Governo australiano enfrenta pressão para proibir golfinhos em cativeiro

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Uma ONG internacional que atua em prol bem-estar animal está pedindo ao governo de Queensland (Austrália) que proíba definitivamente a criação de golfinhos em cativeiro no Sea World, na Gold Coast.

A World Animal Protection lançou uma petição pública que será posteriormente apresentada ao governo de Queensland.

“Nós queremos que esses golfinhos que ficam Sea World sejam a última geração mantida em cativeiro em Queensland. A aceitação de lugares como esse está em vias de extinção ”, afirmou o gerente sênior de campanha da World Animal Protection, Ben Pearson, ao canal de notícias australianas Nine News.

O SeaWorld da Gold Coast é apenas um dos dois locais que mantêm golfinhos em cativeiro na Austrália, e com mais de 30 golfinhos no mesmo local, é um dos maiores do mundo.

O outro local é o Dolphin Marine Magic em Coffs Harbour.

“Não estamos falando em fechar o Sea World, não estamos falando de prejudicar a economia de Queensland, estamos dizendo que não há justificativas a reprodução”, disse Pearson.

“Um dos problemas na criação de animais em cativeiro é que você não pode liberá-los na natureza”.

Mas o Sea World defende o seu programa de criação de golfinhos justificando que o foco dele é a “conservação”.

O parque aquático alega que alguns desses animais já estão na terceira geração em cativeiro. Ou seja, jamais viram o mar, desfrutaram da liberdade ou percorrem diversos quilômetros nadando a toda velocidade como nasceram biologicamente adaptados para fazer.

Pearson disse que o programa de criação do Sea World vai contra o princípio básico de conservação das espécies e derrubou o argumento do parque lembrando que os golfinhos não estão ameaçados de extinção para serem “conservados”.

Não há nada de conservação no que eles fazem ali”, disse ele.

Se eles resgatassem os golfinhos na natureza, os reabilitassem em seguida, e os devolvessem ao mar, eles teriam o nosso apoio, mas a criação em cativeiro não faz isso”, esclarece Pearson.

O gerente da ONG também apontou que nenhum cativeiro jamais satisfará satisfazem as necessidades dos animais e indiretamente esse programa endossa a caça aos golfinhos.

“Um golfinho em cativeiro pode viver 50 anos. Na natureza, um golfinho nariz de garrafa nadaria 100km por dia e poderia mergulhar até 450 metros. Eles têm um ambiente rico no mar. Não há como uma pequena piscina de concreto no Sea World conseguir se igualar a isso” definiu ele.

Pearce afirma que uma das maiores ameaças aos golfinhos na natureza é a caça, como a que acontece em Taiji no Japão, onde eles realmente capturam golfinhos na natureza para exibí-los em aquários.

“O Sea World não faz isso, eles não caçam golfinhos, mas exibindo esses animais em um tanque essas práticas são endossadas indiretamente”, disse ele.

O governo de Queensland apoia o Sea World, alegando que eles estão operando segundo a lei do país.

O Ministro da pasta de Agricultura e Pescaria, Mark Furner, alega que o Sea World mantém o número máximo de golfinhos que é permitido criar em cativeiro no país, e desde que eles não excedam esses números “esta tudo certo”.

No entanto, o governo de Queensland não comentou nada sobre a petição iniciada pela World Animal Protection.

A petição conseguiu 5.500 assinaturas desde o seu lançamento ontem. Ainda não foi definida uma data para o envio do documento ao governo.

“Esperamos que o governo de Queensland aja rapidamente nesse caso. Se eles se recusarem a fazê-lo, insistiremos e protestaremos até que isso aconteça”, concluiu Pearson.

A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

Morre em zoo espanhol o “elefante mais triste do mundo”

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro na sexta-feira, e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi eutanasiada.

Amparo Pernichi, vereador encarregado de questões ambientais da prefeitura de Córdoba, disse que a morte de Flavia foi “um tremendo golpe para a equipe toda do zoológico”, segundo o site.

“Nos últimos seis meses, a condição física de Flavia se deteriorou muito, mas especialmente nas duas últimas semanas esse declínio foi mais acentuado”.

Pernichi chamou Flávia de “ícone da cidade” e declarou que sua ausência seria muito sentida.

