ONG resgata quase 2 mil cachorros de fazendas de carne na Coreia do Sul

Por Rafaela Damasceno

Uma ONG em defesa dos direitos animais salvou cerca de 1800 cachorros na Coreia do Sul, que seriam assassinados e vendidos como comida. 30 dos filhotes foram adotados por famílias no Reino Unido e estão se desenvolvendo.



O resgate ocorreu quando um fazendeiro de 71 anos pediu ajuda da organização para fechar sua fazenda. Se não tivessem sido salvos, os cachorros fariam parte do grupo de um milhão da espécie, que serão eletrecutados, mortos e comidos em um festival chamado Bok Nal. A Humane Society UK acolheu os animais.

Em uma crença popular da região, os dias 12 e 22 de julho, assim como o dia 11 de agosto – conhecidos como Bok Nal -, são considerados os dias mais quentes do ano. Muitos sul-coreanos então se alimentam de sopa de carne de cachorro, que é popularmente conhecida como uma espécie de fortalecedor – eles acreditam que a carne de cachorro ajuda a aumentar a energia.

Vários cachorrinhos presos em uma gaiola enferrujada

Foto: Jean Chung / For HSI

O consumo da carne da espécie está diminuindo entre os habitantes do país, mas mesmo aqueles que nunca comeriam o fazem durante o Bok Nal.

Os cachorros criados pela sua carne são confinados em gaiolas pequenas e imundas, segundo o Daily Mail. Elas não possuem proteção contra o frio intenso do inverno ou o calor escaldante do verão. Muitas ainda têm o piso feito de arame, o que machuca as patas e os corpos dos cachorros.

Uma voluntária carrega um cachorrinho resgatado, que parece feliz

Foto: Jean Chung / For HSI

Até cerca de um ano de idade, os animais são criados sem cuidados veterinários, sem água suficiente e com restos de comida. Depois, são mortos eletrocutados.

Nara é uma das cachorrinhas resgatadas que teve a chance de ter um lar e uma família. “Nós a adoramos! Ela é uma cachorrinha feliz e curiosa, uma excelente companheira que lentamente supera seus medos”, contou Judy Hartshorn, a nova tutora de Nara.


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Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


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Artistas assinam petição que alcança 160 mil assinaturas contra festival de carne de cães e gatos

Artistas europeus estão entre as pessoas que assinaram uma petição contra o Festival de Yulin, no qual carne de cães e gatos é comercializada. O festival é realizado na região de Guangxi, no Sul de China. A petição deve ser entregue na embaixada chinesa em Paris, na França, nesta quarta-feira (29).

Foto: REUTERS/Reinhard Krause

A cantora britânica Petula Clark e os cantores franceses Michel Sardou e Nicoletta foram alguns dos artistas que assinaram o documento lançado pela associação Stéphane Lamart “Pela defesa dos direitos dos animais”. A entidade afirma que  “vem lutando há muitos anos para pedir ao presidente chinês, Xi Jinping, que não autorize essas práticas bárbaras “. As informações são da AFP.

“Para que a carne fique mais macia, os métodos de execução são muitas vezes extremamente cruéis, os animais são escaldados, estripados, envenenados, dilacerados vivos ou mortos com paus”, afirma Stéphane Lamart.

“Eu não estou surpreso, há milênios que os chineses comem cães e gatos, mas que eles façam disso um festival, é chocante”, completou Michel Sardou, que afirma ter se comprometido com a causa animal “graças a Brigitte Bardot”.

“É bom reclamar com um embaixador que vai encaminhar a queixa, mas isso deveria acontecer em escala global para que o abuso de animais cesse”, completou o cantor, que lembrou ter ficado satisfeito com os 2,2% de votos que o Partido Animalista conseguiu durante as eleições europeias realizadas no ano passado na França. O percentual é o dobro do registrado em 2017.

Durante a entrega da petição à embaixada, uma manifestação será realizada, das 11h às 13h. Bonecos gigantes de cachorros e gatos, com dois metros de altura, serão levados para o local para chamar a atenção dos transeuntes.

De acordo com Stéphane Lamart, “10.000 cães e 4.000 gatos foram mortos em 2018” durante o festival. O dado é confirmado pela A US Humane Society. Apesar disso, o consumo de cães na China é feito apenas por uma pequena parcela da população. De acordo com a Humane Society International (HSI), aproximadamente um terço dos 30 milhões de cães consumidos no mundo estão na China. A prática também parece estar diminuindo em outros locais da Ásia. Na Coreia do Sul esse consumo é cada vez mais criticado e em Taiwan já foi banido.

