Morre o último rinoceronte-de-sumatra na Malásia

Tam, ó último rinoceronte-de-sumatra morre na Malásia | Foto: AFP

Tam, ó último rinoceronte-de-sumatra morre na Malásia | Foto: AFP

O último sobrevivente do sexo masculino dos rinocerontes-de-sumatra da Malásia, chamado de Tam, morreu na segunda-feira (27), afirmaram autoridades da vida selvagem, deixando apenas uma fêmea no país e colocando a espécie criticamente ameaçada para mais próximo da extinção.

Descoberto rondando de uma plantação de dendezeiros em 2008, Tam foi capturado e transferido para a Reserva de Vida Selvagem de Tabin, no estado de Sabah (Malásia). Esforços para que ele se reproduzisse com dois rinocerontes do sexo feminino – Puntung, capturado em 2011, e Iman, capturado em 2014 – não tiveram sucesso.

Com a eutanásia de Puntung em 2017 devido ao câncer, o Iman (uma fêmea) é agora o único membro remanescente de sua espécie na Malásia. Devido a décadas de perda de habitat e caça, acredita-se que existam menos de 80 rinocerontes de Sumatra na natureza, a maioria na ilha vizinha de Sumatra. O resto está espalhado por Kalimantan, no Bornéu indonésio.

Uma vez com uma espécie tão populosa que atingia todo o leste da Índia e toda a Malásia, o rinoceronte da Sumatra foi quase dizimado, restando menos de 80 indivíduos no mundo, de acordo com o World Wildlife Fund.

Apenas um punhado dessas belas criaturas permanece nas selvas da Indonésia.

Os rinocerontes-de-sumatra são tão poucos que, de fato, os especialistas acreditam que o isolamento é a maior ameaça à existência da espécie. Isso ocorre porque as fêmeas dessa espécie podem desenvolver cistos e miomas em seus tratos reprodutivos se ficarem muito tempo sem acasalamento.

Segundo os especiaistas envolvidos, essa foi a causa da infertilidade de Iman. A incapacidade de Puntung em transportar fetos pareceu se originar de ferimentos causados por armadilhas de caçadores e uma gravidez fracassada quando estava na natureza.

O diretor do Departamento de Vida Selvagem de Sabah, Augustine Tuuga, disse que o macho malaio Tam vivia em uma reserva natural na ilha de Bornéu para protegê-lo de ser caçado.

A causa da morte do animal não foi imediatamente esclarecida, mas relatos anteriores sugeriram que ele sofria de problemas renais e hepáticos.

A condição de Tam estava em constante declínio desde o final de abril, quando seu apetite e estado de alerta diminuíram, disse Tuga ao jornal malaio The Star. Testes de urina revelaram que os rins do rinoceronte e talvez outros órgãos haviam começado a falhar.

As autoridades ainda não sabem dizer por que Tam se deteriorou tão rapidamente, mas pode ter sido apenas a velhice. Estima-se que Tam tivesse trinta e poucos anos, e esses animais só têm uma expectativa de vida de 35 a 40 anos, disse Tuuga ao jornal de Singapura The Straits Times.

A morte de Tam vem de encontro a um esforço contínuo de conservacionistas na esperança de usar técnicas de fertilização in vitro (FIV) para criar descendentes do último rinoceronte-de-sumatra da Malásia, Iman, e um macho indonésio.

Tuuga disse que houve problemas com o útero de Iman e que ela era incapaz de engravidar, mas ainda era capaz de produzir óvulos.

“Nós apenas temos que cuidar do último rinoceronte remanescente. É tudo o que podemos fazer e tentar, se possível, trabalhar em conjunto com a Indonésia”, disse ele.

*Uma nova esperança*

Por mais trágica que a morte de Tam seja, ela representa um alerta para buscar mais animais em estado selvagem, diz Kinnaird, que tem coordenado os esforços de rinocerontes de Sumatra na WWF International nos últimos dois anos.

A boa notícia é que no final do ano passado a coalizão já havia conseguido capturar uma nova fêmea chamada Pahu. Sua transferência para uma nova instalação de criação em Kelian foi tão importante que o rinoceronte recebeu uma escolta da polícia e dos tratores de limpeza de deslizamentos de terra.

