Mais de 130 mil animais vivem em situação de rua em Fortaleza (CE)

Estimativas da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (Coepa) de Fortaleza (CE) indicam que 132 mil animais, entre cachorros e gatos, vivem em situação de rua na cidade. Outros 425 mil têm lares.

Foto: Thiago Gadelha

“Quem abandona os animais são os tutores que não levam para vacinar ou para consulta. Quando o animal envelhece, adoece ou procria, eles abandonam”, analisa a titular da Coepa, Toinha Rocha, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

Segundo ela, dentre os locais onde esses animais vivem, em situação de total negligência, estão universidades, cemitérios e lagoas como a da Parangaba e da Messejana.

De acordo com Heloísa Andrade, moradora do bairro Vila Velha, basta colocar ração em um pote na rua que “aparecem vários animais, que não são cuidados”. Abrigos são feitos por moradores comovidos com o sofrimento dos animais. No entanto, outros se incomodam com as casinhas colocadas nas calçadas – embora elas não atrapalhem em nada no dia a dia das pessoas. No entanto, os que se solidarizam, segundo Heloísa, fazem o que podem, inclusive alimentando e oferecendo água aos animais usando parte de seus orçamentos pessoais.

“A solução que eu acho que deveria ter é a construção de espaços que possam receber esses animais e aumentar as castrações”, aponta.

Crimes contra a natureza

Fortaleza dispõe, há quase um ano, de uma Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). De acordo com o titular da unidade, o delegado Hugo Linard, “o abandono de animais pode repercutir no âmbito penal. A Lei de Crimes Ambientais, no artigo 32, prevê duas condutas de maus-tratos”, detalha.

As denúncias, segundo Linard, podem ser feitas de maneira presencial ou encaminhadas, anonimamente, por telefone ou e-mail. O próximo passo é executado por uma equipe da delegacia, que apura a informação e, caso necessário, encaminha à Justiça. Os profissionais da equipe, de acordo com o delegado, recebem formação ambiental e contam, inclusive, com biólogos.

O delegado considera que o abandono animal precisa ser uma preocupação da sociedade e tem que abranger vários setores, desde a saúde pública até o trânsito, já que o atropelamento de um animal pode não só feri-lo ou matá-lo, como prejudicar também o motorista do veículo.

“Quem se propõe a cuidar de um animal tem de estar ciente das suas necessidades”, ressalta Linard.

Programa de castração

Aproximadamente 4 mil animais foram castrados, entre junho de 2018 e julho deste ano, pelo VetMóvel, da Prefeitura de Fortaleza. Trata-se de um caminhão que, além da castração, faz vacinação, palestras e campanhas de adoção em bairros da cidade.

“Todos os dias surgem novos pontos de abandono. Tem de ter educação e fiscalização”, finaliza Toinha Rocha.


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Los Angeles está a um passo de proibir as corridas de cavalo

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Los Angeles pode em breve se tornar a maior cidade dos Estados Unidos a proibir corridas de cavalo depois de uma série de mortes de cavalos em uma das maiores pistas do sul da Califórnia.

O comissário Roger Wolfson apresentou recentemente uma moção ao Conselho de Serviços Animais de Los Angeles pedindo a proibição. A moção, intitulada “Oposição à Corrida de Cavalos no Estado da Califórnia”, aparece na agenda de terça-feira para votação.

“Espero que possamos tomar uma posição real e definitiva – nenhuma cidade que eu conheça tomou uma posição sobre isso”, disse Wolfson ao City News Service.

“Somos o departamento de serviços de animais, não o departamento de serviços de animais domésticos, e qualquer coisa que afete o bem-estar dos animais em Los Angeles está sob nossa alçada”, disse Wolfson.

