Casal celebra aniversário e troca presentes por ração para animais abandonados

Um casal trocou presentes por ração para animais abandonados ao celebrar o aniversário deles de 60 anos. O caso aconteceu em Serra, no Espírito Santo.

Foto: Divulgação

Maria Goretti Machado Tostes e Hércules Gomes Tostes arrecadaram 310 quilos de ração para cães e gatos. O alimento será doado para o grupo Ação Animal, que resgata animais em situação de abandono e de maus-tratos.

Goretti conta que convive com animais desde a infância e que sempre gostou deles. O pai dela levou, muitas vezes, animais que encontrou na rua para casa. “Acho que eu e minha irmã aprendemos com ele”, contou Goretti ao Portal Tempo Novo. Ela é tutora de um cachorro e cuida de outros seis gatos em situação de rua.

“Meu marido e eu tivemos a ideia de fazer essa ação após conhecer o trabalho das meninas do Ação Animal. Conheço a Elika e ela foi essencial na ajuda para salvar uns cãezinhos abandonados que uma amiga minha pegou. Foi bem difícil salvá-los; mas, no final deu tudo, todos foram adotados. O trabalho delas é bem sério e responsável”, disse.

Segundo ela, as pessoas que foram convidadas para a festa apoiaram a ideia e alguns inclusive decidiram copiar a iniciativa. “Muitos amigos já falaram que vão fazer a mesma coisa. É muito bom incentivar as pessoas com atitudes nobres, e ficamos felizes de abrir esse leque na mente das pessoas”, concluiu.


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Dia Internacional da Criança: convívio com animais traz benefícios para as crianças

Hoje, 1 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Criança. A data foi criada, originalmente, para homenagear as crianças e foi proclamada em 1925, em Genebra, durante a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança. No entanto, dentro do contexto dos direitos animais, é possível dar um novo significado a essa comemoração, unida à importância que o convívio que os animais na infância acarreta não só para a própria criança, mas para a construção de uma sociedade melhor.

Foto: Pixabay

Estudos comprovam que crianças que crescem com animais têm menos chance de desenvolver alergias. Os benefícios, porém, não param por aí. Os pequenos que convivem, por exemplo, com cachorros, costumam desenvolver um melhor senso de responsabilidade, já que aprendem desde a cedo a cuidar de uma vida. A criança também aumenta, nesse convívio, a compaixão que sente pelos animais e não se sente sozinha, já que tem um companheiro fiel.

No que refere à construção de uma sociedade mais compassiva, ensinar crianças a amar e respeitar os animais é de fundamental importância. Quando crescem sendo capazes de olhar para outras espécies com zelo, as crianças têm maiores chances de se tornar adultos mais éticos, que prezam pelo bem-estar do próximo, seja ele animal ou humano.

Por fim, o convívio com animais é benéfico, também, para os próprios animais. Com um grande número de animais abandonados, famílias que optam por adotá-los não beneficiam apenas o núcleo familiar, incluindo os integrante que estão vivendo a fase da infância, mas também os próprios cães e gatos que estavam fadados a uma existência repleta de sofrimento, mas que foram salvos pela adoção.

 

Maior reserva de Moçambique celebra um ano sem mortes de elefantes

A Reserva Especial do Niassa, a maior de Moçambique, na África, comemora este mês um ano sem que elefantes sejam mortos por caçadores. O anúncio foi feito na segunda-feira (28) pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) com o objetivo de divulgar o oitavo aniversário da ANAC, celebrado em 1 de junho.

Segundo a ANAC, houve uma “redução significativa da caça de elefantes no país, com destaque para a Reserva Nacional do Niassa, que completou um ano sem mortes de elefantes por caçadores”.

MARK R. CRISTINO/EPA

O foco da instituição, de acordo com nota divulgada, é promover a “melhoria da capacidade de gestão, combate à caça, promoção da autossustentabilidade na gestão das áreas de conservação e partilha de benefícios econômicos com as comunidades locais”, além da formação de recursos humanos.

Para comemorar, a organização espera levar alunos do ensino básico para excursões e palestras sobre a vida selvagem na Reserva Especial de Maputo e Marinha Parcial da Ponta do Ouro.

“A ANAC pretende com estas celebrações aumentar o nível de consciencialização da sociedade e das comunidades que residem dentro e nos arredores das Áreas de Conservação sobre a importância da proteção da biodiversidade”, explica o comunicado.

Segundo dados da organização, desde 2009 Moçambique perdeu pelo menos 10 mil elefantes. Apenas na Reserva do Niassa, o número passou de 12 mil para 4,4 mil, entre 2011 e 2014. Relatórios recentes indicam que, entre 2011 e 2016, 48% da população da espécie foi morta. Isso, inclusive, gerou uma possibilidade de banimento do comércio internacional de itens derivados dos elefantes.

Em 2018, uma equipe da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia foi destacada para proteger a Reserva do Niassa, sob ordem do presidente Filipe Nyusi.

Sete parques moçambicanos são geridos pela ANAC, além de sete reservas e quatro áreas transfronteiriças de gestão conjunta que, juntos, abrigam 5,5 mil espécies de plantas, 220 espécies de mamíferos e 690 de aves.