Cão resgatado adota potrinho recém-nascido órfão

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Com apenas 9 dias de vida, um potrinho chamado Tye perdeu sua mãe. Mas naquela mesma noite ele ganhou um amigo inesperado – um cão da raça pastor australiano chamado Zip.

Embora todos dividissem o mesmo lar, Zip nunca mostrou muito interesse em seus irmãos cavalos. “Sempre há potros nascendo por aqui todos os anos, ele dava uma espiada rápida para a porta do local onde ficam os animais e apenas olhava para eles e se afastava”, disse Karla Swindle, a mãe de Zip, ao The Dodo.

Mas naquela noite fatídica em março, era como se o cão resgatado, de 5 anos, soubesse que ele era necessário naquela situação.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

A mãe de Tye ficou doente dias após o parto e, apesar do tratamento, ela rapidamente piorou. Quando as coisas pareciam mais tristes para a mãe e o bebê, Karla permaneceu ao lado deles. Como sempre, o Zip acompanhava sua tutora.

“Eu passei a noite toda no celeiro cuidando do cavalo recém-nascido e da mãe, esperando que com minha presença eu pudesse ajuda-la,” Karla disse. “Zip ficou comigo no canto do celeiro a noite toda – o potro estava deitado no ali no cantinho, e ele apenas ficou lá ao lado do potrinho”.

“Ele estava choramingando e ganindo”, acrescentou Karla. “Você poderia dizer que Zip sabia que algo estava errado naquela noite.”

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Na manhã seguinte, Tye perdeu sua mãe, mas ele não estava sozinho.

Zip insistiu em ficar o tempo todo ao lado do cavalo recém-nascido, confortando o pequeno animal com sua presença. Quando Zip estava por perto, Tye estava relaxado e feliz. “Pareceu-me que o potro sabia que o cão estava tentando ajudá-lo”, disse Karla, “o que é tão bonito e comovente de se ver”.

Por seis semanas, Zip não deixaria Tye fora de sua vista. Sempre que Karla ia alimentar o potro, Zip era o primeiro na fila para saudar o pequeno cavalo. “Toda vez que eu ia para o celeiro, Zip corria e ficava na frente da porteira esperando que eu chegasse lá”, disse Karla. “Ele me batia e chegava primeiro ao celeiro primeiro todas as vezes”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

“Assim que eu abria a porta, ele quase me derrubava antes que eu pudesse entrar”, ela acrescentou. “Se o potro estivesse deitado, ele ia até lá e deitava a cabeça nele carinhosamente”.

Com o passar dos meses, Tye engordou rapidamente, tornando-se um jovem e saudável cavalo – em parte graças ao pai adotivo.

Agora, Tye passa a maioria dos dias no pasto com sua irmã mais velha, que está ensinando-lhe os prós e contras de ser um cavalo. E enquanto Zip ainda acompanha Karla até o celeiro, ele não implora mais para ir ao estábulo para ver Tye.

“O potro está um pouco rude agora”, disse Karla, “exaltado, tentando brincando, então Zip meio que fica longe dele agora”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

O pai orgulhoso entende que Tye precisa testar sua independência, e isso não torna o relacionamento deles menos especial.

“Você pode ter certeza que quando o potro precisava do Zip, o cão estava lá para ele o tempo todo”, disse Karla. “E agora que Zip sabe que o potro está bem, então eles seguiram caminhos separados”.

Mas parece que o pequeno cavalo abriu um espaço no coração do cachorro mais velho – espaço que ele já encheu com outro bebê.

“Ele ama minha neta”, disse Karla. “Sempre que ela vem aqui, ele vai diretamente para ela. Ele a trata como ele fez com o potro. Ele só gosta de estar perto dela”.

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Homem surdo adota cão com surdez e ensina a ele a linguagem dos sinais

Foto: Instagram/nickandemerson

Foto: Instagram/nickandemerson

Nick Abbott é um homem de 31 anos que vive no estado do Maine (EUA) e que nasceu surdo. Um dia, navegando pela internet Nick estava olhando para a página do abrigo NFR Maine no Facebook, e um filhote que também nasceu surdo, chamou sua atenção imediatamente.

