Milhares de bois aguardam embarque da Nova Zelândia para a China

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um grupo ativista em defesa dos direitos animais afirmou que cerca de 5.400 bois seriam enviados da Nova Zelândia para a China. O Ministério das Indústrias Primárias (MPI) foi informado e recebeu um pedido para que a exportação acontecesse, mas concluiu que isso não era correto.

Alguns bois presos em uma carreta

Foto: Getty

O governo está, atualmente, revisando as leis de exportação de animais vivos. “Há um processo a ser trabalhado para mudar as leis e é isso que estamos fazendo”, declarou a MPI em um comunicado.

O ministro da agricultura da Nova Zelândia, Damien O’Connor, disse em junho que o governo já estava considerando proibir a exportação de animais vivos. “Chegou a hora de repensar sobre isso e considerar se é algo que se encaixa nos nossos valores como país”, afirmou o ministro.

Damien ainda explicou que, por mais que cuidados sejam tomados, acidentes acontecem no transporte dos bois. Quando os animais deixam o país, não há muita coisa que possa ser feita para garantir seu bem-estar. “Isso é algo inaceitável para mim e para um grande número de neozelandeses”, disse.

Esse assunto será discutido no Comitê de Desenvolvimento Econômico do Gabinete, para considerar os impactos de uma proibição absoluta ou condicional. Por enquanto, todas as exportações de animais do país permanecem suspensas.

Mais de dez mil neozelandeses assinaram uma petição no mês passado, pedindo a proibição da exportação dos animais vivos para países com padrões mais baixos de bem-estar animal do que o país.


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Visitantes de zoo jogam pedras em panda para obrigá-lo a se mexer

Foto: Weibo

Foto: Weibo

Os pandas são um dos principais símbolos da China, na cultura do país esses animais representam amizade e paz e são conhecidos por seu temperamento gentil – mas isso não impediu que dois turistas atirassem pedras em um panda gigante no zoológico de Pequim. Outro visitante filmou a cena em vídeo e disse que o casal estava tentando “acordar” o raro animal.



O panda, apelidado de Meng Da, já parecia estar acordado e preguiçosamente cuidando de sua vida, quando os dois visitantes começaram a atacar o animal com pedras tentando fazer o panda se levantar e interagir com eles. O vídeo foi postado na versão chinesa do Twitter, o Weibo, onde atraiu mais de 100 milhões de acessos.

O vídeo foi filmado no antigo pavilhão de pandas, construído em 1989 para celebrar os Jogos Asiáticos de 1990, sediados na capital chinesa. Com duração total em 30 minutos, o clipe de 38 segundos mostra uma pessoa atirando pedras e depois outra fazendo o mesmo.

Foto: Weibo

Foto: Weibo

Distraído e relaxado, o panda não parecia prestar atenção ao ataque. Um porta-voz do zoológico disse ao The Beijing News que os guardiões do animal correram para o local no sábado para evitar que mais turistas jogassem objetos no recinto. O zoo também relatou que Meng Da saiu ileso do ocorrido, sem ferimentos decorrentes do incidente.

Foto: Weibo

Foto: Weibo

Esta não é a primeira vez que algo assim aconteceu, infelizmente. Em julho do ano passado, turistas de uma reserva no condado de Foping, Hanzhong, província de Shaanxi, foram retirados do local e colocados na lista de pessoas indesejadas da reserva após atirar pedras em um panda, informou a CCTV News.

Foto: Weibo

Foto: Weibo

Desde o ataque, o zoológico de Pequim prometeu melhorar a segurança e as inspeções das casas e recintos onde vivem os pandas.

Risco de extinção

De acordo com a Administração de Florestas e Pastagens da China, os ursos pandas estão fora de risco de extinção. Atualmente há 1864 pandas vivendo na natureza selvagem chinesa, o que significa um aumento de 750 se comparado aos 1114 da década de 1970.

Esse crescimento é uma consequência do surgimento de novas reservas naturais para pandas-gigantes na China, que agora chegam a 67. A União Internacional Para a Conservação da Natureza confirma que realmente os pandas estão fora de ameaça de extinção.

A notícia é bastante positiva, considerando que os pandas são animais de difícil reprodução por terem um ciclo fértil muito curto. Além disso, existe a questão da compatibilidade, que é um problema comum principalmente quando os animais são criados em cativeiro.

