Cãozinho é encontrado com corpo coberto de piche em Barretos (SP)

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Um cãozinho foi resgatado após ter seu corpo coberto de piche de asfalto na cidade de Barretos, no interior de São Paulo. O responsável pelo crime foi identificado como um homem de 49 anos que foi multado em R$ 3 mil por crime de maus-tratos contra animais. Durante seu depoimento à polícia, o acusado afirmou que tentava tratar um quadro de sarna do cachorro e não tinha intenção de maltratá-lo.

O cãozinho, agora carinhosamente chamado de Chocolate, foi resgatado pela protetora de animais Mirella Assef após a denúncia de um vizinho. Ele foi levado para uma clínica veterinária emergencialmente. Chocolate sentia tanta dor que para tomar banho para a retirada da substância tóxica ele precisou ser sedado com morfina para suportar o procedimento.

As luvas usadas para a retirada do piche da pele do cãozinho derreteram durante o procedimento. O momento foi registrado em um vídeo pela médica veterinária e enviada para a protetora. “O piche é um produto químico tão forte que chegou a derreter a luva durante o banho. Imagina isso na pele do cachorro?”, disse Mirella em entrevista ao G1.

Estima-se que o cãozinho tenha ficado com a substância no corpo por dois dias até ser resgatado. Além dos maus-tratos, Chocolate também não recebia alimento há muito tempo. Após ser sedado, o cãozinho vomitou ossos, pedaços de plástico e de alumínio usados em embalagens de quentinhas. Agora, Chocolate está internado sem previsão de alta.

O cãozinho ainda será submetido a exames e quando se recuperar será disponibilizado para adoção responsável. O suposto tutor do cão responderá pelo crime de maus-tratos contra animais e não poderá criar mais nenhum animal nos próximos cinco anos.

MP intima Havan por propaganda em que cachorro come chocolate

O Ministério Público de Santa Catarina intimou a empresa Havan a prestar esclarecimentos sob o fundamento de uma propaganda da loja considerada abusiva por incitar “o oferecimento de alimentos prejudiciais à saúde dos animais domésticos”, de acordo com o promotor de Justiça Marcelo Brito de Araújo. Na propaganda, relacionada à Páscoa, feita em forma de desenho animado, coelhos alimentam um coelho com ovos de chocolate. A cena gerou denúncias na Justiça, levando o MP a tomar uma atitude.

Foto: Reprodução / YouTube

O MP afirmou, no entanto, que o pedido foi arquivado após descobrir que a “alegação era descabida por tratar-se de desenho animado que desenvolve, em sua breve história, simples narrativa de humor.” As informações são da Gazeta do Povo.

Em nota, o Ministério Público informou que “a solicitação de informações, sem caráter obrigatório, é um procedimento padrão” e que a intimação “tem por objetivo oportunizar o exercício do contraditório, por meio de manifestação da parte interessada, antes do ajuizamento.”

De acordo com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), não há processos em análise sobre o comercial. O órgão atende denúncias de consumidores, autoridades, associados ou da própria diretoria.

A publicidade abusiva é aquela que, segundo o art. 37, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor, é “discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.”

Cresce demanda por chocolate sem nada de origem animal

Por David Arioch

Divulgação

De acordo com informações da ReportBuyer, está crescendo a demanda por chocolate sem nada de origem animal e de melhor qualidade com fins culinários. Em resposta a essa tendência, um relatório publicado hoje mostra que o mercado global está sendo impulsionado especificamente por “chocolates veganos, orgânicos e livres de glúten”.

“Os fornecedores estão se concentrando no lançamento de produtos inovadores com um apelo premium. O crescente lançamento de produtos com chocolates orgânicos, sem glúten, veganos e funcionais é indicativo do aumento de fornecedores que operam no mercado mundial de confeitos de chocolate”, informa o relatório.

No entanto, a ReportBuyer aponta que entre os desafios da atualidade está a flutuação dos preços das matérias-primas, o que interfere no volume de produção. Ainda assim, a previsão é de que a partir da produção de chocolates sem nada de origem animal o mercado alcance uma taxa de crescimento anual composta de pelo menos 3% até 2023.

Petiscos de Páscoa são opções para presentear animais

Os animais também podem comemorar a Páscoa, celebrada neste domingo (21), com petiscos e produtos personalizados. O G1 consultou lojas que vendem produtos para saber sobre produção e preços. E também buscou orientações de um veterinário para saber sobre os riscos do chocolate no organismo dos animais.

Ovos de Páscoa para cachorro são apostas de pet shop de Uberlândia — Foto: Flaviane Azambuja/G1

Uma pet shop no bairro Martins, em Uberlândia (MG), tem diversas opções de produtos. “Nós encomendamos um bolinho de páscoa com flocos de carne, também conhecido como Colomba Pascal, ovinhos de chocolate e ovo de Páscoa, que custa R$ 25. Também temos adereços temáticos”, disse a empresária Fernanda Pereira Faria.

Os itens de Páscoa variam de R$ 2 a R$ 25 e os acessórios são encontrados a partir de R$ 3. De acordo com a empresária, a expectativa é que as vendas aumentem 15% no estabelecimento e a saída de chocolate gire em torno dos 30% nesse período.

A empresária ainda contou à reportagem que a procura vem de tutores que gostam de mimar os companheiros de quatro patas.

A gerente de projetos Michelle Martins costuma comprar chocolate para o cão dela. “Eu trato meu cachorro como um membro da família, como um filho mesmo. Então ele também merece um petisco na Páscoa” disse.

Mas nem todos os animais são adeptos de produtos diferentes. Como por exemplo a yorkshire da advogada Cristiane de Faria. Ela contou que a alimentação da cadela de dois anos sempre é a base de ração.