Mortes de cavalos em Santa Anita

O movimento segue as mortes de 30 cavalos nos últimos seis meses na pista de corridas de Santa Anita, localizada em Arcadia. Santa Anita tem sido considerada uma das pistas mais prestigiadas do país. A causa das mortes de cavalos ainda está sob investigação, mas especialistas do setor acreditam que pode ter algo a ver com o inverno excepcionalmente chuvoso da Califórnia e seu impacto na superfície da pista.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

“Santa Anita teve 111 corridas em sua pista principal quando a superfície estava classificada como ‘barrenta’, ‘desleixada’ ou ‘fora de serviço’, em comparação com apenas 18 durante o mesmo período do inverno anterior, de acordo com registros da indústria”, de acordo com relatos do The New York mês passado.

“Sessenta e duas dessas corridas foram executadas quando a pista estava selada, o que significa que trenós pesados comprimiram a superfície para evitar que a umidade penetrasse nos níveis mais baixos, criando uma superfície mais dura. Isso pode significar uma enorme dificuldade de pisar para os frágeis cavalos de 490 kg com tornozelos tão finos quanto as garrafas de Coca-Cola”.

A medida tornaria Los Angeles a maior cidade dos EUA a se posicionar contra as corridas de cavalos, um esporte já denunciado por ativistas pelos direitos animais como cruel e desumano. Fraturas e lesões são as principais causas de morte de cavalos de corrida.

E apesar de Los Angeles não ser o local onde fica a pista em que ocorreram as mortes, Wolfson enfatizou a importância do movimento. “Veja, 30 cavalos morreram em Santa Anita; essa é uma cidade próxima de nós. Estamos preocupados com isso”.

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Cachorro perdido que vivia em situação de rua reencontra família e não contém a felicidade

Foto: Sertaç Araç

Foto: Sertaç Araç

Dois meses atrás, quando este cachorrinho chamado Leo desapareceu de sua casa na Turquia, sua família ficou arrasada. Eles procuraram em todos os lugares possíveis por qualquer sinal do filhote amado, mas sem sucesso.

Então, de repente tudo mudou.

Na semana passada, o filho do tutor de Leo, Sertã Araç, estava em uma cidade vizinha a cerca de 100 quilômetros de distância de sua casa, quando um cachorro familiar chamou sua atenção – um cachorro que parecia muito semelhante ao animal doméstico desaparecido da casa de seus pais.

Foto: Sertaç Araç

Foto: Sertaç Araç

O cão aparentemente perdido estava sentado do lado de fora de um café, parecendo desgrenhado e sujo pela vida nas ruas.

“Eu tirei uma foto e enviei para minha mãe e meu pai”, disse Araç ao The Dodo, admitindo que parecia improvável, dada a distância, que este fosse seu cão. “Mas eu estava em dúvida.”

Apesar de diferente, a chance de que realmente fosse Leo existia, então os pais de Araç decidiram dirigir até o local para verificar por si mesmos.

E, como é possível acompanhar neste vídeo que mostra o que aconteceu a seguir, toda a dúvida foi logo deixada de lado:

Leo reconheceu sua família imediatamente – e depois de meses vivendo perdido nas ruas, o cachorrinho ficou muito feliz por finalmente ter sido encontrado.

“Quando Leo nos viu, ele ficou muito feliz e ficamos mais felizes ainda”, disse Araç. “Foi difícil conter a emoção completou ele.

O cachorro perdido estava finalmente indo para casa.

Leo está agora de volta ao lugar ao qual ele pertence, cercado pelo amor de sua família.

Foto: Sertaç Araç

Foto: Sertaç Araç

O final da história de Leo é certamente feliz, mas ela representa uma esperança, também. Por volta do mesmo período em que Leo desapareceu, os outros dois cães dos pais de Araç também desapareceram misteriosamente – trabalho realizado, suspeitam eles, por algum sequestrador local.

Mas com a descoberta e retorno seguro de Leo, as esperanças agora são reforçadas de que eles também serão encontradas um dia.

Foto: Sertaç Araç

Foto: Sertaç Araç

“Estamos tão felizes que Leo está em casa. Vou olhar com cuidado em todos os lugares que visito, na esperança de encontrarmos [os outros dois cães]”, disse Araç. “Meu pai e minha mãe continuarão a procurar o máximo que puderem, porque eles os vêem como filhos e os amam muito.”

