Ativista é espancada por comerciantes de carne de cachorro ao tentar salvar os animais

Foto: AFP/Getty Images

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Uma ativista chinesa foi hospitalizada após comerciantes de carne de cachorro a terem atacado e espancado quando ela tentou salvar centenas de cães de seus depósitos que seria mortos para o festival bárbaro de Yulin na China.

Du Yufeng, fundadora do Bo Ai Animal Protection Center, conta ter sido atingida na cabeça e no corpo todo por comerciantes de carne de cachorro que impediram que ela e outros ativistas dos direitos animais libertassem os cães de seu depósito.

Relatos afirmam que os cães estavam a caminho dos matadouros para o festival anual de carne de cachorro de Yulin, que começou dia 21 de junho.

As fontes do Daily Mail em Yulin afirmaram que o festival deste ano foi mais moderado do que os dos anos anteriores, com muitas barracas vazias vistas nos mercados.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

No entanto, é observado que mais barracas de comida do que o normal são vistas após o anoitecer.

A ativista Du disse que foi agredida no final de maio enquanto tentava resgatar cerca de 300 cães – muitos dos quais eram animais domésticos roubados – de um grupo de comerciantes de carne na cidade de Lugu, na província de Sichuan, no sudoeste da China.

Ela e outras duas ativistas foram atacadas pelos comerciantes depois de um impasse de dois dias.

Du disse que um de seus parceiros, que tem quase 60 anos de idade, teve duas costelas fraturadas enquanto ela estava se sentindo tonta e ainda estava hospitalizada quase um mês depois.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

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Ela também acusou os funcionários da cidade de Xichuang, que supervisiona Lugu, de conspirar (mediante propina) com comerciantes de carne, impedindo os ativistas de fotografar e resgatar os cães.

O grupo de bem-estar animal não salvou os cachorros que foram secretamente mortos pela autoridade local de quarentena de animais em 30 de maio em uma tentativa de eliminar evidências, afirmou Du.

Relatos afirmam que a província montanhosa de Sichuan é hoje o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne manter, vender e distribuir cães capturados, muitos dos quais acabariam em Yulin, na província de Guangxi, sul da China.

Em uma carta aberta ao governo de Sichuan, Du confessou que não conseguia dormir à noite, sabendo que caminhões carregados de cachorros espremidos em pequenas jaulas de galinha eram transportados todos dias pelas estradas rumo à morte.

“Eles estão prestes a chegar ao portão do inferno e serão espancados até a morte, escaldados em água fervente, queimados e esfolados vivos. Eles ficam tão aterrorizados”, escreveu ela.

Foto: AFP/Getty Images

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Ela pediu ao governo de Sichuan que puna os comerciantes de carne de cachorro.
Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes de Yulin durante o festival que é realizado no solstício de verão.

Um morador de Yulin, que afirma ser amante de cães, disse ao Daily Mail que viu pessoas jantando ao ar livre – presumivelmente comendo pratos de carne de cachorro – na Meilin Avenue, uma das ruas de restaurantes da cidade.

Mas o morador, conhecido como Kenny, explicou que comer cachorros era uma tradição apenas entre as gerações mais velhas.

Ele disse que os jovens de Yulin se recusam a comer cachorros e até começaram a adotar animais domésticos.

Embora o festival de carne de cachorro Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: AFP/Getty Images

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Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International (HSI), ONG que atua em defesa dos direitos animais, disse: “O comércio de carne de cachorro na China representa, antes de tudo, atos de crime e crueldade”.

‘O festival de Yulin é um pequeno mas angustiante exemplo de um comércio indescritivelmente bárbaro dirigido por ladrões de cães e comerciantes criminosos.

“Esses ladrões e vendedores roubam rotineiramente animais domésticos em plena luz do dia usando dardos venenosos e cordas, desafiam as leis de saúde pública e da segurança, e causam um sofrimento horrível aos animais, tudo por uma carne que a maioria das pessoas na China não consome.”

