Coalizão pede medidas urgentes para proteção de espécies ameaçadas

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Grupo CNW, Ontario Nature

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Foto: Grupo CNW, Ontario Nature

Representantes dos habitantes da província de Ontário no Canadá declararam solidariedade às espécies em risco de extinção e pedem por mudanças urgentes na relação entre seres humanos e meio ambiente.

Vinte e oito autores, músicos, povos indígenas, empresas e organizações ambientais divulgaram uma declaração em conjunto no início desta semana, enfatizando a responsabilidade coletiva dos seres humanos em proteger a saúde natural de Ontário, do Canadá e do planeta.

Uma mensagem para o mundo

A declaração foi publicada logo após a consulta pública feita pelo governo de Ontário sobre a Lei de Espécies Ameaçadas (ESA, na sigla em inglês) de 2007. Enquanto a população aguarda as emendas do governo à lei, seu compromisso de aumentar a “eficiência dos negócios” gerou receio sobre o destino da natureza e animais já em perigo em toda a província.

“A Lei das Espécies em Perigo de Ontário destina-se a proteger os animais e plantas mais vulneráveis da província. Se permitirmos que mais do seu habitat, que já está em situação crítica, seja aberto e liberado para negócios, é apenas uma questão de tempo até que o suporte vital dessas espécies seja cortado completamente ”, afirmou David Suzuki, co-fundador da Fundação David Suzuki.

“O governo de Ontário tem a responsabilidade de identificar e proteger espécies em risco. Essas espécies já esperaram muito tempo pelo nosso apoio. Passou do tempo de fortalecer a legislação e melhorar sua execução, em vez de andar para trás, abrindo a porta para mais negócios. ”

Mais de 230 espécies de plantas e animais da província correm o risco de desaparecer, em grande parte devido à perda de habitat e ação humana.

A atividade industrial e o desenvolvimento são os principais causadores dessa perda. A ESA já fornece isenções significativas para a indústria; enfraquecer ainda mais a legislação de proteção ao meio ambiente, terá como consequência o aumento da ameaça às espécies mais vulneráveis da província.

A declaração conjunta enfatiza que meio ambiente, animais e humanos estão todos conectados. É de extrema importância a persistência e recuperação de espécies em risco para a saúde humana.

O texto também destaca a proximidade que chegamos dos limites para a capacidade do planeta em sustentar a atividade humana e a necessidade urgente de mudar a forma como o homem interage com a natureza.

ONGs de proteção animal lutam contra concursos de caça no Canadá

A ONG Bears Matters (“Ursos importam”, em tradução livre) tem travado uma batalha contra os concursos de caça no Canadá. Apesar do país apostar em pautas progressistas no que se refere a causas sociais, em relação aos direitos animais o governo ainda demonstra atraso e descaso.

Foto: Tahoe Beetschen

De acordo com a entidade, três concursos de caça são realizados no estado de British Columbia. Um deles envolve, inclusive, uma recompensa de 500 dólares por cada lobo assassinado por um caçador. As informações são do portal Hypeness.

Além da Bears Matters, outras ONGs se uniram à luta contra a caça. Para pedir o fim dos concursos, 54 grupos de defesa dos direitos animais escreveram uma carta aberta, que foi enviada ao ministro do departamento de Florestas, Terras e Recursos Naturais canadense, Doug Donaldson.

Um dos argumentos utilizados pelos grupos de proteção animal no documento é a violação das diretrizes que protegem a vida selvagem que ocorre na realização dos concursos de caça em British Columbia.

O apelo, no entanto, não obteve sucesso. A resposta do ministro foi de que as regras atuais não impedem que esses eventos sejam realizados, desde que os caçadores sejam licenciados e obedeçam a todas as leis.

Ambientalistas e defensores dos animais classificaram a resposta do ministério como inaceitável e iniciaram uma petição contra os concursos de caça, que foi aberta na plataforma Change.Org. O objetivo é conseguir 25 mil assinaturas. Até o fechamento desta matéria, mais de 21 mil pessoas já haviam aderido ao abaixo-assinado.