Por outro lado, nas reservas naturais eles têm conseguido encontrar pares compatíveis. Inclusive atualmente cerca de 70% dos filhotes de panda-gigante são gêmeos, o que significa bons níveis de reprodução.

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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB


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Pesquisa estima aumento de 17% no consumo de produtos veganos até 2020 na China

Foto: Vegan Information

Foto: Vegan Information

O crescimento contínuo da população da China, que atualmente é de cerca de 1,5 bilhão de habitantes no país, os hábitos de consumo e as tendências alimentares dos chineses estão evoluindo para novas direções. A indústria de alimentos está agora tendo que atender a uma demanda crescente por alimentos à base de vegetais mais do que nunca.

Usando o GlobalData, a consultoria Verdict Foodservice descobriu que a indústria de alimentos chinesa está mudando rapidamente e que os consumidores estão sendo influenciados pela tendência global de alimentação saudável.

Alimentos orgânicos estão se tornando cada vez mais populares, e à medida que os níveis públicos de conscientização sobre questões de segurança alimentar estão aumentando, a indústria de serviços alimentícios está oferecendo cardápios orgânicos com mais frequência.

Os dados revelaram que o veganismo também se tornou mais popular entre a indústria chinesa de alimentos, de acordo com as estatísticas do South China Morning Post (dados de 2017), o mercado vegano deverá crescer mais de 17% de 2015 a 2020. ”Isto implica uma população vegana de mais de 200 milhões de pessoas em 2020”, diz a pesquisa.

Nesta semana, a KFC lançou um hambúrguer sem carne na China, embora o produto seja vegetariano, e não é totalmente vegano. Um sorvete feito de aveia também foi lançado no país em maio, assim como o ovo feito à base de vegetais, “just egg”.

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Rússia é criticada por “despejar” no mar baleias que estavam confinadas em cativeiro

Foto: Vniro/EPA

Foto: Vniro/EPA

A tão esperada operação da Rússia para liberar o primeiro lote de baleias que eram mantidas em cativeiros apertados e insalubres na região do extremo leste do país foi perigosamente cheia de falhas, de acordo com ambientalistas.

Os animais – 11 orcas e 87 baleias beluga – eram mantidos em cativeiro em uma baía perto da cidade portuária de Nakhodka desde o ano passado. Os cetáceos deveriam ser vendidos a aquários chineses, porém imagens dos animais definhando no que foi chamado de “prisão de baleias” causaram protestos internacionais.

Vladimir Putin na semana passada saudou as medidas da Rússia para devolver as baleias à natureza. No entanto, o Greenpeace Rússia disse que as duas orcas e seis baleias beluga foram simplesmente jogadas no mar de Okhotsk na quinta-feira, depois de serem transportadas 1.100 milhas (quase 2 mil km) por caminhão e depois de barco para seu habitat natural. A viagem durou sete dias e as baleias foram mantidas em pequenos contêineres durante todo o tempo.

A decisão de libertar os animais veio após uma visita ao seu cativeiro em abril por Jean-Michel Cousteau, oceanógrafo e filho do falecido especialista em marinha Jacques Cousteau. No entanto, apesar das promessas de autoridades russas de que a equipe de especialistas marítimos de Cousteau estaria envolvida em sua libertação, nenhum cientista internacional ou independente foi convidado a participar. Cousteau, inclusive, recomendara que as baleias fossem transportadas apenas pelo mar.

O Greenpeace disse que nenhuma tentativa foi feita para preparar as baleias para seu retorno à natureza, aumentando seriamente o risco de trauma ou morte para os animais. A entidade também afirmou que toda a operação foi realizada em sigilo.

“É cruel liberar orcas e baleias belugas que passaram sete dias nesses contêineres diretamente no mar”, disse Oganes Targulyan, um especialista do Greenpeace, à mídia russa. “Eles não foram liberados, mas jogados [no mar]”.

As autoridades russas disseram que a operação foi bem-sucedida e que nenhuma das baleias sofreu durante a viagem. Nove orcas e 81 baleias-beluga permanecem em cativeiro. Eles serão libertados em outros lotes nos próximos quatro meses.

Uma corte no extremo leste da Rússia neste mês ordenou que várias empresas pagassem multas de 150,2 milhões de rublos (1,8 milhão de libras/mais de 8 milhões de reais) por seus papéis na “prisão das baleias”. Mas, de acordo com documentos publicados no site de compras estatais da Rússia, as mesmas empresas também foram contratadas pelo instituto estadual de pesca e oceanografia para liberar as baleias. Elas estão para ganhar mais de 360 milhões de rublos no total.

