Imagens flagram animais negligenciados em “pele e osso” abandonados em uma propriedade rural

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Fotos com imagens fortes e pungentes foram divulgadas pela polícia da Flórida (EUA), em um flagrante de fome e negligência enfrentadas por quase uma dúzia de animais que viviam sem comida ou água, em uma propriedade na região.

Oficiais estavam realizando uma verificação com relação ao bem-estar animal de vários animais em Ridge Manor, ao norte de Tampa, após receber uma denúncia de que muitos deles pareciam estar em perigo.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

A Unidade de Fiscalização de Animais da Delegacia do Condado de Hernando respondeu à chamada de denúncia.

O oficiais encarregados da investigação encontraram vários animais debilitados e em necessidade de cuidados médicos urgentes, incluindo um cavalo com os ossos do quadril, costelas e coluna a mostra sobre a pele, tamanha a sua magreza.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

No outro extremo da propriedade, eles encontraram um porco extremamente acima do peso, juntamente com três cabras e cinco cães cujo alojamento estava coberto de fezes e mofo.

Os policiais disseram a responsável pelos dos animais, Kay Davis de 68 anos, que ela precisava limpar o alojamento dos cães imediatamente e fornecer panos e camas limpos para eles dormirem e água limpa também.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Davis disse que um homem estava “vindo limpar o alojamento dos cachorros” mais tarde naquele mesmo dia.

Os oficiais do bem-estar animal também informaram a Davis que ela precisaria de um veterinário para examinar tanto o cavalo quanto uma das cabras que pareciam severamente desnutridas.

Davis foi inicialmente informada de que as condições tinham que mudar no final de abril, mas parece que desde o encontro inicial os policiais se esforçaram para voltar a entrar em contato com Davis sem sucesso.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Enquanto isso, as condições dos animais só pioraram.

“Quando os policiais chegaram ao local, puderam observar o estado do cavalo, cuja condição parecia ter piorado desde a última visita”, afirma o relatório.

Nenhum dos animais tinha acesso a comida. Sua água estava coberta de algas e contaminada.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

“Todos os animais da propriedade foram encontrados em estado de negligência e foram resgatados e levados para o Serviço de Animais em Brooksville.”

Davis e Glen Gulvin, 64 anos, que também ajudam a cuidar dos animais, foram ambos citados e acusados por crime de crueldade contra animais.

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Porquinho é encontrado sufocando preso dentro de um carro fechado

Foto: @News4Jax

Foto: @News4Jax

Um casal da Flórida (EUA) está respondendo a acusações de crueldade contra animais depois de deixarem um porco sufocando em um carro fechado, sem ar condicionado, comida ou água do lado de fora de um shopping center.

Mark Gray, de vinte anos de idade, e Trinity Tavarez-Soto, de 19, foram presos na segunda-feira à tarde nos arredores do shopping Avenues Mall, em Southside Boulevard, Jacksonville, Flórida (EUA), onde estavam fazendo compras.

De acordo com um relatório da prisão, o porco, descrito como manchado, foi encontrado no banco de trás do carro, no chão.

As fotos mostram o assento coberto com vários itens, em uma “bagunça generalizada”.

Miranda Lamendola e seu colega de trabalho viram o porco sufocando no carro fechado e relataram o caso ao segurança do shopping, conforme relatado pela rede de televisão CBS News 4 Jax.

Como o segurança não estava autorizado a acessar o carro sem a permissão do proprietário, Lamendola ligou para a polícia.

“O porco não tinha água ou comida e estava em pânico”, disse ela ao News 4 Jax, acrescentando: “Estou enlouquecendo depois de 45 minutos de todo esse processo horrível”.

Lamendola disse que o ar condicionado do veículo não estava ligado e as janelas tinham cerca de uma polegada de abertura no topo delas.

O espaço era tão pequeno, segundo ela disse, que eles não conseguiam sequer passar o braço pela abertura para ajudar o animal apavorado e sufocante.