Os parceiros chineses da organização salvaram 62 cães destinados a serem mortos em um matadouro no Yulin dias antes do festival.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

A atriz britânica a atriz Judi Dench e a violinista Vanessa-Mae enviaram nesta semana mensagens sinceras de apoio – por meio da HSI – aos ativistas chineses que lutam apaixonadamente para encerrar o evento anual.

“Não posso imaginar o sofrimento daqueles pobres cães, e espero muito que um dia, em breve, esse comércio cruel termine”, disse a atriz Judi Dench.

Uma petição de 1,5 milhão de assinaturas foi entregue à Embaixada da China no Reino Unido ontem pela HSI junto com outro grupo de bem-estar animal Care2.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três matadouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias.

Foto: EPA

Foto: EPA

Eles disseram que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças aos protestos do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.
Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção dos animais.

E em 2010, um projeto de Lei sobre a Prevenção da Crueldade contra os Animais foi submetido ao Conselho de Estado para sua consideração.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily.

No entanto, até este dia, nenhum progresso foi feito.

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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe

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Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Proposta da União Europeia quer proibir que nomes como ‘hambúrguer’ sejam usados em produtos veganos

Uma proposta da União Europeia (UE), apresentada em abril, quer impedir que alimentos veganos sejam chamados, por exemplo, de “salsicha”, “hambúrguer” ou de qualquer outro nome usado em produtos de origem animal. Para discutir a proposta, o Reino Unido marcou uma audiência para a próxima quarta-feira (26), na Câmara dos Lordes, em Londres, na Inglaterra. Ativistas e especialistas devem participar do debate.

Na opinião de ativistas vegetarianos e veganos, a aprovação da proposta, que a transformaria em lei, em setembro, faria com que produtores de alimentos tivessem que adotar nomes alternativos desagradáveis, como “tubos vegetais” ou “discos de vegetais” para se referir a salsichas e hambúrgueres, o que faria com que os fabricantes perdessem consumidores em um momento de alta do interesse global pela redução do consumo de carne. As informações são do G1.

Foto: Wellington Nemeth / Divulgação/Wellington Nemeth

A proposta, conhecido como Alteração 41, foi apresentado pelo Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu como parte de um projeto de lei que pretende atualizar a Política Agrícola Comum da União Europeia. Deputados apoiadores da medida argumentam que a proibição do uso de palavras como “hambúrguer” em produtos veganos contempla o “bom senso” e evita confusões. No entanto, David Lindars, diretor de operações técnicas da Associação Britânica de Processadores de Carnes (BPMA, por sua sigla em inglês), que defende que “termos como salsicha, bife, hambúrguer e escalope são sinônimos de carne e isso deve ficar claro no rótulo”, admite que não existem provas, nem mesmo evidências, de que os consumidores confundem termos como “hambúrguer vegetariano” e admite que essas expressões caíram no senso comum.

Defensores da proposta pedem que as proibições relacionadas a produtos que imitam laticínios, como leites vegetais, sejam estendidas para imitações vegetarianas e veganas de carne. Em 2017, a Corte Europeia de Justiça proibiu que o leite de soja continuasse a ser vendido com esse nome. O produto passou a ser rotulado como “bebida de soja”.

O Sindicato Nacional de Agricultores do Reino Unido, que participará do debate, apoia a proposta parcialmente. “Gostaríamos de proteger termos tradicionais baseados em carne. Por isso, nos opomos a termos como ‘carne moída sem carne'”, disse um porta-voz. “Mas não achamos que palavras como hambúrguer e salsicha caiam nessa categoria”, completou.

Para a Vegan Society, proibir o uso dos termos vai “criar confusão” e fazer a indústria de alimentos vegetais recuar. “Isso teria um impacto sobre a capacidade dos veganos de escolher alimentos de acordo com suas crenças facilmente”, diz Mark Banahan, diretor de campanhas e política da organização.

Banahan explica que termos como “hambúrguer” e “salsicha” transmitem a forma, o sabor, a maneira de cozinhá-los e como devem ser servidos – por exemplo, hambúrguer com batata frita ou dentro do pão.