Os elefantes são seres altamente sociais que vivem em grupos cm estruturas familiares na natureza.

Os elefantes africanos vivem em bando com uma média de 11 membros ou mais por grupo, porém, alguns “mega-bandos”, de mais de mil indivíduos vivendo juntos, já foram observados na natureza.

Um estudo de 2009 apontou que a interação com outros elefantes propicia “a forma mais significativa de enriquecimento e bem estar” para os animais que vivem em cativeiro.

Há relatos de elefantes vivendo sozinhos que chegaram a recorrer a “auto-mutilação” como forma de alívio da solidão, praticando atos como morder-se, ou adotar comportamentos que indicam problemas de saúde mental, como o balançar rítmico de pernas e cabeça.

Leão mata homem que o mantinha em cativeiro na República Tcheca

Um homem foi morto por um dos leões que ele mantinha em cativeiro no quintal de casa no município de Zechov, na República Tcheca. Michal Prasek tinha 33 anos e o corpo dele foi encontrado pelo pai dentro de uma jaula trancada por dentro.

Foto: Zdenek Nemec / MAFRA / Profimedia/BBC

Prasek confinava dois leões em sua casa, um macho de nove anos, responsável por matá-lo, e uma fêmea mais nova. Os dois viviam em compartimentos separados, privados da vida em liberdade.

Após a morte de Prasek, os dois leões foram mortos a tiros pela polícia. Tratados como animais domésticos, os animais que passaram a vida aprisionados também perderam o direito de viver. Segundo a polícia, matá-los era a única forma de recuperar o corpo. Os policiais não explicaram porque não foram utilizados tranquilizantes, que preservariam a vida dos animais, ao invés de tiros.

O leão macho foi comprado por Prasek em 2016. Um ano depois, ele comprou a leoa. O objetivo dele era reproduzir o casal, condenando filhotes a ter a mesma vida dos pais. As informações são do portal BBC.

Ele mesmo construiu jaulas no quintal de casa, apesar das licenças para a construção terem sido negadas e Prasek ter sido multado pela criação dos animais. As autoridades tentaram intervir no caso, mas o homem passou a impedir que entrassem em sua propriedade. Além disso, não havia um local alternativo para encaminhar os leões, nem provas de maus-tratos. Por essa razão, as autoridades alegam que não poderiam retirar os animais da casa de Prasek à força.

No verão passado, a leoa foi parar nas manchetes dos jornais locais após um ciclista colidir com o animal durante um passeio. Ela caminhava na rua com Prasek amarrada a uma corrente. Na época, a polícia foi acionada, mas o caso foi considerado apenas um acidente de trânsito.

Nota da Redação: aprisionar animais selvagens em cativeiro para tratá-los como se fossem domésticos, no intuito de realizar um desejo do próprio ego, é uma prática extremamente cruel. Matá-los, como ocorreu na República Tcheca, é igualmente grave. Isso porque esses animais devem ter resguardados os direitos à vida e à liberdade, que não podem ser retirados deles em hipótese alguma.

Vídeo mostra bebê golfinho solitário nadando a deriva em parque aquático

Foto: Peter Fuller

Foto: Peter Fuller

Golfinhos são uma das espécies mais complexas e inteligentes do planeta. Capazes de criar laços sociais e emocionais profundos com os demais membros de seu bando, eles são extremamente autoconscientes. O vínculo entre uma mãe e um filhote de golfinho é um dos mais fortes da Terra. Somando-se à beleza desses animais está o fato de que eles também têm cérebros grandes e desenvolvidos que lhes permitem aprender e se ajustar ao ambiente. Os golfinhos demonstraram até mesmo a capacidade de imitar a fala e as vocalizações humanas. Mas, apesar das qualidades e da beleza dos golfinhos, os humanos ainda insistem em mantê-los em cativeiro nos parques aquáticos.

O vídeo acima captura a tristeza e a solidão de um golfinho que nascido para ser livre, conviver com os seus iguais, nadar quilômetros no oceano, é mantido cativo em um ambiente artificial. Este bebê golfinho vive atualmente no Loro Parque na Espanha.