O filhote de cachorro, cujo nome é Emerson, estava sendo colocado para adoção através do programa de resgate do abrigo, e Nick sabia que se existisse um companheiro peludo para ele, Emerson seria esse amigo.

Nick entendeu que aquele animal havia lutado com os mesmos problemas biológicos que ele e seria um parceiro ideal de vida. Assim sendo ele tomou sua decisão.

Foto: Valuablestories

Foto: Valuablestories

Então, sem pensar duas vezes sobre o assunto, Nick rapidamente entrou em contato com o abrigo NFR e fez os arranjos necessários para adoção

Quando a equipe de resgate encontrou o filhotinho, ele estava vivendo como um cão abandonado nas ruas do Maine, andando com seus irmãos a procura de comida. Não apenas o pobre filhote começou a mostrar sinais de abatimento uma vez no abrigo, mas também desmaiou por causa de uma parvovirose, uma doença que afeta filhotes não vacinados e pode ser mortal se não for tratada imediatamente.

Foto: Valuablestories

Foto: Valuablestories

Depois de passar por esse obstáculo, porém, os funcionários do abrigo desanimaram quando perceberam que o filhote de 12 semanas de idade também era surdo. Eles se perguntaram se algum dia conseguiriam achar para o cão sem raça definida, uma família que o amaria e aceitaria.

Embora a equipe do abrigo estivesse começando a achar que encontrar a família perfeita para a Emerson poderia ser impossível, eles fariam o que pudessem por ele, a começar por compartilhar a história do filhote na página do abrigo no Facebook e encontrar uma família para ele.

Ainda bem que o abrigo não perdeu toda a esperança. Porque assim que carregaram suas fotos com legenda, descrevendo a jornada dele, Nick as viu e logo em seguida ligou para o abrigo.

Foto: Instagram/nickandemerson

Foto: Instagram/nickandemerson

Nick disse à sua mãe que queria conhecer Emerson o quanto antes, pois ele tinha a sensação de que eles haviam sido feitos um para o outro.

Ao entrar em contato com o abrigo ele contou também havia nascido surdo e sabia como era a luta diária que o cãozinho enfrentava.

Nick e sua mãe foram ao abrigo depois do telefonema para conhecer Emerson.

Sem saber o que esperar do filhote, Nick, sua mãe e toda a equipe do abrigo ficaram surpresos ao ver a rapidez com que Emerson parecia se relacionar com seu novo tutor.

Assim que Emerson pôs os olhos em Nick, foi como se ele soubesse que encontrara seu humano.

O filhote instantaneamente foi em direção a Nick e se deitou quietamente aos pés dele, e todos entenderam que os dois estavam destinados um ao outro.

Uma vez que Nick levou Emerson para casa e os dois estavam bem familiarizados, o tutor começou a incansável tarefa de ensinar o filhote a ler e a entender a linguagem dos sinais para que eles pudessem se comunicar um com o outro.

As lições se tornaram um testemunho da paciência e das habilidades de treinamento de Nick, e Emerson aprendeu o novo idioma mais rápido do que qualquer um previu.

O filhote atualmente já sabe um pouco dos sinais e responde a eles. Não só ele sabe latir quando Nick mexe o lóbulo de sua própria orelha, mas ele também conhece os sinais de vir, sentar e deitar-se.

Como qualquer um poderia ter adivinhado, esses dois rapidamente se tornaram ligados para a vida toda, agora que um finalmente encontrou o outro.

Compartilhar suas deficiências auditivas apenas ajudou a conectá-los ainda mais, à medida que ambos aprenderam um com o outro. Nick até fez uma conta no Instagram chamada “Nick e Emmerson”. Lá é possível se atualizar sobre tudo o que Nick chama de “dois meninos especiais” e suas aventuras.

