o lar temporário”, disse.

Sem apoio financeiro fixo, a ONG depende de rifas, bazares, apoio voluntário e doações para manter o trabalho voluntário realizado em prol dos animais vítimas de maus-tratos e abandono.

O foco da entidade, segundo Camila, são animais doentes. “Resgato em especial os animais doentes porque é difícil para alguém resgatar. Ninguém quer esses animais até porque a adoção depois é bem mais complicada”, explicou.

Até o momento, os gastos com Trovão chegam a R$ 740. Para quitar a dívida, a ONG tem solicitado doações por meio de transferências bancárias e também irá realizar uma rifa.

Animais órfãos podem ter depressão e morrer mesmo após resgate

Filhotes de animais resgatados sem a mãe correm um risco de vida maior que outros animais e podem até desenvolver depressão. O coordenador do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande (MS), Marlon Cezar Cominetti, que recebe filhotes órfãos com frequência, conta que a ausência da mãe pode prejudicar a vida do animal.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“A onça pode morrer por conta disso, não conseguimos prever, o animal entra em depressão”, disse. As informações são do portal Campo Grande News.

Um dos casos relatados por Cominetti é de um bugio que morreu de tristeza após ser resgatado. “Recebemos um há algum tempo que morreu, provavelmente, de tristeza, porque não tinha nada fisiologicamente. A gente não consegue dizer que é uma tristeza igual do ser humano, mas notamos na aparência. Ele fica apático, não brinca”, contou.

Entre os animais órfãos recebidos pelo CRAS, estão um beija-flor, tamanduás e papagaios. “Cuidamos do beija-flor no biquinho, mas quando está quase pronto para sair e pegar voo morre sem ter nenhum problema aparente. Tá perfeito, porém o que falta é a mãe. Recebemos ainda muitos tamanduás que se tivessem a mãe seria mais fácil. Filhotes de papagaio a gente dá comida dentro do papo, igual os pais fariam. Faz falta para todos. Alguns são mais sensíveis a ausência, diferente dos répteis que não costumam ter cuidado parental”, explicou.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

Para tentar salvar o animal que fica deprimido, os cuidadores do CRAS dão carinho para ele. “Damos carinho, mas não podemos deixar que façam laços com humano. Temos que manter o equilíbrio entre carinho e isolamento para o bem deles”, afirmou.

O CRAS abriga atualmente cerca de 400 animais. Segundo Cominetti são répteis, aves e felinos. Na terça-feira (2), dois filhotes de onça-parda chegaram ao local.

“Aqui era para ser uma passagem rápida. Recebemos cinco animais por semana, mas nesse ano soltamos poucos desde janeiro”, falou o coordenador, que explicou ainda que há espécies mais fáceis de serem devolvidas à natureza do que outras.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“Os mais fáceis são os répteis, com eles não têm muito problema. Agora, mamífero já é mais complicado assim como as aves, isso num panorama geral. No entanto, de espécie a onça é mais difícil ainda por conta do espaço”, afirma. “Temos um exemplo das aves. Elas precisam voar, mas vão se aproximar das pessoas porque são sociáveis. Precisamos ver isso na hora de soltar também”, complementa.

De acordo com ele, apesar de terem sido resgatados e levados para o CRAS, os animais não perdem o instinto. “O problema é que estão acostumados com a gente. Aqui não temos um recinto para a onça ficar, pois precisa de espaço de no mínimo 1 hectare. Outra questão é que é a mãe que ensina os filhotes a abaterem, sobreviverem”, disse.

Dependendo da época, o CRAS recebe filhotes com bastante frequência. “Nessa semana já chegou um filhote de tamanduá e outro de capivara, que morreu logo depois, pois deve ter sofrido um trauma interno que ninguém percebeu”, relatou.

Casos de violência contra animais aumentam em Campo Grande (MS)

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Bem-Estar Animal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, registrou 1.706 caos de maus-tratos contra animais no município de janeiro de 2017 a fevereiro de 2019. Dados da Secretaria Estadual e Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam o registro de 134 boletins de ocorrência por atos de abuso contra animais, de janeiro de 2017 a 25 de março de 2019. Em todo o estado, foram 411 ocorrências.

Foto: Pixabay

Os números indicam um aumento de 35% da violência contra animais em todo o estado de 2017 para 2018 e de 39% em Campo Grande, no mesmo período. Apenas nos dois primeiros meses de 2019, 177 casos já foram registrados no CCZ. As informações são do portal A Crítica.

Diante deste cruel cenário, a Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais (ASPCA) decidiu instituir o “Abril Laranja”, mês dedicado à prevenção da crueldade contra animais em todo o mundo. A iniciativa é apoiada em Campo Grande pelo presidente da Comissão Permanente de Defesa do Bem-Estar e Direitos dos Animais, vereador Veterinário Francisco (PSB).

“Eu estou vereador. Minha bandeira é a Causa Animal. Eu sou veterinário há 40 anos e me deparo infelizmente todos os dias com violências contra animais e a campanha Abril Laranja é uma forma de divulgar e mostrar para as pessoas que precisam ter consciência e proteger os animais. Essa campanha é de fácil adesão e é só compartilhar um laço laranja nas mídias sociais”, explica o parlamentar.

De acordo com ele, as redes sociais se tornaram um facilitador para a realização de denúncias e coleta de provas de crimes contra animais, além de serem locais onde podem ser propagadas campanhas de conscientização.

“Há mais relatos de maus-tratos em redes sociais do que nas delegacias. Então a falta de resolução do Poder Público desestimula as pessoas a procurarem os órgãos competentes, mas temos que denunciar mesmo assim. Hoje, todo mundo tem um celular com câmera. Fica mais fácil fazer uma denúncia e reunir provas em favor dos animais”, comenta.

Francisco explica que são considerados maus-tratos, entre outros casos, abandonar, espancar, envenenar, deixar o animal preso com corrente, negar água e comida, capturar animais silvestres, obrigar animais a puxarem pesos superiores à sua força, negar assistência veterinária a animais feridos ou doentes, não abrigar os animais da chuva ou do sol, explorar animais em shows que lhes cause estresse e promover rodeios e rinhas de galo.

Com a intenção de implementar políticas públicas que beneficiem os animais, foi criado o Conselho do Municipal do Bem-Estar Animal (Combea), sob incentivo do parlamentar. Colegiado de caráter permanente, deliberativo e consultivo, o conselho é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e tem por função buscar condições necessárias à defesa, proteção, bem-estar e preservação da vida animal, assim como dos direitos dos animais.

Como denunciar

Em Campo Grande, a população pode denunciar crimes de maus-tratos a animais na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT) e no Ministério Público. Os telefones da delegacia são: 3325-2567 / 3382-9271.

Capivara é atropelada e abandonada em canteiro central em MS

Uma capivara foi atropelada no domingo (10) e abandonada no canteiro central da avenida Nelly Martins, ao lado do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ela não resistiu aos ferimentos.

Foto: Dayene Paz

O animal apresentava ferimentos pelo corpo que indicavam o atropelamento. O corpo da capivara exalava forte odor.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) e a Solurb foram acionadas para retirar o corpo do animal do local. As informações são do portal Mídia Max.

De acordo com a PMA, ao atropelar ou encontrar um animal atropelado, a orientação é acionar a autoridade policial para que o animal possa receber os atendimentos veterinários necessários. O telefone da Polícia Militar Ambiental de Campo Grande é o (67) 3357-1500.

Caso o animal não sobreviva ao acidente, o indicado é acionar a Solurb para que o corpo seja retirado do local do atropelamento. O telefone de contato do órgão é o (67) 3303-9200.