Vídeo flagra canguru debilitado exposto em pequena gaiola do lado e fora de zoo

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

O que vemos nas imagens fortes apresentadas pelo vídeo abaixo é um animal altamente sociável, naturalmente predisposto a conviver em bandos, endêmico de um país com temperaturas quentes; afastado de seu lar, isolado, sozinho, impossibilitado de correr pelos campos australianos, como é seu costume e exposto a uma temperatura completamente estranha ao seu organismo.

O resultado é um estado lastimável e severo de zoocose, letargia, pés arrastando-se pelo chão duro e algumas tentativas frustradas e frágeis e conseguir escapar, colocando o focinho contra o arame da gaiola

As imagens são do zoológico de Connecticut nos Estados Unidos e foram feitas por uma visitante do local, que comovida com a situação debilitante do animal, iniciou uma petição na intenção de devolver o marsupial ao seu país de origem.

O vídeo, que foi postado no Facebook, mostra o animal enjaulado, abatido, tendo apenas um chão duro como cama, coberto com o que parece ser serragem de madeira.

O canguru, que está totalmente sozinho, é visto andando de um lado para o outro na gaiola e enfiando o nariz pelas frestas do arame, numa tentativa débil e frustrada de sair de sua prisão.

A cena comovente levou a moradora de Connecticut, Danielle Le, a iniciar uma petição no Change.org pedindo a transferência do canguru para a Austrália.

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

“O canguru está em um espaço muito pequeno além de estar confinado, ele deveria mesmo é estar com outros cangurus em seu habitat natural”, escreveu a srta. Le.

Danielle não acredita que o animal seja capaz de sobreviver na natureza depois de tudo o que passou, ela espera conseguir levar o canguru para uma reserva de vida selvagem ou a um santuário na Austrália.

A autora da petição afirma esperar que o documento consiga pelo menos levar o canguru para um santuário nos Estados Unidos, caso não seja possível enviá-lo a Austrália, sua terra natal.

“Se alguém tiver alguma informação adicional sobre como isso deve ocorrer (legalmente), por favor comente no campo abaixo”, ela escreveu na petição.

“Entrei em contato com dois lugares na Austrália para receber alguma assistência”, conta Danielle.

Até agora, a petição coletou mais de 700 das 1000 assinaturas desejadas.

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto também foi criado sob a hashtag #savetherooCT e está programado para acontecer do lado de fora do zoológico, informou o Sydney Morning Herald.

A ativista pelos direitos animais de Massachussets, Sheryl Becker, disse que o canguru está sujeito a “condições climáticas extremas”.

“Em setembro de cada ano, o zoológico coloca esse pobre animal do lado de fora exposto em uma gaiola por 17 dias em uma feira agrícola”, disse Miss Becker.

“Podemos chegar a temperaturas extremamente baixas nessa época do ano Eu ouvi as pessoas comentando que o canguru às vezes parece drogado – e geralmente está dormindo”

Os cangurus tendem a ser mais ativos durante a madrugada e o crepúsculo, horas antes de alimentarem durante a noite e são animais de que vivem naturalmente em bandos, andando em multidões.

A história vem ao conhecimento público apenas algumas semanas após uma mulher australiana ter encontrou um kookaburra (espécie de ave protegida e endêmica da Austrália) engaiolado e à venda por 1.200 dólares em uma pet shop dos EUA.

Wendy Davidson – que mora nos Estados Unidos desde 2015 – disse que ouviu falar sobre o pássaro e decidiu visitar a loja de animais para ver por si mesma.

“Fiquei profundamente triste ao ver uma de nossas espécies nativas protegidas em uma pequena gaiola, sozinha e tão longe de casa”, disse ela ao Daily Mail Austrália.

Foto: Supplied

Foto: Supplied

“Eu não conseguia parar de pensar que ele era um prisioneiro em confinamento solitário.”

Davidson relatou que a pet shop disse a ela que o pássaro estava na loja há mais de quatro anos à venda.

