Animais são mortos e tutores suspeitam de envenenamento em MS

Animais foram mortos no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que eles tenham sido envenenados.

Charles (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Na última sexta-feira (15), um cachorro e uma gata tutelados pela pedagoga Adriana Cavalcante, de 21 anos, morreram. A tutora encontrou a gata Julieta babando e tremendo. O animal morreu minutos depois. “Foi tudo muito rápido”, lamentou. Logo depois, o cão Charles apresentou os mesmos sintomas e também morreu. “É muito triste! E está acontecendo com meus vizinhos”, comentou. As informações são do Correio do Estado.

A cadela Gordinha, tutelada por uma auxiliar administrativa de 31 anos que preferiu não ser identificada, também foi uma das vítimas. A cadela foi levada ao veterinário passando mal, mas não resistiu. Gordinha vivia com a família há mais de três anos. “É lamentável! Ela fazia parte da casa. Estamos muito tristes”, disse.

Gordinha (Foto: Arquivo Pessoal / Correio do Estado)

“Minha cachorra quase não saía de casa, quase não latia. Não sei quem está se sentindo incomodado para fazer um absurdo desses”, lamentou a tutora.

Os dois casos foram registrados na avenida Manoel Ferreira e em todos eles foi encontrada uma substância rosa próximo ao local em que os animais morreram.

Uma clínica veterinária na região, que atendeu quatro animais com sintomas semelhantes, que apesar dos esforços, morreram, fez uma publicação através das redes sociais para alertar sobre as mortes. Os veterinários perceberam que está sendo utilizada carne crua com veneno para matar os animais.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil. Não há suspeitos de cometer os crimes até o momento.

Julieta (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Atropelado em frente à clínica veterinária, cão não é socorrido por viver na rua

Um cachorro morreu na segunda-feira (4) após ser atropelado em frente a clínica veterinária Companhia dos Bichos, que se negou a socorrê-lo, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A clínica está localizada na avenida Júlio de Castilho.

O animal foi encontrado debilitado e com dor pela estudante Lara Luana. Ela passou pelo local no momento em que ele foi atropelado, mas não percebeu o que havia acontecido. Uma hora depois, encontrou o cão caído na calçada.

(Divulgação/Redes sociais)

“Eu não recolhi o cãozinho porque fiquei com medo de machucar mais, ele não estava respirando direito e parecia sentir muita dor. É a mesma orientação para um humano quando sofre acidente, a gente não mexe na pessoa, por isso minha mãe foi pedir ajuda na clínica, para algum veterinário ou alguém vir ajudar”, contou ao G1.

De acordo com a estudante, a atendente da clínica disse que o cachorro não poderia ser atendido por viver em situação de rua e não ter um responsável. “Minha mãe disse que não precisaria fazer nada de graça, que íamos arcar com o custo, mas mesmo assim, disseram que ele não poderiam se responsabilizar por um animal de rua”, disse.

A clínica Companhia dos Bichos divulgou nota por meio da qual afirmou que para que o animal fosse socorrido, ele teria que ser levado até a clínica. A estudante rebate a alegação do estabelecimento. “O acidente aconteceu ali na frente, do outro lado da rua. Era uma vida, um cãozinho em sofrimento, se as pessoas de outros comércios saíram para ajudar, um profissional de uma clínica veterinária que saberia como lidar, não poderia fazer o mesmo?”, afirmou.

Segundo Lara, outras pessoas que acompanharam o sofrimento do cachorro haviam se oferecido para ajudar a arcar com os custos do tratamento dele. A estudante tinha decidido adotar o cão e, inclusive, deu para ele o nome de Jorel. “O cachorro havia sido atropelado há mais de uma hora. Se ele tivesse sido atendido, talvez estivesse vivo agora e pronto para ganhar uma família, mas infelizmente não deu tempo”, lamentou.

