Casal de coelhos se encanta pelo bebê de sua tutora e não sai de seu lado

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

A chegada de um novo bebê à família pode ser estressante quando animais domésticos estão envolvidos – mas quando Jenn Eckert teve sua filha, Bailey, em junho passado, ela nunca poderia ter sonhado com a rapidez com que seus coelhos, Alfie e Amelia, se apaixonariam por.

No primeiro encontro deles, não havia como negar Alfie e Amélia amava sua nova irmãzinha. Eles ficaram de pé ao lado da criança em seu carregador no hospital, com suas orelhas grandes quase tão grandes quanto ela.

“Alfie tentou pular no banco do carro, e Amelia apenas cheirou”, disse Eckert ao The Dodo. “Ambos foram tão gentis e cuidadosos com ela, então eu soube que eles seriam seus melhores amigos.” Eckert estava certa.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

Embora os coelhos possam às vezes ser indiferentes, Alfie e Amélia, que vivem livremente na casa da família de Wisconsin, imediatamente deixaram claro que, quando Bailey estava na sala, nada mais importava.

“Ela é sempre o centro das atenções”, disse Eckert. “Eles vão se deitar com ela quando ela está dormindo. Eles tendem vigiar um pouco, como se eles imediatamente tivessem assumido a responsabilidade de protegê-la.

Como Bailey esteve em volta de coelhos toda a sua vida, ela os ama de volta com a mesma intensidade. Ela costuma rolar para ver Alfie e Amelia quando eles entram na sala, e também adora alimentá-los. Os coelhos são ambos enormes, descendentes de uma raça conhecida como gigante de flandres, que podem pesar mais de 20 libras (cerca de 9 kg), então eles são os amigos do tamanho perfeito para ela.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

Quando Bailey fircar mais velha, ela terá sua família e os coelhos estarão lá a cada passo do caminho para ensiná-la sobre o mundo. Parece que Alfie e Amelia já estão ensinando a ela muito sobre gentileza e respeito.

“Eles definitivamente são os protetores de Bailey”, disse Eckert. “Alfie fica agitado e começa a pular e fazer barulho quando Bailey está chorando, como que para me alertar. Quando Bailey está dormindo, os dois [continuam] cheirando para ver se ela está acordada”.

Infelizmente, muitas famílias abandonam seus coelhos porque algumas pessoas não acreditam que eles possam coexistir com crianças. Enquanto as crianças devem ser sempre supervisionadas e gentis com os coelhos, os animais podem ser companheiros maravilhosos para pessoas de todas as idades e muitas vezes têm muito carinho para oferecer a seus humanos.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

Por Alfie e Amelia são tão gentis com Bailey, Eckert começou a treiná-los como coelhos oficiais de terapia, trabalhando com uma organização chamada Pet Partners. Depois que eles se tornarem certificados, eles começarão a fazer visitas regulares a hospitais e casas de repouso para se encontrarem e se aconchegarem com os pacientes.

“Eu vejo que as pessoas são muito curiosas sobre eles, elas pensam que os coelhos não são animais domésticos para conviver com um bebê”, disse Eckert. “Com Bailey, eu tenho a oportunidade de mostrar às pessoas que só porque você tem um bebê não significa que você não pode manter seu coelho. Também aproveito para educar as pessoas sobre os cuidados com os coelhos – eles não são apenas um animal que você pode colocar em uma gaiola”.

Com uma vida útil de mais de 10 anos, os coelhos são altamente inteligentes e criam laços estreitos com seus parceiros e famílias humanas. Muitos coelhos, como Alfie e Amélia, vivem soltos pela casa, o que lhes permite muito exercício e socialização.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

Embora, por natureza, eles geralmente não gostem de ser pegos, eles ficam felizes em se sentar ao lado de seus humanos e aceitar guloseimas ou carinhos. “Eles são animais gentis por natureza e podem ser menos intimidantes para uma criança porque não latem”, disse Eckert.

Eckert primeiro se apaixonou por coelhos gigantes há cerca de cinco anos, quando o marido trouxe para casa uma coelha da raça gigante de flandres chamado Betsy. Betsy tornou-se a maior companheira de Eckert, que acabara de perder a mãe na época. A família adotou um coelho chamado Walter logo depois, e Eckert se apaixonou ainda mais pelos animais.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

O espírito de Betsy e Walter vive nos jovens Alfie e Amélia enquanto eles introduzem as pessoas à alegria dos coelhos domésticos. A filha de Eckert, Bailey, foi uma das primeiras crianças com quem os dois conviveram – e está claro que elas sempre a amarão um pouco mais.

“Os coelhos sempre foram meus bebês, então observar como eles reagiram imediatamente com minha flha foi incrível, e observar o vínculo crescer à medida que eles interagem mais é emocionante”, disse Eckert.