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Mortes de porcos com peste suína na China podem ser o dobro do número oficial

Estimativas de quatro fontes ligadas a grandes produtores rurais indicam que até metade dos porcos explorados para reprodução na China morreu devido à peste suína ou foi morta por causa da disseminação da doença. O dado divulgado é o dobro do que mostram os números oficiais.

Foto: Pixabay

“Algo como 50% das porcas está morta”, disse o veterinário Edgar Wayne Johnson, que viveu 14 anos na China e fundou a empresa de  serviços agrícolas Enable Agricultural Technology Consulting. As informações são da Reuters.

Com base na queda da venda de produtos e no conhecimento sobre a extensão da peste suína, três executivos de empresas produtoras de vacinas e aditivos para ração e genética estimaram que o percentual de mortes dos porcos esteja entre 40% e 50%.

Desde que a China reportou o primeiro caso da doença em agosto, o vírus se espalhou, atingindo todas as províncias e ultrapassando as fronteiras do país. Uma cepa semelhante foi encontrada nos últimos anos na Rússia, na Georgia e na Estônia.

Foram relatados pelo governo 137 surtos da doença até o momento. Muitos, no entanto, não são informados, principalmente os ocorridos em províncias ao sul da China, como Guangdong, Guangxi e Hunan.

A peste suína africana não tem cura ou vacina e mata quase todos os porcos infectados. A doença não afeta seres humanos.

Além dos porcos mortos de maneira induzida ou através da doença, outros foram enviados ao matadouro mais cedo após criadores decidirem casos da doença nas proximidades do local onde vivem o animais, segundo produtores e fontes da indústria.

Procurado, o Ministério da Agricultura da China não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Em 24 de junho, a pasta tinha afirmado que a peste suína havia sido “efetivamente controlada”, segundo a agência de notícas Xinhua. Em março, o país tinha 375 milhões de porcos – 10% que o registrado um ano antes – e 38 milhões de porcas exploradas para reprodução, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).


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Ativistas pelos direitos animais fecham matadouro clandestino de cães na China

Foto: VShine

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Um grupo de ativistas pelos direitos animais fizeram uma parceria com a polícia local para fechar um matadouro de cães na China.

O grupo de proteção animal chamado VShine agiu de acordo com lei e ao lado das autoridades ao efetuar a ação que ocorreu em Dalian, após a denúncia de um cidadão.

De acordo com o grupo, Dalian trabalha com uma política de tolerância zero ao comércio de carne de cachorro, e o matadouro só estava funcionando porque tinha sido aberto recentemente e por um homem que mora fora da cidade.

Foto: VShine

Foto: VShine

Cães resgatados

Os ativistas encontraram sete cães vivos na propriedade, incluindo cães das raçãs pastores alemães, golden retrievers e um rottweiler. Os cães foram entregues por um funcionário do matadouro.

Eles foram então levados para o abrigo da VShine, que é apoiado pela Humane Society International, para que eles pudessem receber atendimento veterinário. O financiamento da HSI ajudará a apoiar seu tratamento e sua reabilitação.

O grupo acredita que alguns dos cães era animais que tinham lares e foram roubado de suas famílias, já que eles usavam coleiras. Acredita-se que outros sejam cães em situação de rua ou cães de fazenda que foram roubados ou comprados de seus tutores.

Esforços para salvar baleias e golfinhos são recompensados mundialmente

Foto: Aaron Chown/PA

Foto: Aaron Chown/PA

Junho foi um bom mês para os ativistas que há muito lutam e fazem campanha contra baleias e golfinhos mantidos em cativeiro em pequenos tanques para entretenimento humano.

Além das duas baleias que foram transportadas de avião do aquário de Xangai na China para o santuário de baleias na Islândia, o Canadá aprovou uma legislação que torna “ofensivo manter cativo, reproduzir, importar ou exportar qualquer baleia, golfinho ou boto”.

A Rússia também disse que vai acabar com a brecha legal usada pelos traficantes que capturam os cetáceos para “fins educacionais e culturais”. O presidente Putin se curvou à pressão para fechar a “prisão de baleias” no extremo leste da Rússia e libertar 10 orcas e mais de 80 baleias-beluga de volta à natureza.