Lamendola filmou o porco, que tem pelos alaranjados e marcas marrons, quando ele começou a espumar pela boca, tremendo e passou a não responder mais aos chamados dela.

Foi relatado que as temperaturas na área do shopping excederam 100 F (cerca de 38ºC) no feriado do Memorial Day (data celebrativa americana) mais quente desde 1989.

@News4Jax

@News4Jax

Lamendola disse à rede de televisão que o carro havia atingido 120 F ( cerca de 48ºC) na sombra.

Quando a polícia chegou ao local, um dos policiais quebrou uma janela.

O porco foi retirado do veículo e recebeu imediatamente água para beber e se refrescar, começando a se recuperar.

Uma foto mostra um oficial da polícia embalando o porco nos braços após o resgate.

Acredita-se que o porco esteve preso no carro quente por mais de uma hora.

Ele foi levado pela Animal Care and Protective Services.

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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Família se muda e deixa o porquinho doméstico para trás

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando a família foi despejada, os inquilinos do apartamento que foi executado legalmente, localizado no estado do Texas (EUA), deixaram quase tudo para trás.

Suas roupas estavam espalhadas pelos cômodos bagunçados e sujos e seus móveis foram deixados intocados. Mas entre os itens descartados havia alguém muito mais importante que tudo aquilo.

O porco de estimação da família.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando as autoridades do condado de Harris entraram na casa condenada na semana passada, eles encontraram um curioso porco preto e branco, com os olhos arregalados, olhando para eles por trás do sofá.

A casa estava imunda e seus antigos tutores haviam abandonado o pequeno ali com pouca comida e quase nenhuma água.

Enquanto ninguém sabe por quanto tempo o porquinho esteve cuidando de si mesmo no apartamento bagunçado e abandonado, ele não parecia estar morrendo de fome – mas sim animado e ansioso por ver pessoas ali.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Os oficiais bondosos conheciam o lugar certo para trazê-lo: o abrigo de porcos Houston Mini Pig Rescue. O pequeno porco solitário se sentiu imediatamente em casa, e agora está muito mais feliz com comida à vontade, espaço e carinho. Seus salvadores o chamaram de Maverick.

“Ele é um menino tão doce e parece um panda, com todas essas pintas pretas”, disse Meagan Se, a fundadora e presidente da ONG de resgate, ao The Dodo. “Tudo o que ele quer fazer é ser amado e que as pessoas digam como ele é adorável e maravilhoso”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

No abrigo de resgates, Maverick se estabeleceu em um grupo de porcos machos e tem passado muito do seu tempo cochilando, descansando e ficando abraçado com eles.

Ele ama a companhia humana, e Se o considera um membro maravilhoso para uma família que prefira manter seu porquinho dentro de casa, considerando como social e receptivo, Maverick é com humanos.

“Ele está morando com alguns outros porquinhos e está se encaixando muito bem”, disse Se.

“Eles se abraçam todos juntos na hora de dormir sobre a pilha de feno. Ele se daria bem com uma família que o mantivesse como um porquinho dentro de casa, bem mimado ”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Maverick será castrado em breve, e então ele estará em busca de uma família. É importante pesquisar e verificar as leis de zoneamento da sua cidade em relação a manter porcos como animais de estimação, antes de adotar um porquinho.

Enquanto muitas pessoas podem aceitá-los e desejá-los, infelizmente, inúmeros porcos são negligenciados ou abandonados a cada ano devido ao cuidado especializado que eles exigem.

Em pouco tempo, Maverick terá uma família para chamar de sua – e ele nunca mais saberá o que é ser abandonado.

“Ele fará parte da família certa, e vai fazer toda a diferença para ela”, disse Se. “Ele é definitivamente uma alma especial”, conclui a presidente do abrigo.

Macaco adota filhote de cachorro abandonado alimentando e protegendo o bebê como se fosse seu filho

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

No início deste mês, imagens surgiram nas mídias sociais mostrando um macaco rhesus que adotou um filhote de cachorro na cidade de Rode, na Índia.