Mais de 60 mil focas são por mortas por ano no Canadá

Jonathan Hayward/Shutterstock

Jonathan Hayward/Shutterstock

A temporada anual de caça às focas bebês no Canadá corre o risco de continuar em um nível ainda pior uma vez que lobistas tem trabalhado fortemente junto ao governo para que sejam eliminadas as restrições vigentes aos massacres brutais.

O governo canadense permite o extermínio em massa desses animais com o objetivo de comercializar de sua pele. Notícias recentes relatam que novos e intensos lobbies tem ocorrido junto ao primeiro-ministro Justin Trudeau.

A temporada sangrenta tem atraído severas críticas de defensores dos direitos animais, os métodos cruéis usados pelos caçadores para matar as focas incluem empalamento, goles de machados e tiros.

A maioria dos animais mortos são filhotes que tem entre duas semanas e três meses de idade, fotos da ONG The Human Society mostraram os bebês sendo sendo espancados, macerados cruelmente antes de serem arrastados para os barcos de pesca.

Nos últimos cinco anos, mais de 1 milhão de focas foram mortas no país, não satisfeitos, os lobistas trabalham agora pela suspensão das normas protetivas nas licenças comerciais, permitindo a caça em uma reserva natural em Quebec e a liberação para o lançamento de uma caçada comercial em massa em British Columbia, segundo informações do jornal The Independent.

As focas mortas são em sua maioria focas brancas (Pagophilus groenlandicus) e em um grau menor focas cinzentas (Halichoerus grypus). Os números mostram que desde 2002 um número expressivo de mais de 2 milhões de focas brancas foram mortas, sendo que 66.800 apenas em 2016 – isso por menos de mil caçadores ativos.

Stewart Cook/Shutterstock

Stewart Cook/Shutterstock

O número recente de focas mortas apresenta uma queda significativa em relação aos números registrados em meados da década de 2000, com 218 mil focas mortas em 2008, 355 mil em 2006 e 366 mil em 2004.

A razão para a queda no número de animais mortos é a proibição em nível mundial (alcançando 37 países) da venda de peles de focas, o que levou o mercado global desse item ao colapso. Mas os defensores das focas afirmam que a cota de mortes aumenta a cada ano, mesmo com a diminuição da demanda por peles.

Assumindo a frente das acusações contra a caça na Costa Leste do Canadá, dentro e ao redor de Newfoundland, a ONG Humane Society argumenta que a atividade cruel esta sendo até subsidiada pelo governo desde que vários países no mundo proibiram as importações de peles de foca.

A entidade classifica a caça as focas como um ato brutal, economicamente nula e além de ser responsável por dizimar populações inteiras de animais.

Combatendo argumentos dos caçadores, o órgão afirma que, 6 mil pescadores participam do extermínio fora de temporada e isso equivale a apenas um vigésimo de sua renda.

Alguns grupos de lobby da indústria pesqueira tentam afirmar que as focas devem ser mortas para proteger os estoques de peixe, mas nada pode estar mais longe da verdade”, disse a ONG.

A Humane Society afirma que a verdadeira causa do esgotamento dos estoques de peixes na Costa Leste do Canadá é a pesca humana e não a ação das focas.

A Pacific Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes do Pacífico), um grupo de caçadores de focas, afirma que as águas ao redor de Britsh Columbia são “atormentadas por uma superpopulação” de focas e leões-marinhos, como forma de tentar justificar o sacrifício dos animais.

Os cientistas contestam este argumento e alertam que ele pode até pôr em perigo as baleias, afirmando que uma queda nas populações de focas, que são parte da cadeia alimentar desses cetáceos gigantes, pode impactar na alimentação deles.

Foto: Humane Society Internacional

Foto: Humane Society Internacional

“As focas estão sendo usadas como bode expiatório, assim como as baleias já foram acusadas uma vez pelo declínio da pesca”, disse Hal Whitehead, biólogo marinho de Halifax, Nova Escócia, ao The Guardian.

