‘Pais’ de cachorros deixam a solidão de lado ao dividir a vida com os animais

Neste Dia dos Pais, as histórias de tutores de cachorros que se transformaram em verdadeiros “pais” de cães mostram o quanto a companhia de um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Antes solitários, esses homens encontraram uma nova alegria em suas vidas e deram adeus à solidão.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Um deles decidiu viajar pelas Américas e levou consigo o amor incondicional que conheceu ao passar a dividir a vida com Shurastey, um golden retriever. Há dois anos, Jess Kos, 26, largou o emprego, vendeu a moto, comprou um fusca 1978 e começou a viajar. No Instagram, ele mostra as aventuras que vive ao lado do cachorro. As informações são do portal Correio 24 Horas.

João Gabriel Galdea, 35 e Leandro Garcia, 37, são outros dois “pais” de cachorro que tiveram suas vidas transformadas. Eles moravam sozinhos em seus apartamentos e tinham uma rotina entediante, que foi completamente mudada quando Pandora, uma cadela sem raça definida, e a golden retriever Lara chegaram.

Confira abaixo os emocionantes relatos dos três e entenda porque adotar um animal é uma das melhores decisões que você poder tomar na vida.

Jesse e Shurastey – depoimento retirado do perfil @shurastey_ no Instagram.

Que amizade é essa que move essa viagem maluca há mais de 2 anos pela América? Que amizade é essa que não precisa de uma só palavra para se entender! As vezes vejo ele olhando fixamente pra mim como que tivesse querendo me dizer algo. Quase sempre é quando não estamos fazendo nada. Ele olha fixamente e esse olhar entra na alma.

Parece sempre dizer a mesma coisa: “Qual, é! Meu tempo aqui é curto. Bora brincar, correr, nadar. Sai dessa moleza, joga a bolinhaaaa”.

Às vezes eu tô na minha querendo fazer nada e lá vem ele, senta na minha frente e fica me olhando bem no olho. As vezes ele pega a bolinha e simplesmente joga em cima da mão que está o celular. E em lugares como esse onde estamos em Cartagena, se nada disso funciona ele vai sozinho pro mar como quem diz “Vá a merda, marzão desse aí, um calor do carvalho. Se você não quer ir eu to indo”.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Além disso, muitas vezes em que estive mal, ele não saía de perto, deitava nos meus pés e ficava ali comigo até eu melhorar! Nas alegrias e em todas as manhãs a festa é garantida, sempre que acordo ele festeja o novo dia e a nova possibilidade de estar comigo o dia inteiro!

Viajar sozinho é duro, nós seres humanos não fomos feitos pra sermos sozinhos, vivemos em comunidades desde sempre, com a companhia de outras pessoas, e eu nesses mais de 2 anos viajando sozinho só consegui porque escolhi levar comigo o Shurastey. Creio que sozinho mesmo eu não teria vindo tão longe!

Uma das coisas que move essa loucura é a nossa amizade!

João e Pandora

Mês passado fez dois anos que Pandora abriu sua caixinha de surpresas aqui em casa. Em 2017, eu tinha acabado de completar 10 anos morando sozinho e além de habituado com a solidão voluntária, gostava da paz e silêncio do lar. Até que essa criatura, resgatada no meio da rua, me foi oferecida por uma vizinha, que não escondeu o prenúncio de barulho. Narrou mais ou menos assim o salvamento de Dorinha: “amarraram no meio do mato, e talvez fosse morrer de fome, mas ela latiu tanto e tão alto que alguém ouviu, tirou ela de lá e amarrou num latão de lixo em frente a um prédio no Bairro da Paz. Quando a gente passou pelo lugar, ela tava latindo tanto que a gente foi ver se tinha algo errado, mas o povo contou a história e disse que a gente podia levar”. Trouxe, botou na minha porta, ela já entrou e tomou conta.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Desde então, a casa é mais de Dora que minha. As marcas de patas nas paredes, os bolos de pelos na vassoura, os grãos de ração no chão da cozinha, as marcas da destruição que deixou quando era pequenininha… Há Dora por todos os lados, em todos os momentos, e isso é maravilhoso. Sou doido por ela, adoro as maluquices e gaiatices, as correrias e manias. Sim, porque ela é cheia de leutria. Tem mais personalidade que muita gente: tem dia que tá agitada ou mal humorada, mas na maioria das vezes é engraçada, conta piadas, inventa caprichos que sinto prazer em atender. Sou um pai de cachorro dedicado e orgulhoso, que enche essa pentelha barulhenta de beijos mesmo quando ela apronta alguma estripulia. Não tem como não adorar minha Dorinha.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Léo e Lara

Sempre fui apaixonado por animais e um dia queria realizar meu sonho em ter um cão da raça Golden Retriever para me fazer companhia. Moro sozinho há 8 anos. Sempre tive uma rotina muito cansativa e árdua por conta dos empregos. Desta forma, passava muito tempo no trabalho e quando chegava em casa só queria descansar. Aí vem os problemas do dia a dia, estresse, cansaço físico e mental. Então, em 2018, resolvi diminuir minha ocupação profissional e ganhar mais tempo pra mim.

