Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


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Três razões pelas quais o veganismo é mais próximo das pessoas do que elas acreditam

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Muitas pessoas estão começando a entender que o veganismo, mais do que uma mera escolha alimentar, é uma maneira de pensar e viver.

Aqui estão três razões pelas quais você já pensa como um vegano e não sabe disso:

1. Você ama animais

Você tem grande admiração por animais que conhece pessoalmente: seu gato é mais zen do que você jamais poderia imaginar e o cachorro de seu amigo está sempre atraindo seus carinhos.

Em algum momento de sua vida, você sentiu uma conexão comovente com seu animal de companhia ou cm o animal doméstico de outra pessoa. Uma conexão profunda que é mais facilmente descrita como “amor”, mas que, de certa forma, vai além dessa palavra usada em excesso; é um tipo de amor puro e reverente que não se importa com reciprocidade: incondicional.

Você descobriu que, ao observar animais – selvagens ou domésticos, na vida real ou mesmo através de uma grade ou janela – você está testemunhando uma vida interior complexa.

Quando você vê um vídeo de um humano intervindo para salvar um tubarão encalhado, seu coração se enche de alívio e orgulho na raça humana. Mesmo que no caso seu instinto seria nadar em outra direção se você visse um tubarão nadando ao seu lado.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

2. Você se sente frustrado com a falta de ação contra a mudança climática

Você entende perfeitamente que o tempo está passando e nós temos que encontrar soluções rápidas e poderosas para consertar os danos que já causamos como espécie.

Você deseja que seus os seres humanos mostrem um sinal de união coletiva voltada para o cuidado com o planeta, nosso lar compartilhado.

Você não consegue nem imaginar a catástrofe que nos espera se não agirmos todos juntos.

3. Você está exausto por todo o sofrimento do mundo

Evitar ler as notícias porque sabe que o conteúdo delas vai trazer tristeza e preocupação é sinal de que você esta antenado com a situação do mundo.

Você se desespera porque a paz parece tão ilusória no mundo e você sonha com um futuro em que as coisas sejam diferentes.

Você teme em pensar nos animais sendo abusados e mantidos em gaiolas.

Da mesma forma, você fica enojado ao ouvir sobre seus outros companheiros animais humanos que sofrem fome ou abuso.

Em tempos difíceis, você tem empatia consigo mesmo e se sente solitário ou incompreendido.

Você sente todas essas coisas porque a empatia está arraigada em todos nós. Esse sentimento está no coração da experiência humana; quando deixamos de abordar emoções que ela invoca em nós, nos desumanizamos.

Flexibilidade psicológica

“Quando você olha pra si mesmo de um modo compassivo, bondoso e amoroso, a vida se abre e então você consegue se voltar para o significado e propósito da vida e percebe como você é capaz de trazer amor, contribuição, beleza e bondade para a vida dos outros.”

Essas palavras são proferidas pelo professor de psicologia Dr. Steven Hayes em sua palestra no TED de 2016. Como o amor transforma a dor em propósito. Hayes considera a capacidade de se envolver e responder ativamente às emoções dos outros de “flexibilidade psicológica”.

“Basicamente, isso significa permitir que pensamentos e sentimentos apareçam, depois, de forma ponderada, atentar para o que o ajuda a se mover na direção que valoriza”.

Mova-se na direção que você valoriza

Se você já está pensando como um vegano, tente viver como um por um mês ou dois e veja se você desenvolve um relacionamento melhor consigo mesmo.

Pode parecer impossível no começo, mas é fácil quando você já sabe como agir. Você logo descobrirá que há muito mais a ser ganho do que sacrificado.

Se você está procurando orientação, pesquise no Facebook por uma comunidade vegana local. Os veganos adoram compartilhar dicas e quase todos começaram não-veganos, para que eles saibam de onde você está vindo.

Ninguém espera que você faça isso e se transforme de uma vez, e partindo do nada. Mas você aprenderá muito ao longo do caminho, e um dia, muito em breve, olhará para trás e terá orgulho de ter sido corajoso o suficiente para se apropriar de seus valores em um mundo que não o encoraja a fazer isso.