Na descrição do vídeo postado no YouTube, as pessoas que filmaram o golfinho explicam: “Filmamos esse filhote de golfinho, depois de um show, por mais de 10 minutos, até que nos pediram para sair. Quando questionamos os treinadores sobre o por que desse golfinho ter sido deixado sozinho por tanto tempo no calor, sem sombra, eles se tornaram extremamente defensivos e agressivos, afirmando que o golfinho não estava sozinho – o que vai contra as imagens do vídeo – fomos então conduzidos para fora do local pela segurança”.

O que vemos é um animal sem propósito, balançando-se indiferente na superfície da água, ansiosamente esperando por atenção, sinais que revelam indiscutivelmente severo sofrimento mental. O tédio e a frustração da vida preso em um tanque leva os golfinhos a terem comportamentos compulsivos, como nadar em círculos repetitivamente, balançar a cabeça em atitude “bicante” indefinidamente e ficar imóveis na superfície ou no chão do aquário por longos períodos de tempo. Muitos golfinhos também são vistos batendo-se contra as paredes laterais dos tanques. Em desespero absoluto, esses animais também podem decidir parar conscientemente de respirar e acabar com suas próprias vidas.

Ao se recusar a contribuir com essa indústria cruel onde a dignidade desses animais, tão distintos por sua inteligência e sensibilidade é ferida dia após dia em favor de um suposto “entretenimento” humano, é um passo dado em favor dos golfinhos.

Ao trazer o assunto à discussão, compartilhar vídeos como este, e disseminar a conscientização sobre o que realmente acontece nesses “shows” é outro movimento em prol desses animais tão violentamente escravizados.

Orangotango bebê é resgatado após anos vivendo como animal doméstico

Senandung mal conseguia se mexer em seu cativeiro minúsculo | Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Senandung mal conseguia se mexer em seu cativeiro minúsculo | Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

A devastação inescrupulosa e crescente das florestas de palma na Indonésia faz inúmeras e novas vítimas a cada ano. Lar dos orangotangos e de diversas outras espécies, os animais arcam com as consequências da destruição de seu habitat. As árvores são derrubadas pelas indústrias para extração do óleo de palma para comércio.

A orangotango fêmea resgatada em 4 de fevereiro último por ativistas e guardas florestais na Indonésia é provavelmente uma vítima da perda de seu habitat e de sua família.

Ela era mantida presa em uma caixa de madeira de 1,20 por 1,50 m por aproximadamente 4 anos.

Senandung (nome dado a orangotango) vivia como um animal doméstico no pequeno vilarejo de Punai Jaya, na aldeia de Durian Sebatang em West Borneo (Indonésia), de onde foi resgatada por uma equipe da International Animal Rescue (IAR) e da Nature Conservation Agency (BKSDA) numa ação conjunta.

O responsável pelo cativeiro admitiu ter encontrado o bebê orangotango em 2015 no jardim de árvores de palma perto de sua casa, e desde então ele manteve Senandung em uma gaiola de madeira, alimentando-a de arroz e frutas. O criminoso alegou que já havia tentado libertá-la na floresta antes mas que ela teria retornado ao cativeiro.

Alan Knight, diretor executivo da IAR, declarou que Senandung é o primeiro orangotango que a equipe deles resgata em 2019, mas que ela certamente “não será a última”.

“Temos feito o máximo para educar as pessoas sobre os orangotangos e impedi-las de mantê-los como animais domésticos, mas, enquanto a devastação da floresta, que é a casa deles, continuar, os orangotangos continuarão a correr o risco de serem capturados ou mortos”, disse Alan.

Segundo o diretor executivo da IAR a floresta é vital para sua segurança e sobrevivência dos orangotangos. Enquanto a derrubada das árvores de palma para extração de óleo continuar, o futuro dos orangotangos esta ameaçado.

A denúncia da existência do orangotango foi feita por moradores da vila de Durian Sebatang à International Animal Rescue, que por sua vez, enviou uma equipe para verificar as informações. Após a confirmação de que o orangotango estava sendo mantido ilegalmente, uma equipe de resgate conjunta da IAR e com o Kalimantan Ocidental BKSDA partiu para realizar o resgate.

Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Foto: Internacional Animal Rescue/Merc

Um exame preliminar realizado pelas equipes veterinárias, mostrou que Senandung estava saudável, embora estivesse ainda se recuperando de um resfriado e, numa avaliação realizada com base na observação de seus dentes, ela teria aproximadamente quatro anos de idade.

