Construção de estrada expulsa capivaras de seu habitat em Ribeirão Preto (SP)

Por Rafaela Damasceno

Ribeirão Preto, município de São Paulo, vem sendo constantemente visitado por capivaras. Vídeos gravados pelos moradores mostram os animais andando calmamente por uma das avenidas mais populares da cidade, a Avenida Presidente Vargas. Ela fica longe de córregos e matas, onde as capivaras costumam viver.

Uma capivara andando na rua

Foto: Reprodução/EPTV

As aparições se tornaram mais comuns desde que começaram as obras de ampliação da Avenida Coronel Fernando Ferreira Leite, que antigamente era coberta de árvores e vegetação.

Segundo o professor de gestão e instrumentos da política ambiental da USP, Marcelo Pereira de Souza, os dois fatos possuem ligação direta. O desmatamento provocado pelas obras faz com que as capivaras percam parte de seu habitat, e o professor afirma que a vegetação deveria ter sido respeitada.

“Deveria existir um recuo de, pelo menos, 30 metros nas margens. Com isso, manteria as questões ambientais razoavelmente respeitadas. Mas haverá um asfalto”, explicou ao G1.

De acordo com Marcelo, o asfalto também trará outros problemas. Ele dificultará a impermeabilização da chuva e, no futuro, o trecho pode alagar. Enxurradas poderão levar a água para bairros mais baixos, afetando também os moradores do local.

O Assistente da Secretaria do Meio Ambiente, Alexandre Bertarello, afirma que as capivaras estão migrando em busca de comida, não pela perda do habitat. Segundo ele, há uma superpopulação dos animais, que migram constantemente.

Para Marcelo, entretanto, o desaparecimento da Área de Preservação Permanente (APP) tem culpa na migração das capivaras. “A função ambiental está sendo eliminada”, disse ele.

Como compensação pelo desmatamento, a Prefeitura tem que seguir algumas regras. Por enquanto, ela já plantou 5 mil árvores e plantará mais 3 mil. O fato é positivo, mas não poderá repor a perda de um ecossistema.


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Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


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Condomínio começa a matar capivaras e ambientalistas tentam salvar animais em Itatiba (SP)

O Condomínio Ville de Chamonix, em Itatiba, no interior de São Paulo, contratou uma empresa ambiental para matar as capivaras que vivem no local. O síndico do empreendimento, José Augusto, disse que três capivaras já foam mortas. No entanto, o presidente da ONG União Protetora dos Animais, César Rocha, afirmou que foram quatro animais mortos.

Capivara à margem de lago no condomínio (Foto: Divulgação / Correio)

“Uma armadilha já estava montada e nesta manhã houve a captura. Infelizmente temos que seguir a ordem dos órgãos estaduais”, disse Augusto. O síndico se refere à Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA), que determinou, no início do mês, que as capivaras fossem mortas após um morador do condomínio morrer ao contrai febre maculosa, o que levou a Superintendência de Controle de Edemias (Sucen) a considerar o local como área de risco para a transmissão da doença. O documento que determina o extermínio, datado de 6 de maio de 2019, estabelece como prazo o dia 7 de março de 2020 para o término do procedimento que pretende levar todos os animais do local à morte.

O caso indignou um grupo de moradores do condomínio e ambientalistas, que se uniram e coletaram 129 assinaturas para convocar uma nova assembleia geral do condomínio e apresentar uma solução, segundo eles, judicialmente legal, para evitar que o extermínio dos animais continue ocorrendo. O abaixo-assinado foi protocolado na administração do condomínio nesta terça-feira (21), segundo Rocha. As informações são do Correio, do grupo RAC.

“Recebi uma parte das assinaturas e faremos a triagem para ver a validade delas. Preciso receber tudo e ver se é possível convocar a assembleia”, disse o síndico. “Infelizmente, os filhotes não tem jeito, eles precisam ser sacrificados, mas os adultos pode ser revisto. Tudo depende da solução legal que o pessoal apresentar. Não depende do condomínio, pois o caso tem de ser avaliado pelos órgãos estaduais”, acrescentou Augusto.

Pelo estatuto do condomínio, é preciso ser apresentado um abaixo-assinado com 128 assinaturas de proprietários de casas do local que estão com a situação regular com o empreendimento residencial para convocar uma assembleia.

