Etiópia planta 350 milhões de árvores para combater a mudança climática

Foto: Reuters

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A Etiópia acaba de bater um recorde mundial na luta contra a mudança climática.
Em um único dia, o país plantou mais de 350 milhões de árvores.

Anteriormente, a Índia detinha o recorde de mais árvores plantadas em um dia, o país atingiu 50 milhões de árvores em 24 horas em 2016.

O sucesso do plantio de árvores na Etiópia foi o resultado de um esforço nacional conjunto contra as mudanças climáticas. A iniciativa nacional Legado Verde – uma campanha do governo por uma Etiópia mais verde, mais limpa e mais amiga do meio ambiente – tem como objetivo que quatro bilhões de árvores sejam plantadas em todo o país até o final do verão.

Foto: Egypttoday

Foto: Egypttoday

O governo está incentivando todos os cidadãos a plantar pelo menos 40 mudas de árvores. Até mesmo os escritórios públicos foram fechados em 29 de julho para que os funcionários públicos pudessem participar da campanha.

Uma solução simples?

No mês passado, um estudo revelou o potencial incomparável das árvores no combate às mudanças climáticas. Os cientistas revelaram que o plantio de bilhões de árvores ao redor do mundo é a maneira mais rápida e barata de ganhar mais tempo aos seres humanos para salvar o planeta.

Segundo o professor Tom Crowther, da universidade suíça ETH Zürich, onde o estudo foi realizado, o plantio de árvores é uma solução mais simples do que a maioria,porém mais eficaz, relata o Guardian.

Não envolve convencer o presidente Trump do perigo da mudança climática ou a invenção da tecnologia difundida para sugar o dióxido de carbono do ar. É uma maneira dos indivíduos se envolverem de maneira mais fácil e instantânea. Todos podem plantar uma árvore.

Foto: Livekindly Reprodução

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“As árvores não apenas ajudam a mitigar a mudança climática absorvendo o dióxido de carbono no ar, mas também têm enormes benefícios no combate à desertificação e à degradação da terra, particularmente em países áridos”, disse o Dr. Dan Ridley-Ellis, chefe do centro de ciência e tecnologia da madeira na Edinburgh Napier University, para o Guardian.

Ele continuou: “elas também fornecem comida, abrigo, combustível, forragem (alimento para animais), remédios, materiais e proteção do suprimento de água. Esse feito verdadeiramente impressionante [da Etiópia] não é apenas o simples plantio de árvores, mas parte de um enorme e complicado desafio para levar em conta as necessidades de curto e longo prazo das árvores e das pessoas ”.

“O mantra do engenheiro florestal” a árvore certa no lugar certo “precisa cada vez mais considerar os efeitos da mudança climática”, acrescentou ele, “bem como a dimensão ecológica, social, cultural e econômica envolvidas no processo”.

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Humanidade esgota recursos naturais renováveis mais cedo do que em toda série histórica

Nesta segunda-feira (29), a humanidade atingiu o limite da exploração de recursos naturais que poderiam ser renovados sem prejudicar o meio ambiente. A data chegou três dias antes que em 2018 e mais rápido do que em toda a série histórica, medida desde 1970.

Foto: REUTERS/Bruno Kelly

O dado é de responsabilidade da Global Footprint Network, organização internacional pioneira no cálculo da pegada ecológica, que contabiliza a quantidade de recursos que são necessários para o consumo de cada indivíduo ou população.

Para manter o mesmo padrão de consumo atual, um único planeta não basta. Seria preciso ter 1,75 planeta Terra.

Esse esgotamento indica que, daqui para frente, todos os recursos explorados pelos humanos serão completamente perdidos, sem qualquer condição de renovação por parte da natureza. Dentre esses recursos estão: água, mineração, extração de petróleo e o plantio de alimentos com esgotamento do solo. O último, apesar de ser praticado pela agricultura, tem forte relação com a pecuária, visto que a maior parte dos grãos plantados em grandes plantações, geradoras de desmatamento extenso, são destinados à alimentação dos animais explorados e mortos para consumo.

Segundo estimativas da Global Footprint Network, 60% da pegada ecológica da humanidade está relacionada à emissão de carbono. As informações são do G1.

“Sublinhar que não podemos usar 1,75 Terras por muito tempo quando só temos uma é simplesmente reconhecer o contexto da existência humana”, disse Mathis Wackernagel, coinventor da Pegada Ecológica e fundador da Global Footprint Network.