Na era maoísta (1949-76), ter um cachorro era proibido. Atualmente, no entanto, cada vez mais os chineses têm tutelado cachorros e repudiado o Festival de Yulin.

Ativistas denunciam consumo de carne de cachorro na China

Ativistas pelos direitos animais denunciaram o consumo de carne de cachorro na China durante um concurso de cães, que começou na terça-feira (30) em Xangai. A exposição canina, organizada pela Federação Cinológica Internacional, dura quatro dias.

(Johannes Eisele/AFP)

Mais de 730 mil assinaturas foram coletadas em uma petição online para denunciar a organização do concurso em um país que mata cachorros para consumo humano. As informações são do portal UOL.

Atualmente, o consumo de carne de cachorro é minoritário na China. No entanto, isso não impede que uma festa de carne de cães seja realizada todos os anos, em junho, em Yulin, na região de Guangxi.

Cerca de um terço dos 30 milhões de cachorros consumidos no mundo estão na China, segundo o grupo de proteção de animais Humane Society International (HSI).

O Kennel Club britânico se negou a se apresentar no concurso em Xangai e denunciou a morte, muitas vezes brutal, de cães no país. Os ativistas criticam a dicotomia dos chineses entre amar os cães e matá-los para consumo.

“É um duplo critério, que indigna muitos amantes dos cachorros na China, contrariados de ver que este comércio ilegal continua”, afirmou a Humane Society International (HSI), em um comunicado.

Comércio de carne de cachorro pode se tornar ilegal no Reino Unido

Foto: Pixabay

Introduzida pelo deputado conservador Bill Wiggin, a lei tornaria ilegal transportar, possuir ou doar carne de cachorro para fins de consumo.

Não existe evidência de que a carne de cachorro é consumida no Reino Unido mas Wiggin observa que tornar a prática ilegal seria um exemplo para o resto do mundo, especialmente China e Coréia, onde milhões de cães são mortos por sua carne anualmente. As informações são da BBC.

“Na República da Coréia, a carne de cachorro é a quarta carne mais consumida depois da carne de porco, carne bovina e frango”, disse Wiggin em comunicado.

“Muitos consumidores acreditam que tem valor medicinal e acreditam que traz boa sorte, mas nenhum desses alegados benefícios para a saúde tem qualquer base científica.”

“Acredita-se que infligir sofrimento aumenta os níveis de adrenalina do animal, amaciando a carne e acrescentando propriedades medicinais”, explicou ele.

Comércio em declínio

Apesar de ainda existir, o consumo de carne de cachorro está caindo significativamente, seja pelo bem-estar animal ou não.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, adotou um cãozinho para incentivar o fim do consumo da carne destes animais.

Em outubro, Hanói tornou-se a primeira cidade do Vietnã a proibir o comércio e, no início de fevereiro, conforme a ANDA noticiou, o prefeito de Seul prometeu fechar os dois últimos matadouros de carne de cachorro.
Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Indonésia e Taiwan, entre outros países, também já propuseram proibições ao comércio de carne de cachorro.

China recebe a Exposição Mundial de Cães antes do terrível Festival de Yulin

Foto: STR/AFP/Getty Images

O número de cães assassinados por ano durantes o Festival da Carne de Cachorro de Yulin na China, até pouco tempo, coincidia com o de animais que serão expostos no World Dog Show: 10 mil cães.

O Kennel Club, o mais antigo e reconhecido clube de criadores de cães do mundo, além de outros clubes internacionais, pretende boicotar o festival de 2019.

A Exposição Mundial de Cães é realizada todos os anos em um país diferente, mas a decisão da Assembleia Geral da FCI de realizar o evento na China tem sido alvo de fortes críticas em todo o mundo, apesar da escolha ter sido feita de acordo com as regras.

Foto: STR/AFP/Getty Images

O Kennel Club finlandês afirma que conceder a Xangai a oportunidade de sediar a competição exige um exame muito mais minucioso do que o processo realizado.