Jorel morreu na calçada, sem receber atendimento veterinária. Lara contou que se sentiu útil por não abandonar o animal. “Cuidei dele até o último suspiro. Não entendo como uma pessoa pode saber que há um cão em sofrimento e não fazer nada, por uma questão de burocracia”, disse.

A estudante divulgou o caso em rede social, o que gerou repercussão. A clínica afirmou, em nota, que vai acionar a Justiça “para investigar civil e criminalmente os responsáveis por essa campanha de difamação”.

Cadela é espancada após fugir de casa em Campo Grande (MS)

Uma cadela fugiu de casa no bairro Moreninhas, em Campo Grande (MS), e foi espancada na rua. Encontrada após ficar três dias desaparecida, a cadela apresentava sinais visíveis de violência no corpo.

(Foto: Reprodução / Portal Top Mídia News)

Britney, como é chamada, era tutelada pela confeiteira Andressa Reis. Recentemente, ela foi doada a uma amiga de Andressa, que se encantou pela cadela e insistiu para adotá-la. Na última segunda-feira (21), no entanto, a antiga tutora soube do desaparecimento de Britney. Preocupada, ela iniciou as buscas. As informações são do portal Top Mídia News.

“Fui lá [no bairro Moreninhas] e procurei-a por todos os lugares”, disse a confeiteira. Após um dia inteiro de procura, a cadela foi localizada. “Ela estava toda machucada, assustada e levou quase meia hora para me deixar tocar nela”, contou.

Levada para a casa de Andressa, na Vila Almeida, Britney se recupera da agressão que sofreu. Ela foi levada para uma clínica veterinária na terça-feira (22) para ser avaliada por um profissional. Entretanto, para conseguir arcar com os gastos do tratamento da cadela, Andressa, que tutela outros quatro cães, pede ajuda.

Interessados em colaborar com o caso devem entrar em contato com Andressa pelo telefone 99231-3152.

Violência contra animais

Casos de maus-tratos contra animais são recorrentes em todo o país. No Mato Grosso do Sul, dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que, em 2018, a Polícia Civil instaurou 211 inquéritos para investigar casos de agressão cometidos contra animais. As principais vítimas são cachorros.

Homem encontra cachorro debilitado e com fita adesiva amarrada na boca

Um cachorro abandonado e com uma fita adesiva amarrada em sua boca, foi encontrado por um morador do bairro Pró Moradia XV, em Rio Brilhante, cidade a 165 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

homem encontra cachorro

Foto: Mídiamax

De acordo com o site Rio Brilhante em Tempo Real e informações da AAMR (Associação de Proteção aos Animais), o animal estava bastante debilitado e teve a fita retirada e posteriormente, solto.

Os protetores ainda tentam resgatar o animal novamente para que possa ser feito o encaminhamento médico necessário.

Casos

O caso de maus-tratos é o segundo em menos de três dias na cidade. Na quinta-feira (10), um homem de 18 anos matou três cachorros em sua residência, após serem mutilados e esquartejados.

A PMA (Polícia Militar Ambiental) autuou o autor do crime em R$4,5 mil. O homem responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais e será julgado pelo órgão ambiental estadual.

A pena para esse tipo de caso varia de três meses a um ano de detenção.

Fonte: Mídiamax

80% das araras monitoradas fugiram após queima de fogos da virada em MS

Quem anda pelas ruas de Campo Grande já deve ter notado a falta das araras-canindé, que antes da queima de fogos do réveillon, eram facilmente encontradas pela cidade. De acordo com o Instituto Arara Azul, responsável pelo monitoramento das aves na região, cerca de 480 delas ‘fugiram’ da capital em busca de áreas tranquilas, pois ficaram incomodadas com os fogos de artifícios.

Foto: Felipe Bastos/G1 MS

Há quatro dias, as aves ainda não retornaram, o que representa 80% das das araras monitoradas em Campo Grande. Segundo a presidente do Instituto Arara Azul e doutora em meio ambiente, Neiva Guedes, as araras-canindés têm uma audição bem desenvolvida e outros animais que vivem no perímetro urbano, também podem ter sido prejudicados pelo barulho dos fogos.