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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Atriz Lady Francisco morre aos 84 anos e é lembrada pelo seu amor pelos animais

Divulgação

A Atriz mineira Leyde Chuquer Volla Borelli Francisco de Bourbon, mais conhecida pelo seu nome artístico Lady Francisco, morreu no último sábado (25) aos 84 anos. Ela estava internada desde abril após sofrer uma queda enquanto passeava com seus cães e fraturar o fêmur. Lady teve complicações pós cirúrgicas e após ser transferida para a UTI seu quadro se agravou. Ela foi vítima de um isquemia e a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.

Lady atuou por cerca de 50 anos na TV brasileira e brilhou em inúmeras novelas como A Escrava Isaura (1976), Marrom Glacê (1979), Baila Comigo (1981), Louco Amor (1983), Barriga de aluguel (1990) e Totalmente demais (2017). Ativista pela causa animal, a atriz sempre frisou o quanto era “violentamente apaixonada” pelos animais e era presença marcante em feirinhas de adoção de cães e gatos, onde reforçava a importância de dar uma chance para um animal sem lar.

Reprodução | Facebook

A morte da atriz gerou comoção nas redes sociais. A compaixão de Lady pelos animais foi lembrada e reforçada por protetores e internautas:

O velório de Lady Francisco será realizado neste domingo (26) no Teatro Leblon, na sala Fernanda Montenegro, de 10h às 16h. A pedido da atriz, seu corpo será cremado. Descanse em paz Lady Francisco.

Projeto de lei quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados no Brasil

Por David Arioch

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil (Foto: SunnyS/Fotolia)

De autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), o Projeto de Lei 1362/19 quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do PL também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.

O deputado aponta que há casos em que a vítima pode ser um animal silvestre e, temendo pela própria segurança, o condutor resolve não fazer nada. No entanto, ele destaca que é responsabilidade do condutor entrar em contato com autoridades que possam fazer algo a respeito, também evitando mais acidentes no mesmo local.

O projeto de lei elaborado em março deve ser encaminhado em breve para as Comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

475 milhões de animais mortos nas estradas brasileiras em 2018

Aproximadamente 475 milhões de animais foram mortos nas estradas brasileiras em 2018. A estimativa do atropelômetro do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) é de que 15 animais silvestres foram mortos por segundo, chegando a 1,3 milhão de mortes por dia. Os maiores índices de atropelamentos se concentram em rodovias federais de pista simples.

A região Sudeste responde pelo maior número de mortes de animais por atropelamento, seguida pelas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 430 milhões de vítimas são animais de pequeno porte. Os de médio porte correspondem a 40 milhões e os de grande porte a cinco milhões, segundo o CBEE.

Associação de Veterinários Americanos lança seu primeiro guia de diretrizes para despovoamento de animais

Foto: Stewart McLean

Foto: Stewart McLean

A American Medical Veterinary Association (AVMA, na sigla em inglês) publicou suas primeiras “Diretrizes para o despovoamento de animais” para ajudar os veterinários a apoiar o bem-estar animal em situações em que a difícil decisão de despovoar foi tomada.

De acordo com o anúncio, essas novas diretrizes da AVMA são uma ferramenta importante para ajudar os veterinários a tomar decisões humanas nas situações mais difíceis.

Como as emergências podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento, a AVMA afirmou que esta é uma orientação vital para os veterinários em todos os campos da prática – da medicina de abrigo à agricultura, práticas que envolvem animais de companhia, zoológicos, saúde pública e vida selvagem.

“Tirar as vidas dos animais humanamente é uma das tarefas mais difíceis, mas necessárias, para os veterinários realizarem”, disse o Dr. Steven Leary, presidente do Painel de Despovoamento da AVMA. “Em tempos de crise ou grandes catástrofes, o despovoamento dos animais afetados pode, às vezes, ser a ação mais ética e compassiva a ser feita”.

As diretrizes de despovoamento representam a última parte da orientação dividida em três partes da AVMA chamada “Humane Endings” (Finais Humanos, tradução livre). Os outros são as “Diretrizes da AVMA para a Eutanásia dos Animais” e as “Diretrizes da AVMA para o Abate Humano de Animais”.