Até onde os especialistas podem dizer, Pahu parece ser reprodutivamente saudável, diz Kinnaird; ela está se adaptando bem em sua nova casa e, com alguma sorte, poderá em breve ter companhia.

“Nossas pesquisas mais recentes indicam que há outros rinocerontes ainda andando pelas florestas de Kalimantan”, diz Kinnaird, “o que me dá esperança renovada”.

“Precisamos continuar focados no laser para salvar os restantes 80 rinocerontes-de-sumatra, usando uma combinação de proteção intensiva e criação em cativeiro, e trabalhando com a população local para incutir orgulho de que o rinoceronte faça parte de sua herança biológica”, diz Ellis. “Esta é uma batalha que não podemos perder”.

Estudo da compreensão do comportamento animal pode ajudar na conservação da vida selvagem

Foto: Arpat Ozgul/University of Zurich

Foto: Arpat Ozgul/University of Zurich

O avanço nas tecnologias dos sensores permitiu que os biólogos de campo, possam agora coletar uma massa crescente de dados cada vez mais precisos sobre o comportamento animal. No entanto, não há atualmente nenhum método padronizado para determinar exatamente como interpretar esses sinais.

Pegando os suricatos como exemplo. Um sinal de que o animal está ativo pode ser o fato de que ele está se movendo; já quando feito alternativamente, pode indicar que está cavando em busca de sua presa favorita: escorpiões. Da mesma forma, um suricato imóvel pode estar descansando – ou vigiando, conforme informações do Science News.

Em um esforço para responder a essas perguntas, pesquisadores do Laboratório de Análise e Medição de Movimento (LMAM) da EPFL se uniram a colegas do Grupo de Pesquisa em Ecologia da População da Universidade de Zurique para desenvolver um modelo de reconhecimento de comportamento. A pesquisa foi realizada em conjunto com o Centro de Pesquisa Kalahari.

Avaliando o impacto humano na vida selvagem

“A atividade humana tem um impacto cada vez maior e mais frequente no comportamento animal”, diz Pritish Chakravarty, estudante de doutorado no LMAM.

“Uma vez que entendemos como o comportamento animal muda em resposta a estímulos externos, podemos moldar melhor nossos esforços de conservação”, diz Chakravarty.

O doutorando explica, por exemplo, que as autoridades podem designar áreas de alimentação e caça conhecidas como áreas protegidas. “Mas isso só pode acontecer se soubermos com alta precisão quais sinais significam que o animal está procurando comida, mudando de localização ou engajado em uma atividade estática”.

Uma nova abordagem biomecânica

O novo modelo baseia-se em princípios biomecânicos gerais, como postura, intensidade de movimento e frequência. Ele permite que os pesquisadores determinem com precisão o que um animal está fazendo – descansando, vigiando, correndo ou procurando comida – usando informações de um acelerômetro portátil.

O dispositivo, que é compatível com uma variedade de espécies, teve seu propósito inicial adaptado pela equipe de pesquisa do LMAM, para capturar dados como inclinação do corpo, aceleração, vibrações e impactos.

Primeiro, o modelo distingue entre duas categorias amplas de comportamento – dinâmico (corrida, busca de comida) e estático (descanso, vigilância) – pela análise da intensidade do movimento e da postura.

Se o animal estiver parado, os pesquisadores podem dizer se ele está descansando ou vigiando, ao observar a inclinação de seu tronco. E quando o animal está em movimento, ele pode usar a intensidade e a frequência do movimento para determinar se ele está correndo ou procurando comida.

Dados de campo

O trabalho de campo foi realizado por voluntários especialmente treinados, durante um bom tempo, no Centro de Pesquisa Kalahari. A equipe colocou coleiras de sensores em 10 suricatos, registrou dados e filmou os animais durante três horas.

Depois de analisar as gravações para identificar diferentes tipos de atividade, os pesquisadores desenvolveram um modelo híbrido, usando princípios biomecânicos e os dados coletados em campo para treinar o algoritmo de aprendizado (software) para reconhecer diferentes padrões de comportamento.

