Homem usa crânio de cão da raça pug para expor crueldade do comércio de animais

Um usuário do Imgur, identificado como NoNienNietNon, usou imagens de crânios de cachorros para expor a crueldade do comércio de animais. O objetivo do homem era convencer um amigo a não comprar um cão da raça pug, animal que sofre bastante devido a características próprias da raça.

Crânio de pug – Foto: NoNienNietNon/Imgur

“Esse é o crânio de um terrier (mais ou menos do mesmo tamanho que um pug)”, escreveu o rapaz ao publicar a foto do crânio. “Estes são crânios de pugs. ISSO É CRUELDADE ANIMAL”, completou, usando imagens de crânios de cães da raça. As informações são do Hypeness.

“Meu amigo realmente ama cães com cara achatada e estava falando sobre comprar um puro-sangue de um criador“, escreveu no Imgur ao justificar o motivo que o levou a publicar as fotos.

“Esse é o crânio de um terrier (mais ou menos do mesmo tamanho que um pug)” – Foto: NoNienNietNon/Imgur

As imagens mostram que os crânios dos pugs não têm um formato normal. A raça costuma apresentar múltiplos problemas de saúde e, segundo reportagem do The Guardian, esses animais podem morrer até quatro anos antes quando comparados a cães de outras raças.

A tentativa do homem, no entanto, não funcionou. O amigo dele insistiu na compra de um pug. A publicação, porém, pode comover outros internautas, levando-os a entender que comprar um cachorro não é uma prática correta, especialmente quando ele está condenado a sofrer por ser como é.

Crânio de pug – Foto: NoNienNietNon/Imgur


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Cães explorados para venda são encontrados dentro de gaiolas sujas em canil em SP

A Polícia Civil encontrou 14 cachorros explorados para venda presos em gaiolas sujas, em meio aos seus próprios excrementos, em um canil clandestino em Diadema, na Grande São Paulo.

Reprodução/RecordTV

O caso foi descoberto graças a uma denúncia anônima. De acordo com o denunciante, o proprietário do canil visita o local apenas uma vez por mês para alimentar os animais, que eram mantidos atrás de um tapume de madeira.

Os filhotes apresentavam quadro de anemia, infecção no ouvido e na pele e um deles estava cego de um olho. As informações são da Record TV.

No local, havia marcas de sangue no chão, animais com patas feridas e princípios de tumores na barriga – problemas de saúde comuns em casos de maus-tratos e em animais resgatados de canis.

Reprodução/RecordTV

Laudos da perícia criminal e da veterinária do Centro de Controle de Zoonoses confirmaram os maus-tratos. Das raças maltês, bulldog inglês e shih tzu, os cães foram resgatados e encaminhados para uma ONG de proteção animal. Após receberem os cuidados necessários, eles serão doados.

Maltratar animais é crime e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.


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Câmara aprova projeto que proíbe comércio de animais em Santos (SP)

A Câmara Municipal de Santos (SP) aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 14/2019 que proíbe o comércio de animais no município. A proposta, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), coloca fim à concessão e à renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais. O projeto segue agora para análise do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que deve decidir pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

De acordo com Furtado, é nítido o processo social rumo à “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

“Animais não são coisas, não são mercadorias. Ninguém compra um bebê, assim, ninguém deveria pagar para ter um animal”, afirma o parlamentar. As informações são do portal Diário do Litoral.

Países como a Inglaterra e a Austrália já possuem leis que proíbem o comércio de animais. No México, os animais passaram a ter status jurídico de seres sencientes que devem receber tratamento digno, com seus direitos à vida e à integridade física resguardados. No país, os animais passaram a ser sujeitos de consideração moral.

No Brasil, após 1,7 mil cães vítimas de severos maus-tratos serem resgatados de um canil que os explorava para venda, a rede Petz, que era cliente do estabelecimento, anunciou o fim do comércio de cachorros e gatos em suas lojas.

O problema do comércio de animais, no entanto, vai além dos casos de maus-tratos. Isso porque a dificuldade para se reduzir o número de cachorros e gatos abandonados está diretamente ligada à venda deles, já que quem opta por comprar deixa de dar um lar a um animal necessitado que vive na rua ou no abrigo de uma ONG.

Em Santos, entidades de proteção animal e a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) têm dezenas de animais para adoção.


