Projeto que proíbe uso de penas e plumas de animais no Carnaval está em análise na Câmara

Por David Arioch

Projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões | Pixabay

O Projeto de Lei 1097/19, que prevê a proibição da fabricação, comercialização e uso de penas e plumas de origem animal na produção de fantasias, adereços e alegorias, tanto durante o Carnaval quanto com qualquer outra finalidade, está em análise na Câmara dos Deputados.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), o projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões para quem insistir na fabricação e utilização de penas e plumas de animais – iniciativa que já é uma realidade no estado de São Paulo.

“Não se pode aceitar, em pleno século 21, o uso de partes do corpo de animais para fazer adereços de fantasias”, justifica Studart, que recomenda na matéria do PL que os interessados nesse tipo de produto busquem alternativas mais sustentáveis.

O próximo passo é encaminhar o Projeto de Lei para apreciação das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania.

Quem concorda com a proposta, pode apoiar a iniciativa clicando aqui. Você também pode clicar na opção “compartilhar essa enquete” para motivar mais pessoas a apoiarem o PL.

Abandono de animais cresce 30% até o Carnaval

Em vez de incluírem os animais em seus planos de férias, há pessoas que optam por abandoná-los (Foto: Reprodução)

De acordo com o programa Adotar é Tudo de Bom, de dezembro até o Carnaval houve um aumento de 30% do abandono de animais no Brasil em relação a outros períodos do ano. Isso acontecer porque, em vez de incluírem os animais em seus planos de férias, há pessoas que optam por abandoná-los.

Nesse período, protetores de animais costumam encontrar cães perdidos próximos às rodovias, em bairros desconhecidos e até mesmo amarrados ou descartados em terrenos baldios murados, para que não sejam capazes de seguir seus tutores. Há um aumento também dos casos de animais deixados sozinhos em casa sem comida e sem água.

Para minimizar problemas como esse é imprescindível o entendimento de que adotar um animal é um compromisso de responsabilidade para a vida toda dele, já que animais domésticos demandam cuidados humanos.

Vale lembrar que abandono e maus-tratos de animais é crime, de acordo com o Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que pode incorrer em multa e detenção de três meses a um ano em caso de denúncia. Relançada no mês passado na Câmara de Deputados, a Frente Mista em Defesa dos Animais pretende ampliar a punição para quatro anos de prisão.

Fantasia carnavalesca com quatro mil penas de faisão é um retrato ordinário da falta de empatia

Destaque da Império disse que o “look” custou o preço de um carro popular (Foto: Celso Tavares/G1)

Ontem, em comemoração aos 124 anos do cinema, a Império da Casa Verde decidiu homenagear algumas produções da Disney no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Bem antes do início do desfile, a destaque de carro Magda Moraes já havia exibido a sua fantasia de Malévola, com quatro mil penas de faisão, e fez questão de dizer, segundo o G1, que o “look” custou o preço de um carro popular.

Embora já existam alternativas sintéticas, há quem prefira, por uma “questão de luxo”, “diferenciação” ou “status”, continuar insistindo no uso de penas verdadeiras, o que estimula a criação e exploração de faisões e outras aves em cativeiro com a finalidade de submetê-las a um doloroso processo de depenagem.

No ano passado, a madrinha da Unidos de Vila Maria, Ana Beatriz Godoi, exibiu uma fantasia com 3,8 mil penas de faisão e declarou orgulhosamente que custou o valor de dois carros. Depois de receber muitas críticas, este ano ela optou por não usar penas, mas sim cristais. Isso é positivo.

Sem dúvida, em relação ao uso de penas verdadeiras no carnaval, um válido exercício de ponderação e empatia é imaginar como seria se alguém arrancasse os nossos cabelos. Não seria agradável, não é mesmo? Agora considere uma estimativa de que em anos anteriores os carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo chegavam a usar até 19 toneladas de penas verdadeiras.

Será que anualmente quantos animais foram submetidos a um sofrimento desnecessário por causa do capricho humano? Muitos, mas a verdade é que não precisamos de números para entender que o uso de penas é injustificável. Afinal, os animais não devem ser sacrificados pelas predileções carnavalescas de ninguém.