Davidson procurou zoológicos na Austrália e na Virgínia, assim como a Aliança contra o Tráfico de Animais Selvagens, no Consulado Geral da Austrália em Nova York e no Departamento de Agricultura e Cuidados com Animais dos Estados Unidos.

“Aqueles que se dignaram a responder, basicamente me enganaram ou alegaram que não tinham jurisdição sobre o assunto”, lamentou Davidson.

 

Polvos serão os próximos animais a serem criados em cativeiro para serem comercializados

Foto: Quartz/Reprodução

Foto: Quartz/Reprodução

A chegada das fazendas de criação de polvo está se aproximando rapidamente. Até agora, os animais escaparam da agricultura de criação porque são extremamente difíceis de alimentar logo após o nascimento, e têm uma baixa taxa de sobrevivência. Mas os avanços tecnológicos e a experimentação estão tornando isso possível.

Uma empresa japonesa que comercializa frutos do mar chocou artificialmente ovos de polvo em 2017 e espera ver o polvo criado em escala à venda até o próximo ano; uma fazenda mexicana informou já estar criando polvos, e fazendas na Espanha e na China também estão entrando no negócio.

Isso não é motivos para comemoração, de acordo com quatro pesquisadores da vida marinha que apresentaram seus argumentos na edição de Inverno de 2019 da revista Questões de Ciência e Tecnologia. Eles observam que os polvos são carnívoros e, assim, criá-los em cativeiros aumenta a pressão sobre o ecossistema, porque os criadores teriam que pegar uma enorme quantidade de peixes selvagens para alimentá-los.

A criação de polvos “aumentaria, não aliviaria, a pressão sobre os animais aquáticos selvagens”, escrevem eles. “Os polvos têm uma taxa de conversão alimentar de pelo menos 3:1, ou seja, o peso da alimentação necessária para sustentá-los é cerca de três vezes o seu”.

Mas também há uma questão exclusiva dos polvos: eles são incrivelmente inteligentes. “Um estudo descobriu que os polvos retiveram o conhecimento de como abrir um frasco com tampa por pelo menos cinco meses”, escrevem os pesquisadores da vida marinha.

“Eles também são capazes de percorrer paisagens complexas, realizar extensas viagens para alimentação e usar marcos visuais para navegar”, atestam os cientistas.

De acordo com os especialistas em vida marinha os polvos são considerados os únicos invertebrados definitivamente conscientes, o que significa que são os animais mais desenvolvidos que são menos semelhantes aos humanos e, como tal, a coisa mais próxima de um alienígena neste planeta.

Polvos criados em cativeiro provavelmente serão mantidos em tanques pequenos com vidas monótonas que não satisfazem sua necessidade de estimulação mental e exploração. Além disso, observam os pesquisadores, até agora os polvos reproduzidos em cativeiro apresentaram aumento da agressividade, infecção parasitária e altas taxas de mortalidade.

O mesmo argumento para não criar polvos em cativeiro serve para outros animais na mesma medida. O salmão pode ser menos inteligente do que os polvos, mas as eles ainda gostam de brincar nos córregos e merecem um estilo de vida agradável.

Seria necessário um esforço considerável para parar com a prática desse tipo de criação que já vem de longa data (como as ovelhas, que começaram há 9 mil anos, dizem os pesquisadores). Antes de iniciarmos a criação do polvo, pelo menos temos a chance de reconsiderar: esse é realmente o jeito certo de tratar outro animal?

Tucanos mantidos em cativeiro em condições precárias são salvos no RS

Três tucanos vítimas do tráfico de animais foram resgatados pela Polícia Civil na quinta-feira (4) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foram salvos também um papagaio, 12 caturritas, duas iguanas e um Loris Molucano, espécie de pássaro.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os animais foram encontrados em dois endereços diferentes, nos bairros Parque Universitário e Estância Velha. De acordo com a delegada Marina Goltz, os resgates foram realizados devido a ordens judiciais e fazem parte da operação Voo Livre, que tem o objetivo de coibir crimes contra aves silvestres.