Depois de observar o macaco defender o cachorrinho de outros cães abandonados, os habitantes locais ficaram tão impressionados que passaram a alimentar os dois companheiros incomuns.

Para surpresa de todos, o macaco era tão compassiva a maternal que até deixava o cachorrinho comer primeiro.

”As pessoas que assistiam as cenas de amor entre os dois, falavam de seu forte afeto mútuo e descreviam seu vínculo como a coisa mais carinhosa do mundo – cuidar de um filhote em perigo e protegê-lo como seu próprio filho”, relata o site Zee News.

“Sua afeição imortal nos dá uma valiosa lição sobre relacionamentos”, diz o texto da publicação.

É impressionante que uma diferença de espécie não impediu que esse macaco se tornasse responsável por um filhote que, de outra forma, não teria ninguém para cuidar dele. Isso só mostra que a compaixão não tem limite, seja entre animais humanos ou não humanos se diferentes espécies.

Esse filhote da cachorro foi adotado por um macaco:

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

Ele o defende de tudo e de todos

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

O macaco até alimenta o filhote, permitindo que ele coma primeiro

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

Os dois se tornaram inseparáveis

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

O macaco cuida do filhote como se fosse seu próprio

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

Os moradores locais ficaram tão impressionados que começaram a deixar comida para eles

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

“Sua afeição imortal nos dá uma valiosa lição sobre relacionamentos”

Foto: Parithitamil

Foto: Parithitamil

Bombeiro vegano processa governo de Ontário por deixá-lo sem comida

Por David Arioch

“Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais” (Foto: Animal Justice/Divulgação)

O bombeiro canadense Adam Knauff, que atua no Corpo de Bombeiros de Ontário há 11 anos, está processando o governo por violar o seu direito de acesso à comida vegana enquanto trabalhava em Williams Lake, na Colúmbia Britânica.

Knauff, que atuou em um incêndio de grandes proporções por dez dias, trabalhando cerca de 16 horas diárias, teve de lidar com a falta de comida – mesmo desempenhando um trabalho que exigia muito vigor físico e não oferecia a possibilidade de se ausentar.

Segundo a organização Animal Justice, que representa o bombeiro, ele disse que repetidamente pediu que fornecessem comida vegana, mas o pedido continuou sendo ignorado. Adam Knauff então foi obrigado, em muitas situações, a ficar com fome para não trair as suas próprias convicções.

Por causa de suas queixas, o Corpo de Bombeiros ainda o puniu disciplinarmente e o deixou sem salário. “Sou vegano porque não quero prejudicar ou matar animais. Por mais de 20 anos, esse sistema de crenças influenciou todos os aspectos da minha vida e me tornou consciente da epidemia global que envolve o abuso de animais para alimentação”, justificou na terça-feira.

E acrescentou: “Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais. O veganismo tem um potencial incrível para mudar o mundo promovendo a compaixão e o respeito pelos outros, e isso deve ser celebrado – não punido, desprezado ou menosprezado.”

Em queixa ao Tribunal de Direitos Humanos de Ontário, o bombeiro afirmou que foi discriminado por ser vegano, e percebeu isso no momento em que seus supervisores inviabilizaram qualquer possibilidade de ele receber comida vegana.

Desde 2016, o Código de Direitos Humanos de Ontário prevê atenção às necessidades dos veganos, já que o veganismo está classificado como uma crença não-religiosa, uma filosofia de vida fundamentada em um posicionamento ético. Portanto, seus adeptos não podem ter seus direitos negados – aponta a Animal Justice.

Empresa transforma caroço de abacate em canudos e talheres biodegradáveis

Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável” .