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Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Touros são arrastados, maltratados e banhados em cerveja

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

As imagens mostram o momento em que um touro é espancado e arrastado pelas ruas de uma cidade no Peru durante um festival bárbaro e cruel que foi banido oficialmente há cinco anos.

O vídeo filmado por ativistas da ONG Animal Defenders International (ADI) revela que, apesar da proibição, o cruel festival “Jalatoro” ainda está acontecendo em Ayacucho, no Peru.

Nas imagens, o animal aterrorizado é arrastado pelas ruas da cidade em frente a centenas de pessoas.

O touro tenta resistir enquanto é arrastado de um caminhão, preso por cordas ao redor de seus chifres, no meio da multidão em sua maioria composta de pessoas embriagadas.

A cerveja é então despejada sobre o touro e água é borrifada em seu rosto para tentar fazer o touro se mover.

Puxado por um homem montado sobre um cavalo, o animal atormentado corre para as árvores e outros obstáculos enquanto tenta escapar do seu martírio.

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Vários touros supostamente sofreram um destino semelhante e cavalos também foram vistos escorregando e caindo nas ruas de paralelepípedos da cidade.

Jan Creamer, Presidente da ADI: “É revoltante e envergonha a raça humana ver essa violência e abuso bárbaros infligidos a um animal aterrorizado e inocente”.

“A ADI pede às autoridades peruanas que ajam agora e acabem com esse evento cruel e vergonhoso de uma vez por todas.”

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Em 2014, as autoridades na província de Huamanga, em Ayacucho, proibiram esses cruéis festivais chamados de “Jalatoro”, realizados durante a Páscoa.

Mas eles simplesmente continuaram sob o nome “Pascua Toro”.

Historicamente associado a um “presente simbólico” para os pobres, este festival nos dias atuais tornou-se palco de um nível de brutalidade que não tem lugar na sociedade civilizada.

Foto: Animal Defender Internacional

Foto: Animal Defender Internacional

Em 2017, o “Pascua Toro” foi cancelado após um touro “enlouquecer”, ferindo várias pessoas, incluindo um policial.

No ano passado, foi suspenso pelo Ministério Público após o abuso de quatro animais e ferimentos em oito pessoas.

Antes do evento de 2018, a ADI e os ativistas locais receberam ameaças de morte e a polícia avisou que eles não deveriam comparecer; no entanto, eles documentaram o sofrimento inaceitável e vergonhoso desses animais, voltando a fazê-lo novamente este ano.

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Prefeito institui Semana da Consciência Vegana em cidade canadense

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Lienhard, Plcolin Basran, o prefeito de Kelowna, na Colúmbia Britânica (Canadá), proclamou primeira Semana da Consciência Vegana atendendo um pedido dos organizadores do Kelowna VegFest (festival anual vegano).

Os organizadores encorajaram o prefeito a fazer o anúncio como parte de seu boicote ao Ribfest Weekend (Festival da Costela), que foi anunciado em setembro último.

A Global News informou que o evento acontece na semana de 19 a 26 de maio na preparação para o segundo VegFest da cidade que aconteceu em 26 de maio.

Empresas locais criaram uma variedade de ofertas diferentes para comemorar a inauguração da primeira Vegan Awareness Week. Variando de pizzas veganas grátis a brindes oferecidos junto com as compras, a cidade está entusiasticamente envolvida na promoção da Semana da Consciencia Vegana.

Kelowna está se tornando conhecida por ser uma opção aos veganos. Muitas empresas locais aumentaram suas opções veganas, e o restaurante vegano, Naked Cafe, geralmente tem filas de espera para conseguir uma mesa davido a grande procura.

Os proprietários Olivia e Teghan Gordey dizem que isso é em parte porque “agora é moda ser vegano”. Eles acrescentaram que “as pessoas se tornam veganas por diferentes razões, como saúde ou especificamente pelos animais”.

O site do restaurante fala sobre o orgulho que p estabelecimento sente em poder estar envolvido com a comunidade local. A publicação diz: “Nossa equipe está profundamente comovida ao ver uma comunidade vegana se unindo diante de seus olhos, desde que a Naked se tornou realidade em 2015”.