Em 1970 o planeta entrou em déficit de recursos naturais. O que significa que, desde àquela época, a humanidade está consumindo recursos além da capacidade de regeneração do planeta. A situação, no entanto, tem piorado nos últimos 20 anos, com a data-limite chegando mais rapidamente.

“Os custos deste excesso estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, sob a forma de desflorestação, erosão dos solos, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono na atmosfera, levando a alterações climáticas e a secas, incêndios e furacões cada vez mais graves”, diz a organização.

Cálculo da pegada ecológica

O site Foot Print Calculator permite que você calcule o impacto que os seus hábitos diários têm sobre o planeta. Para isso, basta inserir no portal dados e informações sobre o quanto você consome de carne, se come comida processada, se seu alimento é produzido localmente, entre outras.


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Relatório aponta o impacto benéfico do veganismo no meio ambiente

Foto: Adobe

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Um novo estudo divulgado, intitulado Veganism Impact Report (Relatório de Impacto do Veganismo, na tradução livre) revela o enorme impacto na saúde, economia e emissões de gases se apenas a população de grupo de países, no caso o Reino Unido, se tornasse vegana. Segundo o relatório haveria uma diminuição de 70% nas emissões de CO2 relacionadas com alimentos e um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo atualmente usada para criação de animais seria liberada.

O Relatório de Impacto do Veganismo usa estatísticas sobre o consumo anual de produtos animais, emprego, comércio, saúde, meio ambiente e economia do Reino Unido, da União Europeia e do mundo. As estatísticas do Reino Unido baseiam-se em 1,16% da população sendo vegana e não levam em consideração a população vegetariana ou pescatariana. As estatísticas da UE baseiam-se em 5,9% da população sendo vegana e vegetariana

Impacto na economia, emissões de gases e saúde

As estatísticas mostram o enorme impacto que uma população totalmente vegana e não-vegana teria na economia da UE e nas taxas de agricultura e emissões do mundo. O relatório interativo demonstra que se 100% da população global que consome carne fosse vegetariana, um número impressionante de 9,6 bilhões toneladas a menos de emissões de CO2 equivalentes a alimentos seria liberado anualmente (as emissões de gases causadores do efeito estufa equivalem a 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2018, mas uma população vegana reduziria essas emissões em uma taxa enorme de 70% em 4,1 bilhões).

Foto: thespruce.com

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O relatório também revela que um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo usado para criação de animais (carne) seria disponibilizado se ninguém consumisse produtos de origem animal. Cálculos baseados em números de 2018 que apontam que 1,5 bilhão de hectares da superfície terrestre total do mundo foram usados para a agricultura.

As doenças cardíacas e as taxas de câncer também seriam extremamente afetadas, com 130 mil mortes a menos só no bloco de países (Reino Unido) a cada ano se sua população se tornasse vegana (152.405 pessoas no Reino Unido morreram de doenças cardíacas em 2017, mas isso cairia de maciços 129.544 para apenas 22.861 mortes por ano se a população seguisse uma dieta vegana).

Foto: hipcamp

Foto: hipcamp

Além disso, como exemplo há 8.800 casos de câncer ligados ao consumo de carne processada ou vermelha a cada ano no bloco de países, sugerindo que a opção por uma dieta sem carne reduziria significativamente as chances de desenvolver câncer de estômago e intestino.

Indústria vegana

O relatório não considera, no entanto, o aumento de empregos que ocorreriam na indústria vegana se o veganismo fosse adotado pelo público como um todo. Quando mais e mais pessoas criam demanda por produtos veganos, isso significa, naturalmente, que mais produtos são criados e que uma nova economia, mais sustentável, é reforçada.

Foi criada recentemente a primeira empresa de recrutamento vegana, e mais e mais empregos estão sendo criados a cada semana com o crescente comércio vegano global.

Foto: PETA Kids

Foto: PETA Kids

Um ano atrás, a investidora vegan Heather Mills criou centenas de empregos ao converter uma fábrica de batatas Walkers em uma instalação de carne vegana. Em abril deste ano, a Mills comprou uma fábrica da Proctor and Gamble para criar um “Silicone Plant Valley”.

Também é desnecessário dizer que, quando as pessoas optam por alternativas de couro, isso também cria empregos em materiais à base de plantas, que já vemos acontecerem na moda, design de interiores, beleza e cosméticos e até na indústria automotiva.