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o Mexico Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

Gêmeos bombam na web com veganismo acessível: ‘é possível ser pobre e vegano’

Simples e direto, tanto na comida quanto na ideia, que um perfil vegano conquistou milhares de adeptos e bomba na web. Criado pelos gêmeos Leonardo e Eduardo Santos, moradores da periferia de Campinas (SP), o ‘Vegano Periférico’ nasceu com a ideia de mostrar que deixar de consumir produtos de origem animal é uma escolha não apenas de quem tem mais recursos, mas de todos.

Foto: Victória Cócolo/ G1

Com 177 mil seguidores no Instagram, o perfil reúne receitas, fotos e relatos em prol do veganismo, de quem vive a escolha e compartilha a realidade financeira da maior parte da população, sem o glamour que tanto acompanha as redes sociais.

“Não é porque você é pobre que não pode escolher o que comer. Falar direto e reto, sem frases em inglês e mostrar uma alimentação barata: arroz, feijão, macarrão, frutas, legumes e verduras”, diz Leonardo.

“É possível ser pobre, periférico e vegano. A gente não está falando da boca para fora, não lemos em um livro. A gente vive isso no dia a dia”, emenda Eduardo.

Nem sempre veganos…

Aos 23 anos, os irmãos mostram engajamento na causa vegana, mas nem sempre foi assim. Criados no Parque Itajaí, bairro distante 25km da região central de Campinas, os gêmeos contam que vegetarianismo e veganismo eram conceitos muito distantes da realidade em que viviam.

A compaixão pelos animais entrou na vida de Eduardo em 2015, depois que um caminhão que transportava porcos tombou no trecho Oeste do Rodoanel. Foi a primeira vez que ele teve contato com o tratamento objetificado recebido pelos animais.

Foto: Reprodução/Instagram

“Perguntei para minha namorada qual era a diferença entre a nossa cadela e aqueles leitões. Concluímos que não havia nenhuma”, conta.

Apesar de também ter se comovido com o incidente, Leonardo aderiu ao estilo de vida apenas dois anos depois do irmão e da cunhada, em 2017.

“Na periferia a ideia é que você tem que trabalhar para não morrer de fome. Quando você faz escolhas no campo mais reflexivo, como ser vegano, escuta: Para de pensar nisso. Já enviou seu currículo?”, afirma Leonardo.

Motivados pela falta de representatividade no meio, também em 2017, os irmãos resolveram criar o perfil na tentativa de dialogar com as classes mais populares. “A ideia inicial foi mostrar que não é só a classe média que pode ser vegana”, explica Leonardo.

‘Vegano Periférico’

Quatrocentos reais cada um. Esse é o valor que Eduardo, que trabalha como atendente de um café, e Leonardo, auxiliar de cozinha em um restaurante, dizem gastar, em média, com as compras do mês. Isso inclui comida para café da manhã, almoço, jantar, produtos de limpeza e todo o resto que precisam.

Antes do veganismo, os irmãos eram ligados a uma dieta rica em industrializados e carnes. O consumo de alimentos mais naturais se tornou hábito depois. “Na periferia se tem a ideia de que consumir esses produtos é estar bem socialmente. Se sente alegria em comprar bolacha, iogurte, picanha. Isso precisa ser desconstruído”, conta Leonardo.

Foto: Victória Cócolo/ G1

O segredo para gastar pouco, explicam, é simplificar a rotina. Os gêmeos relatam que, se há recursos, adquirem o produto de desejo; se não, deixam de consumir.

“A gente tem uma noção errada sobre o que é comida. Às vezes a gente olha para o congelador e se não tiver nada, já corremos para o açougue”, exemplifica Eduardo.

Sem rostos

Sem mostrar quem são no Instagram, a dupla nada contra a corrente da ‘onda’ de digital influencers. Para eles, quando se carrega o nome de um movimento é necessário tomar cuidado com o ‘exibicionismo’.

“A gente vê que há uma glamourização nesse meio. Isso incomoda”, garante Eduardo.

“Queremos que as pessoas se identifiquem com o conteúdo, não que a página fique conhecida pelos gêmeos. Dessa forma, todos podem ser o ‘vegano periférico”, conclui Leonardo.