“O tutor dos tucanos, além de mantê-los em cativeiro, ainda expunha à venda os mesmos em redes sociais”, disse a delegada. As informações são do portal G1.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os traficantes assinaram um termo circunstanciado de ocorrência e vão responder por crime ambiental, que tem como pena detenção de 6 meses a um ano. No entanto, por ser uma infração de menor potencial ofensivo, os acusados não costumam ser condenados à prisão, tendo a pena substituída, por exemplo, por prestação de serviços comunitários.

O homem que estava com os tucanos não responderá apenas pelo tráfico, mas também por maus-tratos a animais. As aves eram mantidas em condições precárias, segundo a polícia.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama ficará responsável pelos animais.

Duas elefantas morrem em zoo após testarem positivo para o vírus do herpes

Nyah

Animais silvestres em cativeiro são extremamente solitários, estressados e deprimidos. O ambiente pouco estimulante leva os animais a desenvolver comportamentos atípicos e, por vezes, morrem subtamente ou em decorrência de doenças pouco comuns.

Nyah tinha 6 anos e Kalina, 7. Elas nasceram e passaram seus poucos anos vida no zoo de Indianápoles (USA) – as duas morreram dias depois de serem diagnosticadas com uma doença relacionada ao vírus herpes que causa hemorragia.

De acordo com o zoo, Kalina morreu na última terça-feira (26) depois de mostrar sintomas semelhantes aos de Nyah, que morreu em 19 de março.

As duas fêmeas mais jovens do zoo apresentaram altos níveis de herpesvírus endoteliotrópico (EEHV), um tipo de vírus que pode ser fatal em elefantes – caracterizado por hemorragias generalizadas que, sistemicamente, resultam em morte em 24 a 48 horas.

Kalina

Os sintomas incluem letargia, cólica, claudicação e anorexia em elefantes. Conforme a doença progride, a perda de sangue e o choque podem se desenvolver.

Não há vacina para o vírus, e os elefantes não podem transmiti-lo para seres humanos e outras espécies animais, de acordo com o zoológico de Indianápolis.

Depressão em cativeiro

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi assassinada.

Rússia mantém 101 baleias e orcas presas em condições estressantes

O governo russo está mantendo há meses 90 baleias belugas e 11 orcas confinadas em condições estressantes, conforme denunciam ambientalistas que temem pela saúde dos animais. As autoridades prometeram libertar as orcas e baleias, mas até o momento as mantém no confinamento.

Orca (Foto: Pixabay / Ilustrativa)

Os animais marinhos foram retirados da natureza, a maior parte para ser enviada a aquários chineses. O ato cruel chamou a atenção de ambientalistas, políticos e celebridades. O ator Leonardo DiCaprio está entre as pessoas que se posicionaram contra o cativeiro das baleias e orcas. Ele fez um apelo para que esses animais sejam libertos e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu às autoridades que o destino deles fosse determinado até o início de março. Um mês após o final do prazo, as baleias e orcas permanecem confinadas no Centro para Animais Marinhos, no leste da Rússia. O local é conhecido como “cadeia de baleias”.

Os animais foram capturados no Mar de Okhotsk e estão no Centro desde que o procurador-geral da Rússia disse que as empresas que fizeram a captura não tinham autorização para fazer a exportação para a China. As informações, da emissora internacional da Alemanha Deutsche Welle, foram divulgadas pelo jornal O Povo.

Ambientalistas se preocupam com os animais e alertam que a alimentação dada por humanos e os medicamentos oferecidos para que o sistema imunológico seja estimulado podem dificultar a sobrevivência das belugas e das orcas caso elas sejam devolvidas ao habitat.

Ao analisar imagens da “cadeia de baleias”, um grupo internacional de cientistas concluiu que a saúde dos animais está piorando. Até o momento, pelo menos três belugas e uma orca foram dadas como desaparecidas do local. O discurso oficial é de que elas fugiram. Ambientalistas, no entanto, acreditam que elas tenham morrido no cativeiro.

O Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente (MNR) da Rússia afirmou que os animais passam bem. “Queremos tranquilizar a todos que estão monitorando de perto a situação de que não há preocupações sobre as orcas na Baía de Srednaya”, afirmou.

O Instituto Russo de Pesquisas Pesqueiras e Oceanografia (VNIRO) disse que está coordenando um grupo de especialistas que irá avaliar o quadro de saúde das belugas e das orcas. Afirmou ainda que apenas as mais aptas à sobrevivência serão devolvidas à natureza. Porém, a ação do governo gera desconfianças. O especialista em mamíferos marinhos Grigory Tsidulko, consultor do Greenpeace Rússia, teme que a abordagem da Rússia seja apenas uma fachada para ocultar interesses econômicos.

“Todos os animais podem ser libertados se houver uma reabilitação adequada, mas há um grande conflito de interesses”, disse Tsidulko à DW. “O grupo que avalia a saúde dos animais foi ampliado após uma reunião com o Ministério de Recursos Naturais e incluiu representantes de alguns grandes oceanários russos”, acrescentou.

O VNIRO negou a existência de conflitos de interesses e disse que está sendo realizada uma avaliação objetiva e imparcial dos animais. O processo de reabilitação, segundo o Instituto, será iniciado quando o governo decidir quais animais poderão voltar ao habitat. Os que forem julgados aptos serão soltos no local onde foram caçados em junho, quando começa o período sem gelo na Rússia.

O MNR acredita que soltar as belugas e orcas no mesmo local de onde foram capturadas pode facilitar o reencontro com membros da família. Embarcações capazes de transportar esses animais, que podem pesar até 6 toneladas, e que tenham espaço para abriga-los durante a viagem, que deve durar de quatro a cinco dias, serão utilizadas durante o procedimento de soltura.

O governo não informou qual será o destino dos animais considerados inaptos à vida na natureza. Tsidulko acredita que há chances deles acabarem vivendo presos em aquários.

O MNR justifica que devolvê-los ao mesmo lugar facilitará o reencontro com membros da família. Como uma orca macho pode pesar até 6 toneladas, o ministério afirmou que serão utilizadas embarcações capazes de transportar grandes cargas e que os mamíferos terão espaço suficiente durante a viagem de quatro ou cinco dias. O que acontecerá aos animais considerados não aptos à liberação ainda é uma incógnita. Para Tsidulko, há chance de que eles acabem em aquários.

Zoológico será desativado de forma progressiva em Campinas (SP)

O zoológico do Bosque dos Jequitibás, em Campinas (SP), será desativado de forma progressiva. A estimativa é que o local coloque fim ao cativeiro de animais em um período máximo de dez anos. Para isso, não serão substituídos os animais que morrerem no zoológico.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

O local abriga cerca de 200 animais em cativeiro e outros 100 que vivem soltos, como macacos, bichos-preguiça, aves e cotias. A proposta de fechar o zoológico atende a reivindicações de ativistas da causa animal. As informações são do Correio Popular.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, há animais mantidos em cativeiro no zoológico que já são idosos. “Os mamíferos que temos lá, como os felinos, hipopótamos e macacos são muito velhos e já não reproduzem mais. Quando morrerem, não serão substituídos”, informou.

Aves também não serão mais mantidas em cativeiro após a morte das que atualmente vivem no local. “As aves que temos em exposição foram encaminhados ao Bosque pela Polícia Ambiental a partir de apreensões ou de denúncias de maus-tratos. Elas chegam feridas, com asas quebradas e nossos veterinários cuidam e depois elas acabam ficando no recinto próprio em exposição”, disse. Idosas, as aves não têm condições de retornar à natureza.

No bosque, um recinto para receber e acolher animais encaminhados pela Polícia Ambiental será construído pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Prefeitura, segundo o gabinete do prefeito Jonas Donizette (PSB). O local, no entanto, será um abrigo com caráter temporário, usado para tratar os animais que, depois, serão devolvidos à natureza.