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Cachorro acompanha criança até em consulta médica e comove moradores de Platina (SP)

Há cerca de um ano e meio, Solange Aparecida da Silva Bento e seu esposo adotaram o cachorro Thor, que se tornou um grande companheiro do filho do casal, Leonardo Henrique da Silva Ramos. O menino tem apenas três anos de idade e a relação dele com o animal comove os demais moradores de Platina (SP), cidade onde a família vive.

Foto: Divulgação

Solange conta que seu marido estava passando pela rua, quando uma pessoa perguntou se ele não queria o cachorro, que ainda era filhote.

“Como nós gostamos muito de animais, meu marido não pensou duas vezes e trouxe o Thor para casa. Desde que chegou, ele se tornou amigo inseparável do Léo. Quando levo o Léo para a escola, ele vai junto acompanhando o carrinho. Na volta, ele vem sentado dentro carrinho, pois adora passear. Quando eles eram menores, os dois iam juntos sentados no carrinho”, conta.

Ela relata que o filho gosta demais do cachorro e, em tudo o que vai fazer, chama o animal para acompanhá-lo.

“O Leonardo sempre lembra do Thor, chama ele para brincar e quando vamos ao mercado ele sempre quer comprar comidinhas para o Thor. Os dois estão sempre juntos, onde um vai, o outro está também. O Thor é o irmão de quatro patas do Leonardo”, lembra.

Solange conta que o cachorro é tão amoroso que já levou até filhotes de gato para casa, dos quais cuidava como se fossem filhos dele.

Foto: Divulgação

“O Thor é muito esperto. Ele vai comigo e com o Leonardo em todo lugar. Quando levo o Léo no médico, por exemplo, falo pra ele que ele não pode entrar. Parece que ele entende, pois fica do lado de fora esperando, sentado no carrinho”, salienta.

Solange acredita que o contato do filho com Thor é muito importante para a sua formação, pois o ensinará a amar os animais e tratá-los com respeito.

Fonte: Assis City


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Cachorra perdida reencontra tutores após oito anos de separação

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Sophia Hanson tinha o hábito de deixar seus dois cães da raça pit bull, Laila e seu irmão Blake, saírem para brincar no quintal.

Quando ela foi ver como eles estavam pouco tempo depois, os cachorros haviam desaparecido. “Ainda não temos certeza se eles foram roubados porque não havia porta aberta – não havia nada”, Hanson disse ao The Dodo. “Os dois apenas sumiram”.

Depois de um ano de busca, Hanson e seu marido encontraram um post em um site na internet, o Craigslist. Alguém que morava não muito longe de seu bairro em San Antonio, Texas (EUA), estava vendendo um pit bull por 500 dólares que parecia de uma forma muito suspeita com Blake.

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

“Então resolvemos nos aproximar do vendedor fingindo um falso interesse: ‘Oh, vamos comprar apenas um cachorro’. Nosso dinheiro estava pronto”, disse Hanson. “Quando fomos nos encontrar e confirmamos que era ele, vimos que eles o colocaram na maior corrente que eu já vi.”

“Ele ficou muito confuso por um tempo”, Hanson acrescentou. “Toda essa reabilitação foi um processo, mas agora ele é o maior ursinho de pelúcia”.

Vendo o estado em que Blake estava, os Hanson temiam que coisa pior tivesse acontecido com a doce e desajeitada Laila. Ainda assim, durante anos, Hanson continuou a procurar nos abrigos locais, e na internet, na esperança de ver o rosto de sua filhinha de quatro patas novamente.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

O que Hanson não sabia era que Laila tinha um anjo da guarda cuidando dela.

Quando Janice Rackley viu Laila pela primeira vez em 2018, a cachorrinha estava sozinha em um campo, sofrida e desnutrida ela era apenas pele e osso. Ficou claro que ela estava sozinha há algum tempo já, provavelmente se amor ou cuidados.

Rackley sabia que tinha que fazer alguma coisa.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Ela só precisava de ajuda e ninguém iria ajudá-la”, disse Rackley ao The Dodo. “Eu apenas sinto que eu estava ali e a encontrei por um motivo e a razão disso era que eu tinha que ajudá-la. Ela dependia de mim naquele momento.