Foto: Jenn Eckert

Foto: Jenn Eckert

“Com Bailey ainda tão jovem, todos os três são completamente dependentes de nós para a alimentação, um lugar seguro para dormir, amor, e tudo mais. Eu acho que, em muitos aspectos, eles reconhecem isso. É como se eles tivessem sua própria linguagem particular”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Animais resgatados que eram explorados em laboratório ganham uma vida nova

Foto: WBTV

Foto: WBTV

Vários animais experimentaram a liberdade pela primeira vez apenas recentemente após uma vida atrás das grades em laboratórios de testes em animais.

Os animais foram trazidos através da fronteira do México com o EUA na última sexta-feira pelo Projeto Beagle Freedom.

Foto: WBTV

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O grupo de resgate de antigos animais de pesquisa os levou a um santuário de fazendas em Lincolnton na Carolina no Norte (EUA).

Os quatro cães, cinco coelhos e dois ratos estão agora começando uma vida nova.

Foto: WBTV

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“Quando os cães tocam grama pela primeira vez, é uma experiência incrível para eles, emocionante”, disse April Arrington, do Projeto Beagle Freedom.

“Esses cães só conheciam o rigoroso e frio ambiente estéril de um laboratório científico. Eles eram forçados a ficar presos dentro de gaiolas e canis e nunca lhes foi permitido ver sol, sentir a grama ou conhecer o toque amoroso de uma mão humana”.

Um cão entre os que foram resgatados, Winston, foi usado em testes de irritação da pele para diferentes cosméticos e produtos domésticos, de acordo com Arrington.

Foto: Winston usado em testes dermatológicos, finalmente livre | Foto: WBTV

Foto: Winston usado em testes dermatológicos, finalmente livre | Foto: WBTV

Todos os animais serão colocados em lares temporários até que estejam prontos para adoção.

Animais resgatados de laboratório sentem a grama pela primeira vez

Um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, porém ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de resgate e salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

Esperança de um futuro sem crueldade

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.

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Uma das maiores empresas holandesas acaba com os testes de afogamento de ratos após pressão de ativistas

Foto: Plant Based News

Foto: Plant Based News

Os testes de nado forçado, que foram condenados em massa pela população, eram realizados com camundongos, ratos e outros pequenos animais que era colocados em estruturas de vidro, semelhantes a tubos de ensaio, cheios de água de onde os roedores não tinham como fugir para forçá-los a nadar para que não se afogassem.

A empresa holandesa responsável pelos experimentos comercializa suplementos nutricionais e produtos para cuidados pessoais e afirma que abandonou os cruéis testes de natação, devido à pressão de ativistas veganos.

A DSM Nutritional confirmou que não realizará mais os testes após conversas com a ONG PETA. O experimento cruel se resumia em expor os camundongos, ratos e outros pequenos animais ao desespero extremo de um possível afogamento, uma situação de stress absoluto e forçá-los a nadar para não se afogarem até não suportarem mais.

A empresa já havia usado mais de 200 ratos e camundongos em testes de natação forçada, a fim de “fazer alegações de saúde sobre ingredientes como o ácido de abelha rainha, DHA e extrato de orégano”.

Testes de nado forçado

Segundo a PETA, aqueles que defendem a realização do teste dizem que ele pode medir o “comportamento de depressão” de um animal e identificar substâncias potencialmente antidepressivas.

“Mas essa teoria foi desmascarada”, diz a ONG. Os cientistas da PETA revisaram os estudos publicados e descobriram que deixar os animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda (cara ou coroa) para descobrir a eficácia de um composto no tratamento da depressão humana.

“Os animais usados nesses testes lutavam para escapar freneticamente, tentando subir pelos lados dos equipamentos de vidro ou mergulhando embaixo d’água em busca de uma saída. Eles nadam e lutam furiosamente, tentando desesperadamente manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria começa a flutuar”

Hediondamente cruel

“Forçar os animais a nadar freneticamente com medo de perder suas vidas é horrivelmente cruel e não nos diz nada sobre a depressão humana”, disse Emily Trunnell, neurocientista da PETA, em um comunicado. “A DSM Nutritional Products fez o pedido certo ao deixar esta má ciência para trás.”

A DSM junta-se à Johnson & Johnson e à gigante farmacêutica AbbVie para terminar o uso deste teste, e a PETA está agora solicitando à Bristol-Myers Squibb, à Eli Lilly e à Pfizer que sigam o exemplo.

Testes cruéis em coelhos

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Experimentos secretos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizou eventos e protestos em algumas universidades.