O fim do zoológico também trará benefícios para o setor econômico. Isso porque a Prefeitura de Campinas economizará R$ 60 mil mensais, gastos para manter os animais.

O secretário do Verde, Rogério Menezes, explica que “o fechamento [do zoológico] será feito por lei, para evitar que, no futuro, outros empreendimentos do gênero venham a se instalar em Campinas”.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

Com o fechamento do zoológico, o Bosque dos Jequitibás poderá se transformar em um santuário de animais livres. Atualmente, cerca de 100 animais, como galinhas selvagens, patos, araras, macacos, bichos-preguiças e 40 cotias. Todos eles permanecerão no local.

“No futuro, quando não tivermos mais animais em exposição, as famílias que frequentam o Bosque, não terão mais felinos e grandes animais para ver, mas os animais de pequeno porte continuarão lá, livres na natureza”, disse o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella. Segundo ele, esses animais vivem no bosque por vontade própria, uma vez que os portões ficam abertos e a as aves têm liberdade para voar e ir embora, mas não o fazem.

“Já não cabe mais a existência de zoos como locais de exposição”, disse o secretário. “Esses locais adquiriram outra função: preservação de animais da fauna brasileira com risco de extinção, estudo das espécies e procriação”, completou.

Exploração de animais para venda

Outra questão que tem sido abordada em Campinas é a exploração de animais domésticos para reprodução e venda. Um projeto de lei está sendo preparado pelo gabinete do prefeito para proibir, em Campinas, o funcionamento de estabelecimentos que criam cachorros para fins comerciais. Caso seja aprovada, a proposta fará de Campinas a primeira cidade de grande porte do país a abolir criações em cativeiro para venda, segundo o prefeito Jonas Donizette.

De acordo com o secretário do Verde, Rogério Menezes, o Estatuto dos Animais, sancionado em 2017, já demonstrava preocupação em relação ao comércio de animais, tendo proibido a venda de filhotes não castrados e exigido o cadastramento de criadores de animais. Caso o projeto que proíbe o comércio se torne lei, o Estatuto sofrerá modificação.

O prefeito Jonas Donizette lembra que, além do Estatuto dos Animais – que prevê aspectos para boa convivência entre humanos e animais e visa o combate aos maus-tratos – Campinas tem outras políticas públicas voltadas para cachorros e gatos. Dentre elas, o Sistema de Microchipagem e Cadastramento Animal e o Programa de Castração de Animais Domésticos, por meio dos quais cães e gatos são cadastrados em um sistema que registra dados de sua saúde, vacinas, nome do tutor, através de um microchip implantado sob a pele. Isso garante que os veterinários tenham acesso a um histórico médico dos animais, além de facilitar a localização do tutor em caso de fuga do animal.

Outro programa implementado em Campinas, em 2017, foi o Samu Animal. Trata-se de uma ambulância que resgata animais vítimas de atropelamento, maus-tratos ou gravemente debilitados devido a doenças. No ano de implementação do programa, 312 cachorros e gatos foram atendidos. Em 2018, o número subiu para 600. A maior parte do casos envolvem lesões na coluna vertebral e fraturas de membros.

Irã proibirá uso de golfinhos em cativeiro para entretenimento humano

Foto: Pixabay

Golfinhos são seres extremamente inteligentes e ativos, mas são perseguidos,caçados e explorados em instalações aquáticas.

Treinados com provação de comida e castigos, eles são obrigados a realizar truques em minúsculos aquários.

Felizmente, o governo iraniano anunciou que vai restringir o desenvolvimento de novos ‘dolphinariums’ no país. A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

O subdiretor do Departamento de Meio Ambiente , Hamid Zahrabi, disse ao Iran Front Page que o governo “não concorda com o desenvolvimento dos ‘dolphinariums’, já que os animais não devem ser explorados para fins recreativos.”

“Acreditamos que os centros recreativos podem ser construídos sem assediar animais e emitimos instruções para impedir a criação destes centros.”