A Humane Society acusou a tentativa da associação de caçadores de colocar a culpa pela queda do número de peixes nas focas de “uma argumentação conveniente para a indústria pesqueira”. Dessa forma eles desviam a atenção de suas “práticas irresponsáveis e ambientalmente destrutivas que continuam até hoje”.

Relatos mencionam denúncias de filhotes sendo esfolados vivos e sua carne sendo deixada em pilhas para apodrecer, pois há mercado apenas para o óleo extraído das focas e para seus pênis que são tidos como afrodisíaco em algumas partes da Ásia.

A fim de evitar danos às peles, a maioria delas é morta com tacos ou “hakapik” – uma ferramenta desenvolvida especialmente para a caça as focas, que tem uma “cabeça” de martelo em uma ponta, usado para esmagar seus crânios de um lado e do outro um gancho para arrastar suas carcaças.

O extermínio vergonhoso desses animais foi amplamente prejudicado pela proibição da importação de peles de foca pela UE. A Índia juntou-se mais recentemente à proibição que une 37 países, incluindo os EUA.

Pesquisadores canadenses trabalham no aperfeiçoamento de bifes veganos

A Beyond Meat é uma das maiores empresas de carne vegana do mundo. Foto: Instagram

O mercado de carnes vegetais está em ascensão, trazendo novidades deliciosas e animadoras para quem busca por produtos livres de crueldade animal.

A doação de 330 mil dólares (cerca de 1 milhão de reais) para a Universidade de Guelph foi financiada pelo Good Food Institute (GFI) em Washington DC e permitirá que a equipe desenvolva tecnologias para uso no mercado de carne à base de vegetais, que deve valer 1 bilhão de dólares (aproximadamente 4 bilhões de reais) em vendas no varejo em 2019.

“Nosso objetivo é que mais cientistas – e os recursos financeiros necessários para seu trabalho – encontrem seu caminho para a pesquisa de carnes à base de plantas e células“, escreveu a GFI em seu site.

O projeto de pesquisa, liderado pelo Prof Mario Martinez, vai explorar como fornecer a “textura de carne fibrosa e ‘sensação de boca'” de produtos de carne convencionais .

De acordo com o site da Food in Canada , o professor de ciência dos alimentos Benjamin Bohrer disse que a equipe pretende “tornar a Universidade de Guelph o lugar para empresas iniciantes virem para descobertas e inovação” em um mercado emergente que provavelmente complementará a produção pecuária tradicional”.

O mercado de carne vegana

A Beyond Meat e a Impossible Foods são apenas duas das empresas que oferecem alternativas vegetais para as pessoas que querem ainda desfrutar de um hambúrguer, bem como empresas como a NovaMeat, sediada em Espanha, que recentemente imprimiu em 3D um bife feito com algas marinhas.

De acordo com um relatório publicado no ano passado pela Coherent Market Insights, empresa de consultoria e pesquisa de mercado, O mercado global de carnes veganas deverá ultrapassar 6,5 bilhões dólares até 2026 (cerca de 25 bilhões de reais).

Canadenses deixam de comer carne seguindo o guia alimentar do país

Foto: Unsplash/ Norwood

O Departamento de Saúde do Canadá fez algumas mudanças importantes no guia alimentar 2019, retirando os produtos lácteos e incentivando os canadenses a comer uma dieta rica em frutas e vegetais e limitar a carne e os ovos.

Para analisar a importância do guia na vida da população canadense, a Universidade Dalhousie e a Universidade Guelph fizeram uma pesquisa sobre escolhas alimentares.

O estudo constatou que 6,5 milhões de canadenses (20% da população) cortaram carne completamente ou agora limitam a quantidade que consomem – 6,4 milhões a mais que em outubro de 2018.

Um recorde de 1,3 milhão de canadenses agora diz que eles são vegetarianos e 466 mil se identificam como veganos.

A pesquisa descobriu que 61,5% dos veganos são mulheres, enquanto 66,2% dos vegetarianos são homens.

Parece que o guia está alcançando seu objetivo já que em algumas partes do país não existe mais estoque de tofu. As informações são do Vegan News.