A equipe de resgate transportou Senandung para o Centro de Conservação de Orangotangos da IAR na vila de Sungai Awan, onde ela foi imediatamente colocada em quarentena por oito semanas.

Durante esse tempo Senandung vai passar por novos testes e exames a serem realizados pela equipe médica do Centro, na intenção de certificar-se de que ela não é portadora de nenhuma doença contagiosa que possa ameaçar a saúde dos demais orangotangos que vivem lá.

Mesmo sendo ilegal manter um orangotango como animal doméstico, a prática ainda é comum no distrito de Ketapang, particularmente nas áreas rurais mais remotas.

Normalmente os bebês orangotangos ficam com suas mães até os seis ou oito anos de idade. Então se um bebê da idade de Senandung estava sem sua mãe, é provável que ela tenha sido morta.

Karmele L. Sanchez, diretor da IAR Indonésia alerta para o fato de que se todos que mantêm um orangotango, persistirem em violar a lei, os orangotangos serão extintos.

“Qualquer um que mantenha um orangotango em sua posse deve ser imediatamente denunciado. Além de uma violação da lei o risco de transmissão de doenças de humanos para orangotangos e vice versa é altíssima”, avisa ele.

“E se as pessoas estiverem relutantes em entregar os animais, então a lei deve ser aplicada para fazê-las obedecer”.

Segundo informações da IAR o processo de reabilitação que prepara um orangotango para a reintrodução em seu habitat natural é complexo e caro além de levar muito tempo.

Leva anos até que os orangotangos estejam prontos para a liberação. Infelizmente, alguns dos orangotangos domésticos resgatados já estão velhos demais para retornar à vida selvagem e, portanto, precisam ficar no Centro para sempre. Estes nunca mais voltam ao seu lar legítimo.

Sadtata Noor Adirahmanta, chefe do BKSDA em Kalimantan Ocidental, disse: ‘Nós ainda achamos orangotangos mantidos como animais domésticos na comunidade, apesar dos enormes esforços feitos para conscientização, educação e das campanhas realizadas.

“A ameaça à sobrevivência e conservação do orangotango está crescendo, há uma necessidade urgente de aumentar a consciência pública de que não é nem aceitável e muito menos legal manter um orangotango como animal doméstico”.

“Os orangotangos precisam da floresta, e a floresta precisa dos orangotangos – e, como seres humanos, precisamos tanto da floresta quanto dos orangotangos”, concluiu ele.

Golfinhos sobreviventes do Dolphinaris Arizona são levados para outro cativeiro

Alia morreu no dia 22 de maio de 2018, no Dolphinaris Arizona. Foto: Dolphinaris Arizona

O Animal Welfare Institute (AWI) confirmou que os dois últimos golfinhos restantes do Dolphinaris Arizona foram transferidos para fora da instalação na última terça-feira (19).

De acordo com a organização, infelizmente, acredita-se que os golfinhos foram levados para um recém construído cais marítimo de golfinhos no Coral World Ocean Park em Water Bay, St. Thomas no Ilhas Virgens dos EUA. Ainda não é possível afirmar que será temporário ou não

“Ainda não estamos certos sobre o que causou a morte de quatro golfinhos em Dolphinaris dentro de um período de 18 meses”, disse a cientista de mamíferos marinhos da AWI, Naomi Rose, em um comunicado.

“Agora, os dois golfinhos nascidos em cativeiro, Sonny e Ping, que são potencialmente imunocomprometidos, serão mantidos em um cercado de baías de mar em uma baía conhecida por sua limitada circulação de água e má qualidade da água. Com base no monitoramento da Lei da Água Limpa, a Water Bay não é adequada para nadadores humanos em 40% do ano. Esses dois golfinhos viverão nesta água poluída o dia todo, todos os dias”.

O fechamento do Dolphinaris

No dia 5 de fevereiro, a instalação anunciou que fecharia temporariamente enquanto um painel externo de veterinários, patologistas, especialistas em qualidade de água e em comportamento animal avalia o aquário após a morte de um quarto golfinhos em menos de dois anos.

Outro dois outros golfinhos, Liko e Noelani, foram devolvidos à sua instalação de origem, a Dolphin Quest, no Havaí, que possui 12 golfinhos em cativeiro na Ilha Grande, em Kona.