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Usina de energia solar em forma de panda quer ajudar a combater as mudanças climáticas

Por David Arioch

Divulgação

Inaugurada na China há dois anos, uma usina de energia solar tem atraído bastante atenção desde então. O motivo é que, juntos, os painéis solares têm a forma de um gigante urso panda.

A iniciativa é da China Merchants New Energy Groups, considerada uma das maiores operadoras de energia limpa do país, segundo a Business Insider.

Fundada em uma propriedade de 248 hectares, a usina da CMNE, que quer ajudar a combater as mudanças climáticas, pretende produzir 3,2 bilhões de quilowatts-hora de energia solar ao longo de 25 anos.

A meta é contribuir para reduzir a utilização de milhões de toneladas de carvão, além de promover redução nas emissões de carbono de 2,74 milhões de toneladas.

Idealizado por Ada Li Yan-tung, o projeto também é apontado como uma forma de atrair os mais jovens e inspirá-los a se envolverem em questões sobre as mudanças climáticas.

Companhias aéreas são pressionadas a servir refeições veganas para compensar emissões de carbono

Foto: Adobe

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Companhias aéreas estão sendo pressionadas a oferecer opções veganas para compensar suas emissões de carbono e atender a passageiros veganos e vegetarianos.

A Vegan Society e a Humane Society International uniram forças para criar o site FlyVe, que fornece aos consumidores o primeiro sistema de classificação on-line para refeições veganas a bordo de aviões.

O FlyVe faz parte da campanha Vegan on the Go, que visa chamar a atenção para a importância da disponibilidade de refeições para veganos e destacar os muitos benefícios de garantir que opções baseadas em vegetais sejam incluídas nos menus padrão.

De acordo com as duas organizações, as opções de refeição padrão fornecidas pela maioria das companhias aéreas são dominadas por carne, laticínios e ovos. Isso significa que os passageiros precisam solicitar proativamente uma refeição vegana com antecedência.

Impacto Ambiental

“As viagens de avião tem uma reputação notória por produzir altas emissões de gases de efeito estufa e fornecer opções veganas pode ser uma maneira de compensar esse impacto ambiental”, diz a The Vegan Society.

“A agropecuária animal produz cerca de um quinto de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidas pelo homem e a produção de carne, ovos e laticínios é um fator que contribui mais para o aquecimento global do que todas as formas de transporte combinadas, incluindo a aviação”.

“As companhias aéreas atendem a um bilhão de refeições a bordo de seus aviões todos os anos, por isso incentivar ativamente os passageiros a escolher opções baseadas em vegetais poderia ajudar a reduzir as emissões de carbono da indústria.

Foto: Adobe

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Cientistas da Universidade de Oxford recentemente confirmaram que se alimentar de forma vegana é “a coisa mais eficaz que um indivíduo pode fazer para ajudar a combater a mudança climática”.

Refeição ecológica

“Adicionar opções veganas a todos os cardápios de bordo padrão significaria que todos os passageiros poderiam optar por uma refeição mais ecológica”, disse Elena Orde, diretora sênior de campanhas da The Vegan Society.

“Seria fantástico ver as companhias aéreas realmente adotarem a variedade e a criatividade que é possível com a comida vegana, e criar opções que sejam adequadas para veganos, mas que atraiam a todos os paladares.

“Lançamos o FlyVe para nos permitir ver quais companhias aéreas estão “voando à frente da curva” e quais poderiam ter um suporte extra quando se trata de adotar opções baseadas em vegetais. Nós encorajamos qualquer companhia aérea a entrar em contato conosco para aconselhamento e treinamento. ”

Crise climática

“Em uma era de crise climática, todos nós precisamos fazer escolhas de estilo de vida mais amigáveis ao planeta”, disse Charlie Huson, Gerente do Programa de Alimentos Avançados da Humane Society International UK.

“Reduzir a frequência com que voamos é fundamental, mas também é importante garantir que, quando voamos, não aumentemos ainda mais nossa pegada de carbono com nossas escolhas alimentares. Apesar da necessidade imperiosa de mudança, a onipresente ´carne de frango ou carne bovina´ continua a ser a escolha padrão e sem imaginação na maioria das companhias aéreas”.

“Se todos que saírem d aeroporto de Heathrow em Londres, por exemplo, e por apenas um dia escolherem uma refeição vegana, poderão economizar cerca de 33.592 toneladas de CO2, o equivalente a 112.695.851 milhas em um carro comum a gasolina”.