O trabalho dos pesquisadores marca o primeiro passo na construção de um método padronizado para analisar o comportamento animal a partir de sinais captados por um acelerômetro. O modelo pode ser refinado para produzir informações mais precisas e detalhadas sobre comportamentos específicos em estudos futuros.

“O modelo de análise poderia ser usado, por exemplo, para fornecer uma estimativa de quanta energia um animal gasta procurando por comida”, diz Chakravarty. “Isso nos diria quanto tempo e esforço é necessário para um suricato encontrar algo para comer e se um determinado ponto é de interesse particular para o grupo todo.”

O Kalahari Research Center foi criado em 1993 pela Universidade de Cambridge e é palco de vários projetos de pesquisa.

Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitamente

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O plástico infinitamente reciclável agora é possível graças às descobertas feitas pelos pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab), do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), na Califórnia (EUA). Os cientistas publicaram recentemente um relatório descrevendo o desenvolvimento realizado por eles de polidiketoenamina (PDK) – um material semelhante ao polietileno tereftalato (PET), com algumas diferenças fundamentais.

“A maioria dos plásticos nunca foi feita para ser reciclada”, disse o principal autor do relatório, Peter Christensen. “Mas descobrimos uma nova maneira de criar plásticos (unindo moléculas) que leva em consideração a reciclagem a partir de uma perspectiva molecular.”

A estrutura da maioria dos plásticos é composta de grandes moléculas chamadas polímeros, os quais são compostos por monômeros de carbono menores.

Para criar itens como garrafas de água, sacos, sacolas, canudos multicoloridos e embalagens elásticas para guardar alimentos, os fabricantes adicionam vários produtos químicos e enchimentos para dar aos plásticos as qualidades desejadas – o que dificulta a reciclagem de diferentes tipos de plásticos, pois o resultado final é imprevisível e/ou indesejável.

Os pesquisadores do Berkeley Lab descobriram uma maneira de fechar esse ciclo com o PDK, que é “circular” quando se decompõe em sua estrutura molecular original com a aplicação de ácido e pode ser reutilizado quase infinitamente antes de ser transformado em combustível no final de sua vida útil.

“Estamos em um ponto crítico em que precisamos pensar sobre a infra-estrutura necessária para modernizar as instalações de reciclagem para a futura classificação e processamento de resíduos”, disse o pesquisador-chefe Brett Helms.

“Se essas instalações fossem projetadas para reciclagem ou reciclagem de PDK e plásticos relacionados, então poderíamos desviar mais efetivamente o plástico dos aterros e dos oceanos. Este é um momento emocionante para começar a pensar em como projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir plásticos circulares”.

Os cientistas estão atualmente procurando por oportunidades de licenciamento e colaboração, em um esforço para deter a poluição por plásticos.

Entenda a poluição dos micro plásticos (partículas dos materiais feitos de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as consequências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Cientistas pedem que Europa condicione importações do Brasil a cumprimento de compromissos ambientais

Uma carta assinada por 602 cientistas de instituições europeias, pedindo que a União Europeia (UE), segundo maior parceiro comercial do Brasil, condicione a compra de insumos brasileiros ao cumprimento de compromissos ambientais, foi publicada na edição de sexta-feira (26) a revista Science.

Foto: AFP

O documento apresenta três recomendações, baseadas em princípios de sustentabilidade, para que os europeus continuem consumindo produtos brasileiros. A carta pede que os direitos humanos sejam respeitados, assim como o rastreamento da origem dos produtos seja aperfeiçoado e que um processo participativo que ateste a preocupação ambiental da produção seja implementado, com a inclusão de cientistas, formuladores de políticas públicas, comunidades locais e povos indígenas.

O teor da carta, escrita por cientistas representantes de todos os 28 países-membros da UE, representa preocupações da Comissão Europeia, órgão politicamente independente que defende os interesses do conjunto de países do bloco político-econômico e que há aproximadamente quatro anos tem estudado a forma como as relações comerciais impactam o clima mundial.

