Bali proíbe itens de plástico de uso único

Foto: Adobe

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A ilha de Bali, ponto turístico da Indonésia, proibiu oficialmente todos os itens de plástico de uso único, incluindo sacolas de compras, isopor e canudos, em uma medida para reduzir a poluição dos oceanos.

Anunciada pelo governador de Bali, Wayan Koster, na segunda-feira, a proibição tem como objetivo diminuir em 70% os plásticos encontrados no mar de Bali em um ano.

Ação

De acordo com o Jakarta Post, Koster disse: “Esta política é destinada a produtores, distribuidores, fornecedores e agentes de negócios, incluindo indivíduos, para suprimir o uso de plásticos de uso único. Eles devem substituir os plásticos por outros materiais.

“Se eles desobedecerem, tomaremos medidas, como não estender sua permissão de negócios.”

Relatos estimam que mais de 240 toneladas de lixo são produzidas a cada dia na parte sul de Bali, com 25% delas provenientes da indústria do turismo.

Proibição de plástico

Bali não é a única ilha a reprimir o consumo de plástico. No início deste ano, Capri anunciou que estava proibindo os visitantes de usarem itens plásticos não recicláveis; e estabeleceu uma multa de 559 dólares para aqueles que violarem a proibição.

O prefeito de Capri, Gianni De Martino, disse ao The Times: “Nós não vamos salvar o mundo sozinho – nós vemos as sacolas plásticas e o poliestireno chegando na corrente marítima vindos de outros lugares, mas vejo que os turistas estão felizes em se unir ao esforço, o que nós começamos está se espalhando”.

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Canadá anuncia proibição de plásticos de uso único a partir de 2021

Foto: Greenpeace

Foto: Greenpeace

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou que o país vai proibir os plásticos de uso único “nocivos ao meio ambiente” até 2021 para enfrentar o “desafio global” da poluição por plásticos, segundo a BBC.

O governo não revelou quais itens de plástico serão proibidos, no entanto, foi relatado que o país – que é o segundo maior do mundo, cobrindo 9,98 milhões de quilômetros quadrados – redigiu sua legislação baseando-se em proibições semelhantes no mundo todo, muitas dos quais proíbem canudos de plástico, sacolas, sacos de lixo e talheres (utensílios descartáveis).

As Nações Unidas revelaram em maio que 180 países se comprometeram a ajudar a reduzir a quantidade de plástico no oceano para o bem do ecossistema e dos animais marinhos.

Segundo o Centro para a Diversidade Biológica, bilhões de quilos de plástico estão agora no mar, cobrindo cerca de 40% das superfícies oceânicas do mundo. Milhares de animais – incluindo tartarugas marinhas, focas, baleias, golfinhos, aves marinhas e peixes – são mortos todos os anos depois de acidentalmente consumirem plástico ou se enredarem (enroscarem) nele.

A proibição do plástico no Canadá também delineará metas para empresas que produzem ou vendem plásticos para torná-los mais sustentáveis. Menos de 10% do plástico no país é atualmente reciclado e o Canadá descarta cerca de 3 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Trudeau disse em um comunicado: “Como pais, estamos em um momento em que levamos nossos filhos para a praia e temos que procurar um pedaço de areia que não esteja cheio de canudos, isopor ou garrafas plásticas”.

“Isso é um problema, sobre o qual temos que fazer alguma coisa”, acrescentou o primeiro-ministro.

Alguns municípios e províncias do Canadá já proibiram alguns plásticos de uso único, como sacolas plásticas. Trudeau concordou com as proibições, mas afirmou que “uma solução real precisa ser nacional”.

O anúncio foi feito alguns meses antes das eleições gerais, que acontecerão no outono. Espera-se que questões ambientais como poluição e mudança climática dominem a campanha.

Esforços éticos do Canadá

No início deste mês, um projeto de lei que proíbe que aquários e parques temáticos mantenham baleias, golfinhos e botos em cativeiro passou pela Câmara dos Comuns (Câmara dos Deputados) do Canadá. A legislação foi inspirada pelo interesse público no bem-estar animal.

“Os canadenses têm sido claros, eles querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação do Bill S-203, garantimos que isso acontecerá ”, disse Elizabeth May, líder do Partido Verde e Saanich – em um comunicado.