Todos os dias, Rackley saía para o campo, carregando pesados jarros de água e comida.

A princípio, a cachorra ficou tão aterrorizada que correu na direção oposta assim que viu Rackley se aproximando – mas, eventualmente, Rackley ganhou sua confiança.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Eu acho que demorou cerca de seis meses, quando ela finalmente começou a se aproximar e chegar mais perto, então ela finalmente me deixou acariciá-la”, disse Rackley. “Naquele momento eu pensei: ‘Talvez eu consiga pegar uma coleira, já que ela está me deixando acariciá-la, e posso ficar com a coleira enquanto a alimento’. Mas sempre que ela via essa coleira, a cachorrinha saía correndo”.

Quando a véspera de Ano Novo se aproximou e o tempo ficou frio, Rackley sentiu que poderia ser sua última chance de resgatar a cachorra – então ela decidiu fazer algo imprudente.

“Acabei de pegá-la, joguei-a por cima do meu ombro e caminhei por ela por 40 pés nesse campo para levá-la até o meu carro”, disse Rackley. “Ela estava realmente muito calma quando eu peguei ela, ela era tão doce como eu jamais imaginei que seria”.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Durante um mês, Laila recusou-se a deixar a casa de Rackley. Quando a personalidade da cachorrinha começou despontar, Rackley percebeu que o passado do cachorro perdido tinha mais segredos do que ela pensara anteriormente.

“Levou um tempo para ela voltar ao normal, mas uma vez que ela conseguiu, Laila se mostrou o cão mais doce do mundo”, disse Rackley. “Ela sabia sentar, sabia dar a pata, sabia como se deitar. Eu estava tipo, ‘nossa, alguém realmente ensinou tudo isso a ela.

Alguém deve sentir falta dela.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Rackley levou Laila para ser examinada pelo controle de animais e, descobriu que ela tinha um microchip.

A apenas 40 milhas de distância, era apenas mais uma noite normal para Hanson e seu marido. “Meu marido e eu estávamos andando pela casa, desligando as luzes e nos certificando de que os filhotes estavam na cama”, disse Hanson. “Pouco antes de desligarmos a luz, recebemos uma ligação. Meu marido ficou tipo: “O que ?! Você pode repetir isso? “E ele colocou no viva-voz e nós ficamos tipo,”Isso é verdade mesmo?!”.

Oito anos ja haviam se passado, mas Hanson não podia esperar nem mais um minuto para ver Laila novamente, então ela pulou com tudo no carro. Quando Rackley trouxe Laila para fora, e ela pôs os olhos em sua mãe, todos os presentes ficaram comovidos pela reunião emocionante das duas.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

“Ela apenas respondeu imediatamente, como se dissesse, ‘é você mesmo?’ “, Disse Hanson. “E então todos cmeçaram a chorar e doi um momento muito delicado”.

Embora Laila tivesse mudado de muitas maneiras, ela deixou claro para seus pais que se lembrava de sua antiga vida e de ambos.

“Nós costumávamos chamá-la de Scooby Doo porque ela fazia os sons mais loucos que você já ouviu”, disse Hanson. “Meu marido fazia brincadeiras imitando o desenho animado: ‘Scooby Doo! Scooby Doo! E ela reconheceu a brincadeira imediatamente”.

Agora em uma casa com três outros cães de resgate todos sênior, incluindo seu irmão Blake, Laila está se acostumando aos poucos à sua “nova vida antiga”.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

Enquanto ela ainda se sente um pouco cautelosa em torno de seus novos irmãos, ela não poderia estar mais feliz por estar em casa. E os pais dela são tão gratos que a família deles está reunida novamente.

“Ainda não podemos acreditar”, disse Hanson. “Às vezes passamos por ela e temos que dar uma olhada pra nos certificarmos de que é tudo verdade mesmo. É extremamente surreal. Ela está na mesma cadeira, no mesmo lugar, deitada em sua mesma posição doce de cabeça para baixo. E é engraçado vê-la tão à vontade – eu nem consigo imaginar o que ela passou”.