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Sopa de barbatana de tubarão ainda é comercializada em 200 restaurantes dos EUA

Por Rafaela Damasceno

Uma atualização recente dos dados digitais mantidos pelo Animal Welfare Institute (Instituto do Bem-estar Animal) indica que cerca de 200 restaurantes ao redor dos Estados Unidos oferecem sopa de barbatana de tubarão e outros produtos de tubarão, apesar de terem sido banidos em mais de 12 estados americanos.

Um tubarão nadando no mar

Foto: iStock

As barbatanas dos tubarões são consideradas iguarias, principalmente na Ásia, mas a remoção é cruel e abusiva para a espécie. Ambientalistas e ativistas em defesa dos direitos animais condenam a prática em todo o mundo.

O estado da Califórnia tem o maior número de restaurantes que oferecem pratos de tubarão (59 restaurantes), apesar da proibição de posse, venda, comércio e distribuição das barbatanas em 2013. Nova York aprovou uma proibição semelhante no ano seguinte, mas 19 de seus restaurantes ainda oferecem pratos de tubarão.

Aproximadamente 73 milhões de tubarões são mortos todos os anos só por causa de suas barbatanas. Geralmente, a remoção é realizada quando os animais ainda estão vivos, depois eles são jogados de volta ao mar, quando pouco podem fazer para sobreviver. A prática é extremamente cruel e causa um sofrimento prolongado na espécie.

“O Estados Unidos é um grande produtor, exportador e comercializador das barbatanas de tubarão”, afirmou Cathy Liss, presidente do Instituto de Bem-estar Animal, ao Inhabitat. “As leis estaduais mal planejadas e a fiscalização ruim não conseguiram fechar uma indústria lucrativa de bilhões de dólares. Quando a sopa de barbatana de tubarão está no cardápio, então a crueldade está também”, concluiu.


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Aumento no valor do marfim representa uma ameaça aos elefantes

Por Rafaela Damasceno

Desde a proibição comercial do marfim de 1989 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITIES), o preço do material aumentou dez vezes. O estudo foi feito pela Escola de Veterinária da Universidade de Bristol e é o primeiro a analisar as tendências dos valores globais do marfim desde a proibição.

Um elefante andando sozinho

Foto: Monique Sosnowski

Quanto mais alto o preço, mais lucrativo o comércio, o que encoraja os caçadores a assassinar os animais em busca do marfim. A proibição nunca impediu o sofrimento e a morte dos animais, e estima-se que 8% da população mundial de elefantes morre a cada ano.

Utilizando um grande conjunto de dados dos preços de marfim de 1989 a 2017 os pesquisadores foram capazes de determinar os fatores que impulsionam o aumento do preço de marfim. Até 2014, o valor aumentou dez vezes, mas começou a diminuir lentamente desde então.

“Com caçadores matando cerca de 100 elefantes, dos 350.000 restantes, a cada dia, acreditamos que nossas descobertas são significativas”, afirmou Monique Sosnowski, autora principal da pesquisa.

“Esperamos que uma maior compreensão dos fatores que determinam o preço do marfim leve a intervenções políticas melhores informadas que ajudem a criar um futuro mais seguro para os elefantes e outros animais que sofrem pelo comércio do marfim”, continuou.

Os pesquisadores confiam que os estudos podem inspirar melhores decisões em relação às políticas globais de marfim. Os dados apresentados podem informar conservacionistas, autoridades e criadores de política sobre onde concentrar esforços em campanhas anti-comércio, conservação da vida selvagem e educação.


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Corpos de sete tigres são encontrados congelados em um estacionamento no Vietnã

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty ImagesOs cadáveres de sete tigres congelados foram encontrados em um carro em Hanói levaram à prisão de um importante suspeito de tráfico de animais selvagens, informou a mídia estatal vietnamita nesta sexta-feira, enquanto o país tenta desmantelar uma rota de contrabando do Laos.

Nguyen Huu Hue, que acredita ter contrabandeado animais do vizinho Laos durante anos, foi preso na quinta-feira com outras duas pessoas depois que os tigres mortos foram encontrados em seu veículo em um estacionamento, de acordo com o jornal Cong An Nhan Dan.

“Hue montou uma empresa que vende materiais de construção para encobrir o comércio ilegal de tigres e animais selvagens”, relatou Cong An Nhan Dan, porta-voz oficial do Ministério da Segurança Pública.

Todos os sete tigres pareciam ser filhotes, de acordo com fotos do local.