De acordo com o site do VegFest, cerca de 70 fornecedores estarão presentes no festival deste ano. Além da enorme variedade de barracas disponíveis, haverá palestras e outros eventos. Os visitantes podem participar de aulas de ioga, ouvir concertos com os músicos locais ou participar de uma demonstração ensinando como fazer queijo vegano.

Os apresentadores também falarão sobre assuntos com os temas: “Tornar-se um empreendedor vegano”, “Nutrição no esporte” e “Jornada rumo ao desperdício zero”.

Festivais Veganos

O Canadá tem muitas versões do VegFest acontecendo a cada ano. FairSquare descreve como os ontarienses são “presenteados pela escolha” quando se trata de encontrar eventos e festivais veganos.

Bem como grandes cidades como Toronto, Ottawa e Vancouver também hospedam vários eventos, muitas províncias estão criando seus próprios VegFests. Diversos eventos veganos ocorrem no país da Colúmbia Britânica até Quebec e em diversas outras cidades.

Os EUA também estão se tornando conhecidos por seus festivais veganos. A Eat Drink Vegan celebra seu aniversário de 10 anos este ano, e o SoCal VegFest acontece em dois dias em outubro deste ano.

Os organizadores do segundo Kelowna VegFest doarão todo o dinheiro arrecadado aos santuários de animais.

Governo proíbe o abate de animais na primeira cidade vegetariana no mundo

Com uma população de cerca de 175 mil habitantes, e uma área de 700 km2, a cidade de Palitana, em Gujarat, na Índia, vêm sendo chamada de “a primeira cidade vegetariana” do mundo após seu governo ter proibido o abate de animais em 2014.

A proibição se deu em consequência dos protestos de cerca de 200 monges jainistas – todos em greve de fome para mostrar que prefeririam a morte [deles] em vez de permitir o massacre e consumo contínuo de animais na área.

Religião

Há relatos de que cerca de quatro a cinco milhões de pessoas na Índia que seguem a religião jainista e se opõem diretamente à crueldade contra os animais.

O jainismo, tradicionalmente conhecido como Jain Dharma, acredita que animais e plantas, assim como seres humanos, contêm almas vivas. Portanto, os jainistas seguem uma dieta estritamente vegetariana.

“Cada uma dessas almas é considerada de igual valor e deve ser tratada com respeito e compaixão. A essência do jainismo é a preocupação pelo bem-estar de todos os seres do universo e pela saúde do próprio universo”, de acordo com informação da BBC.

O direito à vida

De acordo com a ONG Mercy For Animals, Virat Sagar Maharaj, um praticante monge jainista, disse: “Todos neste mundo – sejam animais ou seres humanos ou uma criatura muito pequena – receberam o direito de viver de Deus”.

A cidade não é, contudo, vegana, pois o consumo de leite de vaca ainda é legal.

Alerta: vida urbana aumenta risco de câncer em animais

Pesquisadores sugerem que os mesmos fatores que aumentam o risco de câncer em humanos, como luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus também são responsáveis por aumentar o perigo para animais selvagens que vivem em cidades.

Luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus são fatores podem estar aumentando o risco de câncer em animais selvagens que vivem em cidades como pássaros, esquilos, ratos, ratos e ouriços.

Liderados por Giradeau Mathieu, para o Proceedings B da Royal Society, os pesquisadores disseram: “As populações de animais selvagens podem ser comparadas a populações humanas pré-históricas, em que dados fósseis indicam uma baixa prevalência de câncer.

“Está claro que as características de um estilo de vida moderno e do ambiente de urbanização trouxeram consigo uma mudança na prevalência de câncer em humanos, mas até agora pouca atenção foi dada a mudanças similares em animais selvagens.

Segundo o Daily Mail, os autores escreveram que apenas recentemente foi indicado que as atividades humanas podem aumentar a taxa de câncer em populações selvagens.

Aves, esquilos, ratos e ouriços são alguns dos animais selvagens afetados das cidades poluídas, afirmam os cientistas.

