Devido à morte de cadela, Carrefour terá que doar R$ 1 milhão para causa animal

O supermercado Carrefour assinou um Termo de Compromisso, segundo o Ministério Público de São Paulo, no qual assume a obrigação de depositar R$ 1 milhão em um fundo, criado pelo município de Osasco (SP), pela agressão de um segurança que resultou na morte de uma cadela por hemorragia em novembro de 2018.

O valor será destinado à causa animal, sendo R$ 500 mil para castração de cães e gatos, R$ 350 mil para compra de medicamentos para animais do Hospital Municipal Veterinário ou do Canil Municipal e R$ 150 para aquisição e entrega de ração para entidades de proteção animal da cidade de Osasco. As informações são do G1.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Caso o Carrefour descumpra o acordo, será multado em R$ 1 mil por dia de atraso no cumprimento do depósito e o município de Osasco será alvo de investigação por ato de improbidade administrativa se não atender ao termo assinado pelo supermercado. A fiscalização será realizada pela Promotoria de Justiça.

Em nota, o Carrefour confirmou o acordo e disse que “implementa extenso plano de ação em prol da causa animal, estruturado com o apoio de diversas ONGs e entidades, com ações concretas em curso na cidade de Osasco e no país”.

Entenda o caso 

A cadela Manchinha foi agredida por um segurança do Carrefour de Osasco em novembro do ano passado. Imagens de câmeras de segurança e vídeos feitos por testemunhas registraram o crime. O agressor confessou ter batido no animal com uma barra.

Nas imagens, é possível ver o segurança correndo atrás da cadela. Em seguida, ela aparece mancando e sangrando. O momento em que funcionários da prefeitura laçam o animal, que desmaia, também foi registrado em um vídeo. Após ser levada para uma unidade da prefeitura, a cadela morreu.

Dócil, Manchinha estava abandonada no estacionamento do supermercado e recebia carinho e alimento de funcionários e clientes.

O segurança, que não teve a identidade revelada, vai responder em liberdade por maus-tratos a animais. Como o crime é de menor potencial ofensivo, não cabe prisão, nem indiciamento, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Caso seja condenado, ele pode receber pena de detenção de três meses a um ano – que costuma ser substituída por penalidade alternativa, como prestação de serviços comunitários – e multa.

Nota do Carrefour

“O Carrefour informa que firmou acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Município de Osasco em prol da causa animal, após episódio ocorrido em sua loja de Osasco (SP), no ano passado. A partir do seu compromisso e transparência com toda a sociedade, a empresa irá reverter R$ 1 milhão a fundo ligado à causa que será criado pelo município, sendo R$ 500 mil destinados para a castração de cães e gatos, R$ 350 mil à compra de medicamentos para o Hospital Municipal Veterinário ou canil municipal e R$ 150 mil à compra de ração para associações, ONGs e demais entidades na cidade. O acordo, que será remetido ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação, prevê que a Promotoria de Justiça de Osasco será responsável pelo acompanhamento e fiscalização quanto ao cumprimento do acordo. O Carrefour reforça ainda que já implementa extenso plano de ação em prol da causa animal, estruturado com o apoio de diversas ONGs e entidades, com ações concretas em curso na cidade de Osasco e no país. As informações estão disponíveis no canal criado exclusivamente para informar a sociedade sobre essas e outras iniciativas: carrefour.com.br/causa-animal.”

MP se reúne com Carrefour para discutir acordo sobre caso de cadela morta

Uma reunião entre o Ministério Público de São Paulo e o Carrefour está marcada para o próximo dia 14. O objetivo é negociar um acordo dentro do inquérito civil que apura o caso de agressão que levou uma cadela à morte em uma unidade do Carrefour. Manchinha foi brutalmente agredida por um segurança em Osasco (SP). A empresa já realizou outras reuniões com a Promotoria, mas acordos não foram fechados.