"Cadeia de baleias" russa | Foto: Picture-alliance/DPA

“Cadeia de baleias” russa | Foto: Picture-alliance/DPA

A união do Sea Life Trust (Fundação para a Vida Marinha), com a ONG Whale and Dolphin Conservation (Conservação de Baleias e Golfinhos), foi responsável pelo transporte das duas baleias belugas de Xangai para a Islândia – um projeto mundial que serve de modelo para acabar com essa indústria cruel.

Com mais de três mil baleias e golfinhos ainda em condições intoleráveis, especialistas não negam que há muito trabalho a fazer. Mas os eventos deste mês são fontes de esperança para que a luta persista.

O Whale Sanctuary Project esta trabalhando com o governo russo para devolver 97 orcas e baleias belugas às suas águas oceânicas.

Foto: Ana Hace

Foto: Ana Hace

Todos os que estão trabalhando nesse esforço ficaram satisfeitos com a solução para libertação do cetáceos, conforme informações do The Guardian. O transporte pretendido das orcas russas para a China (aquário) não era apenas uma farsa, mas também uma perturbação do ecossistema do Mar de Okhotsk.

O vice-primeiro-ministro Alexey Gordeyev acrescentou que o governo vai mudar a lei que permite que as baleias sejam capturadas para entretenimento. Outro grande passo em frente.

Baleias, golfinhos e demais animais que pertencem a vida marinha foram feitos para ser livres e gozar da vida no oceano, junto aos seus iguais. Não restam dúvidas sobre o quanto a vida em cativeiro é nociva e muitas vezes fatal a esses seres vivos.

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Ativista é espancada por comerciantes de carne de cachorro ao tentar salvar os animais

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Uma ativista chinesa foi hospitalizada após comerciantes de carne de cachorro a terem atacado e espancado quando ela tentou salvar centenas de cães de seus depósitos que seria mortos para o festival bárbaro de Yulin na China.

Du Yufeng, fundadora do Bo Ai Animal Protection Center, conta ter sido atingida na cabeça e no corpo todo por comerciantes de carne de cachorro que impediram que ela e outros ativistas dos direitos animais libertassem os cães de seu depósito.

Relatos afirmam que os cães estavam a caminho dos matadouros para o festival anual de carne de cachorro de Yulin, que começou dia 21 de junho.

As fontes do Daily Mail em Yulin afirmaram que o festival deste ano foi mais moderado do que os dos anos anteriores, com muitas barracas vazias vistas nos mercados.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

No entanto, é observado que mais barracas de comida do que o normal são vistas após o anoitecer.

A ativista Du disse que foi agredida no final de maio enquanto tentava resgatar cerca de 300 cães – muitos dos quais eram animais domésticos roubados – de um grupo de comerciantes de carne na cidade de Lugu, na província de Sichuan, no sudoeste da China.

Ela e outras duas ativistas foram atacadas pelos comerciantes depois de um impasse de dois dias.

Du disse que um de seus parceiros, que tem quase 60 anos de idade, teve duas costelas fraturadas enquanto ela estava se sentindo tonta e ainda estava hospitalizada quase um mês depois.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Ela também acusou os funcionários da cidade de Xichuang, que supervisiona Lugu, de conspirar (mediante propina) com comerciantes de carne, impedindo os ativistas de fotografar e resgatar os cães.

O grupo de bem-estar animal não salvou os cachorros que foram secretamente mortos pela autoridade local de quarentena de animais em 30 de maio em uma tentativa de eliminar evidências, afirmou Du.

Relatos afirmam que a província montanhosa de Sichuan é hoje o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne manter, vender e distribuir cães capturados, muitos dos quais acabariam em Yulin, na província de Guangxi, sul da China.

Em uma carta aberta ao governo de Sichuan, Du confessou que não conseguia dormir à noite, sabendo que caminhões carregados de cachorros espremidos em pequenas jaulas de galinha eram transportados todos dias pelas estradas rumo à morte.

“Eles estão prestes a chegar ao portão do inferno e serão espancados até a morte, escaldados em água fervente, queimados e esfolados vivos. Eles ficam tão aterrorizados”, escreveu ela.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Ela pediu ao governo de Sichuan que puna os comerciantes de carne de cachorro.
Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes de Yulin durante o festival que é realizado no solstício de verão.

Um morador de Yulin, que afirma ser amante de cães, disse ao Daily Mail que viu pessoas jantando ao ar livre – presumivelmente comendo pratos de carne de cachorro – na Meilin Avenue, uma das ruas de restaurantes da cidade.