Fantasia, calor, barulho: o que saber antes de levar seu cachorro ao bloquinho de Carnaval

Cachorro em bloco no Rio | Foto: Christophe Simon/AFP

Cachorro em bloco no Rio | Foto: Christophe Simon/AFP

Carnaval é alegria, mas também barulho, aglomeração, calor. Antes de ir a bailes e bloquinhos com o seu melhor amigo de quatro patas, o tutor deve tomar alguns cuidados e lembrar que nem todo animal se sente confortável com roupinhas e no meio de multidões.

A principal preocupação é com o barulho. Como a audição dos cães é mais sensível, um animal que não esteja acostumado com sons altos pode ficar muito incomodado no bloquinho e apresentar mudanças de comportamento –ficar inquieto, agressivo, trêmulo e até mostrar resistência para continuar o passeio.

Para o veterinário Jorge Morais, diretor da rede Animal Place, o melhor seria evitar ambientes onde o som cause dificuldade para as pessoas conversarem, o que indica barulho demais para o animal.

Além disso, há animais que não gostam de muita interação social, e a movimentação de pessoas pode ser fator de estresse. “Costumo dizer que a principal recomendação é respeitar os limites e características do seu animal”, afirma a veterinária Tatiana Braganholo, gerente de serviços técnicos da MSD Saúde Animal.

Fantasias, obrigatórias para fazer bonito na folia, podem não ser bem aceitas pelos animais de estimação. Roupas e adereços não devem, por exemplo, ser pesadas, quentes ou limitar os movimentos do animal.

“Podemos partir do pressuposto que o cão já está fantasiado de cão e o gato já fantasiado de gato. Então, o ideal seria apenas um adereço. Um lacinho, um pingente ou uma bandana já seria o suficiente, sem causar muito incômodo ou estresse para o animal doméstico”, diz Morais.

O tingimento de pelos deve ser evitado. Caso o tutor opte pela coloração, deve fazer em local confiável, com produto específico para animais.

Segundo o veterinário Mario Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, o procedimento pode causar alergia e irritações de pele. “Tem que ter muito cuidado para tingir os pelos dos animais.”

Glitter e espumas são proibidos. “Todas essas substâncias são tóxicas, e uma brincadeira de pintar o pelo do animal ou jogar espuma em cima dele pode acarretar em sérios problemas de saúde”, afirma a veterinária Amanda Peres, da DogHero.

O calor também é motivo de apreensão. Muitos eventos acontecem durante o dia, e a combinação sol, solo quente, fantasia e multidão pode ser um perigo para o animal. Se ele não estiver bem hidratado, pode sofrer hipertermia, que é o aumento excessivo da temperatura do corpo —e, em situações extremas, leva à morte.

“No verão, principalmente quando você vai para uma aglomeração muito grande de pessoas, pode dificultar a troca de calor, e o animal desenvolver a hipertermia . O tutor deve usar o bom senso. Assim como o tutor prefere usar roupas leves no calor, deve ser também com o animal. Procure sair com ele horários com menor temperatura, de preferência no final da tarde ou início da noite certo, evite transitar em asfalto quente pode, pois causam queimaduras no pé do animal e mantenha o animal sempre hidratado”, recomenda Morais.

Outro risco é que o cachorro machuque os coxins —as almofadas das patinhas— com o solo quente. “Portanto, se você quiser levar seu animal a algum bloquinho, prefira aqueles que acontecem de manhã ou no final do dia e os menos lotados”, diz Tatiana.

A temperatura pode afetar, principalmente, cães de focinho curto –como buldogues, shih-tzus e boxers–, que têm respiração mais delicada, de acordo com a veterinária Carolina Filippos, da a Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de SP).

Fonte: Folha de S. Paulo

Carnaval: aves são torturadas para extração de penas para fantasias

As penas de origem animal utilizadas em fantasias por escolas de samba no carnaval encantam quem assiste o desfile, mas escondem uma realidade extremamente cruel. Por trás da beleza das penas está o sofrimento de inúmeras aves, que são exploradas e torturadas durante a vida toda.