Um dos autores da carta é o brasileiro Tiago Reis, pesquisador de questões de uso do solo, políticas de mitigação climática, combate ao desmatamento e cadeias produtivas da Universidade Católica de Louvain.

“A iniciativa é importante, sobretudo neste momento em que sabemos que a Comissão Europeia está estudando o assunto e formulando uma proposta de regulação para a questão da ‘importação do desmatamento'”, disse o cientista à BBC News Brasil. O Ministério do Meio Ambiente do Brasil não se posicionou sobre o tema.

Foto: Thiago Foresti

“Exortamos a União Europeia a fazer negociações comerciais com o Brasil sob as condições: a defesa da Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas; a melhora dos procedimentos para rastrear commodities no que concerne ao desmatamento e aos conflitos indígenas; e a consulta e obtenção do consentimento de povos indígenas e comunidades locais para definir estrita, social e ambientalmente os critérios para as commodities negociadas”, diz a carta.

De acordo com o documento, a UE comprou mais de 3 bilhões de euros em ferro do Brasil em 2017 “a despeito de perigosos padrões de segurança e do extenso desmatamento impulsionado pela mineração” e, em 2011, importou carne de boi do Brasil que estava associada a um desmatamento de “mais de 300 campos de futebol por dia”.

As exportações para a UE alcançaram, em 2018, 17,56% do total do Brasil – o que representa mais de US$ 42 bilhões, com superávit de US$ 7,3 bilhões. Desse total, US$ 500 milhões corresponde à carne, quase US$ 2,9 bilhões ao minério de ferro e US$ 1,5 bilhão ao cobre, segundo dados do Ministério da Economia.

De acordo com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a Amazônia apresenta índices recordes de desmatamento. O Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes) registrou 13,7% de aumento do desmatamento na região em relação aos 12 meses anteriores, o que é considerado o maior número nos últimos dez anos. A área desmatada equivale a cinco vezes o município de São Paulo.

A principal responsável pelo desmatamento é a pecuária. Um estudo feito em 2016 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) concluiu que 80% do desmatamento do Brasil é causado pela conversão de florestas em pastagens para abrigar e alimentar animais que serão mortos para consumo humano. Outros 7% são de responsabilidade das mineradoras.

Foto: Larissa Rodrigues

Por ser forte parceira comercial, a Europa é corresponsável pelo desmatamento brasileiro, afirma a principal autora do texto, a bióloga especialista em conservação ambiental Laura Kehoe, pesquisadora da Universidade de Oxford.

“Queremos que a União Europeia pare de ‘importar o desmatamento’ e se torne um líder mundial em comércio sustentável”, disse ela. “Nós protegemos florestas e direitos humanos ‘em casa’, por que temos regras diferentes para nossas importações?”, completou.

“É crucial que a União Europeia defina critérios para o comércio sustentável com seus principais parceiros, inclusive as partes mais afetadas, neste caso as comunidades locais brasileiras”, afirmou a bióloga conservacionista Malika Virah-Sawmy, pesquisadora da Universidade Humboldt de Berlim.

Para que os pontos apontados pela carta sejam tratados como condições para tratativas comerciais entre Brasil e União Europeia, é preciso que regras sejam criadas pela Comissão Europeia. Caso as sugestões dos cientistas sejam acatadas pelo órgão, será necessários definir de que maneira os parceiros comerciais da UE, dentre eles o Brasil, pretendem criar organismos para cumprir as exigências.

O brasileiro Tiago Reis explica que a carta foi consolidada e os signatários foram reunidos após dois meses de articulação entre os cientistas europeus.

“Criamos o texto acompanhando a evolução do novo governo brasileiro. Estávamos preocupados com as promessas de campanha, mas quando essas promessas passaram a ser concretizadas, com edição de decretos, decidimos que precisávamos fazer algo”, disse ele.

“Existe, hoje, um discurso no Brasil que promove a invasão de terras protegidas e o desmatamento. Isso gerou sinais de alerta na comunidade científica internacional”, acrescentou.

