Mais de 40% dos belgas são a favor da carne cultivada em laboratório

Foto: Memphis Meat
Enquanto muitas pessoas levantam questões negativas na produção de carne cultivada, como o aumento dos teste em animais, para a ONG GAIA “a carne cultivada é uma das grandes revoluções do século 21.”
“Estamos convencidos de que a agricultura celular, substituindo gradualmente a produção industrial de carne, contribuirá, sem dúvida, para reduzir o sofrimento dos animais em todo o mundo”, diz o presidente Michel Vandenbosch.
A carne cultivada é criada pela colheita indolor de células musculares de uma vaca viva. Os cientistas alimentam as células para que se multipliquem e criem tecido muscular, que é o principal componente da carne que comemos. É biologicamente exatamente o mesmo que o tecido de carne que vem de uma vaca.
Os resultados da pesquisa mostram que 42% dos belgas parecem ser a favor e 39% dizem que estão dispostos a comprá-lo se estivessem disponíveis ao mesmo preço que a carne de animais abatidos e um quarto (24%) estava disposto a pagar até 10% a mais.
A questão animal tem sido um fator decisivo para a aceitação da carne de laboratório, com 57% dos entrevistados afirmando que comeriam carne cultivada por ser livre de sofrimento animal e 52% são convencidos pela conservação do meio ambiente. As informações são do Brussels Times.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que a demanda por carne vai aumentar em mais de dois terços nos próximos 40 anos e os atuais métodos de produção não são sustentáveis. Em um futuro próximo, a carne e outros alimentos básicos provavelmente se tornarão itens caros de luxo, graças ao aumento da demanda por culturas para produção de carne, a menos que encontremos uma alternativa sustentável.