Seguindo a tendência, várias empresas optaram por oferecer alternativas vegetais para continuarem no mercado baseadas em plantas para se manterem competitivas à medida que mais consumidores eliminam ou reduzem a quantidade de produtos de origem a nimal em sua dieta.

Os esforços do Canadá

O país esta cada vez mais ativo e atento às consequências desastrosas do consumo de carne e laticínios para os animais, para o planeta e para a saúde, movendo esforções para uma mudança significativa nos costumes alimentares da população.

Seguindo os passos da Austrália, que no mês passado realizou sua primeira conferência sobre nutrição vegetal, o Canadá também vai reunir profissionais de saúde para fornecer educação baseada em evidências no campo da nutrição sobre dietas vegetais para prevenção e tratamento de doenças crônicas. A conferência acontecerá em Toronto no dia 1º de junho deste ano.

“Os tópicos abordados incluem o papel da nutrição na obesidade e diabetes, saúde cardíaca, câncer e saúde mental. Nós vamos quebrar alguns mitos comuns de uma dieta baseada em vegetais, discutir o impacto global de nossas escolhas alimentares e muito mais”, dizem os organizadores.

Pescadores jogam rojão em leões-marinhos no Canadá

Foto: Reprodução/NOAA

Foto: Reprodução/NOAA

Imagens de vídeo que estão circulando nas mídias sociais mostram um pescador na Columbia Britânica (Canadá) jogando um dispositivo explosivo entre dezenas de leões-marinhos que descansam na superfície da água, espalhando imediatamente os mamíferos assustados.

As imagens causaram revolta entre os defensores dos direitos animais e provocaram uma investigação por parte das autoridades canadenses, Segundo os autores da filmagem, a intenção da publicação era mostrar a extensão de uma “invasão” de leões-marinhos, o que segundo eles, estaria ameaçando a subsistência dos pescadores.

A empresa de excursões Campbell River Whale & Bear postou o vídeo no Facebook quarta-feira com a legenda: “Este vídeo foi filmado no fim de semana em um navio comercial que aguardava a inauguração da Commercial Herring (Temporada do Arequenque). Estou publicando esse vídeo para que o público saiba que isso vêm acontecendo repetidamente nesse mesmo momento em Comox, Denman Island e Hornby Island. Acreditamos que este vídeo foi filmado pela, BC Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes) que está tentando provocar um abate de 50% de pinípedes (família de leões-marinhos, lobos-marinhos, focas e morsas) na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá. Esse comportamento é 100% ilegal e vai contra a lei de Diretrizes de Mamíferos Marinhos”.

A Pacific Balance Pinniped Society postou a filmagem na terça-feira na página do seu grupo no Facebook. O grupo afirmou que o dispositivo “bear banger”(rojão de urso) foi usado para espalhar os leões marinhos que estavam sentados sobre um banco (aglomeração) enorme de arenque.

A Sociedade quer que o Departamento de Pesca e Oceano do Canadá permita a venda comercial de carne de leão-marinho. O grupo acredita que um extermínio substancial permitiria a recuperação de vários pescadores e criaria condições de pesca mais seguras e produtivas.

O post do Facebook da sociedade, escrito por Thomas Sewid, começa descrevendo a cena antes que o dispositivo explosivo fosse lançado: “É com isso que os barcos de pesca de arenque estão lidando à noite agora. Teoricamente, a escuridão traz o arenque à superfície, o que facilita a sua captura. Os barcos de pesca devem lançar argolas com redes e arrastar cerca de 50 quilos de arenque para conseguir um conteúdo substancial de ovas das redes.

“Visto que há um número tão alto de leões-marinhos residente na Colúmbia Britânica e milhares de leões-marinhos invasores da Califórnia, a pesca do arenque está sendo prejudicada por eles. Essa enorme quantidade de leões-marinhos mergulhando ao redor de cardumes de arenque os assusta e eles vão para o fundo do mar. Isto faz com que os pescadores nos barcos não consigam pegar o arenque, pois eles nadam muito profundamente para serem alcançados pelas redes”.

A CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceano canadense está investigando e pode acusá-lo formalmente.