Não ficou imediatamente claro se os tigres mortos vieram da selva ou de uma muitas fazendas de criação tigres (que funcionam na ilegalidade) no Laos, que suprem grande parte da demanda da Ásia por carne e partes do corpo de tigres.

A polícia já prendeu vários outros membros da mesma rede de tráfico de animais selvagens, que está funcionando há vários anos em uma província central que faz fronteira com o Laos.

O Vietnã é tanto um centro de consumo quanto uma rota popular de contrabando de vida selvagem – que vão desde partes e corpos de tigres a presas de elefante, pangolins e chifre de rinoceronte.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Parte dela é destinada ao consumo interno no Vietnã, enquanto o restante é contrabandeado para a China.

Peças de tigre são usadas na medicina tradicional ou jóias no Vietnã, onde a população outrora vasta dos grandes felinos ameaçados diminuiu drasticamente.

Seus ossos são comumente cozidos e misturados com vinho de arroz para criar um elixir para tratar a artrite e promover a força.

A prisão de contrabandistas em Hanói ocorre após uma apreensão recorde em Cingapura, nesta semana, de quase nove toneladas de marfim e um enorme estoque de escalas de pangolim com destino ao Vietnã.

Há muito tempo, Hanói prometeu reprimir o comércio de animais silvestres, embora os conservacionistas afirmem que o mercado paralelo persiste graças à fraca e inexpressiva aplicação da lei.

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Ossos de leão: um negócio mortal que está em ascensão

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Um tratado internacional proíbe a compra e venda de produtos feitos a partir de qualquer espécie de felino, exceto um: o leão africano. Se os animais foram criados em cativeiro na África do Sul, então seus esqueletos, incluindo garras e dentes, podem ser comercializados em todo o mundo.

As partes de leão exportadas da África do Sul geralmente acabam na Ásia, onde são freqüentemente comercializadas como partes de tigres. Este negócio lucrativo está em ascensão e, de acordo com pesquisas recentes, uma proibição decretada pelos Estados Unidos pode ter ajudado a promover ainda mais o comércio sujo.

Em 2016, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS) proibiu a importação de troféus de leão criados em cativeiro. Para muitos criadores de leões na África do Sul, as exportações de esqueletos eram uma maneira óbvia de compensar negócios perdidos.

Às vezes, você acha que está fazendo a coisa certa, mas o resultado da sua decisão política é que algo pior que se materializa”, diz Michael ‘t Sas-Rolfes, doutorando na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que estudou o comércio de ossos de leão.

Antes da proibição, as instalações de criação e caça da África do Sul abrigavam mais de 8.400 leões criados em cativeiro. Muitos foram destinados para uso em caçadas, em que um animal cativo, às vezes domesticado, é lançado em um campo de caça cercado para que um caçador possa perseguir e atirar.

Para pessoas sem dinheiro e tempo, essas “caçadas enlatadas”, como são comumente chamadas, podem ser atraentes. Embora ambas sejam atos de covardia e assassinato explícitos, em comparação com as caças tradicionais na natureza, as caças enlatadas leões são mais baratas, costumam durar dias em vez de semanas, e garantem a produção de um “troféu” para levar para casa.

Os americanos já representaram pelo menos metade da clientela para caçadas enlatadas. Mas os defensores dos direitos animais há muito criticam essa indústria bárbara que esta repleta de abusos e nao tem nenhum valor de conservação.

Em dezembro de 2015, os Estados Unidos adicionaram leões à lista de espécies ameaçadas, complicando as regras que envolvem as importações de troféus de leão.

‘T Sas-Rolfes e Vivienne Williams, pesquisadora da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, procuraram determinar como a proibição do troféu nos EUA e outras mudanças na política afetaram a indústria de criação de leões da África do Sul.

Os pesquisadores pesquisaram 117 instalações que criaram, mantiveram ou organizaram caças de leões cativos. Após a proibição, ‘T Sas-Rolfes e Williams descobriram que os preços dos leões vivos despencaram até 50%. Mais de 80% dos entrevistados disseram que a proibição afetou seus negócios, e muitos relataram demitir funcionários.

Embora a maioria dos criadores tenha dito que reduziu as operações, cerca de 30% disseram que decidiram recorrer ao comércio internacional de ossos. Os preços dos esqueletos aumentaram mais de 20% desde 2012.