(Foto: Reprodução/Facebook)car

Além do inquérito civil, uma investigação criminal foi aberta na Polícia Civil, levando ao indiciamento, em dezembro de 2018, do segurança. O homem admitiu ter agredido a cadela com uma barra de metal, mas disse que não tinha a intenção de matá-la. As informações são do Extra.

Após o caso, o Carrefour emitiu uma nota por meio da qual afirmou que “repudia qualquer tipo de maus-tratos contra animais” e que está colaborando com a investigação. Disse ainda que colocaria em prática uma nova política de bem-estar animal após receber recomendações de ONGs.

Agredir e maltratar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. Os agressores, porém, não são presos. Isso porque o crime é considerado de menor potencial ofensivo, o que faz com que a condenação seja frequentemente substituída por prestação de serviços comunitários ou pagamentos de cestas básicas.

Hospital Veterinário Público que faz homenagem a “Manchinha” é inaugurado em Osasco

Foto: Reprodução | Facebook

O Hospital Veterinário Público de Osasco (HVPO) faz parte da programação pelos 57 anos de emancipação político-administrativa da cidade.

A primeira unidade do atendimento veterinário do município ganhou o nome “Manchinha”, em homenagem ao cachorro morto por um segurança do Carrefour de Osasco em um episódio que comoveu o país, e fica no Pet Parque, que também foi reformado.

“Será um local que cuidará dos nossos animais com muito carinho”, destacou Rogério Lins.

O Hospital Veterinário “Manchinha” ficará vinculado ao Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal, da Secretaria de Meio Ambiente, e será administrado pela ANCLIVEPA (Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais).

Foto: Sergio Gobatti

O hospital conta com sala de espera, uma infecto, dois consultórios, um refeitório para funcionários, dois banheiros (feminino e masculino), e centro cirúrgico.

“Serão 10 funcionários, sendo quatro veterinários, quatro enfermeiros e 2 recepcionistas. Nesse primeiro momento serão feitos exames de clínica médica, clínica cirúrgica, exames de imagem: ultrassom e exames de sangue completo”, explicou o diretor da ANCLIVEPA, Luiz Wilson Oliveira Junior.

O atendimento será de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.

No dia da inauguração, no Pet Parque teve food truck, pet day, pista de agility, entre outras atividades para os cãozinhos e seus tutores.

Segunda unidade

Na segunda etapa da implantação do Hospital Veterinário municipal de Osasco, será entregue um segundo polo, no Centro de Controle de Zoonoses, no Parque Industrial Mazzei, na zona Norte, que vai atender casos de alta complexidade.

A unidade deve ser entregue até o fim do semestre.

“Seremos um modelo de referência para o Brasil”, disse o prefeito Rogério Lins.

Fonte: Visão Oeste

Deputada Beth Sahão sugere cassar inscrição estadual de empresas envolvidas em maus-tratos de animais

O projeto surgiu com o objetivo de coibir práticas como a que aconteceu no Carrefour Osasco no dia 28 de novembro (Imagens: Reprodução)

A deputada estadual Beth Sahão (PT) protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que visa minimizar a violência contra os animais. A proposta determina a cassação da inscrição estadual de empresas envolvidas em maus-tratos de animais domésticos ou silvestres.

Para embasar o projeto, a deputada cita o artigo 32 da Lei de Crime Ambiental (9605/1998), que qualifica como crime “abusar, ferir, infligir dor e sofrimento ou submeter o animal a experiência cruel ou dolorosa”.

Com a confirmação de maus-tratos, a cassação, segundo o projeto, deve ocorrer após o trânsito em julgado da sentença. Empresas condenadas não poderão requerer inscrição estadual por um período de dez anos.

O projeto surgiu com o objetivo de coibir práticas como a que aconteceu no Carrefour Osasco no dia 28 de novembro, quando um segurança espancou e matou a cadela Manchinha com o aval da própria rede de hipermercados. O PL deve ser analisado pelas comissões permanentes da Assembleia Legislativa antes de seguir para votação em plenário.