Zahrabi também citou motivos religiosos para a posição do governo contra os parques, dizendo que treinar golfinhos para realizar truques “em alguns casos é haram (proibido pela lei islâmica).”

Existem atualmente quatro dolphinariums em operação no Irã. Ainda não está claro se o movimento irá restringir suas operações, no entanto, ele impedirá o desenvolvimento de novas instalações.

O Irã vem se mostrando preocupado com o bem-estar animal nos últimos anos. Em 2017, lançou um projeto de lei que “ proibiria a tortura e o assédio de animais, abuso sexual, procedimentos cirúrgicos desnecessários, testes científicos não aprovados e mutilação”, informou a Radio Free Europe .

Mortes em cativeiro

Tristes e misteriosas mortes de golfinhos aconteceram em uma instalação aquática do Arizona – em menos de dois anos, quatro animais perderam suas vidas.

Após a morte do quarto golfinho e dos protestos, no início de fevereiro, o Dolphinaris Arizona anunciou que fecharia temporariamente para uma reavaliação das instalações e dos animais por especialistas externos.

A Dolphin Quest, empresa que emprestou um animal ao recinto, rescindiu seu contrato no dia seguinte à morte.

Dois dos quatro golfinhos restantes da instalação foram devolvidos ao Dolphin Quest, enquanto os outros foram transferidos para outra instalação licenciada enquanto o Dolphinaris Arizona estiver sendo avaliado.

Ativismo

O Greenpeace e a PETA já se manifestaram diversas vezes contra parques como o SeaWorld.

Um  documentário também foi feito para alertar sobre os horrores por trás das ‘belas’ apresentações.

“Blackfish”, de 2013, revelou o impacto que o cativeiro tem sobre os incrivelmente sociais mamíferos marinhos. O filme ganhou força e tornou-se diretamente responsável pelo declínio dos números de presença e pela consequente queda nos lucros do SeaWorld.

 

Proibida desde 2017, exploração de animais selvagens é comum em Dubai

Manter animais selvagens aprisionados em cativeiro, sendo explorados como animais domésticos, é uma prática proibida desde 2017 nos Emirados Árabes Unidos. Isso, porém, não impede que milionários de Dubai continuem a explorar esses animais, fazendo vistas grossas para as normas do país.

Foto: Reprodução / Portal Meio Norte

De acordo com a lei, quem for flagrado com um animal silvestre pode ser punido com até seis meses de prisão, além do pagamento de multa de até 130 mil euros. As informações são do portal Meio Norte.

Árabes ricos, porém, costumam ter animais selvagens em casa e passear com eles usando coleiras e guias. As espécies mais exploradas são as chitas, os tigres e os leões. Manter esses animais em cativeiro é considerado um símbolo de status nos países do Golfo Pérsico.

Com o aumento da procura por chitas, por uma suposta “facilidade de domesticação”, a caça e o comércio desses animais aumentou. A espécie, que já corre risco de extinção, tem sido vítima dos traficantes. De acordo com o Fundo para Conservação da Chita, 1,2 mil animais da espécie foram traficados para fora do continente africano na última década. Devido ao transporte inadequado, 85% delas morreram antes de chegar ao destino final.

Fotografias de tigres, leões, leopardos e chitas dentro de carros e nas ruas de Dubai são frequentemente divulgadas nas redes sociais. Em 2018, um vídeo que mostra cinco tigres passeando em uma praia da cidade, nas proximidades de um hotel, viralizou na internet.

Estudo científico condena a exploração de baleias e golfinhos em cativeiro

Foto: Reprodução/WAN

Foto: Reprodução/WAN

De acordo com um relatório produzido pelo Animal Welfare Institute (AWI) e WorldAnimal Protection (WAP) a situação dos mamíferos marinhos em cativeiro esta mudando, mas operações de captura ao vivo, shows itinerantes com golfinhos, mares poluídos e mortes de animais desnecessárias continuam a manchar a indústria exploratória desses animais em todo o mundo, especialmente na Ásia.