Foto: AGNews

Apesar dos direitos animais estarem, atualmente, sendo difundidos em todo o mundo, as escolas de samba ainda não abriram mão das penas advindas de animais, usadas nas fantasias das rainhas e madrinhas de bateria. A intenção das escolas é passar uma imagem de luxo e glamour. O recado dado, no entanto, é outro: de descaso com a dor dos animais.

Para a extração das penas é utilizado um método conhecido como “zíper”. Através dele, as aves são levantadas pelo pescoço e têm suas penas arrancadas, o que lhes causa intensa dor. Além do sofrimento do momento da extração, a retirada das penas deixa esses animais expostos ao sol e a infecções graves. Fraturas também fazem parte do processo. Isso porque, em desespero, as aves se debatem tentando se livrar da dor que sentem ao terem as penas retiradas e, às vezes, acabam feridas. As informações são do Diário de Biologia.

Foto: Wales News Service

O faisão e o avestruz são espécies comumente exploradas e torturadas pela indústria de penas. No caso do avestruz, o sofrimento se estende por décadas – já que esse animal vive cerca de 40 anos. Mantidas em confinamento, as aves começam a ser submetidas à extração das penas com apenas 10 semanas de idade. O processo se repete em intervalos de quatro a seis semanas, até que elas estejam completamente exaustas. Quando já não servem mais, elas encontram dois destinos: serem imediatamente mortas ou começarem a viver um novo sofrimento, com alimentação forçada várias vezes ao dia para que, depois, sejam mortas para fabricação de foie gras.

De acordo com a indústria, a retirada das penas é feita com o animal vivo porque isso garante melhor qualidade ao produto e torna o processo mais econômico, uma vez que as aves poderão ser depenadas repetidas vezes antes de serem mortas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia

Apesar do intenso sofrimento que esses animais vivenciam, se as escolas de samba não têm interesse em parar de financiar tal prática, a indústria produtora de penas menos ainda. Isso porque o procedimento é altamente lucrativo: uma única pena de faisão, por exemplo, pode custar R$ 100.

Os maiores produtos de acessórios feitos a partir de penas são a Hungria, a China – que produz 80% das penas usadas no mundo inteiro – e a Polônia. As três depenam as aves vivas.

Foto: Reprodução / Diário de Biologia

Deputado quer proibição do uso de penas e plumas de animais para fantasias de Carnaval

Foto: Pixabay

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) apresentou projeto de lei (1097/2019) que visa a proibição, em todo o Brasil, da utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias carnavalescas.

Se a proposta for aprovada, as agremiações deverão utilizar materiais sintéticos, de produção exclusivamente industrial, sem o uso de pelos e plumas advindos de animais, devendo o Poder Público estabelecer incentivos para essa substituição.

De acordo com o PL, o infrator está sujeito a multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões, a serem aplicadas progressivamente em caso de reincidência.

Célio cita o exemplo de São Paulo, que por meio da Lei 16.803/18 já proibiu a comercialização de qualquer produto que utilize penas e plumas de aves.

“O fato de os animais serem sencientes faz com que não se possa mais aceitar, em pleno século XXI, que se utilizem partes de seu corpo apenas para fins de fazer adereços de fantasias. Ainda mais quando existem opções sintéticas, de produção exclusivamente industrial, sem utilizar animais, o que pode evitar com que os animais sejam submetidos a essa crueldade”, reitera.

Confira a íntegra da proposta clicando aqui.

Atriz Thaila Ayala pede adereço sem penas de animais para desfile de carnaval

A atriz Atriz Thaila Ayala vai desfilar pela Grande Rio no domingo (3) de carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. No entanto, participar do desfile, a atriz, que é engajada na causa animal, fez uma exigência: não quer adereços com penas de animais, devido à crueldade da indústria que trabalha com esse segmento.

Foto: Reprodução/Instagram

O biquíni cavado que será utilizado pela atriz é preto e branco, cravejado de cristais e pérolas. O estilista da escola, Bruno Cesar, que assina a peça, substituiu os adereços com penas de animais por materiais artificiais que garantem o mesmo efeito. As informações são do portal Gshow.