Fonte: G1

Empresa americana lança sashimi vegano de enguia feito de beringela

Neste fim de semana, a marca vegana Ocean Hugger Foods vai lançar seu mais novo produto, a enguia feita à base de berinjela batizada de “unami”, no evento do National Restaurant Association Show, em Chicago (EUA).

O novo produto – feito para se assemelhar a enguia, usa um processo de fabricação (patente ainda pendente) que infunde a beringela ao molho de soja sem glúten, com mirin e óleo de algas – estará disponível em amostragem para mais de 65 mil profissionais de que trabalham na industria alimentícia na feira que reúne especialistas.

“Estamos felizes em poder compartilhar o Unami no evento mais importante da indústria de serviços alimentícios”, disse James Corwell, master chef certificado e co-Fundador da Ocean Hugger Foods.

“O Unami é uma ótima alternativa para chefs e operadores de restaurantes e delivery´s que desejam oferecer aos seus convidados pratos que ressaltem a textura natural e firme do unagi (termo japonês para enguia), sem os impactos ambientais negativos da enguia selvagem ou de criação de animais em cativeiro”.

Cromwell criou o conceito da empresa após visitar o Japão e ver o massacre de peixes em primeira mão e ao vivo em um mercado de peixes de Tóquio.

A estréia do Unami segue-se ao lançamento bem-sucedido do “ahimi” também da Ocean Hugger Foods – um atum à base de tomate que agora está disponível nos estojos de sushi dos supermercados, além de lanchonetes nas universidades e restaurantes da América do Norte.

“Mais da metade dos consumidores estão tentando comer mais proteínas à base de vegetais tanto por motivos de saúde, como ambientais”, disse o CEO da Ocean Hugger Foods, David Benzaquen.

“Os produtos à base de vegetais são uma alternativa deliciosa não apenas para veganos e vegetarianos, mas também para qualquer pessoa preocupada com o impacto de suas escolhas alimentares no meio ambiente”.

Além de unami e ahimi, a empresa está trabalhando para criar o “sakimi” – um substituto de salmão feito de cenouras.

Ahimi: sushi de atum vegano feito à base de tomate

A empresa canadense Sushi Quinoa fez uma parceria com a marca vegana americana Ocean Hugger Foods para criar uma refeição rica em proteínas para o maior evento TED Talk do ano.

Nos dias 17 e 18 de abril, visitantes e palestrantes da Conferência TED deste ano que acontecerá no Canadá serão presenteados com sushis veganos recheados com quinoa e atum à base de vegetais.

O prato é o resultado de um esforço conjunto entre a marca canadense Top Tier Foods e a empresa vegana com sede nos EUA, Hugger Foods.

A seu turno, a Top Tier Foods contribuiu com seu Sushi Quinoa, um produto de quinoa desenvolvido especialmente para a indústria de sushi que pode ser usado no lugar do arroz de sushi. O “ahimi” de Ocean Hugger – um atum vegan preparado com tomates – completa o prato.

“Uma das melhores coisas sobre o Sushi Quinoa é que ele permite que o chef crie opções veganas e vegetarianas únicas usando a quinoa como veículo de alta proteína”, disse o presidente da TopTier Foods, Blair Bullus, ao canal de mídia Straight.

“A união do famoso ahimi (atum de tomates), com o Sushi Quinoa, cria uma opção deliciosa e saudável para pessoas que procuram uma alternativa de refeição sem carne que tem o mesmo sabor de um sushi roll de atum com perfil nutricional e semelhante, mas sem peixe ou arroz.”

A conferência anual do TED tem enfoque no tema “Maior que nós” e conta com mais de 70 palestrantes e mais de mil visitantes.