Em maio, o país proibiu a importação e exportação de barbatanas de tubarão devido a preocupações com a crueldade contra os animais.

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Cientistas alertam que haverá mais plástico que peixes nos oceanos em 2050

Foto: Getty

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Não há como negar que a poluição plástica é uma das maiores ameaças aos oceanos do planeta – os cientistas agora advertem que, a menos que sejam realizadas mudanças urgentes, haverá mais plástico do que peixes nos mares até 2050.

Muitos países pelo mundo proibiram o uso de sacolas plásticas ou passar a desestimular seu uso por meio de cobranças de valores. No Reino Unido por exemplo, um ano após o governo introduzir a legislação forçando grandes varejistas a cobrar por cada sacola plástica, os sete maiores supermercados do bloco de países distribuíram mais de 6 bilhões de sacolas a menos.

Mais iniciativas se juntaram ao movimento do governo, a especialista em alimentos congelados “Iceland” prometeu remover todas as embalagens plásticas de sua linha até 2023, e uma proibição oficial de canudos de plástico – que muitas empresas já abandonaram em favor das de papel – junto com paletes plásticos de mexer café e cotonetes de plástico entrarão em vigor em Abril de 2020, segundo informações do jornal The Mirror.

Todos estes são passos na direção certa, mas ao abordar essa questão urgente, contudo, itens como canudos e sacolas plásticas são apenas a ponta do iceberg. Medidas efetivas para conter a poluição plástica que está tomando conta dos oceanos e matando a vida marinha, envolveriam uma mudança na alimentação banindo bacalhau e atum e demais peixes da dieta alimentar.

Essa afirmação esta baseada no fato comprovado de que a pesca e o lixo que ela gera causam muito mais danos à vida selvagem do que os canudos ou sacolas de plástico. É fácil entender por que itens menores de plástico estão sob fogo – ninguém que tenha visto o vídeo de um canudo sendo puxado para fora da narina de uma tartaruga marinha ou um golfinho enroscado em um sacola plástico jamais conseguirá esquecê-lo.

Mas, de acordo com Adam Minter, autor do livro Junkyard Planet: Travels in the Billion-Dollar Trash Trade (Planeta do Lixo: Viagens pelo comércio de lixo de bilhões de dólares, na tradução livre), “mesmo que todos os lixos de canudos de plásticos deixados nas praias pelo mundo caíssem nos oceanos, elas representariam cerca de 0,03% das 8 milhões de toneladas métricas de plásticos que entram nos oceanos em um determinado ano’.

E apesar da redução no uso de sacolas plásticas no Reino Unido, a quantidade total de poluição marinha por plásticos permaneceu igual, principalmente devido a um aumento nos detritos oriundos da pesca. Tartarugas marinhas e outros animais são muito mais propensos a serem prejudicados por redes de pesca perdidas, abandonadas e descartadas do que por outros resíduos de plástico.

Cientistas afiliados ao The Ocean Cleanup, um grupo que trabalha para reduzir a poluição plástica, determinaram que, em peso, as redes de pesca compõem pelo menos 46% do plástico da Great Pacific Garbage Patch, uma pilha flutuante de lixo que é três vezes maior que a França.

Armadilhas de enguia, cestos, cordas e outros equipamentos de pesca abandonados, também conhecidos como “engrenagem fantasma”, compõem a maioria do resto do lixo. Cerca de 640 mil toneladas de equipamento fantasma entram nos oceanos do mundo a cada ano e podem mutilar e matar animais marinhos ainda por muitos anos depois.

É uma morte horrível. Os animais que se emaranham e se enroscam em armadilhas pesadas de pesca e podem se afogar, morrer exaustos depois de semanas lutando para se libertar, ou morrer de fome lentamente se o lixo plástico estiver alojado em suas bocas ou estômagos e impedi-los de se alimentar. No mês passado, uma foca presa em uma enorme massa de redes de pesca e outros lixos foi avistada na costa da Cornualha.

Após os socorristas não conseguirem localizá-la viva, seu corpo acabou sendo levado para uma praia próxima, embrulhado em 35 quilos de plástico. “Este animal sofreu uma morte prolongada e torturante, não há dúvida disso”, disse um voluntário que inspecionou o animal.

Um destino semelhante recai sobre milhões de outras focas, tartarugas, baleias, golfinhos, tubarões, pássaros e outros animais.