Foto: Thiago Foresti

Na carta, os cientistas afirmam que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), trabalha “para desmantelar as políticas anti-desmatamento” e ameaça “direitos indígenas e áreas naturais”. Além da assinatura dos cientistas, a carta conta com o apoio de duas entidades brasileiras, que juntas representam 300 povos indígenas. São elas,  a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Entre os retrocessos do governo Bolsonaro, está a publicação de decretos que transferem órgãos de controle ambiental para outras pastas, diminuindo a atuação do Ministério do Meio Ambiente. Três desses órgãos foram cedidos para o Ministério do Desenvolvimento Regional, e o Serviço Florestal Brasileiro, por exemplo, foi realocado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que é comandado por Tereza Cristina, ligada à bancada ruralista.

A demarcação de terras indígenas, que era de responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), passou para o Ministério da Agricultura, e a Funai foi remanejada, deixando de ser vinculada ao Ministério da Justiça e acabando subordinada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que tem à frente Damares Alves.

Também ocorreram exonerações de funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). E, na semana passada, processos contra a produção de soja em áreas protegidas em Santa Catarina foram arquivados pelo Ibama.

Ainda sobre o Ibama, o próprio presidente desautorizou, através das redes sociais, operações em andamento contra a exploração ilegal de madeira no estado de Rondônia.

Cientistas exploram macacos e colocam genes humanos nos animais

Macacos foram explorados e submetidos a experimentos cruéis por cientistas chineses do Instituto de Zoologia de Kunming, que injetaram genes humanos nos cérebros desses animais com a intenção de torná-los mais inteligentes. O estudo foi publicado no jornal National Science Review.

Macacos da espécie rhesus foram explorados por cientistas (FOTO: WIKIPEDIA COMMONS)

Onze macacos da espécie rhesus (Macaca mulatta) foram vítimas do experimento. Eles receberam em seus cérebros o gene MCPH1, que é considerado importante para o desenvolvimento cerebral humano. A revista MIT Technology Review afirmou que os embriões dos macacos foram expostos a um vírus que carregava o gene.

Os macacos que receberam os genes apresentaram um desempenho melhor em testes de memória a curto prazo e tempos de reação mais curtos, se comparados aos macacos normais. Além disso, seguindo um padrão de aprendizado semelhante ao humano, os cérebros dos animais modificados demoraram mais para se desenvolver, segundo informações da Revista Galileu.

De acordo com os cientistas, pela primeira vez um experimento foi utilizado para explicar a base genética da origem do cérebro humano. A pesquisa, no entanto, foi fortemente criticada, devido à crueldade presente nela.

Uma das pessoas que contestou o estudo, criticando a falta de ética dos pesquisadores ao explorar macacos em um experimento, foi a bioeticista Jacqueline Glover, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. “Humanizar macacos é causar danos. Onde eles viveriam e o que eles fariam? Não crie um ser que não pode tem uma vida significativa, seja qual for o contexto”, disse Glover, em entrevista ao jornal britânico The Independent.

O grupo internacional de defesa dos direitos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) também se posicionou contra a pesquisa. “Macacos-rhesus são primatas muito inteligentes que formam relações sociais complexas, experimentam cada emoção que os humanos também sentem e podem sofrer como nós. Nesse estudo, macacos fêmea foram abertas e fertilizadas artificialmente – e muitas gravidezes foram interrompidas”, criticou a pesquisadora do PETA, Anna Van Der Zalm, ao jornal The Sun.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Onda de calor ameaça golfinho do Indo-Pacífico, alertam cientistas

Um grupo de cientistas alertou que uma onda de calor marinha em 2011 reduziu a taxa de natalidade e sobrevivência do golfinho do Indo-Pacífico na baía de Shark, na costa oeste da Austrália, ou seja, isso poderia colocar a longo prazo em risco a existência nessa região de um dos animais mais inteligentes do mundo, conforme um artigo publicado na revista científica Current Biology.