O festival

O Festival de Yulin na província de Guangxi, no sul da China, começou por iniciativa dos comerciantes de carne de cachorro em 2009, numa tentativa de impulsionar os negócios e, desde então, tem sido objeto de muita controvérsia, o que provocou protestos particularmente fortes das comunidades ocidentais.

Os moradores e vendedores locais afirmam que os cães são executados com humanidade. Durante os dez dias de duração do festival, mais de 10 mil cães foram vistos sendo transportados pelas ruas, presos em pequenas caixas de madeira e jaulas de metal.

Foto: STR/AFP/Getty Images

Fotos e vídeos capturaram cenas em que cachorros são espancados até a morte com pedaços de metal, esfolados e fervidos vivos e cortados com motosserras. Muitos desses cães sofrem de doenças. Como outros animais usados em algumas cozinhas chinesas, eles são torturados sob a alegação de que o medo e o sofrimento do animal aumentam os níveis de adrenalina, melhorando o sabor da carne. Como parte da tortura pública, alguns cães são atropelados por carros.

Na China, cerca de 10 a 20 milhões de cães, incluindo filhotes, são assassinados a cada ano por sua carne. Algumas pessoas acreditam que o consumo de cães durante os meses de verão traz sorte e boa saúde, e que a carne pode afastar o calor, doenças e aumentar o desempenho sexual dos homens.

Alguns dos cães mortos são animais domésticos roubados de seus tutores

Foto: STR/AFP/Getty Images

Legislação chinesa

Não há lei que proteja os animais contra abusos e maus-tratos na China, embora mais e mais pessoas peçam que Pequim publique regulamentações para evitar a crueldade contra eles.

Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a distribuir um projeto de lei sobre a proteção dos animais e em 2010, sobre a prevenção da crueldade aos animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com o Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans, aproximadamente 3.300 reais e duas semanas de detenção para aqueles considerados culpados de crueldade contra animais, segundo o China Daily. No entanto, nenhum progresso foi feito.

Diante da pressão dos grupos ativistas pelos direitos animais e das mídias sociais, as autoridades da cidade de Yulin retiraram seu apoio ao festival em 2015. Ainda assim o festival seguiu em frente, embora menos cães tenham sido sacrificados como resultado.

 

O consumo chinês

Embora o número de chineses que comem carne de cachorro tenha diminuído, algumas pessoas acreditam que devam ser tolerantes com aqueles que a consomem.

“Eu nunca como carne de cachorro, mas entendo o Festival de Carne de Cachorro de Yulin. Por que podemos comer porco, vaca e frango, mas não cachorro?”, escreveu um leitor sobre um artigo publicado pela mídia estatal chinesa Global Times sobre o tratamento humanizado das pessoas em relação a cães.

De acordo o editorial, a obsessão ocidental pelo tratamento humanizado de cães é hipócrita e “indigna de menção”. A matéria citou as touradas como um exemplo de abuso de animais para o qual o Ocidente faz vista grossa.

O artigo rotula a controvérsia como uma campanha ocidental contra a China e a compara com os Jogos Olímpicos de 1988, celebrados na Coreia do Sul, quando a crítica ocidental ao consumo de carne de cachorro “forçou” o país a abandonar seus costumes, causando o desaparecimento da carne de cachorro das grandes cidades da noite para o dia.

Embora a maioria dos comentários tenha adotado uma posição patriótica semelhante, um internauta chinês escreveu: “A relação e os sentimentos entre cães e pessoas sempre foram íntimos.

“As pessoas que comem cachorros são uma minoria na China. Pessoalmente, gosto tanto de cães quanto de gatos, mas não tenho condições de ter um como animal de estimação.”

“No entanto, eu me oponho fortemente e odeio maus tratos a gatos, cachorros e outros animais. Isso não é o tipo de coisa que uma pessoa normal faz.”

Este ano, o Festival de Carne de Cachorro de Yulin acontecerá de 21 a 30 de junho.

Foto: STR/AFP/Getty Images

A resposta da FCI

Em 2015, eles disseram: “A FCI considera uma excelente oportunidade para conscientizar a população chinesa de que o cão, nosso querido amigo, é um membro de nossas famílias, um ser vivo e, acima de tudo, o melhor amigo do homem [sic]”.

Com o aumento do número de tutores de animais domésticos na China na última década, os ativistas chineses pelos direitos animais intensificaram seu repúdio ao festival, organizando missões de resgate e protestos. Da mesma forma, celebridades chinesas recorreram às mídias sociais para protestar contra a crueldade contra os animais.

