Cavalos raquíticos comem lixo para sobreviver em ruas de SP

Moradores denunciam que cavalos foram largados na rua e estão passando fome e sede na Zona Noroeste, em Santos.

Animais reviram lixo e correm risco de atropelamento ao andarem sozinhos em Santos. — Foto: G1 Santos

Dois cavalos extremamente magros estão deixando moradores de Santos, no litoral de São Paulo, bastante preocupados. Segundo moradores ouvidos pelo G1, os animais estão passando fome e sede, o que faz com que se alimentem de restos encontrados no lixo. Além disso, a dupla circula por avenidas e ruas com tráfego intenso de veículos, colocando a vida deles mesmos e dos motoristas em risco.

“É desumana a situação em que estão esses animais”, relata a professora, Sandra Aguiar, de 43 anos. Sandra trabalha próximo ao local que os cavalos ficam e, de acordo com ela, os animais são vistos nessa situação desde dezembro. “Cheguei a ligar para Codevida pedindo o resgate. A atendente se sensibilizou com e ficou de mandar verificarem, mas acho que não resolveram”.

Márcia Nagahiro, de 54 anos, sempre visita a irmã que mora no bairro Rádio Clube e conta que também vê os animais revirando o lixo com frequência. “Quando vi o cavalo comendo lixo, corri para fechar a tampa da lixeira com medo que eles comessem sacolas plásticas. Da dó de ver a situação, não sei se eles tem dono ou não, mas vejo que sofrem bastante”, relata.

Animais comem mato das laterais da ciclovia da cidade. — Foto: G1 Santos

A veterinária Renata Souza, de 29 anos, destaca a gravidade da situação, principalmente pelos animais estarem fora do habitat natural. “A saúde fica bastante debilitada, além de passarem fome, eles estão expostos à doenças. Percebe-se que eles estão extremamente magros. O filhote, que para crescer de forma saudável precisa de alimentação mais regrada, está sendo amamentado com o leite da mãe que consome lixo, então não tem os nutrientes necessários”, relata.

Renata também explica que o risco de atropelamento não é só para o cavalo, mas também para a pessoa que esteja no veículo que pode atingir o animal. “O impacto para quem atropela um cavalo, pelo tamanho e peso do bicho, é fatal em aproximadamente 70% dos casos. O cavalo dificilmente morre na hora, ele fica agonizando. Pode sofrer uma fratura e terá que ser eutanasiado”, afirma.

Em nota, a Prefeitura destacou que é proibido criar animais de grande porte na cidade, sobre pena de multa entre R$ 1.000 e R$ 50.000. Segundo informações, em dezembro, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMAM) demoliu 6 baias para cavalos na Zona Noroeste.

Ainda de acordo com a Prefeitura, a Semam abriu licitação e já escolheu uma empresa para prestação de serviço de apreensão, transporte, estadia, alimentação e destinação de animais de grande porte. Mas, o contrato está em fase de assinatura.

A Semam, de acordo com a prefeitura, já foi ao local em que a população relatou que os cavalos estavam circulando, mas não encontrou os animais lá. Caso retornem, o recolhimento já está autorizado e o local de destino não será divulgado por questões de segurança.

Fonte: G1

fallon blackwood

Estudante de veterinária finge resgatar cavalos e os vende para matadouros

Uma estudante de veterinária no Alabama, Estados Unidos, foi presa depois de prometer abrigar e cuidar de cavalos resgatados, mas em vez disso vendê-los para matadouros no México. Fallon Blackwood, de 24 anos, foi detida em um rodeio em Blount County, Alabama, três meses depois de ser indiciada após 13 acusações de fraude.

fallon blackwood

Foto: WITN

Blackwood é acusada de dizer aos tutores de cavalos idosos ou doentes que ela levaria seus cavalos para viver em sua fazenda em Boaz, Alabama. Mas muitos dos tutores disseram que, ao invés de fornecer um local de refúgio, a jovem de 24 anos vendeu os cavalos para matadouros e fábricas de processamento de carne no México. Eles apresentaram queixas às autoridades depois que Blackwood se recusou a dizer a verdade sobre o paradeiro dos cavalos.

“Eles sofreram uma morte que não mereciam”, disse Lisa Rudolph, ex-moradora da Geórgia, à FOX5.