De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados. Foram contabilizados 150 nascimentos e a atualmente, a maioria dos filhotes já voaram.

Segundo Neiva, no dia 2 de janeiro deste ano, foram monitorados 21 filhotes e neste mesmo dia, os pesquisadores percorreram toda a cidade e conseguiram observar apenas 6 aves do período da manhã até o escurecer. Em dias normais, cerca de 40 animais poderiam ser vistos na capital.

A especialista ainda explica que um grupo de pesquisadores observaram desde a virada de 2018 e notaram a diminuição das aves na região de Campo Grande nesse período em que é mais comum a queima de fogos. Ela ainda ressalta que a volta desses animais deve ser gradativa, ainda nos próximos dias.

Preservação

O projeto Arara Azul começou em 1989 no Pantanal, onde atualmente 108 ninhos de arara-azul são monitorados, principalmente, durante o período de reprodução, que vai até março. Neiva ressalta que o projeto recebe ajuda de voluntários e moradores que percebem a importância de preservar a natureza e os animais, e também orienta em casos de nascimento de filhotes em casas de moradores.

Para informações, o Instituto Arara Azul atende pelo telefone (67) 3222-1205, pelo site ou pela página no facebook.

Fonte: G1

Moradora denuncia envenenamento de animais em Campo Grande (MS)

Uma moradora da região do Coophasul, em Campo Grande (MS), denunciou o envenenamento de animais. Segundo a vizinhança, o crime é comum e ocorre há anos no local.

(Foto: Reprodução / Campo Grande News)

Na última quarta-feira (2), um gato foi morto por envenenamento. É o sexto animal tutelado pela cabeleireira Adriana Rosa Dávila, de 27 anos, que morreu apresentando os mesmos sintomas: boca espumando, gemidos, tremedeira e pulos altos. “É muito complicado ver um animal sofrer e não ter o que fazer”, lamenta Adriana.

Ela conta que o gato começou a passar mal logo após andar pelo bairro. A suspeita é de que ele tenha sido envenenado longe de casa e tenha caminhado até a residência, onde morreu. As informações são do portal Campo Grande News.

Entre os animais tutelados pela cabeleireira que foram mortos estão quatro cachorros e um gato. Um dos animais era uma cadela da raça pit bull que havia dado cria a 14 filhotes – todos morreram de fome. “Eu crio meus cães nos fundos de casa, mas nos dias em que foram envenenados eu os deixei na frente e logo em seguida eles começaram a passar mal”, relembra.

“Antes do meu gato, teve o de uma vizinha de um comércio e a da frente que também tiveram os mesmos sintomas, mas no caso dela o animal não morreu, pois eles levaram para uma clínica há tempo. Mas nenhum dos meus resistiram”, conta.

Adriana e os vizinhos suspeitam de uma pessoa que pode ser a responsável por envenenar os animais, mas não têm provas. “É complicado porque esses envenenamentos acontecem há anos. Já encontramos vários animais mortos pelas ruas, sem nenhum sinal de atropelamento ou algo do tipo, por exemplo”, conclui.

Para denunciar casos de envenenamento e maus-tratos, o ideal é que o denunciante procure a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat) ou qualquer delegacia e registre u Boletim de Ocorrência. É necessário, no caso da morte por veneno, apresentar um laudo veterinário para que as investigações sejam iniciadas.

Nota da Redação: a ANDA orienta os leitores a não permitir, em hipótese alguma, que animais tenham acesso à rua. Cachorros devem ser mantidos em quintais adequados, com muros altos e portões que impeçam a saída deles. No caso dos gatos, é necessário colocar telas em janelas ou quintais para que eles não consigam sair. Além do envenenamento, a rua oferece outros riscos aos animais: contágio por doenças, agressão, brigas com outros cães ou gatos, atropelamentos e, no caso dos que não são castrados, crias indesejadas que podem resultar em aumento do abandono.