Estima-se que o número de animais mortos no festival de Yulin foi reduzido para menos de 3.000 cães.

Se as esperanças da FCI se tornaram realidade ou não, a reputação da World Dog Show, sem dúvida, sofreu um grande golpe. Uma petição online endereçada à FCI já reuniu mais de 700 mil assinaturas.

Fonte: Epoch times

 

 

 

Prefeito de Seul, na Coreia do Sul, promete proibir o comércio de carne de cachorro

Foto: Johannes Eisele | AFP

O anúncio foi feito após uma exibição de “Underdog”, um filme de animação sul-coreano de 2018, dirigido por Lee Chun-baek e Oh Sung-Yoon, que conta a história de cães que vagam pelas ruas e percebem o significado da liberdade e de sua individualidade.

“No passado, tínhamos vários açougues para cães em Cheongnyangni (região norte de Seul), mas eu fechei quase todos eles através de várias medidas” , disse Park aos participantes.

“Atualmente, um ou dois matadouros de cães permanecem. Eu não posso forçá-los a sair do negócio, então vou pressioná-los a isso”. As informações são do LiveKindly.

O comércio na Coreia do Sul

A opinião pública sobre o comércio de carne de cachorro está mudando na Coreia do Sul. Em novembro passado, o governo fechou o Taepyeong , o maior matadouro de carne de cachorro do país, devido à crueldade contra os animais.

Os cães foram mantidos em gaiolas de arame e expostos a máquinas de eletrocussão e corte. Uma pilha de cães mortos foi encontrada enquanto os investigadores examinavam a área. Naquele mesmo mês, o Moran Market, que já foi o maior mercado do país a servir carne de cachorro, foi fechado.

Um criador de carne de cães libertou 200 cães em outubro passado e optou por converter seu negócio para uma fazenda de ervas medicinais. A mudança foi feita com a ajuda da organização sem fins lucrativos Humane Society International.

“Eu acho que haverá muito interesse de outros criadores de cães que querem sair também”, disse na época.

“Porque não se trata apenas de salvar os cães, mas também de nos ajudar os fazendeiros, e eu aprecio isso”.

O presidente do país, Moon Jae-in, adotou um cachorro chamado Tory em 2017, que havia sido resgatado de uma fazenda de carne.

Park também acredita que a adoção é importante: “Todos os anos, 8.500 cães estão sendo abandonados em Seul e um quarto deles são mortos por não serem adotados a tempo. Criar um mundo onde os animais também possam desfrutar de paz e segurança é algo que acredito ser muito importante”, disse ele após a exibição.

Segundo o LiveKindly, atualmente, existem cinco lojas de carne de cachorro no mercado de Gyeongdong, em Seul, duas das quais são conhecidas por abater e vender cães.

o suspeito em pé ao lado do carro branco utilizado

Homem é preso por matar 10 cães com dardos envenenados na China

Na cidade de Wuhan, na China, um homem foi preso pela polícia por matar 10 cães com dardos envenenados e escondê-los em seu carro. O homem pretendia vender a carne dos animais. A polícia descobriu uma besta, utilizada para atirar os dardos, e mais três pacotes de dardos envenenados no porta-malas.

o suspeito em pé ao lado do carro branco utilizado

Foto: Wuchang Police Department

O suspeito, de sobrenome Dai, disse à polícia que matou os cães em uma aldeia remota e estava transportando os corpos para vendedores de carne de cachorro.

O carro branco do homem chamou a atenção dos guardas de trânsito, já que o carro estava equipado com uma placa que pertencia a um modelo diferente, de acordo com a polícia do distrito de Wuchang.

Oficiais foram despachados para investigar o veículo em 11 de dezembro, por volta de 16h, de acordo com o oficial Ou Xiaolong.

No entanto, o motorista parecia muito nervoso e se recusou a abrir seu porta-malas para inspeções policiais. Vários minutos depois, o homem trancou o carro e tentou fugir do local, levando os policiais a pará-lo, quebrando a janela do lado do motorista.

Imagens gravadas do incidente mostram policiais inspecionando o veículo do homem quando fizeram a terrível descoberta.