A quinta edição do relatório “O Caso Contra Mamíferos Marinhos em Cativeiro”, divulgada na conferência da ITB em Berlim (Alemanha), pretende ser material de referência para aqueles que desejam entender porque é inaceitável confinar e explorar mamíferos marinhos em exibições públicas e entretenimento.

Citando evidências científicas sólidas e argumentos éticos, o relatório de 156 páginas investiga a realidade dos bastidores de zoológicos, aquários e parques temáticos marinhos que exibem esses animais, que apesar de garantirem a “segurança e conforto” das instalações, não fornecem informações essenciais ou mesmo precisas a respeito dos recursos de conservação ou educacionais. Mamíferos marinhos sofrem problemas de saúde física e mental como consequência do confinamento em tanques pequenos. A falta de avaliação científica aprofundada e rigorosa sobre o bem-estar desses animais em cativeiro usados nessas operações é uma questão de preocupação global.

“Mamíferos marinhos simplesmente não podem ser mantidos em cativeiro”, disse a dra. Naomi Rose, principal autora do relatório e cientista especializada em mamíferos marinhos da AWI, em um comunicado. “Quase todas as espécies de mamíferos marinhos são predadores de grande alcance e o melhor que esta indústria exploratória faz por eles são tanques de concreto ou pequenos currais marítimos cercados”.

A quinta edição deste relatório – produzido pela primeira vez em 1995 – é especialmente oportuna considerando o recente anúncio feito pelo Dolphinaris Arizona de que encerraria seu show com golfinhos depois que quatro golfinhos morreram em menos de 18 meses. Desde a publicação da última edição em 2009, a controvérsia sobre os mamíferos marinhos em cativeiro se intensificou, em grande parte devido a documentários de alto impacto como “The Cove” e “Blackfish”, garantindo que cada nova proposta para construção de um dolphinário em todo o mundo terá que lidar com maior escrutínio e ceticismo.

“Uma vida em cativeiro para mamíferos marinhos, como os golfinhos, é tão contrária ao seu ambiente natural – que simplesmente não pode ser chamada de vida”, disse Nick Stewart, líder global da campanha sobre turismo na vida selvagem na World Animal Protection. “Os turistas e a indústria global de viagens criam e fornecem demanda por instalações com mamíferos marinhos em cativeiro existentes e novas, e é por isso que escolhemos lançar o relatório em um dos maiores shows de viagens do mundo. Os argumentos e evidências do sofrimento estão aqui em linguagem simples para as empresas de viagens verem”, declara ele.

Outros pontos em destaque do relatório:

• Embora esteja ocorrendo uma mudança de paradigma, com muitos países proibindo a exibição ou criação de cetáceos para entretenimento, ou proibindo e restringindo o comércio de cetáceos vivos, a captura ao vivo de mamíferos marinhos na natureza, particularmente os cetáceos, continua. Os pontos altos de captura em 2019 são a Rússia (belugas e orcas) e o Japão (várias espécies de golfinhos). O principal mercado hoje é a China, onde o número de parques temáticos de vida marinha saltou de 39 em 2015 para 76 no início de 2019.

• Considera-se que os cativeiros marinhos (cercados) de golfinhos na Ásia e no Caribe correm um risco extremo de serem atingidos por furacões e tsunamis. Sua construção também degrada o habitat da costa, destruindo mangues e danificando os recifes de corais. Várias instalações desse tipo foram severamente danificadas durante a temporada de furacões de 2017 no Caribe.

A principal preocupação em relação aos mamíferos marinhos mantidos em cativeiro é a natureza artificial e estéril do ambiente, particularmente a quantidade de espaço fornecido. Na natureza, os cetáceos podem viajar 40-100 milhas por dia cerca de (64 a 160 km), atingir velocidades de 30 milhas por hora (cerca de 48km/h) e mergulhar centenas de metros de profundidade. Mesmo nas maiores instalações, os cetáceos recebem menos de um décimo de milionésimo de 1% do seu habitat natural. Um estudo de 2014 descobriu que uma orca macho em cativeiro passou quase 70% do seu tempo totalmente imóvel. No entanto, os padrões globais para o tamanho do cativeiro não foram revisados ou melhorados.