Os seres humanos que consomem peixe também estão em risco, recentemente um estudo descobriu que o consumidor médio de “frutos do mar” inconscientemente come 11 mil pedaços de micro plásticos a cada ano.

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Empresa transforma caroço de abacate em canudos e talheres biodegradáveis

Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável” .

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o Mexico Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

Coreano cria canudos comestíveis de arroz

Por David Arioch

“Pensei em ingredientes que os sul-coreanos geralmente não depreciam. E arroz me veio à mente imediatamente” (Foto: Divulgação)

A empresa sul-coreana Yeonjigonji está fabricando canudos comestíveis a partir do arroz. A ideia de criar o produto veio depois que o CEO, Kwangpil Kim, leu um artigo sobre a marca Loliware, dos Estados Unidos, que produz xícaras comestíveis.

“Se eles podem fazer um copo comestível, não poderíamos fazer um canudo comestível? Pensei em ingredientes que os sul-coreanos geralmente não depreciam. E arroz me veio à mente imediatamente”, disse ao jornal diário indiano The Hindu.

Kim então optou por fabricar os canudos em Ho Chi Minch, a maior cidade do Vietnã que, segundo ele, tem um arroz menos aderente e mais adequado para a produção de canudos. Atualmente o seu maior desafio é reduzir custos de produção para competir com os canudos de plástico.

Após um ano e meio de pesquisa, os primeiros canudos foram criados em agosto de 2018, e atualmente Kwangpil Kim produz 500 milhões por mês. O produto já está sendo comercializado em países como Canadá, Singapura e Malásia.

Ao The Hindu, ele disse também que uma das maiores vantagens dos canudos de arroz é que eles são biodegradáveis. O que significa que o produto da Yeonjigonji se decompõe em até 100 dias enquanto os canudos de plástico levam cerca de 200 anos.

Já em contato com a água do mar, a versão de arroz se decompõe mais rápido – em oito dias. Por enquanto os canudos biodegradáveis estão sendo comercializados por 35 won. Em reais, o equivalente a 12 centavos.

“Se conseguirmos produzir de 2 a 2,5 bilhões de canudos de arroz por mês, poderemos reduzir o custo de produção em cerca de 120%”, declarou Kim, que não considera os canudos de papel uma boa alternativa porque exigem que árvores são cortadas.

Comissão de Meio Ambiente aprova proibição do uso de canudos e sacolas plásticas

Por David Arioch

De acordo com o Banco Mundial, Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Projeto de Lei do Senado (PLS 263/2018), que prevê proibição do uso de canudos e sacolas plásticas, além de microplásticos em cosméticos, foi aprovado ontem pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).

O PL é resultado de uma sugestão legislativa feita por Rodrigo Padula de Oliveira no portal e-Cidadania, e contou com 20 mil apoiadores. De acordo com a Agência Senado, o projeto recebeu pedido de urgência e agora segue para votação em Plenário.

Segundo matéria do PL, ficam proibidas a fabricação, importação, distribuição e venda de sacolas plásticas para guardar e transportar mercadorias, além de utensílios plásticos descartáveis para consumo de alimentos e bebidas – como é o caso dos canudos. A exceção é para as sacolas e utensílios descartáveis feitos com material integralmente biodegradável.

De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, com produção anual de 11,3 milhões de toneladas. Desse total, apenas 1,28% é reciclado. O plástico derivado do petróleo pode levar mais de 300 anos para se decompor contra o plástico biodegradável que requer 30 a 180 dias.

Além disso, o descarte incorreto provoca a poluição do solo e da água, além da morte de animais por engasgamento ou enroscamento. Os microplásticos contidos nos cosméticos também demoram para se degradar e se acumulam nos rios e oceanos – gerando impacto no ciclo de vida e na cadeia alimentar dos animais.

Conforme informações da Agência Senado, o relatório do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), favorável à proposta, lido na reunião pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), menciona a situação de animais marinhos mortos por ingestão de plásticos. As tartarugas marinhas, por exemplo, são os animais mais ameaçados no Brasil por esse tipo de contaminação.

O relator do projeto destacou que substituir o plástico petroquímico pelo biodegradável de origem renovável resultará na redução do plástico encaminhado a aterros sanitários e no encurtamento do ciclo de vida do produto.