“O poder público não pode mais se omitir diante da violência covarde praticada contra os animais”, diz a deputada. “Por isso, acreditamos que apenas com punição exemplar para os agressores e também para as empresas responsáveis por tais práticas, conseguiremos atingir o intuito de acabar com os maus-tratos a esses seres que clamam por nossa proteção”, justificou a deputada estadual Beth Sahão.

Fonte: Vegazeta

O caso da cadelinha morta no Carrefour repercutiu mais do que o do jovem morto no Extra?

Os dois casos aconteceram em redes de mercados, e nos dois casos os autores estavam errados (Fotos: Reprodução)

No dia 28 de novembro de 2018, a cadelinha Manchinha foi morta brutalmente por um segurança do Carrefour, na unidade de Osasco. Na quinta-feira, o jovem Pedro Henrique Gonzaga foi morto por um segurança do Extra, no Rio de Janeiro. Os dois casos aconteceram em redes de mercados, e nos dois casos os autores estavam errados.

O primeiro matou premeditadamente a cadelinha. Ele e a perseguiu fora do Carrefour com a intenção de tirar-lhe a vida, e fez isso de forma planejada. Não há como refutar as imagens que foram divulgadas mais tarde e que geraram repercussão porque a vítima era simplesmente um animal doméstico, assim como muitos outros, que, em sua inocência, entram em estabelecimentos comerciais muitas vezes porque estão simplesmente com fome. Aos poucos, o caso foi repercutindo e ganhando importância, reforçando o erro do segurança, e despertando reflexão sobre a forma como os animais domésticos abandonados são tratados em ambientes comerciais.

No segundo caso, do jovem Pedro Henrique Gonzaga, de 19 anos, que supostamente tentou pegar a arma de um segurança do Extra da Barra da Tijuca e recebeu uma gravata que o levou a uma parada cardíaca e à morte, há um conflito de informações; e isso é o suficiente para dividir opiniões neste tempo em que vivemos, em que as pessoas pesam o valor da vida de acordo com o histórico dos personagens – mesmo que nada saibam realmente sobre eles, e talvez queiram apenas reforçar suas teorias sobre o direito ou não à vida.

Testemunhas disseram que informaram ao segurança que Pedro Henrique estava passando mal, mas ele persistiu argumentando que sabia o que estava fazendo. Na verdade, não sabia, porque o rapaz chegou a ficar roxo e faleceu – o que poderia ter sido evitado com o procedimento adequado. Porém, dizer que um jovem é usuário de drogas, como era o caso da vítima, normalmente é o suficiente para que muitas pessoas qualifiquem uma morte como justificável, ainda que essas pessoas torçam para a recuperação de usuários de drogas no cinema.

Considere também o atual cenário político brasileiro, em que dezenas foram eleitos sem propostas, mas apenas dizendo que “bandido bom é bandido morto”, e não será difícil entender isso. Mas isso não é um sintoma de que a vida humana pode valer menos do que a vida de um animal ou gerar menor repercussão – como tenho lido em inúmeras publicações.

Não é verdade que as pessoas se sensibilizam mais com animais do que com seres humanos. Se isso fosse verdade, as pessoas não se alimentariam de animais nem teríamos mais de 30 milhões de animais domésticos abandonados pelas ruas do Brasil, e todos eles passíveis de serem mortos a qualquer momento sem possibilidade de tornarem-se notícia.

O caso da cadelinha Manchinha, morta pelo segurança do Carrefour, por exemplo, também foi emblemático de um problema crônico vivido no país, que é o não reconhecimento do direito à vida não humana em inúmeras circunstâncias, e isso trouxe à tona uma reflexão ainda maior, sobre o valor que atribuímos aos animais. O episódio levantou até mesmo discussão sobre as dezenas de milhões de animais que matamos por ano para consumo só no Brasil. E tudo isso é pouco reconhecido, inclusive por muitas pessoas da esquerda brasileira que se orgulham de defender o direito à vida, desde que seja humana.