O argumento da Vegan Society é reforçado por Lynne Elliot, presidente-executiva da Sociedade Vegetariana, que acrescenta ainda que, caso o projeto se torne lei, os produtores de alimentos terão que arcar com enormes custos para mudar sua marca, marketing e embalagem.

“O McDonalds tem um hambúrguer vegetariano há muito tempo. Greggs apresentou sua receita vegana de salsicha e o KFC lançou seu hambúrguer vegano esta semana. Eles estão satisfeitos com esses termos porque isso significa algo para seus clientes”, disse.

Alguns deputados e ONGs de caridade consideram a Alteração 41 como uma medida usada para proteger a indústria de carne. Isso porque, segundo uma pesquisa feita pela Waitrose em 2018, um em cada oito britânicos é vegetariano ou vegano, outros 21% afirmam comer carne apenas ocasionalmente.

Uma previsão da União Europeia prevê que o consumo per capita de carne irá sofrer uma queda de 69,3 kg por ano para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Relatos indicam que há boa chance da Alteração 41 ser aprovada pelo Parlamento Europeu em setembro. Banahan, no entanto, considera que é possível que a legislação não chegue tão longe. Segundo ele, o Parlamento acaba de realizar eleições e, portanto, o Comitê de Agricultura será reconvocado e não se sabe o novo grupo irá apoiar ou não a proposta, devido à polêmica que envolve o tema.

Além disso, a Grã-Bretanha também estaria livre para não seguir a lei, segundo Banahan, após sair da UE. No entanto, segundo o diretor de campanhas da Vegan Society, ainda assim os regulamentos afetariam os produtos do Reino Unido vendidos para a UE.

“Muitos fabricantes podem ter de adotar novas linguagens de qualquer maneira… Assim como tudo relacionado ao Brexit, é complicado”, conclui.


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Simon Cowell doa 30 mil dólares para o resgate de animais do comércio de carne de cachorro

Foto: Dan Goldsmith/ITV

Foto: Dan Goldsmith/ITV

O juiz do programa de televisão “America’s Got Talent” e mais recentemente vegano, Simon Cowell, quer acabar com o comércio de carne de cachorro. A estrela doou cerca de 30 mil dólares para ajudar a fechar uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A doação de Cowell foi para a Humane Society International (HSI) em um esforço para resgatar 200 cães que vivem atualmente em uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

Comércio de carne de cachorro na Coreia do Sul

“A doação generosa de Simon significa o mundo para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis, mas temos uma chance real de salvá-los. Esses pobres cães tiveram as piores vidas possíveis até agora, por isso estamos desesperados para tirá-los dessas gaiolas horríveis e mostrar-lhes o que é o amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas”.

A HSI irá realocar os cães resgatados para lares nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Holanda.

De acordo com a HSI, cerca de 30 milhões de cães são mortos a cada ano por carne na China, Coréia do Sul, Indonésia e Vietnã.

“Mais de 2 milhões de cães em milhares de fazendas [sul-coreanas] são mantidos em gaiolas pequenas, estéreis e imundas, expostos aos elementos e recebem pouca comida e água”, observa HSI. “Muitos sofrem de doenças e desnutrição e todos são submetidos diariamente à extrema negligência. Os métodos usados para matar os cães são brutais – a eletrocussão é mais comum ”.

Simon Cowell se torna vegano

Cowell tem sido um crítico feroz do comércio de carne de cachorro. Em 2017, ele apoiou a campanha #EndDogMeat, e no ano passado ele se juntou a 90 celebridades em uma petição pedindo o fim da indústria de carne de cachorro da Indonésia.

O interesse em reduzir o sofrimento dos animais também pode ser resultado da recente mudança de Cowell para uma dieta vegana. A celebridade revelou recentemente que ele se tornou vegano para resolver alguns problemas de saúde persistentes. A mudança teve um efeito quase imediato; Cowell não só perdeu cerca de 10 kg, mas seus problemas crônicos de saúde melhoraram e ele viu um aumento em seus níveis de energia.

E a estrela disse recentemente ao jornal Sun que a mudança tinha ainda outro benefício: “Se antes eu tirava nota oito em uma escala de beleza de um a dez, agora estou com nota 11!, brinca a celebridade”.