“Eu não costumo dar outros tipos de alimentos para a Olívia além da ração. Já tentamos agradá-la com petiscos, mas ela não sabe brincar e também é muito pequena. Quanto experimenta esse tipo de comida, ela deixa de se alimentar por dias esperando o agrado”, disse a advogada Cristiane de Faria.

Cuidados

O veterinário Cláudio Yudi fez um alerta sobre os riscos alimentar aos animais com chocolate feito para pessoas. “Embora muito saboroso para humanos, há duas substâncias no chocolate para consumo humano, a teobromina e a cafeína, que são altamente tóxicas para cães. Portanto, não devemos oferecer tal alimento para eles”, ressaltou.

O veterinário ainda disse que essas substâncias, encontradas em maior quantidade em chocolates amargos, podem causar diarreia, vômito, tremores nas patas, fraqueza, aumento da quantidade ingestão de água, aumento do volume de urina, febre e convulsão.

“Os sintomas aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão, podendo ocasionar até a morte do animal. Não existe tratamento específico para este tipo de intoxicação, sendo necessário, na maioria das vezes, a internação do animal e controle dos sintomas por meio de medicamentos e fluidoterapia”, contou o veterinário à reportagem.

Sobre a produção caseira do petisco para os animais, o veterinário disse que só vale aqueles que contêm apenas aromas e essências de chocolate. As indústrias têm estes tipos de substância disponíveis para os cães, mas somente de uso industrial.

“Fazer um agrado com guloseimas, festas e outras mordomias para os nossos queridos amigos peludos é sempre muito bom, mas devemos sempre ser muito responsáveis pela alimentação e que não haja exageros. Eles merecem todo o nosso respeito”, completou o Cláudio.

Fonte: G1

Páscoa: chocolate é tóxico para animais e pode levá-los à morte

Na Páscoa, o consumo do chocolate aumenta significativamente. Os animais, no entanto, não podem comer nenhuma quantidade do produto, que é tóxico para eles. Isso porque o fígado dos cães e gatos não metaboliza a teobromina, uma substância presente no chocolate que está relacionada à quantidade de cacau e afeta o sistema nervoso central dos animais.

Foto: Pixabay

“Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos”, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Os chocolates amargos e mais escuros, que têm maior concentração de cacau, são ainda mais tóxicos. No entanto, o chocolate branco e ao leite também fazem mal à saúde dos animais. As informações são do portal Terra.

O risco existe desde pequenas a grandes doses ingeridas pelo animal. Além disso, como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, ela é perigosa tanto para os animais que consumiram muito chocolate de uma só vez, quanto para aqueles que ingeriram poucas quantidades em dias sucessivos.

A substância, no entanto, não é o único problema. Isso porque o chocolate tem altas doses de gordura e açúcares, o que também faz mal aos animais.

Caso o animal acabe ingerindo chocolate, a orientação é levado ao veterinário com urgência. A quantidade necessária a ser consumida para causar intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, o estado de saúde dele, a sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Os sintomas de intoxicação costumam aparecer cerca de quatro a cinco horas após a ingestão do chocolate. “O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte”, ressalta Vininha.

É importante, portanto, não só não oferecer chocolate ou produtos que contenham chocolate aos animais, como estar atento e não deixar ovos de páscoa, bombons e similares em locais aos quais cachorros e gatos tenham acesso.

“Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho”, conclui Vininha.

Homem cria chocolate vegano por amor à esposa

“Foi um ato de amor”, garante Matt Rubin (Foto: Liz Biro/IndyStar)

Os chocolates veganos SoChatti estão se popularizando entre os veganos nos Estados Unidos. No entanto, o que nem mesmo os consumidores da marca sabem, é que os chocolates SoChatti surgiram a partir de uma história de amor.

Depois que a esposa de Matt Rubin, Sarah, foi diagnosticada com uma alergia ao leite, ela percebeu que não poderia mais consumir os doces de que tanto gostava. “Fiquei definitivamente com raiva. Provavelmente houve algum choro doloroso e furioso também”, relatou ao IndyStar.

Matt então começou a refletir sobre o assunto, e se viu em uma situação em que precisava fazer algo para ajudar Sarah. “Ela disse: ‘Eu nunca vou comer nada de bom de novo’. Estava entre o desespero e a raiva. E eu realmente queria achar uma solução”, explicou.

Ele encontrou inúmeros chocolates sem laticínios, mas praticamente todos tinham traços de leite, o que fazia mal a Sarah – isso quando não eram considerados realmente bons. Ela ficou mais desanimada quando os médicos alertaram que realmente seria improvável que pudesse voltar a consumir qualquer um de seus doces preferidos. Matt também ficou triste, porém não desistiu.

Ele decidiu criar um chocolate que Sarah pudesse comer com prazer e sem medo de sentir algum sintoma da intolerância à lactose. As primeiras experiências não foram boas, mas Matt Rubin continuava dedicando até seis horas do dia à fabricação de um lote de chocolates veganos que Sarah e todo mundo pudesse comer.

Em junho de 2013, quatro meses depois das primeiras experiências, um chocolatier profissional afirmou que o chocolate vegano de Matt, que já havia alcançado o objetivo de agradar o paladar de Sarah, era bom o suficiente para ser comercializado em lojas antes do Dia dos Namorados.

Hoje, cinco anos e meio depois, o empresário, que não se importava com chocolates e que não tinha a mínima ideia de como produzi-los, comanda a marca de chocolates veganos e premium SoCHatti, sediada em Indianápolis, no estado de Indiana. A qualidade, segundo o IndyStar, impressiona até os mais exigentes amantes de chocolate. “Foi um ato de amor”, garante Matt Rubin.