Honestamente, não vejo necessidade de comparar os dois casos, mas sim de chamar a atenção das pessoas para uma revisão de valores sobre a importância da vida. No ideário humano, comparações como essa intensificam rivalidades desnecessárias, e a balança dificilmente fica equilibrada. Além disso, ainda que por uma infelicidade seja possível encontrar pessoas comemorando a morte de Pedro Henrique, dizendo algo como “menos um”, “já era” ou algo do tipo, sem saber o nome da vítima e o que realmente aconteceu, alguns grandes veículos de comunicação já estão publicando notícias sobre a história do rapaz (quem ele era, seus interesses, objetivos). Algumas celebridades também estão repercutindo o assunto e criticando a conduta do segurança e lamentando a morte de Pedro Henrique.

E, querendo ou não, reconheço que a maneira como a imprensa aborda um assunto tem grande poder de sugestão sobre a interpretação de um fato por parcela bastante significativa da população – e isso também não pode ser ignorado. Ainda assim, desde ontem tenho visto muitos se manifestando contra a atitude do segurança do Extra, o que significa que há uma comoção em andamento. Porém, se sensibilizar ou não com a morte de alguém, seja humano ou não, sempre vai depender da nossa capacidade de empatia – dos valores que carregamos e da maneira como encaramos a vida e o mundo.

Fonte: Vegazeta

Hospital veterinário será batizado com nome de cão morto no Carrefour

O Hospital Veterinário Público de Osasco, em São Paulo, que será inaugurado pelo prefeito Rogério Lins no próximo dia 23, receberá o nome de “Manchinha”, em homenagem ao cachorro morto por um segurança no Carrefour do município. O local atenderá casos de baixa complexidade e funcionará no Pet Parque, no Jardim Wilson. A unidade abrirá ao público no dia 25.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Posteriormente, será entregue também um segundo polo do hospital, que será construído no Centro de Controle de Zoonoses, localizado no Parque Industrial Mazzei. O local será destinado a casos de alta complexidade e deve ser entregue pelo poder público até o final do semestre. As informações são do portal Visão Oeste.

“Seremos um modelo de referência para o Brasil”, disse o prefeito Rogério Lins. As duas unidades de atendimento veterinário serão administradas por uma Organização da Sociedade Civil (OSC), escolhia através de edital.

No hospital, serão disponibilizados gratuitamente e gradativamente, até o fim da implantação total o projeto, os serviços de consultas, cirurgias, exames laboratoriais, medicações e internação, de cães e gatos, vítimas de atropelamentos, doenças degenerativas, doenças parasitárias e contagiosas, transmissíveis ao homem ou não, da população de baixa renda e/ou inscrita em programas sociais residente na cidade ou sob a guarda do Núcleo de Controle de Zoonoses.

Cervejas terão rótulo com ilustração de cachorro morto no Carrefour

Um grupo de cervejarias se uniu para fabricar um produto em homenagem a Manchinha, o cachorro morto por um segurança do Carrefour de Osasco (SP). As cervejas receberão o nome do cão e terão uma ilustração dele no rótulo. O projeto visa arrecadar fundos para ONGs de proteção animal.

(Foto: Reprodução/Facebook)

A ideia partiu do empresário Hugo Rocha. Comovido com a história de violência sofrida pelo cachorro, ele decidiu tomar uma atitude. As informações são do portal UOL.

“Poucos dias depois do ocorrido, o Geralf, ilustrador e tatuador de Belo Horizonte, publicou uma imagem representando a Manchinha como um anjo e ela imediatamente viralizou e comoveu muita gente, inclusive a mim. Intensamente incomodado com o ocorrido, senti a necessidade de fazer algo a respeito”, contou Rocha.