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondendos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Professora mantinha mais de 400 coelhos, alguns sem olhos e orelhas, presos em sua casa

Foto: SPCA/Texas

Foto: SPCA/Texas

Uma professora que reside no Texas (EUA) foi presa e acusada legalmente de crueldade contra os animais após autoridades resgatarem cerca de 450 coelhos de sua casa.

Penny Jean Newton, 58, de Kaufman, Texas, foi acusada de crime de crueldade contra animais e omissão de socorro e assistência médica depois de entregar-se às autoridades na quinta-feira, de acordo com o dite inForney.com.

Um mandado já havia sido emitido pedindo sua prisão na semana anterior.

A acusação de contravenção foi movida pela Gabinete do Xerife do Condado de Kaufman e pela SPCA, ONG responsável pela remoção dos 452 coelhos da residência da criminosa em 6 de março.

Em um post no Facebook, a SPCA do Texas escreveu que alguém sugeriu que a organização fizesse uma visita para checar o bem-estar de animais na casa, o que foi feito no dia 4 de março.

Durante a visita, eles encontraram os coelhos dentro de uma estrutura parecida com um celeiro que havia sido coberta com lonas e outros materiais.

Os animais estavam dentro de caixas, algumas empilhadas umas sobre as outras.

Muitas das gaiolas continham vários coelhos e estavam cheias de fezes, pelos, sujeira e detritos. Relatos afirmavam que os coelhos tinham acesso mínimo a comida ou água.

“Os coelhos parecem ter vários problemas médicos, incluindo unhas compridas, perda de pelo, falta de orelhas, falta de olhos, feridas, pele emaranhada e membros feridos”, observou a SPCA.

A organização conta que conversou com os donos da casa e disse que eles precisavam adequar as condições de vida dos animais ao cumprimento do estabelecido no Código de Saúde e Segurança do estado.

A SPCA então retornou à casa dois dias depois, quando eles cerificaram-se de que as condições permaneciam as mesmas. Os tutores então entregaram os animais aos cuidados da organização.

Cerca de 33 dos coelhos já deram à luz mais de 200 bebês, disse um porta-voz da SPCA.

Autoridades disseram que esta não foi a primeira vez que animais foram resgatados na propriedade dos Newton.

Em julho de 2013, eles disseram resgataram 166 coelhos, 36 porquinhos-da-índia, 12 cabras, cinco gatos, um cachorro e um touro da casa.

Newton – uma vez professora premiada como professora do ano na Forney High School – está aguardando acusação formal e intimação para responder ao processo. A multa ainda não foi definido para ela ainda.

Oficiais do distrito escolar disseram ao site de notícias na sexta-feira que Newton não trabalha mais para o Forney Independent School District.

A SPCA espera que os coelhos estejam disponíveis para adoção uma vez que estejam saudáveis o suficiente e tenham sido esterilizados (parasitas) e castrados.

Grupos de resgate de animais de todo o país se ofereceram para cuidar de alguns coelhos, enquanto outros permanecem em centros de adoção e lares temporários na área de Dallas-Fort Worth.

A SPCA publicou uma lista de itens que as pessoas podem comprar para doar para ajudar a cuidar dos coelhos, observando que eles estão precisando de cobertores, mas também podem usar almofadas de aquecimento, petiscos para cães e almofadas de conforto também.

Cerca de 40 coelhos abandonados após a Páscoa são resgatados por adolescentes

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Um grupo de adolescentes salvou a vida de 37 coelhos que foram abandonados na floresta de Portage, Indiana (EUA); provavelmente por algum criador inescrupuloso que tentou lucrar com os animais inocentes antes do fim de semana de Páscoa.

De acordo com o jornal Northwest Indiana Times, Johnny Frazier, 18 anos, que estava entre os jovens que resgataram os coelhos, descreveu o evento que se desenrolou na noite de quinta-feira, quando ele e seus amigos avistaram os animais deslocados que “pareciam estar acostumados a ficar perto de humanos”, como uma surpresa inesperada.

O adolescente responsável pelo resgate explicou que havia procurado a polícia, o Portage Animal Control (Centro de Controle de Animais) e a Hobart Humane Society (ONG de bem-estar animal), em busca de ajuda. Infelizmente, nenhum dos solicitados deu um passo à frente para ajudar os jovens, apenas um deles afirmou que “não tinha condições de absorver a multidão de coelhos.

Os rapazes perceberam que eles eram a única chance de sobrevivência dos coelhos, tomando assim a decisão de ajudar os animais. Eles reuniram a maioria dos coelhinhos e os realocaram temporariamente na casa do avô de Frazier.