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Cientista e empresário afirma que a criação de animais para consumo pode acabar até 2035

Foto: Adobe

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O fundador da Impossible Foods diz que é sua missão remover definitivamente os animais do sistema alimentar até 2035.

Pat Brown, que além de empresário é cientista biomédico e trabalhou na Universidade de Stanford antes de começar a Impossible Foods, falava na conferência EAT Food Forum, em Estocolmo, quando ele fez o anúncio.

Segundo Brown, é imperativo que a criação de animais para consumo termine devido ao “impacto catastrófico dos alimentos de origem animal” no meio ambiente

Acabando com a criação de animais para consumo

“Nossa missão é substituir completamente os animais no sistema alimentar até 2035. As pessoas riem, mas nós falamos absolutamente sério sobre isso e é factível”, disse ele na conferência.

“Desde o momento em que a primeira câmera digital de baixa qualidade chegou ao mercado até que a Kodak basicamente encerrou seu negócio de filmes, demorou cerca de 10 anos. Se você pode fazer algo que supere o que os consumidores querem, o mercado pode funcionar rápido”.

Falando sobre o impacto da pecuária no planeta, ele acrescentou: “Eu percebi que o problema era o impacto ambiental catastrófico do uso de animais como uma tecnologia de alimentos. Nada chega nem remotamente próximo”.

Missão

Esta não é a única vez que Brown falou publicamente sobre sua missão. Ele falou pela primeira vez sobre seus grandes planos em uma coletiva de imprensa em 2017, anunciando: “Queremos substituir completamente os animais como alimentos até 2035. Estamos trabalhando na produção de alternativas à todos os alimentos que consumimos de origem animal”.

Rachel Konrad, diretora de Comunicação da Impossible Foods, acrescentou: “Não somos uma empresa de hambúrgueres. Somos uma plataforma tecnológica para alimentação. Nosso primeiro produto foi uma ‘prova de conceito’. Podemos ter produtos de diversas categorias depois disso comprovado”.

Impossible Burguer

A Impossible Foods teve um ano excelente até agora, lançando a versão 2.0 do seu hambúrguer de vegetais há vários meses. Em abril, foi revelado que a gigante do fast food Burger King estaria usando o produto em uma versão sem carne de seu principal sanduíche, The Whopper.

O Whisper Impossible apresenta a mesma compilação de hambúrgueres da tradicional opção de carne bovina da loja, substituindo a carne de origem animal pelo hambúrguer à base de vegetais da Impossible Foods. O lanche também possui tomate, alface, maionese, picles e cebola branca em fatias no pão de gergelim. A mionese pode ser removido para tornar a opção totalmente livre de ingredientes de origem animal.

Inicialmente, a cadeia de fast-food experimentou o Impossible Whopper em 59 localidades em St. Louis, Missouri (EUA). Agora, a marca tem planos de disponibilizá-lo em mais regiões durante o verão e nacional até o final de 2019.

Controvérsia

A trajetória da Impossible Foods não ocorreu sem controvérsias. A empresa descreve sua carne como baseada em vegetais, em vez de vegana, porque um de seus ingredientes – leghemoglobina de soja, também conhecido como “heme” – era usado em ratos para testar sua segurança. Mais de 180 ratos foram mortos como resultado do teste.

Quando o teste se tornou de conhecimento público, Pat Brown, CEO da Impossible Foods, um vegano de mais de 16 anos, publicou um comunicado intitulado “O Dilema Agonizante dos Testes em Animais”.

Nele, Brown disse que o núcleo da missão de sua empresa é “eliminar a exploração de animais no sistema alimentar”, bem como reduzir o impacto da pecuária no meio ambiente.

“Entre as milhares de espécies de animais pesquisadas a cada década pelo World Wildlife Fund, o número total de animais silvestres vivos hoje é menos da metade do que era 40 anos atrás”, escreveu ele.

“Esta perda de vida selvagem é esmagadoramente devida à exploração de animais para alimentação, incluindo a caça, a pesca e especialmente a substituição do habitat da vida selvagem pela criação de animais”.

