Deputado quer que autor de maus-tratos contra animais pague tratamento veterinário

Por David Arioch

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) quer que autores de maus-tratos contra animais paguem pelo tratamento veterinário das vítimas. No Projeto de Lei 4029/2019, apresentado na Câmara dos Deputados no último dia 10 (quarta), Studart lembra que esse tipo de crime é o 5º de maior incidência no Brasil.

Número de maus-tratos contra animais no Brasil é alarmante (Foto: RIC Mais)

Isso revela a fragilidade da atual legislação, já que o artigo 32 da lei Federal nº 9605/1998 tipifica como crime ambiental praticar maus-tratos contra animais, e ainda assim o número de maus-tratos contra animais é alarmante. Sem dúvida, o que favorece esse quadro é a impunidade. Somente em São Paulo são registrados 25 casos por dia, sem considerar aqueles que não são denunciados.

Também em oposição aos maus-tratos, Célio Studart votou esta semana contra o texto-base da proposta que visa reconhecer rodeio, vaquejada e laço como expressões esportivo-culturais, pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

“O que determina o que é maus-tratos, dor, ansiedade, medo, crueldade não é designar que seja patrimônio cultural ou esporte – é a realidade”, defendeu em pronunciamento e reforçou que os animais não são objetos, brinquedos e nem divertimento para ninguém.

Conforme apontado pela Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o gesto brusco de tracionar violentamente um animal pelo rabo, o que é típico da vaquejada, pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos, de vasos sanguíneos, lesões traumáticas, com comprometimento, inclusive, da medula espinhal.

“Quando os animais têm valor comercial, eles ganham valor nesta Casa. Quando envolve lobby, eles passam a ser importantes. Se o animal é bem tratado depois da vaquejada, é porque ele vale dinheiro. Mas no momento em que ele está lá, é maltratado e escravizado para viver como objeto de deleite humano”, condenou Célio Studart.

“Quem disser que o animal não sofre que fique no lugar dele e volte aqui para dar opinião”, discursou durante o processo de votação na terça (9).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Proposta do deputado Célio Studart quer impedir caça de javalis com cães e armas brancas

Por David Arioch

Cães utilizados em caça de javalis no Brasil (Foto: PM-DF)

Uma proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) quer a sustação de norma ambiental estabelecida pelo Poder Executivo que permite caça de javalis com cães e armas brancas.

Por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 137/2019, o deputado argumenta que a caça de javalis já é um método de abate cruel, que causa muito sofrimento aos animais, já que os tiros desferidos contra os javalis, em sua maioria, não levam à morte imediata do animal. Sendo assim, eles sangram muito e agonizam antes de falecer.

“Cães são muito utilizados para perseguir os javalis, e frequentemente se ferem de maneira grave, podendo mesmo até perecer durante a caçada. O abate dos javalis é comumente feito com arma branca, empregando-se bastante violência, desferindo golpes em animal ainda consciente”, aponta Studart.

E acrescenta: “O Parlamente brasileiro não pode ser conivente com prática tão desumana como essa, e deve sustar as normas do Poder Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, conforme mandamento constitucional.” O projeto agora aguarda parecer do relator da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para seguir adiante.

Quem também está combatendo essa norma do Poder Executivo é o deputado Ricardo Izar (PP-SP), que quer proibir e tornar crime o uso de animais em caçadas, acrescentando dispositivos na Lei de Proteção à Fauna (5197/67) e na Lei dos Crimes Ambientais (9605/98).

O Projeto de Lei (PL) 9980/2018, de Izar, recebeu parecer favorável da Comissão de Meio Ambiente, mas ainda deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.

O projeto lembra que os javalis foram trazidos ao Brasil nos anos 1980 e desde 2013 o Ibama permite a caça desses animais, e a tendência é que isso se intensifique ainda mais agora. Em oposição aos métodos utilizados, Ricardo Izar defende que não há qualquer eficácia no uso de cães nesse tipo de caça.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP) também endossa a oposição e qualifica a prática como criminosa, porque infringe as cinco liberdades do bem-estar animal. “A fiscalização do Ibama resulta em repetidos flagrantes de maus-tratos, com apreensão de cães em situação de sofrimento, cansaço e fome”, lamenta Tatto.

E justifica: “Os animais são transportados em gaiolas pequenas e comumente apresentando perfurações resultantes do confronto com os animais caçados.” O deputado aponta ainda que os cães confundem javalis com outras espécies nativas de suínos como o cateto e a queixada, que estão em risco de extinção.

Deputado Célio Studart quer que empresários do ramo de produtos veganos recebam benefícios tributários

Por David Arioch

“As práticas veganas valorizam a ética e a compaixão, e trazem benefícios para a sociedade e todo o ecossistema”, enfatiza Célio Studart (Foto: Divulgação)

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) protocolou ontem o Projeto de Lei (2556/2019), que prevê benefícios tributários para empresas que atuam exclusivamente no ramo de produtos veganos.

“Entende-se por produtos veganos aqueles que seguem convicções éticas com base na igual consideração para com animais humanos e não humanos, visando abolir toda a forma de exploração ou abuso”, frisa o projeto de lei.

O PL, que destaca que o veganismo tem crescido no Brasil e no mundo, defende redução de 25% dos tributos federais que incidirem sobre produtos e serviços veganos.

E a justificativa para o benefício, segundo o texto do projeto lei, é que o veganismo é uma prática louvável e ética, que leva o bem às pessoas, aos animais e ao meio ambiente.

“As práticas veganas valorizam a ética e a compaixão, e trazem benefícios para a sociedade e todo o ecossistema”, enfatiza Célio Studart.

Saiba como apoiar o projeto que proíbe uso de penas e plumas de animais no Carnaval

Foto: Pixabay

No mês passado, o deputado federal Célio Studart (PV-CE) protocolou um projeto de lei que prevê a proibição da utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias no Brasil, o que inclui o Carnaval.

A justificativa é que como as aves são sencientes, ou seja, têm capacidade de experimentar dor, frio, fome, sede e medo, se torna inadmissível ser conivente com esse tipo de prática simplesmente para a confecção de adereços para fantasias.

“Ainda mais quando existem opções sintéticas de produção exclusivamente industrial, sem utilizar animais, o que pode evitar com que sejam submetidos a essa crueldade. É possível manter a alegria carnavalesca de maneira mais ética, sem maltratar os animais”, justifica Célio Studart.

O projeto de lei 1097/2019 defende a cobrança de multa de R$ 5 mil a R$ 2 milhões para quem utilizar penas ou plumas de animais. Quem concorda com a proposta, pode apoiar a iniciativa acessando o site da Câmara dos Deputados e seguindo alguns procedimentos.

Primeiro, digite PL 1097/2019 na barra de busca e depois clique no número do projeto. Então é só clicar no quadro à direita “O que você acha disso?” e confirmar o apoio. É um processo simples e rápido. Você também pode clicar na opção “compartilhar essa enquete” para motivar mais pessoas a apoiarem o PL.