Kai’nalu morreu no dia 31 de janeiro deste ano. Foto: Dolphinaris Arizona

O Dolphinaris ainda não declarou que seu fechamento é permanente, deixando em aberto a possibilidade de que a permanência de Sonny e Ping no Coral World seja apenas temporária.

“A indústria de exibição pública costuma dizer que os golfinhos nascidos em tanques de concreto, como Sonny e Ping, não conseguem lidar com os contaminantes e patógenos que encontrariam no oceano se fossem libertados. No entanto, colocá-los em uma caneleta marítima gera preocupações semelhantes usando essa lógica. A hipocrisia da indústria de exibição cativa aqui é digna de nota: não há problema em mandar os golfinhos nascidos em tanques para uma caneleta marítima quando for conveniente para o manejo, mas não quando for do melhor interesse dos golfinhos”, continuou a Dra. Rose.

“A AWI acredita que todos os golfinhos podem ser aposentados em santuários à beira-mar, mas esse santuário nunca estaria localizado em uma baía poluída”, continuou Rose.

Santuário para cetáceos

Anda este ano, a Islândia sediará o primeiro santuário de águas abertas para as baleias beluga, como parte de um projeto liderado pelo Sea Life Trust, em parceria com a Whale and Dolphin Conservation. A nova instalação de 32.000 metros quadrados abrigará duas baleias belugas de 12 anos que estavam sendo mantidas em cativeiro na China.  Little Grey e Little White Beluga em breve farão a viagem para sua nova casa, onde terão a oportunidade de viver no oceano pelo resto de suas vidas.

Acredita-se que o local poderá salvar a vida de muitos cetáceos mantidos em cativeiro por cruéis instalações aquáticas, já que a falta de um local adequado para libertá-los após anos de exploração é geralmente usada como desculpa para mantê-los presos pelo resto da vida.

 

 

 

 

 

 

 

Conservadores prometem proibir a importação de troféus de caça de leões no Reino Unido

Foto: Getty Images

Cobiçados por caçadores de troféu inescrupulosos, leões são assassinados e partes de seus corpos são vendidas pelos mundo | Foto: Getty Images

Segundo a IUCN (The Internacional Union for Conservation of Nature), o leão é considerado “vulnerável” na lista de espécies ameaçadas de extinção, atualmente restam menos de 20 mil leões no mundo. Ainda assim as caçadas aos leões, conhecidas como “caça ao troféu”, verdadeiros jogos de morte e crueldade, são permitidas pois atendem a interesses de grupos específicos.

A proibição da importação de troféus de caça, mesmo não sendo uma medida definitiva (como proibição total da caça em si), já é um passo na direção ao desestímulo desse chamado “esporte” cruel e assassino.

No Reino Unido essa medida vêm sendo prometida desde 2015, quando o então ministro do Meio Ambiente, Rory Stewart, declarou que seriam suspensas as importações de partes de grandes felinos até 2017.

No ano seguinte, sua sucessora, Liz Truss, repetiu a promessa em uma carta, dizendo: “A menos que vejamos melhorias na forma como a caça acontece, julgados com base em critérios rígidos, baniremos as importações de troféus nos próximos dois anos”.

Até agora, nada mudou.

Alertas não faltam, especialistas declaram que as populações selvagens de leões africanos caíram de cerca de 20.000 para cerca de 15.000.

Mais de 150 membros do parlamento assinaram uma moção parlamentar criada por Zac Goldsmith pedindo a proibição da importação de troféus de caça.

Mas o governo se mostra reticente e afirma que tem mantido as regras sobre revisão.

Chris Macsween representante da fundação LionAid declarou ter ficado chocada com a quebra da promessa feita.

“É horrível. O número de leões selvagens está caindo e o número de leões nascidos e criados em cativeiro pela cruel indústria de caçadas está subindo, mas ninguém fala sobre isso. É de partir o coração”, disse ela.

Uma média de seis corpos de leões são importados por ano no Reino Unido, a LionAid diz que uma proibição efetiva mandaria uma mensagem para o mundo inteiro.

Segundo a porta-voz da Humane Society International a situação na África do Sul é exatamente a mesma de 2016 e eles são responsáveis pela exportação de mais troféus de leões do que qualquer outro país.