Mas o morador, conhecido como Kenny, explicou que comer cachorros era uma tradição apenas entre as gerações mais velhas.

Ele disse que os jovens de Yulin se recusam a comer cachorros e até começaram a adotar animais domésticos.

Embora o festival de carne de cachorro Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International (HSI), ONG que atua em defesa dos direitos animais, disse: “O comércio de carne de cachorro na China representa, antes de tudo, atos de crime e crueldade”.

‘O festival de Yulin é um pequeno mas angustiante exemplo de um comércio indescritivelmente bárbaro dirigido por ladrões de cães e comerciantes criminosos.

“Esses ladrões e vendedores roubam rotineiramente animais domésticos em plena luz do dia usando dardos venenosos e cordas, desafiam as leis de saúde pública e da segurança, e causam um sofrimento horrível aos animais, tudo por uma carne que a maioria das pessoas na China não consome.”

Os parceiros chineses da organização salvaram 62 cães destinados a serem mortos em um matadouro no Yulin dias antes do festival.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

A atriz britânica a atriz Judi Dench e a violinista Vanessa-Mae enviaram nesta semana mensagens sinceras de apoio – por meio da HSI – aos ativistas chineses que lutam apaixonadamente para encerrar o evento anual.

“Não posso imaginar o sofrimento daqueles pobres cães, e espero muito que um dia, em breve, esse comércio cruel termine”, disse a atriz Judi Dench.

Uma petição de 1,5 milhão de assinaturas foi entregue à Embaixada da China no Reino Unido ontem pela HSI junto com outro grupo de bem-estar animal Care2.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três matadouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias.

Foto: EPA

Foto: EPA

Eles disseram que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças aos protestos do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.
Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção dos animais.

E em 2010, um projeto de Lei sobre a Prevenção da Crueldade contra os Animais foi submetido ao Conselho de Estado para sua consideração.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily.

No entanto, até este dia, nenhum progresso foi feito.

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Simon Cowell doa 30 mil dólares para o resgate de animais do comércio de carne de cachorro

Foto: Dan Goldsmith/ITV

Foto: Dan Goldsmith/ITV

O juiz do programa de televisão “America’s Got Talent” e mais recentemente vegano, Simon Cowell, quer acabar com o comércio de carne de cachorro. A estrela doou cerca de 30 mil dólares para ajudar a fechar uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A doação de Cowell foi para a Humane Society International (HSI) em um esforço para resgatar 200 cães que vivem atualmente em uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

Comércio de carne de cachorro na Coreia do Sul

“A doação generosa de Simon significa o mundo para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis, mas temos uma chance real de salvá-los. Esses pobres cães tiveram as piores vidas possíveis até agora, por isso estamos desesperados para tirá-los dessas gaiolas horríveis e mostrar-lhes o que é o amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas”.

A HSI irá realocar os cães resgatados para lares nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Holanda.

De acordo com a HSI, cerca de 30 milhões de cães são mortos a cada ano por carne na China, Coréia do Sul, Indonésia e Vietnã.

“Mais de 2 milhões de cães em milhares de fazendas [sul-coreanas] são mantidos em gaiolas pequenas, estéreis e imundas, expostos aos elementos e recebem pouca comida e água”, observa HSI. “Muitos sofrem de doenças e desnutrição e todos são submetidos diariamente à extrema negligência. Os métodos usados para matar os cães são brutais – a eletrocussão é mais comum ”.

Simon Cowell se torna vegano

Cowell tem sido um crítico feroz do comércio de carne de cachorro. Em 2017, ele apoiou a campanha #EndDogMeat, e no ano passado ele se juntou a 90 celebridades em uma petição pedindo o fim da indústria de carne de cachorro da Indonésia.

O interesse em reduzir o sofrimento dos animais também pode ser resultado da recente mudança de Cowell para uma dieta vegana. A celebridade revelou recentemente que ele se tornou vegano para resolver alguns problemas de saúde persistentes. A mudança teve um efeito quase imediato; Cowell não só perdeu cerca de 10 kg, mas seus problemas crônicos de saúde melhoraram e ele viu um aumento em seus níveis de energia.

E a estrela disse recentemente ao jornal Sun que a mudança tinha ainda outro benefício: “Se antes eu tirava nota oito em uma escala de beleza de um a dez, agora estou com nota 11!, brinca a celebridade”.

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