“Mas o que importa é que ela esta de volta: em casa.”

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Maquinista para o trem e salva cachorro que estava nos trilhos da morte

Foto: Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

O maquinista Andres Fabricio Argandoña Tapia estava dirigindo um trem através de Llay Llay, na região de Valparaíso, no Chile, quando notou uma mancha escura nos trilhos à frente.

Quando o objeto bloqueando seu caminho não se moveu, o condutor atento, acionou o freio.

Alguns metros à frente do vagão do trem havia um cachorrinho assustado com o pelo todo preto e marrom. Tapia saiu do trem, filmando com o celular enquanto se aproximava do animal.

Ao ver o condutor, o cachorrinho puxou os poucos metros de corrente que o prendiam aos trilhos, latindo e abanando o rabo animadamente. Se Tapia não tivesse parado o trem, o filhote não teria conseguido escapar – um pensamento que perturbou profundamente o condutor.

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

“Como pode haver pessoas tão más que amarraram cachorrinhos nos trilhos?”, disse Tapia no vídeo. “Espero sinceramente que, um dia, a raça humana mude”.

Tapia postou o vídeo do resgate em sua conta do Facebook, onde as imagens já foram visto mais de 300 mil vezes. Enquanto o vídeo termina logo após a descoberta do cão, Tapia afirma que ele tirou a corrente do cãozinho e libertou-o.

“No final, o filhote soltou-se e ficou feliz”, escreve Tapia em um comentário no Facebook.

Você pode assistir ao resgate comovente aqui:

Em resposta ao vídeo viral, o prefeito de Llay Llay, Edgardo Gonzalez, afirmou que ele está lançando uma investigação criminal para trazer quem abandonou o animal daquela forma seja traziso à justiça.

“Estamos chocados com a crueldade vista em nossa sociedade e condenamos veementemente esse ato contra um animal tão indefeso”, disse Gonzalez, segundo o jornal local La Republica. “Agradecemos a atitude que o motorista do trem teve, que salvou a vida de este animal doméstico.

“Como município, tomaremos as ações correspondentes [para iniciar] uma ação judicial contra os responsáveis e também entraremos em contato com o engenheiro para oferecer toda a nossa ajuda para fornecer a esse cachorrinho cuidados médicos veterinários, microchips, desparasitação e esterilização”, ele completou.

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Se o filhote for encontrado, o prefeito afirmou que eles farão o melhor possível para proporcionar ao pequeno cão um lar adotivo amoroso.

A resposta ao vídeo foi esmagadora, com milhares de comentários de pessoas agradecendo o gentil maquinista por ter parado para salvar a vida do cão indefeso.

Tapia respondeu no Facebook: “Nós ferroviários somos homens de bom coração.”

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Homens maltratam e tingem cão de vermelho por diversão

Reprodução | Facebook

Um vídeo recente compartilhado pela organização chilena Noticiero Animal mostra dois homens usando uma pistola de pintura para tingir um cãozinho abandonado de vermelho. Segundo a entidade, as imagens foram registradas no Irã e os maus-tratos ocorreram enquanto os homens trabalhavam em uma casa em reforma na cidade de Gílan.

Um homem, que aparenta ser o proprietário ou supervisor da obra, pede que um dos auxiliares segure um cãozinho em situação de rua que passa pelo local. Dócil, o animal pensa ser uma brincadeira e, inocentemente, deixa que o homem o pinte por completo, inclusive seus olhos. Tintas utilizadas para pintar paredes e objetos são extremamente tóxicas para os seres vivos e o meio ambiente.

Segundo informações postadas pela página Noticiero Animal no Facebook, algumas horas após os maus-tratos, o cãozinho foi resgatado e limpo. Infelizmente, não há informações se ele foi adotado ou seu estado de saúde. Ativistas em defesa dos direitos animais criaram uma petição exigindo que o Irã identifique os homens e os processe judicialmente.

