Lei que obriga estabelecimento do ramo animal a denunciar maus-tratos entra em vigor em MT

A Lei Nº 1.0872, que obriga estabelecimentos do ramo animal, como pet shops, clínicas e hospitais, a denunciar maus-tratos a animais atendidos nesses locais, entrou em vigor no Mato Grosso.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após ser encaminhada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a medida foi sancionada pelo governador. O Poder Executivo poderá regulamentar a fiscalização e a execução da lei.

Qualquer indício de maus-tratos deve ser denunciado, segundo a nova lei, à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e à Polícia Civil. A denúncia deve ser feita por meio de ofício ou comunicação digital. As informações são do portal G1.

Para o registro do caso, deve ser disponibilizado o nome, endereço e contato do responsável pelo animal presente no momento do atendimento, um relatório do atendimento prestado, no qual conste a espécie, a raça e as características físicas do animal, além da descrição do estado de saúde do animal na hora do atendimento e dos procedimentos adotados.

Maus-tratos é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, com punição de detenção de até um ano, além de multa. Segundo a Dema, a fiscalização e o registro de denúncias já estão sendo realizados.

Cadela abandonada com bilhete em frente a clínica veterinária é adotada

A cadela que foi abandonada em frente a uma clínica veterinária em Recife (PE), com um bilhete justificando o abandono, foi adotada pelo professor de química Luiz Carlos Pereira, de 31 anos, e pela esposa dele. Ela foi morar com outros dois cães, também adotados.

Foto: Luiz Carlos Pereira/Arquivo pessoal

Abandonada no dia 8 de abril, a cadela foi deixada em frente a uma clínica veterinária, acorrentada, com um bilhete que dizia que a tutora não tinha condições de cuidar do animal devido a um problema de pele da cadela.

Adotada, ela está se adaptando bem ao novo lar, segundo Luiz Carlos. “Depois do abandono, os funcionários da clínica começaram a chamá-la de Branquinha. Eu e minha mulher gostamos de uma série de TV chamada ‘Suits’ e colocamos nela o nome de uma das personagens, Donna Paulsen”, contou o professor ao G1.

Ele disse que decidiu adotar a cadela após ver a notícia sobre o abandono. “Um dia depois de a notícia do abandono ser publicada, minha esposa mandou a informação sobre o abandono e eu entrei em contato com a clínica para me colocar à disposição para adotar”, afirmou.

Luiz soube, então, que uma outra pessoa já tinha demonstrado interesse em adotar a cadela. Como desejava ficar com o animal, ele foi até a clínica veterinária e conversou com os donos e funcionários do local.

“O pessoal disse que tinha uma pessoa na minha frente, mas que ligaria se esse candidato não aparecesse. Foi o que aconteceu. No dia seguinte, informaram que eu poderia ficar com ela. Bastava esperar a finalização dos exames de saúde para Donna ser liberada”, lembrou.

Na última sexta-feira (12), Donna foi levada para a casa de Luiz. “Ela tem muito espaço para brincar. Também se mostrou muito dengosa e esperta”, afirmou o professor.

Os outros dois cachorros de Luiz também foram resgatados de abandono e maus-tratos e, assim como Donna, não têm raça definida. Um deles, inclusive, tem uma deficiência. “Há dez anos, adotei um cãozinho que havia sido atropelado e só tem três patinhas. Agora, todos estão se dando muito bem”, disse.

Sobre a doença de pele da cadela, alegada pela antiga tutora, o professor explicou que se tratava apenas de um problema causado por pulgas. “Para evitar isso, basta manter o ambiente limpo e garantir a higiene do animal. E também dar muito carinho”, declarou.

Cadela é deixada em clínica veterinária com bilhete justificando abandono

Uma cadela foi abandonada em frente a uma clínica veterinária, na segunda-feira (8), no bairro da Torre, em Recife (PE). Uma mulher deixou o animal preso a uma coleira com um bilhete justificando o abandono.

O proprietário da clínica, o médico veterinário Gustavo Campos, contou que a cadela foi abandonada por volta das 5 horas, conforme registraram as imagens de câmeras de segurança, e tomou chuva até que ele chegasse ao local.

Foto: Reprodução/WhatsApp/G1

“Ela estava amarrada em uma corrente. No bilhete, a pessoa dizia que ela tinha problemas de pele e que não tinha condições de cuidar”, afirma. As informações são do portal G1.

O veterinário afirmou que a cadela aparenta ter quatro anos de idade. “Ainda não fizemos exames, mas vamos observar a cadela e denunciar o caso à Polícia. Queremos encontrar quem fez isso”, diz.

De acordo com a delegada Maria Elizabete Patriota, da Delegacia do Meio Ambiente (Depoma), casos semelhantes a este podem ser denunciados na delegacia, na rua Barão de Melgaço, 130, na Galeria São Dimas, em Água Fria, na Zona Norte do Recife.

Denúncias de abandono e maus-tratos contra animais também podem ser registradas através do Disque Denúncia, no telefone (81) 3421-9595.

A cadela está disponível para adoção. Os interessados em dar um novo lar para ela devem ligar para o número (81) 3184-7900.