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Mais de 60 cachorros são resgatados de matadouro dias antes do início do Festival de Yulin

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Mais de 60 cães que aguardavam a morte trancafiados em gaiolas superlotadas e sujas foram resgatados de um matadouro em Yulin, na China, dias antes da cidade receber seu festival anual de carne de cachorro.

Os 62 cães, alguns ainda usando coleiras, estavam aterrorizados, exaustos e desnutridos quando foram encontrados em um matadouro escondido por ativistas chineses em 12 de junho, segundo relatos.

Eles foram levados imediatamente para um abrigo temporário para receber atendimento de emergência, comida e água, disseram que os ativistas estão no processo de organizar os animais para serem enviados para os centros de resgate em todo o país.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos moradores de Yulin durante o festival realizado no solstício de verão.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Imagens comoventes e fortes, divulgadas pela organização Humane Society International (HSI), mostram dezenas de cachorros indefesos sendo mantidos em uma pequena sala vazia. Muitos deles espremidos em gaiolas enferrujadas.

Wei, um dos ativistas chineses, disse à HSI: “Estava quente demais dentro do matadouro quando chegamos lá, os cães estavam exaustos e ofegantes, alguns se apertando contra a parede em um esforço para não serem notados”.

“Outros nos perseguiram se enrolando em nossas pernas, ansiosos por atenção”.

Esses animais provavelmente vieram em um dos últimos caminhões de cães que entraram em Yulin antes do festival porque o governo local provavelmente impediria a entrada de mais caminhões na cidade, acrescentou Wei.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O ativista continuou: “Queremos que o mundo veja os horrores que é o comércio de carne de cachorro da China, entre os quais Yulin é o típico exemplo, e também para que os amantes de cachorros, de todos os lugares do mundo, ergam suas vozes contra esta terrível crueldade”.

“Por favor, não desperdice sua saliva dizendo que comer carne de cachorro faz parte da cultura chinesa. Não é nossa cultura roubar os animais domésticos das pessoas. Não é nossa cultura comer cachorros”.

Embora o festival de carne de cachorro de Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Segundo o Dr. Peter Li, especialista em políticas da HSI na China, Yulin se torna um “lugar muito tenso” agora, com os comerciantes de cães e matadouros em alerta máximo à medida que o festival se aproxima.

“Por isso, foi difícil para esses ativistas chineses conquistarem a confiança dessa instalação para liberar os cães”, disse Li.

Ele acrescentou: “Pedimos ao governo chinês que mostre que não tolerará as gangues de ladrões de cães que perpetuam esse comércio e que acabam indo parar no comércio brutal de carne de cachorro e gato”.

A HSI está atualmente ajudando os cães resgatados a serem transportados para um abrigo de longo prazo no norte da China. A organização disse que também procuraria famílias adequadas no exterior, para adotar os animais.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O Yulin Dog Meat Festival, realizado no solstício de verão, é um festival de comida altamente controverso na província de Guangxi, no sul da China.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

O popular restaurante de carne de cachorro Yulin No. 1 Crispy Dog Meat preparou 12 mesas ao longo da calçada do lado de fora com mais 20 mesas próximas para as festas do ano passado, informaram fontes locais na época.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente. Pessoas de outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, também têm a tradição de comer cachorros.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três abatedouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias

A ONG afirma que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças ao protesto do público.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente faltam leis para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.

Em setembro de 2009, ativistas dos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção de animais e em 2010, outro projeto de lei sobre a prevenção de crueldade com animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com a Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily. No entanto, até hoje, nenhum progresso foi feito.

Embora a primeira legislação do país que protege o bem-estar animal ainda tenha que ser adotada, os casos crescentes de abandono de animais e séria crueldade contra animais como a morte de cães e a queima de gatos levaram a um sério ressentimento espalhado pela sociedade.

Empresa líder de venda de carne se torna 100% vegana

Foto: Loud/Reprodução

Foto: Loud/Reprodução

A Vivera Foodgroup é uma das primeiras empresas de carnes do mundo a remover a carne de origem animal de sua linha de produtos trocando-a por alimentos à base de vegetais.