A alimentação de animais, como esquilos, com pão – que não é uma parte natural de sua dieta – está levando à obesidade, embora precise de mais pesquisas para identificar a ligação, eles sugeriram.

A obesidade está ligada a 10% dos casos de câncer em humanos.

Os pesquisadores também disseram “sugerimos que turistas alimentando pequenos mamíferos, como os esquilos, em parques urbanos, são um bom ponto de partida para começar a procurar por ligações entre alimentos antropogênicos, obesidade e câncer na vida selvagem”.

Acredita-se que a poluição marítima esteja comprometendo o sistema imunológico das tartarugas marinhas e dos leões marinhos, tornando-os mais suscetíveis ao câncer.

Gatos domésticos que vivem em cidades são mais propensos a sofrer o equivalente felino da infecção pelo HIV, enfraquecendo seus sistemas imunológicos e isso os torna mais propensos ao câncer, afirmam os pesquisadores.

As cidades também podem levar à fragmentação do habitat, o que leva a uma maior endogamia das populações devido a barreiras como estradas.

A poluição luminosa já foi apontada com fator de risco para o aumento do câncer em seres humanos.

Conhecido como ALAN, a luz artificial durante a noite, também é susceptível de provocar câncer em animais. Os autores sugerem que mais pesquisas devem olhar para os efeitos da luz sobre as aves – como o aumento dos níveis hormonais, que devido à maior exposição à luz têm sido associados a maiores taxas de câncer.

Poluição no Reino Unido 

A poluição do ar no Reino Unido já foi rotulada como um “constrangimento nacional”.

Os números de 2017 mostraram que 37 das 43 zonas de qualidade do ar em todo o Reino Unido tinham níveis ilegais de poluição por dióxido de nitrogênio, o mesmo número do ano anterior.

Os níveis médios anuais do poluente dos gases do escapamento caíram na maioria dos lugares, segundo dados do governo e da lei ambiental que a ClientEarth revelou.

Mas os níveis ainda são mais do que o dobro do limite legal na Grande Londres e também acima do limite em áreas como Gales do Sul, West Midlands, Glasgow e Grande Manchester.

Brighton, Worthing e Littlehampton, em West Sussex – uma área declarada como legal no ano anterior – subiram para pouco abaixo do limite novamente, segundo as estatísticas.

O Reino Unido tem violado os limites de poluição da UE para dióxido de nitrogênio, muitos dos quais vêm de veículos a diesel, desde que as regras entraram em vigor desde 2010. As informações são do Daily Mail.

A poluição do ar causa cerca de 40.000 mortes prematuras por ano no Reino Unido e está ligada a problemas de saúde, desde doenças infantis até doenças cardíacas e até mesmo demência.

Poluição do ar no Brasil

A OMS, alertou ano passado que a poluição do ar é responsável por mais de 50 mil morte no Brasil a cada ano.

As partículas poluentes estão em toda parte e são produzidas pelo escapamento de veículos, usinas de energia e agricultura. As substância entram no corpo humano e animal através da respiração se liga aos pulmões provocando problemas respiratórios e aumentando o risco de câncer.

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Queimada no cerrado. Foto: José Cruz | ABr Agência Brasil

O novo levantamento da OMS indica que entre as cidades que monitoram os poluentes, Brasília foi a que registrou o nível mais alto (137 microgramas por metro cúbico), em 2013. Uma das possíveis explicações para esse número é a seca prolongada e as queimadas no Cerrado.

Em São Paulo, um hospital veterinário da Zona Sul de São Paulo, registra um aumento no número de atendimentos de 40% no outono e no inverno. “Eles têm as mesmas doenças respiratórias, bronquite, pneumonia, asma. Nessas épocas em que há muita poluição, ar muito seco, eles podem vir a sofrer, mesmo medicados”, diz o veterinário Mário Marcondes ao G1.

Pica-paus que vivem em São Paulo correm risco de extinção

Primeiro foram as ararinhas-azuis. Agora são os pica-paus que estão ameaçados de extinção no Brasil, sobretudo na cidade de São Paulo, uma selva de pedra que destina cada vez menos espaço para essas aves.

