Nasa testou solo lunar em animais e levou parte deles à morte

A chegada do homem à lua teve um custo muito grande para os animais, que sofreram em experimentos. Devido a dúvidas sobre a saúde dos tripulantes do Apollo 11, cientistas da Nasa realizaram testes em animais para garantir as amostras lunares trazidas à Terra não eram perigosas. Alguns desses animais, no entanto, não sobreviveram.

Crédito: Shutterstock

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os responsáveis por coletar amostras do solo lunar. Sob a alegação de que era preciso verificar se o material não geraria danos ao ecossistema, a Nasa escolheu diversos animais para representar as espécies que habitam o planeta e os condenou à exploração de uma ciência cruel que coloca vidas em risco e as submete a testes antiéticos em nome de seus próprios interesses.

Codornas japonesas foram escolhidas para representar as aves, camundongos representaram os roedores, o camarão marrom e o rosa, além das ostras, foram explorados nos testes representando os moluscos. Moscas, baratas e traças eram as representantes dos insetos. Peixes também foram vítimas do estudo. As informações são do portal Edition.

As codornas e os camundongos receberam injeções com amostras lunares. No caso das espécies aquáticas, poeira lunar foi colocada na água. Os insetos receberam o material através dos alimentos. Após os testes, as ostras não suportaram e morreram. As mortes, segundo os cientistas, pode ter relação com o fato de que o experimento foi feito durante o período de acasalamento.

“Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar os seres humanos, peixes, pássaros animais e plantas”, disse Charles Berry, chefe de operações médicas durante a Apollo 11, ignorando que nenhuma necessidade de comprovação justifica submeter animais a testes, tratando-os como objetos sem importância.

Plantas também foram submetidas a testes, em um trabalho realizado pela Nasa em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sementes de tomate, cebola, samambaia, repolho e tabaco foram cultivadas em um solo com adição de material retirado do espaço.

Na época em que os testes foram feitos, Judith Hayes, chefe da divisão de Pesquisa Biomédica e Ciências Ambientais da Nasa, comentou os resultados. “Eles não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares, e não havia nenhum microorganismo que fosse atribuído a qualquer fonte extraterrestre ou lunar”, afirmou. Segundo ela, a tripulação que foi enviada à lua não apresentou sinais de doença infecciosa e quase todos os animais sobreviveram aos experimentos.

No entanto, mesmo tendo concluído que os resultados necessários haviam sido obtidos, a Nasa continuou a explorar animais em testes até 1971, quando foi realizada a missão Apollo 14.


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Macacos morrem após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos

Macacos explorados em um experimento científico morreram após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos. Os testes cruéis estão sendo feitos pela statup eGenesis no Massachusetts General Hospital, localizado nos Estados Unidos. O objetivo da empresa é criar porcos geneticamente modificados para que os órgãos desses animais abasteçam bancos de órgãos humanos. Para avaliar a efetividade do projeto, os implantes estão sendo realizados nos macacos.

Foto: Pixabay

Os experimentos estão em fase inicial. No entanto, até o momento, as modificações genéticas em porcos feitas pela empresa foram as maiores em quantidade. Em 2015, 62 edições genéticas foram feitas para inibir um vírus comum no genoma dos porcos que impediria um transplante em humanos. As informações são da revista Galileu.

Alguns macacos da espécie babuíno que foram explorados nos testes sobreviveram por meses. Muitos, porém, morrem rapidamente. A morte dos animais não comove a eGenesis e, segundo a co-fundadora da empresa, Luhan Yang, “deve haver uma explicação biológica” para essas mortes, que está sendo investigada. O objetivo é “concertar isso” – para beneficiar a ciência e os seres humanos.

A eGenesis não divulgou todas espécies de macacos estão sendo exploradas e quais órgãos estão sendo implantados.

A pesquisa científica foi alvo de críticas da ONG PETA (do inglês, People for the Ethical Treatment of Animals). “Os porcos são indivíduos e não meras partes avulsas”, afirmou um porta-voz da entidade.

De acordo com Muhammad Mohiuddin, diretor do programa de transplante cardíaco da Universidade de Maryland, nos EUA, a remoção de genes pode prejudicar os animais caso resulte em efeitos colaterais não intencionais. O pesquisador, no entanto, não se preocupou com a integridade física dos animais e focou em como eles podem ser explorados para que, futuramente, tenham órgãos compatíveis com seres humanos.

Nota da Redação: tratar porcos e macacos como meros objetos de pesquisa para que seres humanos se beneficiem é uma prática antiética e cruel. Os animais devem ter o direito à integridade física e à vida respeitados e não podem ser explorados pela ciência. Problemas humanos, como a questão dos transplantes, devem ser resolvidos entre as pessoas, sem envolver os animais, que não têm responsabilidade nenhuma sobre o tema e que não devem ser prejudicados.


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