Foto: AFP 2019 / Toshifumi KITAMURA

No início de 2011, uma onda de calor marinha produziu uma massa de água quente que elevou as temperaturas das costas ocidentais da Austrália em quatro graus centígrados acima da média. O número destes cetáceos diminui em 12%, enquanto a quantidade de crias por fêmea também foi reduzida devido ao fenômeno natural ocorrido há oito anos.

Com isso, é possível notar que a onda de calor foi devastadora e que ela afetou negativamente as pradarias marinhas e as populações de peixes.

“Nossos resultados sugerem que os fenômenos meteorológicos extremos podem ser demasiadamente prejudiciais […] o que gera um impacto negativo a nível de população”, afirmou Simon Allen, pesquisador associado da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol (Reino Unido) e coautor do artigo.

Allen enfatizou que as ondas de calor geralmente estão relacionadas com a mudança climática, o futuro do “ecossistema em geral” está em risco a longo prazo.

Além disso, o estudo examinou informações demográficas de mais de 5.000 indivíduos deste tipo de golfinho entre 2007 e 2017, sendo que os pesquisadores especificaram que a diminuição da espécie causada pela onda de calor afetou diretamente a alimentação das crias do golfinho do Indo-Pacífico e os expondo aos predadores, já que seus progenitores ficavam mais tempo longe em busca de alimentos, o que contribuiu para o aumento da mortalidade das crias deste animal.

Fonte: Sputnik News

Estudo de Harvard aponta 90 benefícios da agricultura celular

Foto: Alexander Raths

Foto: Alexander Raths

Um novo estudo realizado pela universidade de Harvard intitulado “90 razões para considerar a agricultura celular” foi desenvolvido para apontar uma lista abrangente de vantagens encontradas em investir no desenvolvimento de carnes a base de células.

A pesquisa se refere a agricultura celular, método desenvolvido cientificamente, com utilização de tecnologia avançada, em que são cultivadas células de carne em laboratório, sem necessidade de crueldade ou morte de nenhuma animal.

O estudo aponta que “a agricultura celular tem o potencial de influenciar nos problemas da saúde pública, do meio ambiente e dos direitos humanos/animais em uma escala notável, colocando a descoberta em uma classe sem precedentes verdadeiramente capaz de revolucionar o mundo”.

O estudo considera os benefícios para a saúde oferecidos pela carne cultivada em laboratório, tais como: eliminar a necessidade de antibióticos, reduzir o risco de contaminação e possibilidade de alergias, bem como fornecer proteínas para a população mundial, que permanece em crescente aumento.

Os benefícios ambientais da agricultura celular também são mencionados: ela usa significativamente menos terra e água, emite uma fração mínima de gases de efeito estufa e diminui a poluição quando comparada à agricultura tradicional.

Muitos aspectos dos direitos humanos e animais são mencionados no estudo, como a injustiça e o trabalho escravo dos trabalhadores, o sofrimento dos animais, o perigo para as espécies ameaçadas devido à perda e poluição do habitat e a perda contínua de biodiversidade, todas questões que seriam impactadas com uma mudança para a produção de carne baseada em células.

As razões citadas no estudo também mencionam as vantagens financeiras da indústria de agricultura celular. Uma produção mais controlada pode não apenas economizar dinheiro, mas também reduzir o desperdício, fornecer uma qualidade consistente do produto e, com o reduzido impacto ambiental, evitar os impostos sobre o carbono.

Cientistas promovem ações para proteger mico-leão-da-cara-preta

Cientistas criaram o Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta devido a um eminente risco de extinção. Com apenas 400 animais vivos, a espécie está classificada como “em perigo” na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente. A redução do habitat, destruído pelo desmatamento causado pela ação humana, é a principal ameaça aos micos.

O projeto criado pelos cientistas tem o objetivo de realizar ações para proteger a espécie com base no Plano de Ação Nacional (PAN), que contempla 13 espécies de primatas da Mata Atlântica que estão ameaçadas de extinção. As informações são da Revista Galileu.