Clínica é denunciada por atuar com falsa veterinária

Reprodução Google Street View

A Polícia Civil investiga uma falsa médica veterinária que estaria exercendo irregularmente a profissão em uma clínica do Bairro Alto, em Curitiba. De acordo com denúncia que chegou à Banda B na última segunda-feira (18), Yanê de Carvalho atua em períodos com menor risco de flagrante, como à noite e fins de semana, na Vetsol Clínica Veterinária. Este local de atendimento aos animais, inclusive, é conveniado com a Prefeitura de Curitiba para a realização gratuita de castrações. A investigada nega todas as denúncias.

Entre os procedimentos realizados irregularmente na clínica estariam consultas, vacinações e até mesmo cirurgias. Uma denunciante, que optou por não ser identificada, relatou que a investigada atua na área há pelo menos três anos e já chegou a ser autuada pelo exercício irregular. “Ela age sem conhecimentos técnicos e fiscalização. Isso é um risco para os animais e os donos acabam nem sabendo o que acontece ali”, lamentou a denunciante.

Em áudio que circula por redes sociais, Yanê chega a admitir que faz castrações por ter aprendido com a prática. “Se a gente sabe fazer, fez bem feito. É aquele ditado: eu ouvi, eu esqueci! Eu vi, eu lembrei! Eu fiz, eu sei”, diz.

Clínica investigada desde 2015
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), desde 2015 são nove autos de fiscalização realizados no local e cinco de infração contra a clínica. Em 12 de julho de 2016, o conselho e a Polícia Militar chegaram a realizar uma abordagem à Vetsol. Na ocasião, Yanê assinou um termo circunstanciado no 5° Distrito Policial. De um processo judicial relacionado a esta abordagem, um segundo inquérito foi aberto por falsificação de documentos, segundo a Polícia Civil.

Atualmente, um dos autos de infração segue em aberto no CRMV. Ele trata da falta de médicos veterinários no horário de funcionamento da clínica. Os outros quatro, já encerrados, envolviam questões documentais, de publicidade de condições de funcionamento. Leia a nota do CRMV na íntegra abaixo.

No ano passado, em agosto, o Conselho enviou um relatório de fiscalização ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) apontou irregularidades, incluindo problemas com a higiene.

Um processo contra Yanê estaria em trâmite no 8° Fórum Criminal de Curitiba

Convênio com a Prefeitura
Conhecida pela defesa das causas animais, a vereadora Fabiane Rosa lamentou que a investigada esteja atuando irregularmente como médica veterinária, ainda mais tendo convênio com o poder público. “É lamentável que algo assim esteja ocorrendo, porque é um crime. Sempre lembro que não é o barato ou o caro que significa qualidade e o médico veterinário precisa ter uma relação de pediatra com os tutores. As pessoas precisam tomar cuidado e saber quem atende e quem orienta cada procedimento, isso é um direito”, disse.

Fabiane também destacou que o caso é pontual e que, em geral, as castrações públicas tem gerado ótimos resultados. “Tivemos mais de 23 mil castrações e o índice de mortalidade é mínimo. Não dá para pensar que o que tudo que é gratuito não é de qualidade”, comentou.

Questionada sobre o convênio, a Prefeitura de Curitiba informou que a Rede de Proteção Animal realiza fiscalização nas clínicas credenciadas para os serviços de castração. “A clínica em questão já foi autuada e providenciou as mudanças solicitadas. Em relação às investigações, acompanha o caso para verificar que medidas serão necessárias”, informou a administração municipal.

Outro lado
Diante das denúncias, a Banda B procurou Yanê, que garantiu que as denúncias são “mentirosas”. “A denúncia é falsa e tenho uma das clínicas com a documentação mais em dia. O CRMV já confirmou que isso já foi investigado em uma denúncia falsa e eu tenho tudo certo. Estou ok perante a Vigilância Sanitária e ao Conselho”, afirmou.

Contrariando as informações do CRMV, a proprietária da Vetsol garante ter a aprovação para funcionamento, com veterinários que trabalham para ela. “Isso já foi julgado e eu fui inocentada. Essa denúncia é para me prejudicar e a investigação cabe à Delegacia do Meio Ambiente”, concluiu.

Nota do CRMV

“O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), como órgão orientador e fiscalizador do exercício da medicina veterinária e da zootecnia, tem como atribuição fiscalizar a atuação destes profissionais no Estado, conforme disposto nas Leis 5.517/68 e 5.550/68.

Neste sentido, presta esclarecimentos referentes ao processo administrativo nº 9810, de 12 de julho de 2016, contra o estabelecimento VETSOL CLINICA VETERINÁRIA LTDA ME:

Na mesma data de recebimento da denúncia (12 de julho de 2016), o CRMV-PR e a Polícia Militar realizaram uma fiscalização conjunta in loco na clínica veterinária para verificar a procedência das alegações, entre elas a de que a proprietária, a Sra. Yane de Carvalho, estaria exercendo medicina veterinária ilegalmente. Também na mesma data, a denunciante lavrou um boletim de ocorrência sobre o fato.