Casos como o registrado no Irã estão se tornando frequentes. Em maio deste ano, o rapper norte-americano Valee chamou negativamente a atenção do seu público ao tingir seu cachorro da raça chihuahua de vermelho e postar fotos nas redes sociais. As críticas não demoraram a surgir. Para tentar amenizar a situação, Valee alegou que a coloração usada era especial e vegana.

Reprodução | Twitter

A organização PETA condenou a atitude do rapper e afirmou que é antiético forçar um animal a ser tingido independente da coloração ser atóxica ou de origem natural. “Procedimentos cosméticos e estéticos que não beneficiam de forma explícita a saúde e o bem-estar de um animal nunca devem ser feitos. Não há necessidade, para não mencionar o desconforto envolvido”, disse em nota.

Recentemente a youtuber e influenciadora digital Virgínia Fonseca decepcionou muitos seguidores ao tingir sua cadelinha de rosa e exibir o feito em um vídeo no YouTube e fotos no Instagram. O caso rapidamente viralizou nas redes sociais e diversos internautas alertaram que este tipo de incentivo pode ser nocivo ao trabalho de conscientização sobre a importância da guarda responsável de animais domésticos feito por ONGs e protetores.

Reprodução | Instagram

Risco

O uso de colorações em animais pode desencadear uma série de consequências, como alergias, intoxicações, mudança de comportamento, estresse e problemas de sociabilização com outros membros de sua espécie. Tinturas mudam o cheiro natural do animal e o humanizam desnecessariamente. Ainda que possa parecer engraçado e descontraído, submeter um cãozinho a um procedimento cosmético apenas por capricho é um desrespeito à natureza do animal e à sua liberdade.

Delegado mata cão e polícia busca câmeras de segurança para apurar o caso no RS

O caso de um delegado que matou um cachorro com um tiro em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, está sendo analisado pela polícia, que está em busca de imagens de câmeras de segurança para apurar o fato. O animal foi morto no último sábado (22). Até o momento, o delegado José Renato de Oliveira Moura colheu depoimentos do policial que disparou contra o cachorro e da tutora do animal.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

“Não temos testemunhas”, disse Moura, que instaurou inquérito e afirmou que vai investigar se houve “crime de crueldade contra animais”, no que se refere ao tiro disparado pelo delegado, ou “crime de descuido na guarda de animal perigoso”, no caso da tutora do animal.

“A casa de onde o cachorro saiu tem um murinho bem baixo, uma grade de metal, na verdade, que não deve ter um metro de altura. E o local onde o Afonso [Stangherlin] atirou no animal fica atravessando a rua, em diagonal. Ele [cachorro] deve ter caminhado ou corrido uns 50 metros, foi bem perto”, completa.

Após anexar provas ao inquérito, Moura vai encaminhar o documento para o juizado especial criminal, isso porque trata-se de um crime de menor potencial ofensivo. O juizado, por sua vez, deve agendar audiências de conciliação entre as partes. “Por descuido na guarda são 10 dias, e crueldade três meses, com aumento de um sexto se ocorrer morte, que ocorreu”, disse o delegado ao se referir a pena para os crimes.

A tutora do cão, Luciane Gabert, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, relatou ao G1 que entrou em casa para pegar um mate e deixou Marley, que era da raça labrador, no pátio. Em seguida, ela ouviu o barulho de um tiro e, ao sair de dentro de casa, encontrou o cachorro morto.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Segundo Luciane, Marley tinha 15 anos e problemas na coluna. “Ele era extremamente dócil, um brincalhão, nunca atacou ninguém”, contou a filha de Luciane, Katyusse Gabert, que, assim como a mãe, não acredita que o cachorro morderia alguém.

Afonso Stangherlin, o delegado que atirou no cão, disse que passeava com um cão de porte pequeno, da filha dele, que está sob seus cuidados por um período, quando viu outro cachorro correndo em sua direção. “O cachorro que estava comigo estava apavorado. Quando eu percebi que ele estava perto, dei um tiro”, afirmou. “Atravessei a rua, chamei a proprietária, me identifiquei e disse que o animal iria me atacar e não tinha o que fazer”, completou.