O empresário convidou diversas cervejarias para participar do projeto. “Inicialmente, convidei 20 cervejarias, que eram as que eu sentia que tinha liberdade para isso, mas a história se alastrou, teve uma repercussão muito positiva, e assim outras cervejarias se dispuseram a participar do projeto”, disse.

Rocha buscou inspiração para o projeto num movimento realizado por cervejarias em Sierra Nevada, nos Estados Unidos. As empresas produziram uma cerveja chamada Resilience (resiliência, em tradução livre). O dinheiro das vendas foi destinado às vítimas de um incêndio de grandes proporções que atingiu a Califórnia.

Após envenenamento de 15 gatos, Carrefour planeja construção de gatil

Depois de pelo menos 15 gatos comunitários que viviam nas dependências do Carrefour da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, terem sido encontrados mortos, e da Justiça ter sido acionada sobre o caso, o hipermercado anunciou que construirá um gatil para abrigar os gatos e dará a eles tratamento adequado, o que inclui atendimento veterinário, castração e vacinação. Exames laboratoriais feitos, após a morte, em uma gata que vivia no local comprovaram envenenamento por chumbinho.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

“Os gatos ficarão no novo gatil, porém, caso haja interesse de adoção, haverá um processo para tal, obedecendo todos os critérios e requisitos recomendados pelas entidades de proteção animal, com vista à segurança e bem-estar do animal adotado”, explicou o Diretor de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Carrefour, Paulo Pianez.

O Carrefour se comprometeu, também, a executar ações a nível nacional. Segundo Pianez, são elas: “revisão dos procedimentos internos em relação ao adequado tratamento de animais que são abandonados nas dependências de nossas lojas; elaboração de material de treinamento, capacitação e sensibilização de funcionários e prestadores de serviços no tema; coordenação e apoio em mutirões de castrações gratuitas em diversas localidades do país; organização e implementação de eventos de adoção nas lojas Carrefour; criação de campanhas e ações educativas para sensibilização e engajamento público em prol da causa animal; apoio do Carrefour na viabilização de projeto da AMPARA Animal para conscientização infantil no tema”.

Não há ainda, no entanto, um prazo para que essas ações sejam colocadas em prática. De acordo com Pianez, “as propostas e os respectivos planos de ação já estão sendo discutidos e tão logo concluídos serão divulgados, incluindo os prazos de execução”. O diretor afirmou que “paralelamente, ações imediatas já vêm sendo adotadas para assegurar o bem-estar de animais nas dependências das nossas lojas pelo Brasil” e que “ações emergenciais para garantir a segurança dos gatos já estão em andamento”. Pianez disse ainda que, no que se refere ao caso os gatos da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, reuniões foram realizadas, assim como uma visita técnica. “O plano de implementação das ações já está desenhado e a execução inicia-se ainda neste mês de janeiro”, concluiu.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Crueldade animal

O Carrefour é conhecido pelas polêmicas envolvendo crueldade animal. Além dos casos de violência cometidos contra os gatos no Rio de Janeiro e o cachorro Manchinha, que morreu após ser brutalmente espancado por um segurança do hipermercado em Osasco (SP), outras situações já foram reveladas no Brasil e também mundo afora.

Em Vila Velha, no Espírito Santo, gatos foram submetidos a maus-tratos nas dependências de uma unidade do Atacadão, supermercado de propriedade da rede Carrefour. Um vídeo mostra um grupo de funcionários do local ferindo um gato com um pedaço de madeira. A denúncia foi feita à Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes). O crime ocorreu em 2015. Na época, a assessoria da Rede Carrefour emitiu nota repudiando o caso e afirmando que abriu sindicância interna para apurar a denúncia e tomar as providências cabíveis. Não há, no entanto, informações sobre ações efetivamente tomadas pela empresa.