A empresa contratada para matar as capivaras instalou armadilhas com caça-de-açúcar no condomínio, que conta com 508 lotes e 480 famílias, sendo uma pequena parcela de veraneio. De alto padrão, o condomínio é cercado e está localizado em uma área verde, com seis lagos, pelos quais as capivaras circulam.

Em Campinas (SP), casos de capivaras mortas a pedido da SMA já ocorreram no Condomínio Alphaville e no Largo do Café.

Capivaras somem após correnteza arrastá-las de lagoa para o mar no RJ

Duas capivaras desapareceram após serem arrastadas pela correnteza em Macaé, no Rio da Janeiro. Os animais foram levados da Lagoa de Jurubatiba para o mar no domingo (19).

Chefe do Parque de Jurubatiba, Marcelo Pessanha entrou na água para tentar ajudar os animais, mas precisou sair devido à força da correnteza. Ele resgatou cobras que foram parar na praia. As informações são do G1.

Foto: Marcelo Pessanha/Arquivo pessoal

Na segunda-feira (20), um filhote de jacaré, uma capivara e vários peixes foram encontrados mortos na área da restinga. Moradores também ajudaram cobras e aves que estavam na praia para que pudessem voltar à restinga.

Não se sabe ainda se a capivara encontrada morta é uma das que sumiam. “Embora sejam ótimas nadadoras, o mar não estava nos planos delas”, disse Marcelo, Ele registrou o ocorrido e disse que viu as capivaras quando foi monitorar a área norte do canal formado após o rompimento da barra.

“Na chegada, encontrei na praia algumas cobras, que consegui transferir para a área de restinga, e as duas capivaras na arrebentação. Estavam na linha de arrebentação da praia a uns 800 metros do canal formado”, disse Marcelo.

Ele estava sozinho porque havia ido monitorar o local apenas e por ser domingo, dia em que boa parte da equipe estava de folga.

“Fiquei um bom tempo para ver se elas apareciam, mas não consegui. Não conseguimos encontrar os corpos, o mar ainda está muito agitado. Creio que em alguns dias começarão a aparecer na praia diversos animais e partes de vegetação que foram lançados ao mar”, afirmou Marcelo. “Acabei o trabalho muito triste […] fiz o que podia, mas não foi suficiente”, lamentou.

Dupla explora cães em caça a animais silvestres e é multada em SP

Dois homens foram surpreendidos nesta quarta-feira (1º) em uma área rural de Chavantes (SP) praticando caça a animais silvestres. Segundo a Polícia Ambiental, a dupla explorava uma matilha de cinco cães da raça Foxhound Americano, normalmente explorada para a prática de caça.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

Segundo a polícia, os homens e os cães foram avistados no Bairro Irapé, na área rural da cidade, andando pelos corredores de um canavial. Os caçadores tentaram fugir entrando na plantação, mas foram detidos.

Na revista, os policiais encontraram três fisgas (espécie de arpão), um facão e um saco com três filhotes de capivara já mortos, sem as vísceras e as cabeças.

Os dois receberam uma multa no valor de R$ 3 mil e responderão em liberdade por crime ambiental.

Fonte: Assis News

Cerca de 20 gatos e 7 filhotes de capivara aparecem mortos em universidade no MT

Sete filhotes de capivara e aproximadamente 20 gatos foram encontrados mortos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. ONGs de proteção animal suspeitam de envenenamento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A universidade publicou nota por meio da qual repudiou casos de maus-tratos a animais e afirmou que está aberto ao diálogo com todos os setores para buscar soluções para o problema. As informações são do G1.

“As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas”, diz a UFMT.

O campus da UFMT é foco não só de mortes de animais, possivelmente envenenados, mas também de abandono. Em períodos de feriados prolongados, como o carnaval, o abandono de gatos aumenta no local.

Estimativas de ONGs e protetores indicam que existam entre 700 e 800 gatos vivendo em situação de abandono no campus atualmente. Número que tende a aumentar cada vez mais, já que muitos deles não são castrados e, por isso, acabam se reproduzindo. Além do abandono, que não para de ocorrer.

Diretora do projeto Lunnar, Yedda Fonseca Vivela afirmou que a entidade sente falta do apoio da universidade no trabalho de resgate e ajuda aos animais abandonados, já que a instituição possui um hospital universitário que poderia ser usado em prol desses animais. A ONG se sustenta com a ajuda da sociedade e a partir da venda de frascos de desodorante recolhidos pelos membros.