Esqueletos femininos agora são vendidos por 3.100 dólares, em média, e os do sexo masculino, por 3.700 dólares. As exportações de esqueletos mais do que dobraram no ano após a proibição do troféu nos EUA, de 800 para 1.800 leões.

As exportações de esqueletos já foram limitadas. No final de 2016, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas determinou que a África do Sul estabelecesse uma cota anual de exportação para partes de leões criados em cativeiro. Em 2017, as autoridades definiram uma cota de 800 esqueletos; eles aumentaram o número no ano passado para 1.500.

A maioria dos vendedores acredita que a cota ainda é muito baixa. Metade dos entrevistados da pesquisa disseram que buscariam “mercados alternativos” se as cotas restringissem seus negócios. Vendedores frustrados, em outras palavras, ameaçavam recorrer ao comércio ilegal.

Desde 2016, Kelly Marnewick, uma conservacionista da Universidade de Tecnologia de Tshwane, em Pretória, registrou pelo menos 75 leões criados em cativeiro que foram caçados. “É um pouco como o drive-thru do McDonald’s”, diz ela.

“Você joga carne envenenada sobre a cerca para leões acostumados a comer das mãos das essoas pessoas, o veneno mata-os em silêncio, e então você entra e corta partes do corpo e sai sem que ninguém perceba”.

O aumento nas exportações legais de ossos de leão está ligado à caça, Everatt diz: “Seria coincidência demais para essas duas coisas acontecerem ao mesmo tempo e no mesmo lugar sem um link. Mas o problema é que ninguém realmente investigou isso ”.

Mas “T Sas-Rolfes alerta para não tirar conclusões precipitadas. Os pesquisadores ainda estão examinando se e como a demanda por produtos legais para grandes felinos afeta a caça furtiva de tigres e leões, diz ele. Uma nova proibição das exportações de ossos de leão pode não apenas frear a caça, mas também piorá-la.

Williams acredita que apenas compromissos assumidos com base cientifica produzirão uma solução que realmente beneficie os leões selvagens.

“Diversas partes interessadas afirmarão vigorosamente que há apenas um lado e aqui está o que precisamos fazer, em forma de soluções mágicas, mas esse é um cubo de complexidade da Rubik”, diz ela. “Ele é multifacetado e tudo está interconectado”.

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Camelos são amarrados e içados por guindastes em mercado de animais no Sudão

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres capazes de sentir, sofrer, criar laços e compreender o mundo ao seu redor. Mas o ser humano insiste em precificar, vender e comprar esses seres, condenando-os à vidas de escravidão e sofrimento por lucro e ambição desmedidas.

A indústria do comércio de camelos do Sudão é um exemplo flagrante dessas cruéis transações comerciais. O negócio permaneceu estável, apesar da recente agitação política do país, que viu Omar al-Bashir afastado após três décadas governando o país com mão de ferro, segundo informações do Daily Mail.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Comerciantes de toda a nação africana visitam diariamente o mercado de camelos de El Molih, na cidade de Omdurman, a oeste da capital Cartum, para comprar e vender grupos inteiros do animal do deserto.

Alguns camelos são enviados para matadouros de carne, enquanto aqueles que são considerados “superiores” são exportadas para países do Golfo, como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para participar de corridas que envolvem apostas de milhões de libras.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Transportar o animal imenso é uma tarefa difícil, agora os comerciantes estão usando um guindaste móvel para levá-los até os caminhões.

As fotografias recentes mostram um dia normal no mercado de animais, onde camelos são içados por um guindaste móvel, com as patas dianteiras e traseiras fortemente amarradas para restringir seus movimentos.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Os animais do deserto, notavelmente aterrorizados, são então transportados para a parte de trás de carrocerias de caminhões com destino ao Egito, Israel ou nações do Golfo.

O preço de cada camelo depende da finalidade da venda do animal.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Um camelo vendido para a indústria de carne tem seu valor fixado em 60 mil a 90 mil libras sudanesas (cerca de 5 mil reais).

Mas os camelos destinados às corridas nos países do Golfo podem ser vendidos por até 1,5 milhão de libras sudanesas (em torno de 120 mil reais) cada.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Após a deposição de al-Bashir em abril, muitos comerciantes de camelos nem perceberam a maior agitação política do país em décadas.

Ahmed Mohamed Ahmed, vendedor de camelos, disse: “Com ou sem Bashir, este país é o mesmo para nós”.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

“Tudo o que estamos interessados em saber é se o preço dos animais sobe ou desce”, acrescentou.