O despovoamento equilibra a necessidade de responder rapidamente e evitar mais devastação com o método de morte mais humano possível em resposta a circunstâncias urgentes, como um desastre natural, um surto de doença perigosa ou um incidente terrorista, explicou a AVMA.

AVMA disse que as experiências passadas mostraram que não fazer absolutamente nada pode resultar em um sofrimento maior aos animais e pôr em perigo os tratadores de animais e as equipes de resgate; portanto, o despovoamento às vezes pode ser a resposta mais humana e compassiva a uma catástrofe.

As novas diretrizes da AVMA visam garantir que seja dada intensa atenção ao bem-estar animal, dentro das restrições de uma emergência, disse o anúncio do lançamento.

Para garantir o melhor bem-estar possível aos animais durante as crises, as diretrizes apoiam o planejamento antecipado de possíveis situações de emergência, o que é essencial para proteger o bem-estar animal e garantir o menor sofrimento possível aos animais, disse a AVMA.

As diretrizes de despovoamento são o resultado do trabalho de mais de 70 voluntários, incluindo especialistas multidisciplinares e experientes em medicina veterinária, ética animal e ciência animal. Eles refletem a preocupação da AVMA com o tratamento ético dos animais em todas as fases da vida e em todas as situações.

O Painel AVMA de Despovoamento, que liderou o desenvolvimento das diretrizes, foi financiado por meio de um acordo de cooperação com o Departamento de Agricultura dos EUA.

A AVMA, fundada em 1863, é uma das maiores e mais antigas organizações médicas veterinárias do mundo, com mais de 93 mil membros veterinários em todo o mundo envolvidos em uma ampla variedade de atividades profissionais e dedicados à arte e à ciência da medicina veterinária.

Celebre a Páscoa estendendo a compaixão a todos os seres vivos

Foto: Pixabay

A Páscoa é comumente conhecida como uma celebração cristã em homenagem à ressurreição de Jesus Cristo três dias após a crucificação. Ela também possui uma vertente hebraica mais antiga, uma celebração de oito dias que comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio. A palavra Páscoa é uma derivação do termo hebraico Pessach, que significa “passagem”.

Diante disto é possível inferir algumas reflexões sobre o que significa esta data e o quanto ainda devemos avançar e clarear a consciência para transformar sua essência em realidade. Anualmente, milhões de animais em todo o mundo sofrem torturas indizíveis por meses para satisfazer alguns minutos de prazer e satisfações de seres humanos em ceias de Páscoa.

Foto: Pixabay

Aprisionados e condenados à morte, animais criados exclusivamente para o consumo humano nunca têm a oportunidade de respirar ar puro, alimentar e acarinhar seus filhotes ou brincar e interagir de forma saudável com outros membros de sua espécie. Antes de chegarem a supermercados e açougues, passam toda a vida em locais imundos, pequenos, sofrem com ferimentos, doenças e maus-tratos, como milhares de investigações secretas realizadas em todo mundo comprovam.

Além da crueldade extrema que sofrem porcos, vacas, peixes e galinhas, há também a indústria paralela que explora animais como objetos recreativos. Milhares de coelhos, pintinhos e patinhos são dados como presentes e lembrancinhas para crianças, para posteriormente serem abandonados após seus tutores perceberem que cuidar de um ser vivo requer muita responsabilidade, tempo e recursos.

Foto: Pixabay

Quando não são abandonados em parques ou abrigos, muitos desses animais possuem destinos aterradores como serem mortos para consumo humano ou esquecidos em gaiolas até o fim de suas vidas. Fazer de um animal um novo membro da família é um grande ato de compaixão, mas dá-lo de presente como uma lembrança simbólica impulsiva definitivamente não é a melhor maneira de fazê-lo.

Compartilhar o pão na Páscoa é uma excelente oportunidade de repensar hábitos e propor atitudes que possam fazer do planeta um lugar melhor e mais pacífico para se viver. Uma chance de olhar de forma compassiva para todos os animais indefesos que compartilham conosco nossa caminhada neste mundo e concluir que todos têm direito à vida, à liberdade e à felicidade.