“No momento do disparo, não sabíamos que ele era delegado. Após a minha mãe indagar sobre o fato, ele disse para retirar o cachorro da calçada, que ele era delegado e que era para tomarmos nossas providências e que ele providenciaria as dele”, disse Katyusse. Stangherlin disse que não maltrata animais e não tem histórico “de ficar dando tiro na rua.”

Apesar de serem vizinhos, a tutora de Marley e sua filha não tinham contato com o delegado.

Foto: Arquivo pessoal


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Vídeo: cão ferido agoniza na margem de rio e é resgatado por policiais

Um cachorro foi encontrado, no domingo (23), na margem do Rio Veado, em Guaçuí, na Região do Caparaó, no Espírito Santo. O animal estava ferido e agonizando. Dois jovens que passavam pelo local se depararam com a situação e acionaram a Polícia Militar, que enviou dois agentes ao local para resgatar o cão.

Um dos militares registrou parte do resgate em um vídeo (confira abaixo). Próximo a um bueiro de esgoto, o cachorro estava dentro da água, bastante debilitado. As informações são do portal Gazeta Online.

Foto: Reprodução / Portal Aqui Notícias

Um dos policiais que participou da ação foi mordido pelo animal que, assustado, reagiu para se defender. O homem tentava colocar o cão em cima de um pedaço de plástico para transportá-lo para fora do rio quando foi mordido. Apesar do incidente, os policiais insistiram e conseguiram resgatar o animal, que não tinha força para sair do local sozinho e chorava de dor.

“Ele estava com quase o corpo todo na água, em sinal de frio extremo, e agonizando. Conseguimos resgatar e colocamos em local seguro e mais aquecido. Aparentemente por alguma fratura ou intoxicação”, conta o soldado Junior Cindra Bueno.

Para que o cão recebesse os cuidados necessários, os policiais pediram ajuda para a ONG Amicão, que resgata animais abandonados em Guaçuí. De acordo com a voluntária da entidade Taynara Zanoni, o cachorro foi levado para uma clínica veterinária.

“Ele foi medicado, pois estava sentindo muita dor, para ser avaliado pelo veterinário. Possivelmente está fraturado. Depois, ele vai ficar na casa de alguma voluntária”, disse Zanoni.

Segundo a voluntária, a entidade realiza resgates de cachorros com frequência. No inverno, os membros da Amicão fabricam casinhas de papelão e distribuem para os animais abandonados da cidade.

A ONG está arrecadando recursos para arcar com os gastos do tratamento veterinário do cachorro. Interessados em colaborar podem solicitar dados bancários para os voluntários através do Facebook da Amicão.


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Cão que era “filho único” ganha irmão filhote e não gosta muito da ideia

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Por quatro anos Kevin, foi o único membro canino de sua família. Isso significava que ele era alvo de todos os carinhos, atenções, cuidados e mimos dos demais moradores de seu lar.

O cãozinho nunca teve que dividir a atenção de sua família com ninguém. Então, de repente, tudo mudou. E ele não gostou muito disso.

O cão ciumento e adorável é o querido animal doméstico de Carleigh Johnson Stroup e seu marido. Eles se apaixonaram por ele desde o começo. “Kevin é tão doce e amoroso”, disse a mamãe coruja Stroup ao The Dodo.

Kevin enquanto era "filho único" | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin enquanto era “filho único” | Foto : Carleigh Johnson Stroup

“Nós nunca podemos nos deitar sem que ele imediatamente se deite junto com um de nós, ele está sempre conosco”. Pode-se dizer que Kevin era realmente o rei da casa. Mas as coisas mudaram e isso não é assim mais agora.

Algumas semanas atrás, Stroup e seu marido decidiram aumentar sua família adotando um novo cãozinho filhote – esse novo membro escolhido foi um cachorrinho agitado e ansioso por atenção, chamado Lyle.

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Acontece, no entanto, que eles se esqueceram de consultar Kevin antes sobre a questão.