Ali Habiballah, 52, outro comerciante de camelos, disse: “Que protestos? Temos tudo o que precisamos no deserto – água, comida e animais, não temos exigências”.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Seu filho acrescentou: “Não nos importamos com política. Eu nem vou a Cartum (capital do país)”.

O Sudão foi abalado pela primeira vez pela crise política desde 19 de dezembro, quando os protestos contra a triplicação dos preços do pão eclodiram contra o então governo de Bashir.

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Polícia resgata 9 tartarugas e 149 ovos em Costa Marques (RO)

Nove tartarugas foram salvas pela Polícia Civil da delegacia do município Costa Marques, em Rondônia. A ação contou com a ajuda da Polícia Militar e, além das tartarugas, foram encontrados 149 ovos que seriam destinados à venda ou ao consumo humano.

Foto: Reprodução / O Nortão

O delegado Reinaldo Reis esteve no local denunciado e foi abordado por uma criança, que perguntou se ele gostaria de comprar uma tartaruga. Levado para ver os animais, Reis se deparou com três tartarugas em um cômodo, numa espécie de galinheiro, e vários cascos, alguns com indícios de que os animais tinham sido mortos recentemente. Ovos de tartaruga foram encontrados na geladeira da casa. Os resgates foram feitos na quarta-feira (10) devido a uma denúncia anônima.

Outras seis tartarugas foram localizadas na casa vizinha. Uma delas estava em uma caixa d’água e as outras cinco dentro de sacos de estopa, no quintal. As informações são do portal O Nortão.

Duas pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia de Polícia Civil para que fossem interrogadas.

As tartarugas serão soltas na Praia do Curralinho, no rio Guaporé. A soltura será acompanhada por servidores públicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), além das polícias Civil e Militar.

O delegado pediu que a população continue efetuando denúncias a respeito de crimes contra os animais e o meio ambiente. Os casos podem ser denunciados anonimamente pelo telefone 197.


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Proposta cruel de pesca para entretenimento é adiada para 2020 em MS

A proposta da “cota zero” para a pesca no Mato Grosso do Sul, que obriga pescadores amadores a devolver ao rio os peixes após pescá-los foi adiada para 2020 devido à pressão de empresários do ramo do turismo.

Foto: Pixabay

“O que é a prática do ‘pesque e solte’? É você fisgar o peixe, você fotografar, e soltar o peixe novamente”, explicou ao G1 Ricardo Senna, secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (Semade).

O objetivo da “cota zero” é diminuir o número de peixes mortos, para reduzir o impacto sobre as espécies. A medida, no entanto, é extremamente cruel, já que coloca o peixe como um objeto a ser usado para entreter seres humanos, que irão retirá-lo da água apenas para fazer uma fotografia. Neste processo, o peixe, que é fisgado por uma isca, fica ferido e sofre com asfixia, devido aos minutos que permanece fora d’água.

Os protestos dos empresários, no entanto, fizeram o governo estadual recuar e publicar um decreto que, ao invés de zerar a cota, apenas a reduziu de dez quilos para cinco quilos de peixe pescado. A nova medida também autoriza que os turistas continuem levando para casa um peixe e cinco piranhas.

De acordo com os governos estaduais, quase 100 mil pescadores frequentam os rios do Pantanal, que abrange os estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 2018, 81.689 licenças de pesca amadora foram concedidas nos dois estados. Em 2019, foram 14.413.

Pescadores com licença profissional podem retirar até 125 quilos de peixe por semana do rio, respeitando tamanhos mínimos e máximos de cada animal, mas não podem cortar os peixes, que são registrados em guias de pesca e comercializados em peixarias, restaurantes e hotéis. Os turistas, que fazem a pesca amadora, também precisam registrar os peixes que capturam.

As guias de pesca são avaliadas pelas polícias ambientais para controlar a quantidade de peixes de cada espécie que é retirada dos rios. Se um pescador não apresentar documentação de origem do peixe capturado, ele pode ser multado.

Além dos pescadores profissionais e amadores, há também na região pescadores compostos pela população ribeirinha.

A pesca para consumo humano, comércio ou entretenimento, faz com que os peixes vivam inúmeras situações de maus-tratos. Machucados pelo anzol, eles são retirados da água e sofrem asfixia. Os que não são devolvidos ao rio sufocam até a morte.


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