O DFO declarou em um tweet: “Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de rojoões, ´bombas de foca´ (dispositivos sonoros) ou outros tipo de explosivos ”.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade de British Columbia, disse sobre o vídeo: “Jogando uma banana de dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar o tímpano dele. Se estiver perto do seu olho, você pode cegá-lo”.

“Eu ouvi eles dizerem no vídeo que aquilo não machucava o animal. Se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e vamos filmá-lo para ver o que acontece”, concluiu ele.

Culpados: família canadense assume que maltratou e negligenciou quase 30 cavalos

Foto ilustrativa | Pixabay

Ativistas pelos direitos animais estiveram no Tribunal Provincial das Ofensas para testemunhar a admissão de culpa da família. David, Victoria e Jason Small assumiram que brutalmente maltrataram e negligenciaram os animais. A audiência que dará a sentença aos três será realizada no mês que vem. As informações são do Toronto Sun.

Esta não é a primeira vez que a família Small é acusada de maus-tratos e os ativistas pedem que eles sejam proibidos de possuir animais no futuro.

Sid Freeman, um advogado e equestre, disse: “Foi doloroso o que aconteceu com esses cavalos. Há pesar sobre o que os fatos e também estamos com raiva porque entendemos o trauma que eles passaram”. Freeman coordena elaboração de uma declaração de impacto da vítima da comunidade.

O advogado de defesa dos Smalls, Calvin Barry, trabalha para que a punição dos três envolvidos seja apenas uma multa por contravenções. No entanto, o procurador da Coroa, Thompson Hamilton, espera uma sentença muito mais dura de 90 dias de prisão e uma proibição vitalícia de possuir animais.

As descobertas

A história da família começou quando eles alugaram o Speedsport Stables em Stouffville, em agosto de 2017, de um homem chamado Michael Cheung.

Como parte das negociações, a família enganou Cheung fazendo-o acreditar que eles eram criadores de cavalos puros-sangues e o manipularam para dividir o custo de três cavalos jovens dos quais eles sequer tinham a tutela.

Quando a família parou de pagar o aluguel em dezembro de 2017, a Sociedade de Ontário para a Proteção de Animais iniciou uma investigação sobre o local e suas atividades. Ao visitar a fazenda, a organização não encontrou nada incomum. Mas quando Cheung tentou impedir que a família Smalls entrasse na fazenda por falta de pagamento, ele descobriu o abuso e negligência que acontecia em sua propriedade.

O cadáver de um cavalo foi encontrado escondido em um trailer, e outros 14 animais famintos e mais um pônei estavam quase sem vida. O estábulo estava completamente encharcado de urina e com muito estrume. Água e comida eram praticamente inexistentes. Segundo a OSCPA os animais estavam extremamente magros com costelas, quadris e coluna facilmente visíveis. Outros 12 cadáveres foram localizados pelo cão de um vizinho.

O veterinário local Dr. Oscar Calvete disse que em seus 35 anos de prática, ele “nunca testemunhou cavalos em condições tão ruins”.

Uma petição online já possui de 80 mil apoiadores exigindo que os Smalls recebam uma sentença apropriadamente severa. De acordo com uma defensora dos direitos dos animais, Lynn Perrier, que também é fundadora do grupo defensor dos direitos humanos para o bem-estar animal, “os tribunais têm sido muito desdenhosos com casos de abuso de animais”.

Canadá realiza sua primeira conferência sobre nutrição e saúde de origem vegetal

Foto: Adobe

Seguindo os passos da Austrália, que no mês passado realizou sua primeira conferência sobre nutrição vegetal, o Canadá também vai reunir profissionais de saúde para fornecer educação baseada em evidências no campo da nutrição sobre dietas vegetais para prevenção e tratamento de doenças crônicas.

O evento foi organizado pela Academia Canadense de Medicina do Estilo de Vida (CALM) e pela Plant-Based Health Professionals UK, uma organização membro da True Health Initiative e da British Society of Lifestyle Medicine.

“A conferência é destinada a profissionais de saúde, médicos e membros do público”, dizem os organizadores.