Por se tratar de uma contravenção penal, a investigação e andamento de denúncias de exercício ilegal não competem ao CRMV-PR. Desta forma, mesmo após o registro da ocorrência no órgão policial, a Autarquia acompanhou o andamento do processo até receber a confirmação, da própria denunciante, de que a denúncia havia sido encaminhada para o Ministério Público do Paraná. A partir desta confirmação, o processo foi encerrado no CRMV-PR.

O Conselho informa ainda que, de 2015 em diante, emitiu nove termos de fiscalização contra o estabelecimento. Também foram emitidos cinco autos de infração, sendo os mesmos referentes a:

– 1 questões documentais;
– 1 publicidade;
– 2 condições de funcionamento;
– 1 falta de médico veterinário durante o horário de funcionamento de clínica. Estando este último em andamento, na fase de recurso.

Ainda referente às fiscalizações do CRMV-PR no estabelecimento em questão, foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná no dia 28 de agosto de 2018 um relatório de fiscalização apontando as irregularidades encontradas, em especial de questões higiênico-sanitárias.

O CRMV-PR destaca por fim que, cumprindo sua responsabilidade de zelar pelo bem-estar da sociedade ao orientar e fiscalizar o exercício de ambas as profissões, conforme previsto em lei, sempre ao encontrar irregularidades que não são de sua alçada, as encaminha para os órgãos competentes.“, diz a nota enviada à Banda B.

Fonte: Banda B

Atropelado em frente à clínica veterinária, cão não é socorrido por viver na rua

Um cachorro morreu na segunda-feira (4) após ser atropelado em frente a clínica veterinária Companhia dos Bichos, que se negou a socorrê-lo, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A clínica está localizada na avenida Júlio de Castilho.

O animal foi encontrado debilitado e com dor pela estudante Lara Luana. Ela passou pelo local no momento em que ele foi atropelado, mas não percebeu o que havia acontecido. Uma hora depois, encontrou o cão caído na calçada.

(Divulgação/Redes sociais)

“Eu não recolhi o cãozinho porque fiquei com medo de machucar mais, ele não estava respirando direito e parecia sentir muita dor. É a mesma orientação para um humano quando sofre acidente, a gente não mexe na pessoa, por isso minha mãe foi pedir ajuda na clínica, para algum veterinário ou alguém vir ajudar”, contou ao G1.

De acordo com a estudante, a atendente da clínica disse que o cachorro não poderia ser atendido por viver em situação de rua e não ter um responsável. “Minha mãe disse que não precisaria fazer nada de graça, que íamos arcar com o custo, mas mesmo assim, disseram que ele não poderiam se responsabilizar por um animal de rua”, disse.

A clínica Companhia dos Bichos divulgou nota por meio da qual afirmou que para que o animal fosse socorrido, ele teria que ser levado até a clínica. A estudante rebate a alegação do estabelecimento. “O acidente aconteceu ali na frente, do outro lado da rua. Era uma vida, um cãozinho em sofrimento, se as pessoas de outros comércios saíram para ajudar, um profissional de uma clínica veterinária que saberia como lidar, não poderia fazer o mesmo?”, afirmou.

Segundo Lara, outras pessoas que acompanharam o sofrimento do cachorro haviam se oferecido para ajudar a arcar com os custos do tratamento dele. A estudante tinha decidido adotar o cão e, inclusive, deu para ele o nome de Jorel. “O cachorro havia sido atropelado há mais de uma hora. Se ele tivesse sido atendido, talvez estivesse vivo agora e pronto para ganhar uma família, mas infelizmente não deu tempo”, lamentou.

Jorel morreu na calçada, sem receber atendimento veterinária. Lara contou que se sentiu útil por não abandonar o animal. “Cuidei dele até o último suspiro. Não entendo como uma pessoa pode saber que há um cão em sofrimento e não fazer nada, por uma questão de burocracia”, disse.

A estudante divulgou o caso em rede social, o que gerou repercussão. A clínica afirmou, em nota, que vai acionar a Justiça “para investigar civil e criminalmente os responsáveis por essa campanha de difamação”.

Cão conforta outro animal em clínica veterinária e viraliza na internet

Um cachorro foi flagrado enquanto confortava outro cão em uma clínica veterinária. A foto, que comprova o amor e a compaixão que os animais têm, viralizou na internet.

(Foto: Reprodução / Twitter / @@jsavite)

Na imagem, é possível ver um cachorro deitado em uma espécie de maca, aparentemente recebendo uma transfusão sanguínea, enquanto outro coloca as patas dianteiras no local em que está o animal e cheira o focinho dele, em um ato de companheirismo. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

A foto encantadora reforça o quão carinhosos são os cachorros, que se dedicam a dar carinho tanto para humanos quanto para outros animais.

Na legenda da imagem, está escrito que o médico veterinário da clínica tem um assistente para auxiliar os pacientes a saberem que tudo vai ficar bem.

Internautas ficaram completamente apaixonados pela atitude do cachorro, fazendo com que a foto fosse compartilhada mais de 55 mil vezes no Twitter desde sábado (2). A imagem fez sucesso também no site Reddit.