A empresa acaba de vender a Enkco, especializada em carnes congeladas e ultra congeladas, para o grupo holandês Van Loon. A Vivera Foodgroup agora tem apenas empresas veganas sob o seu nome, incluindo Vivera, Culifrost e Dutch Tofu Company.

A mudança que o abandono da venda de produtos de origem animal permitirá que a empresa se concentre nas “fortes oportunidades de crescimento” apresentadas pelo mercado de alimentos vegano da Europa, informou a Vivera em um comunicado à imprensa.

A empresa detém uma “forte posição de mercado” em grandes regiões da Europa e é um dos três maiores “players” do continente, graças à sua marca Vivera, que produz refeições à base de vegetais e carne vegana, como o bacon sem gordura.

Willem van Weede, CEO da Vivera, disse em um comunicado: “Somos uma das primeiras empresas do setor de carnes do mundo a dizer o adeus final à carne. De agora em diante, nos concentraremos apenas em alimentos à base de vegetais que estão realmente conquistando o mundo”.

Van Weede continuou: “Cada vez mais consumidores estão descobrindo que os produtos à base de plantas podem ser tão saborosos quanto a carne real e têm muitos benefícios para a saúde pessoal, o impacto ambiental e o bem-estar animal”.

O CEO acrescentou que ao livrar a carne, a Vivera Food Group poderá promover sua presença internacional.

A Vivera a comida vegana

No ano passado, a Vivera lançou o primeiro bife vegano comercialmente disponível no mundo em 400 supermercados Tesco. A criação sem carne é feita com ingredientes como soja e proteína de trigo, óleo de girassol e beterraba.

A primeira remessa de Vivera de 40 mil itens esgotou quase imediatamente. Gert Jan Gombert, gerente comercial da Vivera, disse que os bifes à base de vegetais estavam “voando das prateleiras do mercado”.

Mais de um milhão de bifes veganos foram comprados desde o lançamento.
A Vivera criou uma série de outros itens desde então, incluindo o Pulled Veggie, o Shawarma Kebab e o Veggie Quarter Pounder, em uma tentativa de tornar a alimentação baseada em vegetais mais acessível para o público.

“A Vivera acredita que a vida é melhor quando você come menos carne”, diz a empresa em seu site, acrescentando que seus produtos veganos fazem dela uma “escolha fácil: mais vida, menos carne”.

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Cerca de 60% da “carne” consumida em 2040 não virá de animais mortos

Um relatório lançado recentemente pela consultoria global AT Kearney concluiu que cerca de 60% da “carne” consumida em 2040 não virá de animais explorados e mortos para consumo humano. O estudo foi feito com base em entrevistas com especialistas e analisado pelo jornal “The Guardian”.

Foto: Marco Massimo / Pixabay

De acordo com os autores do relatório, a “carne” será cultivada em laboratório ou será proveniente de produtos à base de vegetais com aparência e gosto de carne de origem animal, mas sem que tenha vindo de animais mortos. As informações são da Revista Planeta.

Essas alternativas, de acordo com os pesquisadores, são mais eficientes que a carne convencial – além de, conforme reforçam ativistas pelos direitos animais, serem éticas do ponto de vista do respeito à vida animal.

O estudo concluiu que 35% de toda a carne consumida em 2040 será cultivada e outros 25% serão substituições vegetarianas e veganas.

Essas alternativas também são éticas do ponto de vista ambiental, já que a exploração de animais para consumo humano é responsável, segundo estudos científicos, por emissões de gases de efeito estufa, destruição de habitats e poluição de rios e oceanos.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, observa Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney. “Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguem desfrutar da mesma dieta que sempre têm, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado”, completou.

Atualmente, já existem empresas voltadas para esse ramo. Entre elas está a Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods. De acordo com a AT Kearney, US$ 1 bilhão foi investido em produtos veganos – parte desse valor veio de empresas que trabalham, também, com carne advinda de animais.