“Os tópicos abordados incluem o papel da nutrição na obesidade e diabetes, saúde cardíaca, câncer e saúde mental. Nós vamos quebrar alguns mitos comuns de uma dieta baseada em vegetais, discutir o impacto global de nossas escolhas alimentares e muito mais”.

Dr. David Jenkins, professor e presidente de Pesquisa do Canadá nos Departamentos de Ciências Nutricionais e Medicamentos e o diretor do Centro de Nutrição Clínica e Modificação de Fator de Risco é o principal orador da conferência.

Público alvo

“Esta conferência é destinada principalmente a profissionais de saúde, a fim de encorajar e facilitar o uso de nutrição à base de plantas na prática clínica diária”, disse o Dr. Shireen Kassam, fundador da Plant-Based Health Professionals UK e do Consultant Haematologist. As informações são do Plant Based News.

“No entanto, está aberto ao público em geral, pois a informação que está sendo compartilhada impacta todas as nossas vidas. Muitas vezes, a mudança real só é provocada pela demanda pública”.

Saúde vegetal

Já foi comprovado o poder da dieta à base de vegetais no tratamento e prevenção de diversas doenças.
Pacientes com diabetes tipo 2, demência, pressão alta, obesidade e doenças cardíacas sentem melhoras significativas nos sintomas e os médicos garantem que é real a eficácia das plantas em quadros como estes.

Pescador joga explosivos leões-marinhos e gera polêmica na internet

A Campbell River Whale & Bear Excursions postou o vídeo no Facebook quarta-feira (6) para mostrar a extensão da “invasão” de leões-marinhos em Comox, Denman Island e Hornby Island. A atitude cruel causou revolta dos ativistas pelos direitos animais e  provocou uma investigação por parte das autoridades canadenses.

Suspeita-se que a Balance Pinniped Society, que está tentando autorizar o abate de 50% de pinípedes na costa da Colúmbia Britânica e do Canadá, tenha feito as imagens.

O CBC identificou o pescador que jogou o dispositivo como Allan Marsden, e informou que o Departamento de Pesca e Oceanos está investigando e pode apresentar acusações.

“Lembrete: É ilegal perturbar #focas, #leões-marinhos ou outros mamíferos marinhos. Isso inclui o uso de dissuasores acústicos, como bombas de vedação ou outros explosivos”, tweetou o DFO sobre as imagens.

Andrew Trites, que dirige o departamento de pesquisa de mamíferos marinhos da Universidade da Colúmbia Britânica, disse sobre o vídeo: “Jogando uma dinamite ao lado da cabeça de um animal, você vai estourar a audição. Se estiver perto do olho, você vai estourar o olho.As informações são do For the Win.

Trites acrescentou: “Eu sei que os ouvi dizer ‘Bem, isso não machuca o animal’. Bem, se esse é o caso, eu os desafiaria a segurar o bastão na mão, acendê-lo e filmar.”

Publicidade que afirma que o leite é livre de hormônios é vetada no Canadá

Decisão foi tomada pela Advertisings Standard Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá (Fotos: Divulgação)

A Advertising Standards Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá, está proibindo os laticínios do país de veicularem publicidade afirmando que seus produtos são livres de hormônios do crescimento. A justificativa é que no leite há o IGF-1, um hormônio produzido pela vaca que faz com que os filhotes dobrem de peso em aproximadamente um mês e meio.

Embora o IGF-1 não seja um hormônio sintético, mas pode ter a sua produção estimulada, o argumento é de que a publicidade pode induzir o consumidor a crer que não há nenhum tipo de hormônio no leite. Atualmente, o uso de hormônios sintéticos na produção leiteira é ilegal no Canadá, embora isso também não torne impossível a utilização, mas sim responsabilize legalmente quem for flagrado usando.

No Canadá, o governo tem recomendado cada vez menos o consumo de laticínios e cada vez mais o consumo de alimentos de origem vegetal. Prova disso é a última atualização do Guia Alimentar do Canadá, que inclusive qualifica uma dieta vegana ou vegetariana estrita como saudável.