Já os Estados Unidos classificam os leões como espécies ameaçadas de extinção, o que significa que importar partes de leões é efetivamente proibido.

Em 2015, foram realizados dois encontros da fundação LionAid com Stewart (naquela época ministro do meio ambiente) e Macsween conta que durante a segunda reunião, Rory Stewart disse: “nós vencemos”.

O ex-ministro prometeu em novembro de 2015 que a menos que melhorias significativas fossem adotadas pela indústria de caça, “o governo se mobilizaria para proibir a importação de troféus de caça.”

Especialistas dizem que caçadas a leões machos exterminam manadas inteiras

Teresa Telecky, vice-presidente do depto. de vida selvagem da HSI, disse: “Em setembro passado, o magnífico leão Skye, que era o líder de sua manada e estava no seu no auge quando foi atraído para fora do parque nacional e levado para uma reserva particular, onde foi baleado e morto por um caçador americano”.

“Como resultado, muitos de seus filhotes foram mortos e algumas de suas leoas da alcateia foram severamente agredidas, enquanto novos machos tentavam assumir o controle. A dinâmica da espécie nesta região foi severamente comprometida”.

Uma manifestação está marcada para 13 de abril deste ano, onde milhares de defensores da vida selvagem marcharão rumo a Downing Street para pedir proteções mais rígidas, e para que todos os animais ameaçados de extinção fiquem fora da caça de troféus.

Goldsmith disse que estava aguardando uma atualização no assunto das autoridades ambientais.

Questionado sobre as críticas, o Departamento de Meio Ambiente citou uma declaração da ministra Thérèse Coffey, em que ela afirmava que “as importações já eram rigorosamente controladas”.

O governo afirma que esta analisando cuidadosamente a questão e planeja realizar uma mesa redonda com organizações representando todos os ângulos do debate para obter uma melhor compreensão das questões, e esta disposto a considerar outros ponto de vista científicos.

O atual secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, afirmou que as regras estão constantemente sob revisão, mas não chegou a dizer se uma proibição seria considerada.

Campanha pede ao zoo a liberdade de elefanta que perdeu seu companheiro de 17 anos

Sozinha em cativeiro a seis meses a elefanta perdeu o apetite e a vontade de caminhar pelo seu ambiente de residência | Foto: Humane Society Internacional

Sozinha em cativeiro a seis meses a elefanta perdeu o apetite e a vontade de caminhar pelo seu ambiente de residência | Foto: Humane Society Internacional

Lammie é uma elefanta de 39 anos, ela é o último elefante africano no zoológico de Joanesburgo (África do Sul). Em setembro último seu companheiro a 17 anos, Kinkel, faleceu deixando-a sozinha. Desde então Lammie perdeu a vontade de viver. Ela parou de comer, de andar pelo cativeiro e de interagir com seus alimentadores. É com muita dificuldade que seus cuidadores conseguem fazê-la se alimentar o mínimo que seja.

Os dois se tornaram inseparáveis desde que ele foi resgatado e trazido ao zoológico em 2000. O elefante teve sua tromba presa a uma armadilha na selva africana foi socorrido e levado a Joanesburgo. Um dia antes de Kinkel morrer, quando ele já estava doente, Lammie foi vista tentando ajudá-lo a se levantar.

Desde então, a seis meses que ativistas têm pedido insistentemente ao zoológico de Joanesburgo que transfira a elefanta solitária para um santuário onde ela possa conviver com outros animais da sua espécie e não tenha que passar seus últimos anos sozinha.

Além da vida no cativeiro e da morte do companheiro, a elefanta ainda sofreu a perda de seu filhote de uma semana, a morte de seus pais, a transferência de um dos irmãos para um zoológico francês e o outro para um cativeiro em Johanesburgo.

Sem a presença do companheiro a elefanta começou a apresentar comportamentos depressivos e apatia constante | Foto: Humane Society Internacional

Sem a presença do companheiro a elefanta começou a apresentar comportamentos depressivos e apatia constante | Foto: Humane Society Internacional

Elefantes desenvolvem fortes laços sociais e de grupo, assim sendo, a perda de membros da família e companheiros de convivência podem resultar em luto e trauma significativos, afirmam grupos de proteção animal.