Já existe, também, o desenvolvimento em laboratório de células de carne em cultura, feito com o intuito de fabricar carne com sabor, textura e aparência da carne convencional, mas sem precisar criar, explorar e matar animais.

De acordo com a AT Kearney, a carne cultivada em laboratório vai conquistar o mercado em longo prazo, já que conseguirá sabores e sensações mais próximos da carne convencial do que as alternativas à base de plantas.

Caçadora que postou foto com girafa morta se gaba de ter caçado o “delicioso” animal

Foto: Facebook

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Além de matar, tirar uma foto sorrindo ao lado do cadáver do animal e postar imagem de forma desrespeitosa no Facebook, se gabando do feito – e causando revolta nas redes sociais – a caçadora americana responsável pela morte da girafa idosa em um “safari dos sonhos”, disse que estava orgulhosa de ter caçado o animal, que ela afirmou ser “delicioso” de se comer.

A texana Tess Talley, de 38 anos, provocou uma onda de revolta on line no verão passado, quando postou os registros fotográficos de seus atos covardes durante uma viagem de caça no ano anterior na África do Sul.

“As orações pela minha caçada dos sonhos fizeram com que ela se tornasse realidade hoje” ela escreveu ao lado da imagem. – “Vi essa imensa girafa negra e a persegui por um bom tempo. Eu sabia que era a único. Ela tinha mais de 18 anos, 4.000 libras (quase 2 mil kg) e fui abençoado por poder extrair 2.000 (cerca de 900 kg libras) de carne dela”.

Tallley recentemente defendeu ainda mais suas ações, aparecendo na rede de televisão americana CBS para dizer que caçadores como ela contribuem para a preservação a longo prazo dos animais, gerenciando populações e financiando a conservação da vida selvagem. Ela também disse que a girafa macho idosa, cuja pele ela tinha usado para fazer capas de almofada e um estojo de rifle, era deliciosa de se comer.

“É um hobby, é algo que adoro fazer. Tenho orgulho de caçar. E eu tenho orgulho de ter matado dessa girafa”, disse ela, dizendo que a caça da girafa era um desejo antigo.
Quando foi questionada por estar claramente sorrindo nas imagens que ela postou com o animal, ela disse: “Você faz o que gosta de fazer. É alegria. Se você não ama o que faz, não vai continuar a fazer isso”.

Ela confessou ainda que embora gostasse de caçar, sentia uma pontada de remorso.

Mostrando completa alienação ou apreço pelo valor da vida da girafa a caçadora diz: “Todo mundo acha que a parte mais fácil é puxar o gatilho. E não é”, ela disse. “Essa é a parte mais difícil. Mas você ganha muito respeito e muito apreço pelo animal porque sabe o que esse animal está passando. Eles são colocados aqui para nós. Nós os pegamos, nós os comemos”.

Em um comunicado, Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International, disse: “A caça ao troféu da girafa mostra um desrespeito absoluto e arrogante pelo status ameaçado de uma espécie icônica.

“Uma estimativa de 2015 descobriu que menos de 100 mil girafas permanecem em estado selvagem na África, e nossa investigação de 2018 revelou que quase 4 mil troféus derivados de girafas foram importados para os EUA na última década.”

Ela disse que as girafas estão enfrentando “uma série de ameaças, incluindo a caça e a fragmentação de habitats”.

Ela acrescentou: “O péssimo estado de conservação jamais poderia ser agravado pelo horror dos caçadores de troféus empenhados em matar esses animais ameaçados por troféus insensatos e macabros”.

A presidente da PETA, Ingrid Newkirk, afirmou que caçadores de troféus como Talley tinham “buracos onde seus corações deveriam estar e uma conexão de empatia faltando em sua conexão cerebral”.

“Com oportunidades ilimitadas para diversão, fala-se muito que este pequeno subgrupo da população humana se diverte em tirar a vida de outros seres que não pedem nada da vida, além da chance de viver em paz”, disse ela ao The Independent.

“Essas tentativas desses seres humanos insensíveis de ceder sua sede de sangue em alegações ridículas de conservação (ênfase no engodo) dizem ainda mais sobre suas personalidades vazias”.

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Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

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