Açougueiro se torna vegano após assistir documentário sobre fazendas industriais

Foto: Instagram Sgaia

A história de Brian Kavanagh mostra como a compaixão pelos animais é uma característica inerente do ser humano. Basta abrir os olhos e entender que toda a vida é sagrada.

Sua esposa mostrou-lhe o filme Earthlings, um documentário de 2005 narrado por Joaquin Phoenix sobre o sofrimento dos animais em fazendas industriais e laboratórios de pesquisa.

“Na manhã seguinte, entrei no trabalho e nada parecia certo”, diz Kavanagh.

“De repente, a ideia de colocar algo morto dentro do meu corpo não parecia certa”.

Entrar em seu trabalho havia se tornado uma tarefa difícil demais e Kavanagh precisava encontrar outro emprego. Uma pequena rede de pizzarias o contratou, mas depois de algum tempo a empresa fechou suas portas. Nesta mesma época, Rian foi apresentado a Hilary Masin e Alberto Casotto, fundadores de uma empresa de carne vegana chamada ‘Vegan Meats’, da Sgaia.

Desde 2017, Kavanagh trabalha na empresa como responsável por administrar a cozinha, acompanhar as encomendas e experimentar novas receitas. Ele acabou de desenvolver uma receita de salsicha usando temperos similares que costumava usar em salsichas de carne, mas trocando a proteína animal por glúten e soja. As informações são do Independent.

“Estou muito mais feliz – é como noite e dia”, diz Kavanagh.

Foto: Sgaia Vegan Meats

O mercado vegano

A Sgaia’s é mais uma empresa que investe na produção de alternativas veganas para um número cada vez maior de consumidores que buscam alimentos sem origem animal, assim como a Beyond Meat, JUST, Memphis Meats e diversas outras.

Essa evidente demanda incomoda e atinge produtores de carne animal e laticínios, que veem seus lucros despencarem.

Nos EUA, a indústria de carne bovina entrou com uma petição para excluir os produtos não animais da definição de carne, enquanto os franceses aprovaram uma lei que proíbe que as empresas vegetarianas chamem seus produtos de linguiça, picadinho ou bacon.

Já no Canadá, um produtor de alimentos veganos foi proibido de usar palavra ‘queijo’ em mercadorias. Agricultores afirmam que os consumidores são enganados quando leem ‘queijo’ em produtos feitos à base de plantas.

De acordo com a pesquisa do Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos (IFFC), menos de 10% dos consumidores americanos acreditam que os leites vegetais contêm qualquer produto lácteo. O Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos (IFFC) diz que estes resultados mostram “um baixo nível de confusão do consumidor em relação à nomenclatura e diferenças básicas entre os dois”.

Os fundadores Masin e Casotto, ambos com tradição italiana, começaram a fabricar carne vegana em sua cozinha de casa no País de Gales em 2013.

Foto: Instagram Sgaia

“Realmente gostamos de fazer comida”, diz Masin.

“Depois que nos tornamos veganos, tentamos fazer salamino para nossa pizza, que é uma espécie de presunto, e então se tornou cada vez mais um desafio investigar como essas carnes são curadas e armazenadas”.

Os parceiros comerciais começaram a vender seus produtos em festivais e mercados, o que levou a consultas de lojas e cafés. Masin ainda se lembra do pânico quando recebeu os primeiros 14 pedidos através de seu site, antes de saber como embalar os produtos e enviá-los.

“Eu estava estudando na universidade na época e o Aberto me ligou e disse: ‘Não podemos fazer isso, é demais'”.

Depois das aparições esgotadas nos festivais veganos, a Sgaia se mudou para Glasgow, onde recebeu apoio de uma pequena concessão de crescimento empresarial do Paisley Council para assumir uma cozinha e um espaço para escritórios. Em janeiro, a empresa vendeu cinco mil unidades e 500 quilos de produtos feitos com carne vegana por meio de fornecedores éticos, incluindo Suma, Marigold Health Foods e Greencity Wholefoods, e o site da empresa, que diz:

“Não fazemos carnes falsas: elas são reais, apenas veganas”.

