Gata desliga despertador do celular da tutora e o caso viraliza na internet

Uma gata foi flagrada pelas tutoras desligando o despertador do celular delas. A situação foi registrada em um vídeo (confira abaixo) que, após ser divulgado, viralizou na internet. O casal Juliane Cristiane da Silva, de 28 anos, e Daniela Cristina Marinello, de 34, perdeu hora algumas vezes até descobrir o que estava acontecendo.

Joaquim desliga despertador do celular da tutora (Foto: Arquivo Pessoal)

Daniela deixou de escutar o despertador em algumas manhãs, segundo o relato da companheira Juliane. Ao acordar, ela encontrava o celular no chão e a gata em cima do criado mudo.

Desconfiado, o casal decidiu aproveitar as férias para fazer um teste. “Acordamos pela manhã, programamos o celular para despertar e comecei a gravar. Achei a situação bem engraçada”, disse Juliane ao G1.

O vídeo foi publicado por um amigo de Juliane em um grupo em rede social e viralizou. A repercussão surpreendeu a tutora da gata.

O animal, no entanto, já começou a perceber quando está sendo gravado pelo casal. “Ela sempre levanta, se não vai desligar o alarme, ela chama a atenção da gente, se esfrega no nosso rosto para desligarmos”, disse Juliana, que afirmou ainda que a gata fica brava quando não consegue desligar o despertador. “Acho que ela percebeu que a gente levanta e vai embora quando o despertador toca e ela, na verdade, quer que a gente fique lá. Ela é muito carinhosa e gosta de ficar dormindo com a gente”, explicou.

Daniela (à esquerda) e Juliane (à direita) com a gata Joaquim (Foto: Arquivo Pessoal)

A gata, de 7 anos, se chamava Maria Joaquina, mas teve seu nome mudado para Joaquim. Segundo Juliane, a mudança foi feita porque Joaquim é um nome mais fácil de pronunciar quando é preciso dar uma bronca na gata por alguma travessura dela.

O casal tutela outros cinco gatos, no entanto, a única que tem um comportamento inusitado é Joaquim. De acordo com Juliane, a gata é dominante e se considera dona do território.

“Ela é esperta, muito expressiva, impõe a personalidade. A gente sabe quando ela quer comer, dormir, quando quer que a gente fique quieta, é muito impositiva. Sempre foi assim”, disse Juliane.


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Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

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Baleia reforça tese de que seria treinada ao devolver celular que caiu no mar

Uma baleia beluga chamou a atenção após devolver um celular que caiu no mar na Noruega. Ela foi vista pela primeira vez no final de abril e, desde então, segundo o “Business Insider”, tem circulado pelas águas de Hammerfest  e interage com os barcos e pede comida, o que reforça a tese de que ela pode ter sido treinada, está acostumada com o contato humano e não sabe se alimentar sozinha.

“Nós nos deitamos no cais para olhar e esperamos ter a chance de interagir”, disse Ina Mansika ao site “The Dodo”. “Eu tinha esquecido de fechar o bolso da jaqueta e meu telefone caiu. Presumimos que estava perdido para sempre, até que a baleia mergulhou de volta e voltou alguns instantes depois com meu celular na boca!”, acrescentou.

Foto: Jorgen Ree Wiig/Norwegian Directorate of Fisheries/via REUTERS

“Todo mundo ficou tão surpreso. Quase não acreditamos no que vimos”, continuou ela. “Fiquei super feliz e agradecida por ter recuperado meu telefone”, completou.

Especialistas alertam que o gesto pode indicar que a baleia foi treinada. Boatos sugerem que ela foi treinada pela marinha russa para ser uma “espiã”. As informações são do G1.

O biólogo marinho Jorgen Ree Wiig, em entrevista à rede americana CNN, que acredita que a beluga veio da região de Murmansk, na Rússia, e foi treinada pela marinha russa, que é conhecida por explorar baleias dessa espécie em operações militares para guardar bases navais, ajudar mergulhadores e encontrar equipamentos desaparecidos.

Autoridades russas prometeram, em 8 de abril, libertar dezenas de orcas e baleias que foram capturadas no extremo oriente russo e viviam confinadas em tanques desde o verão. A situação revoltou ambientalistas e gerou a criação de um abaixo-assinado endossado pelo ator Leonardo DiCaprio. A intenção do governo era explorar esses animais marinhos para entretenimento humano em parques de diversões aquáticos.

Apesar das especulações, a Rússia não emitiu nenhum posicionamento sobre a beluga encontrada na Noruega. “Quer isso seja verdade ou não, parece que a baleia foi claramente treinada sob os cuidados dos humanos por um bom tempo”, disse Catherine Kinsman, co-fundadora do Canadian Whale Stewardship Project.

A Gazeta Russa confirma que golfinhos e focas foram treinados pelas marinhas soviética e russa para serem exploradas no transporte de ferramentas para mergulhadores durante o conserto de barcos e submarinos. A publicação, no entanto, diz que os militares pararam de explorar esses animais há muitos anos.

Em entrevista à BBC, cientistas do Instituto de Ecologia e Evolução A.N. Severtsov, em Moscou, disseram que os militares russos ainda exploram um número limitado de baleias brancos, ainda que para finalidades pacíficas.

O modelo de “coleira” usado nesses animais foi desenvolvido, segundo a Gazeta Russa, foi produzido antes de 2010, conforme confirmado pela empresa que o fabricou. Ainda de acordo com a publicação, as belugas são geralmente exploradas na busca por navios e equipamentos que naufragaram.

As autoridades norueguesas estudam, agora, uma forma de salvar a beluga, segundo o jornal Washington Post. Levá-la para um santuário de belugas na Islândia é uma das possibilidades, já que ela corre risco de morte por não conseguir se alimentar sozinha.