O vídeo mostra de cerca de 10 cães mortos e empilhados no baú e uma grande besta no banco do passageiro, com centenas de dardos envenenados espalhadas pelo chão. Um dos cachorros mortos ainda tinha um dardo preso em seu corpo.

De acordo com casos semelhantes anteriores, esses dardos são geralmente seringas modificadas com uma mola em sua ponta, para que possam ser disparados à distância.

As seringas continham uma dose do relaxante muscular suxametônio, que era alta o suficiente para matar os cães instantaneamente, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

Foto: Wuchang Police Department

O homem confessou o assassinato dos cães com a besta e os dardos envenenados. Ele disse à polícia que há mais pessoas consumindo carne de cachorro durante o inverno e que ele pretendia ganhar algum dinheiro vendendo carne de cachorro para os comerciantes, de acordo com a Hubei Television.

Dai comprou o equipamento online, alugou um carro e equipou-o com uma placa diferente para cometer o crime. Ele foi detido por cinco dias em meio a investigações em andamento, disse a polícia, acrescentando que os cães foram enterrados.

O consumo de carne de cachorro não é proibido na China, mas o sequestro de cães e a venda de carne de cachorro envenenada é ilegal.

A carne de cachorro é popularmente consumida em algumas áreas da China, particularmente nas províncias de Hunan, Zhejiang, Guangxi e Guangdong. Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China todos os anos.

No entanto, preocupações recentes com a crueldade contra os animais fizeram com que o comércio diminuísse à medida que ativistas e grupos de direitos animais de todo o mundo fizeram e fazem inúmeras campanhas pela proibição do consumo de carne de cachorro.

Centenas de cães e gatos são cruelmente assassinados para consumo de carne nos mercados indonésios

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Cães são animais com inteligência social, empáticos e capazes de compreender situações de perigo, sofrimento e ameaça.

Diversos lares pelo mundo contam com a presença de um cão doméstico como membro da família e sabem, por experiência própria, como eles são capazes de compreender e responder a estímulos.

De posse desse conhecimento fica mais fácil, embora não menos assustador, imaginarmos como esses animais não humanos se sentem ao serem sequestrados de suas casas, raptados na rua, colocados em gaiolas sem água ou comida, exibidos em um mercado, laçados pelo pescoço quando selecionados por compradores, espancados até quase a morte e finalmente queimados com um maçarico ainda vivos, enquanto agonizam e se debatem.

Isso tudo na frente de todos os demais cães, o que os deixa aterrorizados e cientes do que os aguarda.

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Essa é a rotina do mercado de Tomohon, na ilha indonésia de Sulawesi. Quem denuncia o ato cruel e hediondo é Rupert Imhoff, pesquisador da Fundação Bob Irwin para a Vida Selvagem e Conservação de Espécies, que viajou até o norte de Sulawesi após ter conhecimento da denúncia.

Rupert descreve o fedor de pele carbonizada, que flutua pela “seção de carne” do mercado, como insuportável. “Moscas voam em torno das carcaças de cães, gatos, porcos e cobras que estão espalhadas pelo chão sujo de sangue”, descreve ele.

Imagens feitas pelos pesquisador mostram os cães apavorados se encolhendo para evitar o laço manejado pelo funcionário do mercado que entra pela jaula de metal em que eles ficam presos.

Um companheiro é puxado pelo pescoço após “enlaçado” e leva fortes pancadas na cabeça até ficar imóvel no chão.

O cachorro parece morto, mas imagens capturadas ainda esta semana, mostram o animal se debatendo freneticamente enquanto o trabalhador do mercado o queima com um maçarico até a morte.

Este cão estava entre os “centenas de milhares” de animais abandonados e em situação de rua que são mortos todos os anos para abastecer o comércio de carne de cachorro na Indonésia, denunciam diversos grupos de proteção animal.

O pesquisador constatou que além dos cães, outros animais domésticos, como gatos e coelhos – e animais selvagens também, como morcegos, ratos da selva, porcos e cobras – estavam à venda no mercado e passavam pela mesma crueldade.

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

O Jornal Daily Mail afirma ter tido acesso a imagens perturbadoras que mostram funcionários do mercado abrindo uma gata grávida que tinha dois gatinhos por nascer dentro dela.

Muitos cães que acabam nesses mercados são animais abandonados, em situação de rua e até animais domésticos que são sequestrados. Ladrões de cachorros usam motocicletas para roubar os cães. Eles os prendem pelo pescoço, puxam para si rapidamente e se afastam em alta velocidade, afirmam grupos de direitos dos animais.

