Cães são resgatados após passarem fome a ponto de praticar canibalismo

A Polícia Ambiental resgatou seis cachorros em Pirassununga (SP) nesta terça-feira (13). Os animais estavam debilitados por falta de alimentação e viviam em uma casa no Jardim Margarida. O tutor foi multado em R$ 24 mil.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto após denúncia. Ao chegar no imóvel, a polícia descobriu que dois filhotes foram comidos pelos outros animais tamanha era a fome que sentiam. As informações são do G1.

O tutor alegou, de acordo com a polícia, que está desempregado, vive de bicos e só alimentava os cachorros à noite. Disse também que tentou doar os filhotes, mas não teve êxito.

Os seis cachorros foram resgatados e encaminhados para uma clínica veterinária.


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Investigação revela animais vivendo no meio de cadáveres e fezes em fazenda de pele

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Ativistas pelos direitos animais pedem o fechamento imediato de uma fazenda de peles francesa após imagens de uma investigação secretas mostrarem os visons, também como conhecidos como martas (minks) rastejando sobre cadáveres no meio de suas próprias fezes em gaiolas imundas.

Um vídeo com imagens fortes também mostra alguns animais recorrendo ao canibalismo.

Embora perturbadoras, as imagens são uma forma de conscientizar a população mundial e as autoridades para que proíbam a importação de peles de animais, sendo a França o segundo maior fornecedor de peles, em uma indústria que ainda valia cerca de 70 milhões de libras só no mercado britânico no ano passado.



Vários países pelo mundo como Servia, Luxemburgo, Eslovênia, Noruega, Croácia, República Checa, Macedônia, Bósnia, Japão, Áustria, Bélgica e outros mais, proibiram as fazendas de pele no mundo, o Reino Unido por exemplo, proibiu fazendas de peles de animais em 2003, mas continua a importar o produto de outros países.

Uma queixa criminal por atos de crueldade foi apresentada contra os proprietários da fazenda.

Os militantes da ONG One Voice encontraram as cenas terríveis após entrarem na fazenda de criação de martas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Em um clipe, um pequeno vison branco treme enquanto jaz sob uma pilha de cadáveres, outro animal é visto se esforçando para se afastar do cadáver roído e em decomposição de seu companheiro de gaiola.

Fotos de dentro da fazenda mostravam cadáveres de animais em decomposição espalhados por gaiolas, enquanto, em uma delas, a sujeira escorria sobre as martas apertadas no pequeno cativeiro.

O vídeo foi declarado uma das “mais perturbadoras evidências de crueldade em fazendas” já vistas pela ONG Humane Society International.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

A diretora da ONG no Reino Unido, Claire Bass, disse que os animais pareciam “atormentados e sofridos”, acrescentando que era “perturbador” ver isso acontecer a esses seres indefesos.

“Na natureza os visons são belos, inteligentes e curiosos pequenos animais que cavam, caçam e nadam e alcançam quilômetros percorrendo paisagens.

Os animais nesta investigação são como cópias dos animais que vivem livres só que nesta versão são animais atormentados e trágicas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

“O comércio de peles tenta vender uma imagem da pele como um acessório tão elegante e glamouroso, mas eu desafiaria até mesmo o mais frio dos usuários de peles a olhar para essa filmagem e ver qualquer coisa além de miséria e desespero”.

“O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, e estamos rapidamente obtendo apoio político para abrir caminho como o primeiro país a proibir a venda deste produto cruel, ultrapassado e desnecessário”.

Como parte de sua campanha #FurFreeBritain, a HSI pede que o Reino Unido proíba a venda de todas as peles de animais, estendendo a proibição atual de peles de gatos, cães e focas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Desde que a filmagem foi divulgada, mais de 26 mil pessoas assinaram uma petição pedindo o fechamento da fazenda.

As imagens também levaram os políticos a alegar que a saída do Reino Unido da União Européia poderia ser usada como uma oportunidade para proibir a venda de todas as peles de animais no país.

O deputado conservador Zac Goldsmith disse que o Brexit ofereceu uma “oportunidade” para isso.

“É triste que, apesar de ter banido a criação de peles neste país há mais de quinze anos, ainda estamos financiando a mesma crueldade – ou, se essa filmagem for pior, ao permitir a importação e venda de peles do exterior“.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Os estilistas franceses Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent e Celine ainda usam peles de animais em seus produtos.

A filmagem vem em seguida de outra denúncia em que raposas e martas foram retratadas em condições lamentáveis em uma fazenda de peles finlandesa no final do ano passado.

Martas, raposas e guaxinins nas gaiolas foram forçados ao canibalismo e foram retratados com feridas em carne viva.

Eles também tinham pés deformados, olhos doentes e lacerações expostas em seus corpos.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

O professor veterinário Alastair MacMillan, que analisou a filmagem, disse que as imagens “mostravam o preço que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de severo desconforto físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que causam imensa dor e sofrimento aos animais”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não queiram mais ter nada a ver com isso”.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Fazendas na Finlândia são declaradamente os maiores produtores de pele de raposa na Europa, com cerca de 2,5 milhões de animais sendo criados e eletrocutados a cada ano para serem vendidos ao comércio global.

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Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

Sem alimento, cães praticam canibalismo no Canil Municipal de Sousa (PB)

Cachorros famintos do Canil Municipal de Sousa, na Paraíba, estão praticando canibalismo devido à falta de alimento no local. Os animais sofrem também com falta de condições de higiene. O caso foi denunciado pelo Núcleo de Justiça Animal da Universidade da Paraíba (NEJA) e um ofício foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) da Paraíba e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Foto: Pixabay / Divulgação

A denúncia foi direcionada à Secretaria de Saúde, ao coordenador do Canil Municipal, ao diretor da Vigilância em Saúde e à médica veterinária do canil.

Um vídeo recebido pelo Núcleo mostra que os cães foram motivados a comer animais mortos devido à falta de comida, segundo o professor Francisco Garcia, coordenador do NEJA.

O CRMV afirmou ao G1, através de um e-mail, que “ao tomar conhecimento da denúncia verificou que o estabelecimento não está registrado junto a este Conselho Profissional, bem como não possui responsável técnico médico veterinário e devido aos fatos narrados será colocado em rota de fiscalização, o mais breve possível”. Uma tentativa de contato foi feita com a secretária de Saúde de Sousa, Amanda Silveira, mas sem retorno.

De acordo com os documentos, maus-tratos e crueldade são cometidos contra os cachorros do canil, que sofrem sem água e comida. O local abriga cerca de 80 mil animais.

Foto: NEJA/Divulgação

O NEJA considera as infrações praticadas pelo canil puníveis, dentre outras formas, pela aplicação de multa ao agente público responsável pelo respeito as suas disposições e com o fechamento do canil, com disponibilização imediata dos cães para adoção.

Após o caso ser denunciado ao MPPB, o promotor de Justiça Hamilton de Souza Neves Filho afirmou que uma inspeção foi feita na última sexta-feira (12) no Canil Municipal e que irregularidades foram detectadas, como falta de água e comida, ambiente sujo e não cumprimento da escala de pessoal. A inspeção foi realizada porque já existe um procedimento aberto no Ministério Público.

A prefeitura foi notificada sobre o caso e uma audiência foi marcada para próxima semana. Segundo o promotor, o objetivo é resolver a situação extrajudicialmente, para que seja possível conseguir uma resposta rápida ao problema.