A elefanta agora passa seus dias sozinha em sua clausura, sem a companhia de nenhum outro elefante ou qualquer distração, denunciam os ativistas.

Eles dizem ainda que ela não tem quase nenhuma interação, dispõe de pouca sombra, água insuficiente para tomar banho e chega a ficar horas parada e apática no portão de seu cativeiro, sem falar que ela está acima do peso.

Especialistas em elefantes da Humane Society International/Africa, da EMS Foundation e do Elephant Reintegration Trust estão preocupados com o seu estado mental e têm feito coro aos pedidos de providências urgentes ao zoológico.

Um santuário está disposto a oferecer a Lammie um novo lar com outros elefantes que se tornariam sua nova família, porém, o zoológico tem resistido aos pedidos para liberar Lammie e, em vez disso, sugeriram trazer outro elefante para lhe fazer companhia.

Ativistas estão preparando uma petição com aproximadamente 300 mil assinaturas para enviar ao zoológico, pedindo urência na transferência de Lammie ao santuário.

Uma carta de apoio assinada pelos 13 mais renomados especialistas em elefantes do mundo também foi enviada ao irredutível zoológico.

A atriz de Harry Potter, Evanna Lynch, também está apoiando a campanha junto com as crianças de uma escola, que enviaram um cartão de Dia dos Namorados (Valentine´s day) ao zoológico, com um desenho da elefanta, um pedido pela liberdade de Lammie e a assinatura de todas elas.

Carta das crianças da escola pela liberdade de Lammie | Foto: Humane Society Internacional

Carta das crianças da escola pela liberdade de Lammie | Foto: Humane Society Internacional

Evanna Lynch disse: “Os elefantes são criaturas tão incríveis e inteligentes que é simplesmente de partir o coração vê-los reduzidos a circunstâncias tão lamentáveis”.

“Eu realmente espero que o pessoal do zoológico de Joanesburgo encontre em seus corações a misericórdia necessária para permitir que Lammie viva com outros elefantes em um santuário, é o mínimo que ela merece depois de anos de cativeiro”, completou a atriz tocada pela situação da elefanta.

Mesmo se outro elefante for adquirido, o mínimo de elefantes recomendado, por diversas associações de zoológico pelo mundo, é de pelo menos quatro elefantes em um grupo de convivência.

Especialistas em elefantes da HSI/África dizem que apenas dois elefantes em um grupo de conviência, não atendem às complexas necessidades desses animais, e é por isso que quase 40 zoológicos ao redor do mundo estão fechando suas exposições de elefantes.

Audrey Delsink, diretora do Depto. de Vida Selvagem da Humane Society International/África, esclareceu: “Os elefantes são seres inteligentes, extremamente sociais e sencientes, com estruturas familiares complexas e vínculos que duram a vida inteira”.

“Agora que Lammie perdeu seu companheiro, ela precisa desesperadamente de uma existência mais feliz e da chance de viver seus últimos anos com outros elefantes”, enfatiza ela.

A diretora ratifica ainda informação de que há um santuário pronto e esperando para oferecer a Lammie “um lar onde ela possa expressar comportamentos normais de elefantes e evoluir emocional e fisicamente com um grupo de elefantes que se tornaria sua nova família”.

Segundo Audrey, o fato de adquirir outro elefante seria apenas “outra repetição do ciclo de sofrimento, além do que, ver elefantes em um ambiente estéril, um cativeiro, presos, não fornece nenhum valor educacional”.

“Há muitos zoológicos em todo o mundo reconhecendo os desafios de bem estar em se manter elefantes, então neste Valentine´s Day estamos pedindo ao zoológico de Joanesburgo para curar o coração partido de Lammie e deixá-la ir para um santuário onde possa passar o resto de seus dias com outros elefantes”, conclui ela.

A NSPCA da África do Sul, um grupo dedicado ao bem-estar animal, apelou para o fim do “ciclo infinito e redundante de se condenar continuamente os elefantes ao cativeiro por tantos anos”.

O zoológico de Joanesburgo afirma que desempenha um papel educacional acima de tudo e hospeda visitantes de comunidades de baixa renda que não têm meios para visitar parques de vida selvagem.

O caso de Lammie, que nasceu no zoológico, é o mesmo do Happy, um elefante asiático que vive no zoológico do Bronx em Nova York desde 1977, estando a mais de uma década sem outro elefante no mesmo cativeiro.