Rudolph disse à FOX5 que após conferir as credenciais de Blackwood, aluna do terceiro ano na Tuskegee College of Veterinary Medicine, ela a entregou seu cavalo chamado Cocoa e uma mula chamada Tibby em 2017. Blackwood prometeu que Rudolph recuperaria seus animais tão logo terminasse sua mudança para a Flórida. Rudolph nunca mais viu seus cavalos.

“Eu nunca teria entregado meus animais a alguém que não tivesse uma credencial de medicina veterinária”, disse Rudolph à FOX5. “Foi tudo uma mentira. Espero que agora a justiça seja feita.”

Após sua prisão no sábado (12/01), Blackwood foi liberada. A Tuskegee disse à FOX5 que não faria nenhum comentário sobre o caso, citando leis de privacidade, mas outros alunos da instituição disseram à emissora que ela foi vista de volta ao campus e deve se formar em maio deste ano.

cavalos selvagens

Cavalos selvagens do Arizona (EUA) agora são oficialmente protegidos

Os defensores dos animais estão celebrando uma grande vitória para um amado rebanho de cavalos selvagens na Floresta Nacional de Tonto, no Arizona, que agora estão oficialmente protegidos de serem removidos e assassinados.

Foto: Getty Images

O rebanho, conhecido como cavalos selvagens do Salt River, tornou-se o centro de uma grande controvérsia em 2015, quando o Serviço Florestal anunciou planos para removê-los e leiloá-los. A agência argumentou que eles eram animais não domesticados e não tinham direito à proteção sob o Wild and Free-Roaming Horse and Burro Act de 1971, e portanto não era responsável por gerenciá-los.

Essa legislação foi aprovada para proteger cavalos selvagens de “captura, abuso, assédio ou morte”, mas as agências responsáveis ​​pela proteção dos cavalos selvagens, incluindo o Departamento de Gestão de Terras e Serviços Florestais, continuaram a falhar, e milhares de cavalos continuaram sendo removidos do seu devido lugar na paisagem.

Felizmente, esses cavalos não estavam sem defensores, e as notícias dos planos do Serviço Florestal provocaram uma violenta indignação pública. O Grupo de Gerenciamento de Cavalos Selvagens de Salt River (SRWHMG), que cuida desses cavalos na natureza há anos, entrou com uma liminar para parar a captura e milhares de pessoas de todo o mundo fizeram uma petição no Care2 pedindo ao Serviço Florestal para deixá-los na natureza. A petição reuniu mais de 220 mil assinaturas.

Como resultado do clamor público sobre o seu potencial de remoção e abate, a Lei do Cavalo Selvagem de Salt River foi aprovada para protegê-los. Agora, a SRWHMG, sua parceira American Wild Horse Campaign e o público estão celebrando um acordo que foi alcançado para garantir sua proteção a longo prazo e a promulgação dessa legislação, que finalmente entrou em vigor no dia 1º de janeiro.

“Dois anos atrás, os cavalos selvagens do Salt River quase foram removidos de seu habitat e mortos. Hoje é um grande dia! Os cavalos selvagens do Salt River são protegidos contra abuso e assassinato. Estamos profundamente gratos ao Governador Doug Ducey por sua compaixão e dedicação em proteger esses queridos cavalos selvagens, ao Representante Estadual Kelly Townsend por apresentar o projeto de lei que fez este acordo proteger os cavalos e ao Serviço Florestal por reconhecer o forte interesse do público em proteger este rebanho histórico e popular,” disse Simone Netherlands, presidente da SRWHMG.

A nova lei exige que os cavalos selvagens de Salt River sejam protegidos contra danos, abuso e assassinato, e sejam humanamente mantidos na natureza através de parcerias entre autoridades federais, estaduais e locais, e organizações sem fins lucrativos, como a SRWHMG, que está pronta para ajudar.

“Somos gratos pelo enorme apoio do público ao nosso trabalho, que incluiu o resgate e tratamento de cavalos selvagens de Salt River gravemente feridos, fixando quilômetros de cercas para manter cavalos fora de estradas e atividades de extensão para manter o público e os cavalos em segurança.”

Esperamos que os cavalos selvagens de Salt River continuem por perto para as gerações vindouras, e que a conscientização levantada por sua situação encoraje as pessoas a continuarem procurando ajudar os milhares de outros cavalos selvagens e burros que vivem em terras públicas cujo futuro permanece em questão.

As agências responsáveis ​​pelo cuidado com os cavalos selvagens devem protegê-las, não submetê-las a brutais confinamentos ou assassiná-las para beneficiar interesses especiais que queiram vê-las desaparecer.