História parecida

Assim como Brian Kavanagh, Fraser Bayley era um jovem açougueiro em busca de uma carreira profissional, mas após dois anos envolvido em uma indústria que explora e assassina animais, ele tomou uma decisão surpreendente: adotou o veganismo, se tornou atleta e personal trainer e hoje inspira outras pessoas a adotarem um estilo de vida mais compassivo e saudável.

Bayley passou por um aprendizado de açougueiro de dois anos, visitando matadouros e fazendo cursos universitários.

“Você acaba se envolvendo quando você vê animais sendo assassinados”, disse ele.

Ainda, ele afirma que a profissão era por vezes um ambiente que chegava a ser tóxico: “O que eu encontrei é que eu sempre me perguntava se minha saúde mental estava fora de controle porque eu estava em um açougue ou se era o contrário”, ele confessa.

“As pessoas que trabalham nesse ramo parecem ter problemas semelhantes, e não era só dentro daquela carnificina. Eu via muito alcoolismo, abuso de drogas e hiper masculinidade… Foi uma experiência muito pesada e tóxica”.

O caminho perseguido após a decisão são distintos mas ambos representam a conscientização sobre a dor, o sofrimento e o abuso animal nas indústrias de carnes e laticínios.

“Uma Oração pela Compaixão” vai ser lançado em Nova York na terça

“Primeiro, viva uma vida compassiva e então você saberá” (Foto: Reprodução)

Na terça-feira, o documentário “A Prayer for Compassion” ou “Uma Oração pela Compaixão”, que defende uma relação mais compassiva com os animais não humanos, vai ser lançado em Nova York. A obra abre com uma citação de Buda: “Primeiro, viva uma vida compassiva e então você saberá.”

No filme, que deve ser disponibilizado online em breve, Thomas Jackson sai em missão cruzando a América do Norte e depois partindo para Marrakesh, no Marrocos, para participar da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), onde ele faz uma pergunta que é um desdobramento de um questionamento feito séculos antes da era cristã por Sidarta Gautama (Buda):

“A compaixão pode crescer até incluirmos todos os seres? As pessoas que se identificam como religiosas ou espirituais podem adotar o chamado de incluir todos os seres humanos e não humanos no nosso círculo de respeito, carinho e amor?”

Jackson faz a mesma pergunta em várias partes do subcontinente indiano. O objetivo é questionar inclusive lideranças espirituais e religiosas se elas ou as crenças que defendem, e principalmente da maneira como defendem, não estão sendo semiplenas e antropocêntricas e especistas no que diz respeito à relação com os animais.

Nesse percurso, o documentarista se depara com diferentes perspectivas, e muitas favoráveis à sua posição de instigar a reflexão sobre a objetificação animal. Com um caráter meditativo e filosófico, o objetivo de “Uma Oração pela Compaixão” é apresentar razões para estimular as pessoas a participarem ativamente da construção de um mundo compassivo, em que os animais não sejam simplesmente vistos como coisas, objetos e meios para um fim.

Vídeo com apenas dois minutos pode te ajudar a ser vegano

Foto: Divulgação | Casa de Carne

No curta metragem, Eric sai para comer com os amigos e ter uma experiência única. Ao ser atendido por um garçom, ele pede costelas suínas e é convidado por ele para conhecer a preparação de seu prato desde o início.

Em uma sala trancada, com uma faca na mão, ele fica frente a frente com um lindo e inocente porco. Se quiser comê-lo, Eric deve primeiro matá-lo.

Como esperado, ele não consegue matar o animal e opta por acariciá-lo. Então os chefs da Casa de Carne entram na sala e Eric é forçado a assistir enquanto um açougueiro corta a garganta de seu jantar para ele.

“A experiência de Eric lança luz sobre verdades ocultas, além de levantar algumas questões muito importantes que todos nós devemos nos perguntar”, observa o Kinder World.

A realidade é que as costelas só acabam temperadas em um prato porque alguém fez o que o corpo de Eric dizia para ele não fazer. Ele não está sozinho; um estudo de setembro do ano passado revelou que metade da população da América não podia tirar a vida de um animal para comer se tivesse que fazê-lo por conta própria.