Thaila está morando com o noivo Renato Góes em Los Angeles, nos Estados Unidos, e veio para o Rio de Janeiro especialmente para o carnaval. No último domingo (17), ela participou de um ensaio técnico.

“Falam de mim, eu falo de paz! Vem Grande Rio, vem Carnaval 2019. Preparados?”, publicou a artista.

A Grande Rio será a terceira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí, a partir das 23 horas, com o enredo “Quem nunca? Que atire a primeira pedra”. A rainha de bateria será a atriz Juliana Paes e as musas serão as também atrizes Carla Diaz e Erika Januza.

O sofrimento por trás de tanta beleza

Criadouros indianos, sul-africanos e chineses mantêm animais para a retirada de penas, considerada uma poderosa fonte de lucro. A beleza das penas é tão exuberante quanto seu preço. Uma pena de faisão é venda por até R$ 100.

A cobiça pelo lucro das penas é do tamanho da crueldade imposta para a sua retirada. Entre as técnicas para obter a penugem das aves está o zíper, que consiste na retirada das penas enquanto os animais permanecem imobilizados de cabeça para baixo.

O resultado está em fraturas, exposição a infecções e muita dor. Animais como o avestruz, por exemplo, vivem até 40 anos. Isso quer dizer que passarão pelo processo todos os anos até morrerem.

Carro alegórico faz alerta sobre poluição dos oceanos em carnaval na Itália

No “Carnevale di Viareggio”, na Itália, um carro alegórico faz um alerta sobre a poluição nos oceanos, que preocupa cada vez mais os ambientalistas. O carro é uma baleia que chora por estar presa em resíduos de plástico.

(Foto: Reprodução / Facebook / Mahau Cruz)

Obra do artista Roberto Vannucci, a baleia é um apelo para conscientização do público sobre as ações que precisam ser tomadas para frear a poluição nos oceanos, que tem colocado em risco a vida de inúmeros animais marinhos.

Mais plástico que peixes nos oceanos

Um estudo divulgado em 2016 pela Fundação Ellen MacArthur, em parceira com a consultoria McKinsey, fez um alerta: cerca 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos por ano, e a tendência é de aumento. Caso não haja uma mudança drástica, em 2050 a quantidade de lixo plástico nos oceanos deve superar a de peixes.

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos por ano, o equivalente a um caminhão de lixo por minuto, diz o relatório. “Se nenhuma ação for tomada, a expectativa é que esse número aumente para dois por minuto até 2030 e para quatro por minuto até 2050”, ressalta o estudo.

Para reverter esse cenário, a pesquisa, baseada em diversas fontes, propõe a criação de um novo sistema para reduzir o descarte de plástico na natureza, especialmente nos oceanos, e buscar alternativas para o petróleo e o gás natural na produção desse material. Caso não seja encontrada uma alternativa, essa indústria deverá consumir 20% da produção petrolífera em 2050.

Araçariguama (SP) cancela carnaval e usa verba para reformar canil municipal

A Prefeitura de Araçariguama (SP) anunciou o início da reforma do antigo canil municipal utilizando recursos que seriam destinados para o carnaval 2019.

Prefeitura de Araçariguama utiliza recursos do carnaval para reformar o canil municipal — Foto: Prefeitura de Araçariguama/Divulgação

O objetivo é voltar com as atividades e abrigar animais abandonados para serem cuidados e levados para adoção. As obras já foram iniciadas e deverão ser entregues em breve.

Segundo a prefeitura, as equipes de Obras, Frente de Trabalho, Zoonoses, Defesa Civil e Vigilância Sanitária vão realizar a recuperação, reforma e readequação do antigo canil para que a cidade volte a ter um local adequado para abrigar os animais soltos ou abandonados pelas ruas.

Carnaval

Em 2017, com a não realização dos festejos de carnaval, foi adquirida uma ambulância. Já em 2018, os recursos serviram para apoiar a aquisição de materiais e uniformes escolares, distribuídos no Sistema Municipal de Ensino.

Fonte: G1