(FOTO: CELSO MARGRAF)

Com previsão de duração de 18 meses, o projeto teve início em fevereiro deste ano. Três fases serão executadas, são elas: fazer a estimativa da ocupação atual do mico-leão-da-cara-preta, monitorar a ocupação em toda a área de distribuição; obter dados da espécie, saber como utilizam o local e qual é seu estado de preservação; apoiar a gestão do Parque Estadual do Lagamar de Cananéia (SP) e do Parque Nacional de Superagui (PR), locais importantes em que a maioria desses animais vivem.

O técnico em conservação da natureza da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) Rafael Sezerban, que integra o projeto, afirma que a espécie está ameaçada especialmente pela fragmentação do habitat, o que pode gerar dificuldades para a reprodução da população e problemas com a variabilidade genética dos animais.

“Essa espécie é endêmica da Mata Atlântica e só ocorre justamente entre o extremo sul de São Paulo e extremo norte do Paraná, somente em planícies e regiões litorâneas”, explica.

Ainda segundo Sezerban, ajudar a proteger o mico-leão-da-cara-preta é uma forma de preservar também outras espécies da região, além de funcionar como um indicador de qualidade do ambiente.

“Queremos que esse projeto se torne o símbolo de conservação. A proteção dessa espécie protege todo o ambiente e todos os animais que vivem lá”, diz.

O projeto conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Primate Action Fund, e auxílio de instituições parceiras, como a Fundação Florestal de São Paulo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz, o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPEC), a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Cientistas se unem para pedir o fim do consumo de carne em prol planeta

Livekindly/Reprodução

Livekindly/Reprodução

Mais de 21 mil cientistas do mundo todo atestam que os seres humanos precisam mudar definitivamente seu comportamento, incluindo a redução da quantidade de carne que comem e passar a consumir mais alimentos à base de plantas, a fim de evitar que alcancemos os níveis perigosos de mudança climática que ameaçam o planeta.

Os cientistas assinaram um artigo em conjunto no Journal of Bioscience (Jornal de Biociência, na tradução livre) intitulado “Cientistas do mundo todo avisam à humanidade: Uma Segunda Notificação”.

Publicado inicialmente em 2017, o número de cientistas oferecendo apoio ao artigo e à sua mensagem subiu de 15 mil para mais de 21 nos últimos dois anos.

O relatório avalia o estado do planeta em comparação com 1992, quando a Union of Concerned Scientists – junto com 1700 cientistas independentes – publicou um artigo intitulado “World Scientists Warning to Humanity” (Cientistas do mundo todo: um aviso a humanidade, na tradução livre).

O relatório de 1992 afirmava que “os humanos estavam em rota de colisão com o mundo natural”, pedindo a raça humana que considerasse os efeitos prejudiciais de várias questões ambientais, incluindo o esgotamento da camada de ozônio, o declínio da vida marinha, as zonas mortas oceânicas, a perda florestal e as mudanças climáticas.

De acordo com a “Segunda Notificação” dos cientistas em 2017, a humanidade não apenas deixou de fazer progressos suficientes na solução geral desses desafios ambientais já previstos, mas na verdade piorou a situação de forma alarmante.

A declaração do grupo é clara, precisamos fazer melhor que isso. De acordo com o relatório, devemos promover uma mudança na alimentação passando a consumir mais alimentos à base de plantas, aumentar a educação ambiental para crianças, interromper o desmatamento das florestas, pastos e outros habitats nativos e, entre muitas outras mudanças, desenvolver e promover novas tecnologias verdes.

Ele afirma que “a humanidade não está tomando as medidas urgentes necessárias para salvaguardar a nossa biosfera em perigo”.

Desde a publicação inicial do relatório, vários estudos científicos chegaram à mesma conclusão. Em 2018, a maior análise da produção de alimentos já realizada revelou que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no planeta é adotar uma dieta vegana.

As Nações Unidas também apoiam uma mudança na agricultura animal. No final do ano passado, a organização classificou o consumo de carne como o “problema mais urgente do mundo”.

“Nosso uso de animais como tecnologia de produção de alimentos nos trouxe à beira da catástrofe”, disse a ONU em um comunicado.

“A pegada de gases de efeito estufa deixada pela agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar o acordo climático de Paris sem uma queda maciça nos números da agricultura animal ”.