Alunos agridem e jogam cão do segundo andar de escola em Canoas (RS)

Dois alunos, de 13 e 16 anos, agrediram um cachorro com chutes e pontapés e, em seguida, o arremessaram do segundo andar da escola Thiago Wurth, no bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. O cão foi resgatado, nesta quarta-feira (5), com ferimentos e encaminhado a uma clínica veterinária. O resgate foi feito por professores da instituição.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Apesar dos maus-tratos que sofreu, o animal não corre risco de morte e está em observação na clínica. Ele era conhecido dos alunos e funcionários da escola, já que vivia no local há algum tempo. As informações são do portal Correio do Povo.

Os jovens que agrediram o animal foram detidos pela polícia e levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas. Eles confessaram o crime. Depois dos maus-tratos que cometeram, os adolescentes tiveram que ser protegidos pela polícia, já que outros alunos, revoltados com o caso, tentaram linchá-los.

“Foi uma crueldade absurda. A queda foi de cerca de sete metros. Os dois assumiram o que fizeram, inclusive coletamos a informação que, depois de terem cometido a série de agressões ao animal, ameaçaram professores e outros alunos que estavam próximos”, contou o delegado regional da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Mario Souza.

Souza disse que a crueldade dos adolescentes chama a atenção. “Não é comum um caso desse tipo, com tamanha violência. Cometeram maus-tratos simplesmente para agredir, por pura maldade”, disse.

Aos policiais, testemunhas afirmaram que os dois jovens costumam maltratar cães abandonados na cidade. Eles irão responder por um ato infracional por crueldade contra animais e ameaça. “A direção da escola fez muito bem em nos acionar. Os pais dos envolvidos serão chamados à delegacia para que possam colaborar com o caso”, afirmou.

De acordo com o delegado, a ação foi realizada dentro da Operação Arca, criada para proteger os animais nas cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul, Guaíba e Nova Santa Rita. “Quando chegamos havia muitas denúncias de maus-tratos de forma geral, então resolvemos montar a inteligência e apurar, imediatamente, toda denúncia que chega”, disse Souza.

Denúncias de maus-tratos a animais na região podem ser feitas para a Polícia Civil pelo telefone 3425-9063 ou através do WhatsApp no número 98459-0259.


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Animais doentes em um abrigo em Canoas (RS) precisam de ajuda

A cuidadora Mara pede socorro para os cães de seu abrigo na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul. Muitos deles não têm mais casinha, pois foram destruídas pelo tempo.

Ela diz que todos chegaram no canil em condições severamente graves. Alguns chegaram ainda filhotes no abrigo e lá envelheceram sem ninguém para adotá-los.

A maioria dos cães são SRD (sem raça definida), alguns estão velhos, doentes e traumatizados pelos horrores que viveram nas ruas. Mara diz que somente dois de todos os animais do abrigo possuem madrinhas.

Para cada um dos cães ela precisa pagar 200 reais. Ela também pede doações para ração, medicamentos para vermes, inseticidas para as pulgas e carrapatos do abrigo. O Joaquim, um cão da raça chow-chow, precisa de uma casinha grande o suficiente para seu tamanho.

Bello, um cãozinho que está com câncer, faz quimioterapia e está internado na Animal Dreams em Canoas, e, segundo Mara, vem apresentando grandes melhoras. Mas ela ainda precisa ajudar a Dra. Fabiana com as despesas veterinárias do Bello.

Quem estives disposto a ajudar, entre em contato com Mara pelo número (51) 99470-4870 ou pelo número (51) 99792-2419.

Moradores fazem vaquinha para encontrar cachorro comunitário desaparecido

Toco tem até crachá de gerente | Fabio Emerim

O cãozinho sem raça definida Toco Daniel, conhecido como “gerente” do estacionamento Marujo, em Canoas, está desaparecido desde 31 de dezembro. Toco costumava levar os clientes do carro ao portão — em março do ano passado, recebeu até um crachá mostrando sua função. Rapidamente, ganhou muitos fãs e viralizou na internet após um tuíte com a sua foto.

O dono do estabelecimento, Altamiro Daniel, conta que viu Toco pela última vez no dia 31, no estacionamento em que o cachorro mora. O proprietário foi para casa, como sempre fez, para passar o Ano-Novo com a família. No outro dia, ao chegar ao local, Toco não estava mais lá. Altamiro pensou que ele havia feito um passeio e que logo voltaria:

“Sumiu na virada em função dos fogos. Achei que ia aparecer, pois tem livre acesso”.

No dia 2, com o cachorro ainda desaparecido, Altamiro começou a espalhar mensagens pelos grupos do WhatsApp pedindo ajuda para encontrá-lo.

Anúncio está sendo enviado por WhatsApp | Altamiro Daniel

Foi Eliane, uma cliente do estabelecimento, e Daiana, filha de Altamiro, que sugeriram fazer uma vaquinha e oferecer o dinheiro como recompensa para quem encontrar o cachorro. Cerca de 40 pessoas juntaram R$ 500.

“O clima está péssimo sem ele. Muita gente pergunta pelo Toco. Não apenas os clientes, mas quem passa por aqui”, diz Altamiro. “Tenho esperança que ele vai aparecer”.

Informações podem ser enviadas para o número (51) 99658-6732.

Fonte: Gaúcha ZH