Austrália pretende matar mais de 4 mil cangurus no maior extermínio da espécie já registrado no pais

Foto: Reuters

Foto: Reuters

O holocausto aprovado pelo governo esta previsto para se realizar em torno e dentro das reservas naturais de Canberra, na Austrália, durante as noites de inverno à medida que o ACT (Australian Capital Territory) realiza o maior extermínio de cangurus-cinzentos-orientais já ocorrido na região.

Pouco mais de 4 mil cangurus serão alvejados nas próximas 10 semanas, já que o programa se estende a 14 locais ao redor do ACT, vários incluindo as reservas naturais Mt Majura, Mt Ainslie, Crace e Callum Brae.

Para que não haja testemunhas ou vídeos a atividade cruel forçará o fechamento noturno progressivo das reservas de terça-feira, 7 de maio a 26 de julho.

Não haverá filmagens nos finais de semana, mas os visitantes serão convidados a deixar as reservas afetadas aos domingos às 15h.

Foto: Graham Tidy

Foto: Graham Tidy

A cota de mortes de 2019 é mais do que o dobro da realizada em 2018, quando 1822 cangurus foram mortos no território do ACT. Outros 1431 foram baleados nos arredores de Googong.

Assustadoramente o apoio público a um programa de extermínio de cangurus tem crescido constantemente desde 2008 e, de acordo com uma pesquisa do governo de 2015, fica em 86%. Os números evidenciam a falta de conscientização e compaixão vigente na sociedade.

E não é só a população que esta a favor de soluções rápidas e fáceis como a morte dos animais, o governo tem se justificado afirmando que as condições climáticas predominantes “criaram um ambiente no qual milhares de cangurus morrerão de fome durante o próximo inverno devido à falta de grama”.

“Nossos ecologistas usaram o melhor conhecimento científico para determinar os números a serem exterminados”, disse o diretor de conservação Daniel Iglesias.

Foto: echidnawalkabout

Foto: echidnawalkabout

Em uma fala de fundo especista e extremamente violenta, ele resume o pensamento governamental: “Como a caça cangurus não é muito atraente, o extermínio é atualmente o método mais humano de gestão populacional disponível”. Ou seja, se não são mortos por caçadores, então nós os mataremos por decreto.

Protestos contra as mortes estão sendo organizados, já que organizações como a Animals Australia e Animal Liberation ACT revelam que a evidência científica usada é frágil e não se sustenta.

Carolyn Drew, da Animal Liberation ACT, disse que havia contradições inerentes ao raciocínio do governo para apoiar a morte dos animais.

“O governo está tentando ganhar dos dois lados; ele diz que a razão pela qual os cangurus do Leste vem tanto para essa região é porque há bastante alimento para eles aqui”, disse ela.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Mas então eles vem e dizem ao mesmo tempo que temos que matá-los apenas ´no caso´ de morrerem de fome?”, questiona a ativista.

Ela também afirmou que o argumento da proteção da biodiversidade também não se sustenta porque “os cangurus ja fazem parte da paisagem australiana, vivendo neste ambiente com nossa flora e fauna, por dezenas de milhares de anos”.

A atividade de protesto público contra o extermínio dos animais foi sinalizada, mas a Sra. Drew não forneceu detalhes específicos.

“Estaremos protestando e aqueles que se opuserem ao governo também podem se envolver em desobediência civil, como a entrada de reservas durante as mortes”, disse ela.

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

O governo combate os ativistas colocando sinais de alerta nos pontos de entrada das reservas, câmeras de vigilância estrategicamente colocadas e patrulheiros nos parques equipados com equipamento de visão noturna. Tudo para poder matar os animais “em paz”

Desde 2015, o governo tem realizado testes com a injeção de uma vacina contraceptiva nos animais. Em torno de 142 cangurus do sexo feminino foram medicados, a reprodução foi impedida em 92% dos animais injetados.

Embora o programa tenha custo elevado e seja de alta complexidade, ele funciona. Se o problema era o excesso de animais e a falta de comida para todos eles, esta medida menos cruel e mais compassiva, evitaria as mortes de tantos animais indefesos.