Imagens mostram cisnes fazendo ninho com restos de lixo plástico

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Imagens desoladoras revelam a história de dois cisnes forçados a fazer seu ninho, destinado a chocar os ovos contendo seus filhos, de detritos descartados de forma irresponsável em um parque.

Embalagens amassadas, garrafas de plástico, canudos e outros itens jogados descuidadamente pelos visitantes no Drumpellier Country Park, em Lanarkshire na Escócia, foram usados pelas aves confusas para construir o refúgio onde vão esperar por seus filhotes.

As imagens fortes mostrando vários pedaços de plástico que cercam os pássaros comprovam de maneira inquestionável, a escala generalizada de lixo produzida pelo ser humano e seu impacto na vida selvagem.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Um visitante disse: “É absolutamente repugnante. Os pobres cisnes. É tão embaraçoso que tenhamos este belo parque em Coatbridge e o privilégio de ter esses animais encantadores e admitir quão mal estamos cuidando de ambos”.

“Minha filha mora perto do Queen’s Park em Glasgow e há um casal de cisnes lá”.

“O ninho é intocado e não há nada como essa bagunça que podemos ver aqui. É inaceitável isso”.

Os dois cisnes foram vistos acrescentando detritos ao ninho, que fica no meio do parque, investigando e cutucando latas de bebidas vazias com seus bicos.

Os cisnes colocam até sete ovos no final de abril e início de maio, com o macho e a fêmea incubando e aquescendo o ninho.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

O superintendente escocês da SPCA, Mike Flynn, disse: “Infelizmente, temos notado um aumento alarmante de ferimentos em animais causados devido ao lixo descartado incorretamente, todos são afetados, desde gatos e morcegos, até texugos e raposas”.

“Queremos lembrar a todos que eles podem ajudar a salvar a vida selvagem, eliminando adequadamente o seu lixo”.

Um porta-voz do Conselho de North Lanarkshire disse: “O lixo descartado é uma praga não só para os usuários do parque, mas também representa um risco para os animais que consideram o parque seu lar”.

“Temos tentado conscientizar a população pedindo a todos que usam o parque para descartar adequadamente qualquer lixo nas lixeiras de reciclagem fornecidas. Qualquer um que for pego jogando lixo vai levar multas severas”.

Triste constatar que sejam necessárias multas e vigilância da polícia para fazer com que as pessoas joguem o lixo no local correto e agora diante dessa imagem dos cines, percebe-se que nem mediante as sanções, as pessoas conseguem entender e diminuir seu impacto perante a vida selvagem.

Empresa transforma caroço de abacate em talheres e canudos ecológicos

A empresa mexicana BioFase usa o caroço de abacate como matéria-prima para a fabricação de talheres e canudos. Alternativa sustentável, os produtos seguem uma tendência mundial que visa à proteção ao meio ambiente.

Foto: Biofase

Os produtos são feitos de matéria-prima ecológica em 60% e os outros 40% são formados por compostos orgânicos sintéticos. Os talheres e canudos são adequados para alimentos quentes e frios e são fortes o suficiente para não dobrar, não havendo nenhuma perda de qualidade em relação aos produtos tradicionais, feitos de plástico – matéria-prima poluente que chega ao mar devido ao descarte inadequado e à falta de reciclagem e se torna responsável pela morte de animais marinhos.

A principal matéria-prima da BioFase é um resíduo agroindustrial presente em abundância no Brasil, que é responsável por 50% do abacate consumido no mundo. O resultado são talheres e canudos com mais durabilidade que os convencionais. Isso porque, quando mantidos em local fresco e seco, os produtos são utilizáveis por até um ano. Após esse período, basta enterrá-los no solo. O processo de degradação é de apenas 240 dias.

Atualmente, a BioFase coleta sementes de abacate de outras empresas que trabalham processando o alimento para fazer guacamole e óleo.

A empresa promete ainda reduzir em até 60% o consumo de plástico à base de petróleo, sem que seja necessário trata-lo de maneira especial ou separá-lo para reciclagem.

A iniciativa da BioFase está presente também em outras empresas pelo mundo, que utilizam folhas de árvore para fabricar pratos, amido de inhame para criar canudos e até banana verde para produzir diversos tipos de recipientes ecológicos.