Alguns cães também são capturados enquanto passeiam com seus tutores pela rua, e outros (mais raramente) são ainda comprados de aldeões pobres por “alguns dólares”.

Cães indonésios em situação de rua, na maioria das vezes não fogem dos ladrões de cães pois estão acostumados às pessoas que os alimentam regularmente e não os ferem.

Eles não vêem motivo para fugir.

Após capturados eles são amarrados e amontoados com os demais em gaiolas de arame que são transportadas para Tomohon ainda de madrugada, antes que o mercado abra às 6 da manhã.

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Os caçadores chegam a amarrar os membros dos cães por trás de suas costas – o que pode deslocar seus ombros – e prendem suas bocas para que não possam morder.

Os animais que Rupert viu estavam visivelmente angustiados quando chegaram ao mercado por volta do amanhecer, eles estavam famintos e sedentos.

Um por um, eles eram laçados pelo pescoço, arrastados para fora da gaiola e golpeados na cabeça enquanto estava, suspensos pelo pescoço.

Enquanto os outros cães observavam aterrorizados, o funcionário joga o animal no chão e queima-o com um maçarico.

Rupert notou que alguns cães se contorciam freneticamente enquanto as chamas devoravam seus corpos, porém o pesquisador não sabe dizer com certeza se isso acontecia porque estavam vivos ou se seria a reação do cadáver ao calor intenso.

Um comerciante local contou a ele que muitas vezes os animais estão vivos – mas inconscientes – quando são queimados.

O número exato de cães e gatos mortos no comércio de carne do país não é claro, mas a Rede de Apoio a Jacarta afirma que mais de 200 mil são mortos a cada ano.

Embora o consumo de carne de cachorro seja legal no país, um “número crescente” de indonésios vêm se mostrando indignado com a maneira cruel com que os animais são tratados.

A maioria dos indonésios são muçulmanos, eles consideram os animais ‘haram’ – ou seja impuros – mas muitas comunidades menores do país comem carne de cachorro como um prato festivo.

Famílias vão a esses mercados na intenção de comprar um cachorro para comemoração de aniversários, casamentos ou outra ocasião especial.

Rupert viu pessoas de todas as idades, de jovens a casais de meia-idade e até idosos, escolhendo animais para comprar, e em seguida assistindo sua morte calmamente enquanto aguardavam para levá-los para casa.

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Os comerciantes de carne vendem quase todos os cães e gatos que expõem, eles cobram cerca de 250.000 rúpias indonésias, cerca de 61 reais por animal, embora os clientes tenham a opção de pedir apenas uma parte específica.

Um dos pratos de mau gosto utilizando carne de cachorro chamado “rica-rica”, é infelizmente servido a turistas na ilha de Bali.

Rupert passou anos investigando e expondo a crueldade animal ao redor do mundo e é com pesar que ele confessa que o massacre do mercado Indonésio o chocou de maneira única. Ele descreve o episódio como um dos “atos mais violentos” que ele já testemunhou.

“Havia uma completa falta de empatia e compaixão pelos animais”, afirma ele.

O pesquisador conta que os cães gritavam de terror quando o comerciante os enlaçava dentro da gaiola e continuavam gritando até ficarem inconscientes: “Cães são animais inteligentes que anseiam por companhia, então era muito perturbador ver comerciantes de carne matando os escolhidos à vista dos demais que permaneciam engaiolados a metros de distância.”

Rupert confessa que chegou a pensar em comprar todos e libertá-los: “Mas sozinho apenas com uma moto para transportá-los, e sem recursos, não haveria nenhuma maneira realista de garantir sua proteção. Sem planejamento adequado e ajuda extra, eles simplesmente voltariam às mãos dos comerciantes de carne de cachorro.”

Esse costume indonésio, cruel e injustificável, de comer de carne de cachorro está associado à cultura Minahasa do norte de Sulawesi e aos Bataks do norte de Sumatra, onde é praticado em ocasiões especiais como casamentos e Natal.

É com dificuldade de compreensão que encaramos o fato de que pessoas celebrem momentos de alegria e união com crueldade, morte e destruição de outros seres, que assim como os humanos, são capazes de sentir, sofrer e amar.