Alguns ativistas também lutam para que Happy seja transferida para um santuário na intenção de conviver com outros elefantes, mas o zoológico declarou em 2016, que ela está “saudável e confortável”, e criou laços com as pessoas que cuidam dela, além de ter “contato tátil e auditivo” com os outros dois elefantes do zoológico.

Zoológicos nada mais são do que cadeias para animais, onde privados de suas necessidades naturais básicas de convivência e dos demais membros de sua espécie – fundamentais para seu desenvolvimento e plenitude – eles enlouquecem, adoecem e morrem lentamente, pagando por um crime que nunca cometeram.

Irmãos ursos encontrados desnutridos e famintos se recuperam incrivelmente

Foto: The Bears

Trancados em uma pequena gaiola em um canteiro de obras de Laos, Ásia, os ursos haviam passado toda a vida atrás de grades como animais domésticos. Seus corpos eram tão magros, com pelos castanho-avermelhados finos pendurados em suas peles. Eles pareciam estar perto da morte.

Os irmãos tinham suportado muito, mas suas novas vidas estavam a caminho quando o fundo Free The Bears foi alertado sobre os animais e viajou para resgatá-los em fevereiro do ano passado.

Foto: The Bears

Os socorristas conseguiram informações sobre o passado dos animais.

“Disseram-nos que eles só tinham sido alimentados com bananas”, disse Rod Mabin, gerente de comunicações da Free The Bears, ao The Dodo.

“Ambos os ursos eram muito magros, letárgicos e muito pequenos para a idade, mais próximos do tamanho de filhotes de 6 a 9 meses de idade, apesar de terem de 2 a 3 anos de idade”.

Sofrendo de desnutrição severa, os ursos dificilmente sobreviveriam – mas o fizeram. De volta ao centro de resgate após uma longa jornada de volta para casa, os ursos se acomodaram confortavelmente em uma ala de quarentena e receberam as refeições mais nutritivas que tiveram em suas vidas.

Depois de algumas semanas de refeições constantes, remédios e espaço para se movimentar, os filhotes se sentiam mais fortes – e até se sentiam bem o suficiente para encontrar um amigo.

Foto: The Bears

“Eles foram lentamente introduzidos em uma dieta balanceada e rapidamente ganharam peso, massa muscular e confiança”, disse Mabin.

“Quando apresentados a um filhote de 2 anos de idade, eles foram cautelosos no início, no entanto logo se tornaram amigos. O filhote brincalhão ajudou a tirá-los daquela tristeza que carregavam”.

Os ursos já tiveram estômagos vazios e quase nenhuma energia – e agora eles brincam como jovens. A cada mês após o resgate, Ant e Kham experimentaram novas visões, sons e brinquedos.

Os irmãos conheceram tudo de novo com curiosidade e, embora jamais possam crescer quanto os outros filhotes de sua idade, eles agradecem a nova vida de coração. O pelo deles está começando lentamente a ficar mais grosso, mas só o tempo dirá se eles crescerão completamente.

“Agora que eles estão no caminho da recuperação, eles gostam de fazer o que todos os filhotes de urso amam – escalar, lutar, brincar de lutar, comer e dormir”, disse Mabin.

“Ant gosta de tirar uma soneca em sua rede. Os dois permanecem próximos e muitas vezes os vemos cochilando juntos”.

Foto: The Bears

Faz agora um ano desde que foram resgatados, e Ant e Kham se transformaram completamente. Eles vivem ao lado de vários outros jovens resgatados, e a equipe espera trazê-los para uma casa florestal ainda maior no final deste ano.

Depois de tudo o que eles suportaram, eles finalmente encontraram paz e conforto – juntos.

“É incrivelmente recompensador ver esses dois belos ursos se recuperando da proximidade da morte”, disse Mabin.

“Ant e Kham precisarão de cuidados vitalícios em nossos santuários e podem viver até 40 anos. Eles não são apenas uma inspiração para todos os associados ao Free the Bears, eles também inspiram os muitos milhares de visitantes que passam por aqui, ajudando a aumentar a conscientização sobre o comércio ilegal de animais selvagens e questões de conservação da vida selvagem”.

Fonte: The Dodo