Em 2011, outro caso foi noticiado, desta vez no estacionamento do Carrefour de Santo André (SP). Um cachorro foi vítima de maus-tratos no local, segundo denúncia. O animal foi agredido por clientes e funcionários com chutes. Os agressores também usaram carrinhos de compras para bater no cão.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Na França, o Carrefour tem comercializado carne de zebra – espécie ameaçada de extinção – na loja física e online. Na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, elas só são encontradas em reservas naturais. “No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante. Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”, afirmou uma ONG de proteção animal.

No final do ano passado, imagens revelaram que o matadouro municipal de Boischaut, na França, responsável por fornecer carne para o Carrefour, estava matando os animais de forma extremamente cruel: cortando-os ainda vivos. O escândalo de maus-tratos repercutiu em todo o mundo e levou ao fechamento do matadouro. Assim que tomou conhecimento do caso, o Grupo Carrefour Brasil emitiu nota por meio da qual afirmou que “rompeu imediatamente relações comerciais com o frigorífico em questão”.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Em 2017, após realizar visita a duas filiais do Carrefour na cidade de Xuzhou, na China, a empresa de consultoria Ya Dong descobriu que o hipermercado continuava a comercializar carne de cachorro mesmo após ter se comprometido, em 2012, a deixar de obter lucros a partir da crueldade da indústria de carne de cachorro.

“É extremamente decepcionante para os amantes de animais em todo o mundo que o Carrefour esteja colocando os lucros na frente do bem-estar dos cachorros da China. Nossas investigações sobre a indústria, que compartilhamos com o Carrefour, revelam a ilegalidade, a crueldade e as preocupações de segurança pública em todas as etapas da cadeia de fornecimento de carne de cachorro. No entanto, eles continuam a vender produtos de carne de cachorro”, afirmou Jill Robinson, fundadora e CEO da Animals Asia.

Nota da Redação: as ações do Carrefour – desde a construção do gatil até a implementação de políticas de bem-estar animal a nível nacional – devem servir para evitar novos casos de maus-tratos e mortes de animais. Essas ações, porém, não vão apagar as mortes que já ocorreram, tampouco irão reparar todo sofrimento vivido pelos animais vítimas de violência nas dependências de unidades do hipermercado.

Rede Carrefour choca o mundo mais uma vez vendendo carne de zebra

Um grupo de defesa dos direitos animais chamou os supermercados franceses de “chocantes” por vender carne de animais exóticos, especialmente a zebra, que é uma espécie ameaçada de extinção.

Foto: Pixabay

Uma organização de defesa dos direitos animais condenou várias das maiores cadeias de supermercados da França por venderem carnes exóticas como a de zebra, avestruz, canguru e bisonte, durante as épocas festivas.

Um estudo realizado pela instituição de caridade 30 Milhões D’amis identificou os supermercados Carrefour, Auchan, Intermarché, Houra e Cora como vendedores das carnes desses animais na loja física ou online com as marcas Damien de Jong, Maître Jacques ou Saveurs forestières, que oferece bifes de zebra marinados em mel.

A venda dessas carnes não é ilegal, mas a organização disse que é ultrajante os supermercados venderem a carne de animais como a zebra, que é uma espécie em extinção.

A carne de zebra vendida na França vem de fazendas sul-africanas que são completamente legais. Mas na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, eles só são encontrados em reservas naturais.

“No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante”, disse a organização. “Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”.
As pessoas também expressaram sua indignação nas mídias sociais.

Foto: Reprodução | Twitter

“Hello @CarrefourFrance, Para 2019, você também poderia fazer filés de panda? Obrigado por ter bifes de zebra em suas prateleiras porque há cada vez menos animais selvagens“, comentou sarcasticamente o comediante Rémi Gaillard no Twitter.
Segundo o The Local, os franceses não comem muita carne exótica. O consumo médio é de uma vez por ano e menos de 300 gramas por pessoa por ano contra 86 kg em média de carne ‘normal’.