E com isso, o estilo de vida tranquilo e relaxado que Kevin desfrutava na casa – livre de aborrecimentos ou competição por afeição – acabou.

Lyle trouxe com ele toda uma nova energia e dinâmica para a casa. Uma vibração de cachorro filhote e brincalhão ao extremo.

Kevin, inicialmente, não foi tímido em demonstrar seus sentimentos sobre o assunto. Aqui está o vídeo da reação de Kevin:

“A cara que ele fez, sua expressão é absolutamente sua assinatura registrada. É como se ele tivesse dito: ‘O que foi que vocês fizeram’?”, disse a tutora e mãe de Kevin.

“Desculpe Kevin. Esta é sua vida agora”, responderam os pais de Kevin à sua expressão de descontentamento explícita.

Apesar de ser, como diz Stroup, “o oposto absoluto de Kevin”, o pequeno Lyle simplesmente adorou seu novo irmão mais velho. O pequenino, encantando com o outro, seguia-o por toda parte, copiando o irmão nas mínimas coisas.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

“Ele só quer ir para onde Kevin vai, se Kevin come, ele come, se Kevin deita, ele deita”, disse Stroup. “Lylo é absolutamente obcecado por ele”.

Todo o tempo sem descanso de Kevin agora é coisa do passado.

Lyle é como um gêmeo conjugado, não larga o irmão por nada. “Até as necessidades eles fazem juntos”, conta a tutora bem-humorada.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Stroup disse que, embora tenha levado algum tempo para Kevin a se acostumar, ele também passou a gostar dos encantos juvenis do recém-chegado.

“Mesmo depois de todas as tentativas de Lyle de arruinar a paz e tranquilidade de Kevin, eles se tornaram inseparáveis, os melhores amigos”, disse Stroup. “Kevin gosta de ter um irmão para ficar com ele quando estamos fora”.

“Um não vive sem o outro”.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Com o tempo, Lyle sem dúvida amadurecerá para um nível de energia mais adequado ao que Kevin está acostumado. Até então, pelo menos, ele parece estar aproveitando a diversão.

E quanto ao amor e carinho de seus pais?

Felizmente, ainda há muito para amor transbordando por todos os lados para todos os membros da família.

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Cãozinho de moradora de rua é envenenado em BH

Foto: Arquivo pessoal

A dor e o desespero da moradora de rua Emilin Tuany, de 29 anos, pela morte de seu cãozinho Beethoven viralizaram nas redes sociais. O animal foi vítima de envenenamento no bairro Savassi, em Belo Horizonte (MG) e morreu nos braços de sua tutoram, que o encontrou agonizando.

Em uma entrevista exclusiva ao portal O Tempo, Emilin contou que vinha sofrendo assédio de um morador de um prédio próximo a onde ela costuma dormir. Ela relatou que o homem uma vez chegou a dizer que odeia negros, animais e moradores de rua.

Emilin contou ainda que viu o homem jogando alimento com veneno para Beethoven do terceiro andar do edifico. Imagens de monitoramento ainda não foram cedidas, mas o caso de maus-tratos está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Crimes contra a Fauna.

Beethoven era um labrador cor chocolate de apenas um ano de vida. Ele foi adotado por Emilin quanto tinha apenas 14 dias de vida. Ela o amamentou e cuidou dele da melhor forma possível. “Beethoven nem tinha sido desmamado. Era como um ratinho. Eu ferventava o leite, punha na luva e colocava na boca dele. Com 1 ano, mataram meu filho”, disse ao O Tempo.

Uma advogado, que preferiu não se identificar, se ofereceu voluntariamente para dar suporte jurídico. O cadáver de Beethoven será submetido a uma necrópsia. O procedimento, que custa R$100,00, foi pago por um benfeitor que preferiu se manter anônimo e será realizado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O resultado saí em 30 dias.

Emilin recebeu a doação de um cachorrinho bebê sem raça definida para ajudar a superar a morte de Beethoven. Após a investigação, se o crime for comprovado, o responsável pode ser punido com até um ano de detenção, além de multa.


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