• As condições inadequadas em que são mantidos os mamíferos marinhos em cativeiro dão origem a uma infinidade de impactos negativos sobre o seu bem-estar. A maioria deles é um predador de larga escala – o confinamento em pequenos tanques ou cercados os leva ao estresse, o que, por sua vez, leva a vários problemas de saúde, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade.

• Golfinhos nariz-de-garrafa enfrentam um aumento seis vezes maior no risco de mortalidade imediatamente após sua captura na natureza e transferência entre as instalações. As taxas anuais de mortalidade de orcas diminuíram ao longo dos anos, mas ainda não correspondem as populações saudáveis na natureza.

• A preocupação com a segurança e o bem-estar dos golfinhos tem levado várias empresas de turismo, incluindo o TripAdvisor e a Virgin Holidays, a acabar ou restringir a promoção de atrações envolvendo nado com golfinhos. Esses animais belos, inteligentes e únicos jamais vão se adaptar ao cativeiro e mantê-los dessa forma é um crime contra a natureza.

Campanha pede a liberdade de baleias em cativeiro

Foto: PETA/Divulgação

Foto: PETA/Divulgação

Bem a tempo das multidões que chegam com a primavera, um caminhão enorme da PETA percorre a cidade americana de San Diego na Califórnia, sede do Sea World, dando a ilusão de que está transportando uma orca apática em um tanque apertado, para incentivar as pessoas a não irem ao famoso parque de shows, onde os mamíferos marinhos que deveriam estar livres, nadando até 140 milhas por dia no oceano, são mantidos prisioneiros em caixas de concreto apertadas.

O letreiro escrito sobre a imagem extremamente realista alerta:

“Nadadeiras atrofiadas, dentes quebrados, cativeiro minúsculo. Prisioneiro do Sea World. Não vá!”

“O corpo e a mente complexos e capazes que as orcas possuem desmoronam quando elas são forçadas a nadar em círculos intermináveis, dia após dia, nos tanques apertados do Sea World”, diz Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A imagem da orca, extremamente real utilizada pela PETA na campanha, chamará a atenção para o profundo sofrimento que esses animais enfrentam em cativeiro e, espera-se que inspire as pessoas a evitar o Sea World até que eles parem de manter orcas e outros animais em cativeiro”, diz ele.

“Os animais não são nossos para que os usemos como entretenimento”, diz uma parte do lema da PETA, essa visão se opõe ao especismo, doutrina supremacista e dominante no planeta, que vê o homem ser superior aos animais, podendo assim dispor deles como bem entende.

Na natureza, as orcas podem viajar até 140 milhas por dia em bandos que tem estruturas familiares.

Mas no Sea World, eles nadam sem propósito dando pequenas voltas, em águas cheia de substâncias químicas, dentro de tanques estéreis que, para elas, são do tamanho de uma banheira.

Muitos desses cetáceos têm os dentes severamente danificados, na maioria das vezes causados por roer as barras de metal dos tanques devido ao estresse (zoocose).

Mais de 40 orcas – incluindo Kayla de 30 anos – morreram sob os cuidados do Sea World, de causas como trauma grave, gangrena intestinal e insuficiência cardiovascular crônica.

Nenhuma delas sequer chegou perto da expectativa de vida máxima da espécie na natureza.

A PETA vem pedindo há muito tempo ao Sea World que desenvolva santuários para as orcas, destacando que o National Aquarium atualmente está construindo um santuário de golfinhos e que um parque marinho na China tem planos de transferir duas baleias para um santuário de águas abertas na Islândia.

Diversas organizações e empresas – incluindo Miami Dolphins, STA Travel e JetBlue, Southwest e United Airlines – encerraram suas ligações com o Sea World.