A Fazenda da Erin, uma instituição sem fins lucrativos que funciona como abrigo e também conta com uma equipe resgate de animais, sediada em Hobart, estava entre aqueles que posteriormente ajudaram com o resgate dos coelhos.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

“Nenhum dos coelhos é castrado, então estamos assumindo que todas as fêmeas estão grávidas”, afirmava um post na página da ONG no Facebook, afirmando também que nenhum abrigo para animais ou coelhos aceitou esses animais que foram claramente negligenciados antes de serem descartados.

“Meu medo é que estes coelhos tenham sido usados como reprodutores de quintal, criados para que seus bebês fossem vendidos em lojas para a Páscoa. Entre os resgatados não há apenas jovens coelhos, mas muitos adultos que provavelmente foram muito explorados já e não produzem mai,s por isso foram descartados, por não dar mais lucro” dizia o post da ONG.

A Fazenda da Erin também compartilhou seu apreço pelo grupo de “bons samaritanos e resgatantes locais que capturaram todos os coelhos, encontraram casas para eles e voltaram à floresta no escuro tentando pegar o resto”.

Depois de doar gaiolas e suprimentos para coelhos, a Fazenda da Erin levou seis dos coelhos para seu santuário, que estarão disponíveis para adoção após 30 dias, depois de serem liberados por veterinários.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Campanha incentiva as pessoas a não comprar coelhos na Páscoa

De iniciativa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná, a campanha “Páscoa Alternativa” foi lançada na última terça-feira (9). O objetivo é incentivar as pessoas a buscar alternativas à compra de coelhos nesta época do ano.

Foto: Divulgação / SEDEST

Por serem associados à Pascoa, é comum que coelhos sejam comprados com a aproximação dessa data. Muitos deles são tratados como objetos adquiridos para presentear as pessoas, especialmente as crianças. No entanto, passada a euforia da época, o animal frequentemente é deixado de lado e, em muitos casos, devido aos gastos e trabalho que dão, os coelhos são abandonados.

Todos os anos, após a Páscoa, muitos desses animais são encontrados na rua em situação de completo abandono. Frágeis e indefesos, eles morrem atropelados, de frio, de fome ou até após serem mordidos por cachorros, que agem seguindo um instinto de defesa. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

A Secretaria reforça que abandonar animais é crime e recomenda que as pessoas optem por alternativas ao comércio de coelhos e comprem, por exemplo, chocolate ou até mesmo coelhos de pelúcia, que trazem consigo a representatividade da Páscoa, mas evitam abandono e maus-tratos.

Abril Laranja

Neste mês é comemorado o Abril Laranja, instituído pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. A data é dedicada à prevenção aos maus-tratos a animais e tem o objetivo de fazer as pessoas refletirem sobre o tema.

A crueldade cometida contra os animais, que o Abril Laranja tem o intuito de combater, não se restringe, porém, à violência física. Também configuram maus-tratos ações de negligência e omissão que resultem em sofrimento, inclusive psicológico, ao animal, como abandonar ou manter o animal permanentemente preso a correntes, deixá-lo sem abrigo para proteção da chuva e do sol, não fornecer alimentação adequada e cuidados veterinários, privá-lo da ventilação ou luz solar, mantê-lo em locais pequenos e sem higiene, entre outros.

Denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas, em Curitiba, através do número 156, da prefeitura. Nas demais localidades, a população deve se informar sobre o canal de denúncia de cada município, que geralmente são as secretarias de Meio Ambiente ou a própria prefeitura.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Governo do Paraná lança campanha contra a venda de coelhos como presentes de Páscoa

Há quem comercialize inclusive coelhos pintados nesta época do ano para chamar a atenção dos consumidores (Foto: Getty)

O Governo do Paraná lançou ontem, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo a campanha Páscoa Consciente!, que tem o objetivo de conscientizar as pessoas a não darem coelhos como presentes no período que antecede a Páscoa.

O motivo é que muitos desses animais são abandonados em lixeiras, parques e praças, e acabam morrendo de frio e fome. Outros são atropelados ou atacados por cães.

“As pessoas podem encontrar outras opções em vez da compra de coelhos como animais de estimação, o que é comum nessa época por serem considerados dóceis e associados a um dos símbolos da Páscoa”, destaca a secretaria.

A campanha frisa ainda que nem sempre quem ganha um coelho de presente está disposto a arcar com os cuidados que o animal necessita – e que não são poucos. “Além disso, em geral, os coelhos são mantidos em gaiolas e encontram dificuldades para sobreviver sem cuidados humanos”, justifica.

Em vez de coelhos de verdade, a Páscoa Consciente! recomenda que as pessoas optem por coelhos de pelúcia ou de chocolate. “Além de trazer a mesma representatividade, essa atitude evita futuros abandonos”, argumenta.

Coelhos resgatados de laboratório sentem o sol e grama pela primeira vez

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Ao tomar conhecimento de que um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

*Esperança de um futuro sem crueldade*

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.