Foto: Rudimar Narciso

Elas têm como habitat as frondosas árvores, com troncos circundados por grossas camadas de cascas, como os jacarandás, que estão desaparecendo da cena urbana.

O ornitólogo Dalgas Frisch, com 88 anos, 81 deles dedicados aos pássaros brasileiros, está empenhado em salvar os pica-paus desse lento e gradual processo de desaparecimento em São Paulo. Como Dalgas mora ao lado da Reserva Ecológica do Morumbi, uma mata com 24 hectares no coração de São Paulo, ao lado do Palácio dos Bandeirantes, ele percebeu que os pica-paus, antes abundantes na região, estão rareando. Por isso, há dois anos começou a estudar o fenômeno, acompanhando o dia a dia desses pássaros, com fotografias e filmagens. Afinal, no México os pica-paus já estão praticamente extintos, tanto em função do desmatamento como pelo fato de que os moradores acreditavam que suas penas tinham propriedades medicinais (a fumaça com a queima das plumagens ajudava mulheres a suportar as dores do parto).

Mas, em São Paulo, a ameaça maior vem da Prefeitura, segundo ele. Os funcionários de parques e jardins vêm dedetizando com inseticidas as árvores para matar cupins e esse veneno é letal para esse tipo de pássaro, que têm por hábito perfurar as árvores com o bico para encontrar insetos que os alimentam ou até mesmo a fazer seus ninhos nos buracos “cavados” por eles nos troncos. Além disso, a Prefeitura vem substituindo os Jacarandás por plantas de textura lisa, onde os pássaros não conseguem se “segurar” para poder furar as árvores. Ele garante que vai procurar o prefeito Bruno Covas para expor o problema.

Dalgas acabou descobrindo uma coisa também importante para a sobrevida dos pica-paus. “Como esses pássaros fixam as patinhas nas árvores para fazer os furos com os potentes bicos, eles usam as asas e caudas, chamadas tecnicamente de remiges e retrizes, para se apoiar nas árvores. Mas as asas e caudas acabam ficando grudadas pela resina absorvida das plantas. Se elas não se livram das resinas, não conseguem apoio para a fixação às plantas em novas operações, e podem morrer”, diz o ornitólogo. Dalgas percebeu que esses pássaros necessitam banhar-se para retirar a resina das asas com bastante frequência. Recomenda que moradores em áreas habitadas pelos pica-paus implantem recipientes com água para permitir o acesso dos pássaros ao banho diário, hábito que já adota em sua casa no Morumbi.

Um estudo completo sobre essa constatação está sendo preparado para publicação na revista Nature, no Reino Unido. “Ainda podemos salvar o pica-pau paulistano da extinção”, resume Dalgas. A dedicação a esse estudo foi tamanha que Dalgas caiu, em junho último, de uma enorme escada que ele instalou para fotografar de perto os pica-paus que observa no Morumbi. Resultado: fraturou o crânio e ficou dois meses internado no Hospital Albert Einstein, entre a vida e a morte.

Sobre Dalgas Frisch

Dalgas é uma referência mundial para a ornitologia brasileira. Nascido em São Paulo, embora filho de dinamarquês, ele acaba de receber o título de cidadão da Dinamarca pelos relevantes serviços em prol da preservação da fauna e flora, inclusive da Amazônia, principalmente por ter contribuído para a demarcação do Parque do Tumucumaque, com 10 milhões de hectares, encravado entre as florestas amazônicas do Brasil, Suriname e Guiana Francesa, uma área maior do que o território de Portugal (9,2 milhões de hectares).

Foi nessas florestas, inclusive, no Acre, que o ornitólogo fotografou e gravou o som dos sete cantos do Uirapuru, um pássaro que só vive na Amazônia (ver box em anexo). Só ele, em todo o mundo, conseguiu essa façanha. Mas quem acha que o velho Dalgas aposentou-se e que só vive das glórias do passado, não imagina do que ele é capaz para manter o sangue de pássaros correndo em suas veias. Ele é praticamente um homem pássaro.

Fonte: IstoÉ