Passei a ter tempo livre e achei que havia chegado a hora.

Em outubro de 2018, Lara chegou. Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz na vida. Fui questionado por amigos e familiares quanto ao trabalho que teria. Que pena tenho de quem nunca teve o amor de um cão. O trabalho se tornaria prazer!

Léo e Lara (Foto: Acervo Pessoal / Divulgação)

Somos companheiros inseparáveis. Você muda toda a sua rotina sem perceber. O happy hour após o trabalho já não existe mais, a saudade de estarmos juntos é maior. A felicidade e o amor puro ao chegar em casa é indescritível. Se tem festa, praia, aniversário, barzinho, viagem, procuro as opções Pet Friendly e os amigos já sabem que Lara vai tá presente.

Se adoece, a preocupação é intensa, liga pra mãe, amigos, veterinário, não dorme direito, chora. É um sentimento mútuo. Quando sou eu que estou cansado, chateado, ela parece perceber e se aproxima mais ainda de mim, oferecendo carinho. As vezes paro e percebo que estou conversando com ela. Me pergunto se estou ficando louco. A resposta é não! Eu apenas sou pai de cachorro!


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cadela viaja de carro pelo mundo na companhia da tutora

Nina é a companheira de aventuras de sua tutora. A bordo de um carro, as duas já passearam pelos estados do Pará, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, foram até a cidade Las Vegas, conheceram o Grand Canyon, e estiveram na Rota 66, que liga Chicago à Califórnia, nos Estados Unidos.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, a dupla mora em Palmas (TO), para onde se mudaram há cerca de um ano. O lar, no entanto, rapidamente dá lugar ao carro quando Nina ouve a palavra “viagem”. As palavras da tutora, a veterinária Ana Cláudia Lehmann, animam a cadela, que imediatamente corre para o banco de trás do veículo.

As viagens são bem planejadas para dar conforto e segurança à cadela. Ana Cláudia providenciou uma caixa de transporte, usada em avião, que não pode ter rodinhas e nem exceder 7 kg, e um cinto de segurança próprio para animais que fica preso à coleira e permite que Nina fique dentro do veículo sem risco de acidente.

“Eu me preocupei na questão de sempre ter tudo em mãos dentro da viagem. Tudo o que é necessário para eles. Além de alimentação, hidratação, uma guia, coleira adequada para a gente poder utilizar nas paradas, cinto de segurança, caixa de transporte. Então eu sempre tive bastante cuidado em proporcionar para ela o maior conforto e segurança em todas as viagens”, contou Ana Cláudia, em entrevista ao G1.

Foto: Arquivo Pessoal

A veterinária lembrou, porém, que nem todo cachorro gosta de andar de carro. “Nem todos os cães, eles têm essa habituação a andar de carro. Como eu falei, a Nina eu preparei. E o que eu digo para todos os tutores é: prepare o seu cão para tudo o que for futuro na vida deles. Se o futuro for viajar de avião, prepare para ele estar habituado a viagens de avião. Se for viajar de carro, então prepare para viagens de carro”, disse.

As regras de segurança respeitadas pela veterinária são importantes para proteger o animal e os ocupantes do veículo e não podem ser descumpridas, conforme explicou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Tocantins, Hallysson Melo.

Foto: Arquivo Pessoal

“De jeito nenhum, o animal no colo do condutor. No colo do condutor é uma infração. Seja entre os seus braços ou entre ele e a porta. Não pode também o animal solto, também é uma infração de trânsito. A pessoa perde a atenção ali. O cão pode se movimentar, vir para cima dele”, afirmou.

Motoristas flagrados dirigindo com animal solto no veículo são punidos com 3 pontos na CNH e multa de R$ 88,38. Se o animal estiver no colo do condutor do carro, a punição é uma multa de R$ 130,16 e 4 pontos. Caso o animal esteja solto na carroceria do automóvel, são aplicados 5 pontos na carteira e multa de R$ 195,23.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cães esperam por tutora internada há uma semana em frente a hospital

Dois cachorros esperam há uma semana pela tutora em frente ao Hospital São Paulo, em Xanxerê (SC). Roseli vive em situação de rua com os animais, que são seus companheiros.

Foto: Reprodução/NSC TV

O caso comoveu a comunidade e os funcionários do local, que acionaram uma ONG de proteção animal para pedir ajuda. Desde então, voluntários da entidade passaram a ir ao hospital diariamente para cuida dos cães.

“Chamou a atenção porque eles estavam querendo adentrar na porta de emergência. É como nós humanos, né? A gente espera que nossos familiares saiam, voltem ao contexto familiar”, disse ao G1 a assistente social do hospital, Maquieli Casaril.

O voluntário Vagner Ribeiro contou que, apesar dos cuidados que estão recebendo, os cachorros estão se negando a comer por estarem deprimidos, com saudade da tutora. “Viemos aqui para dar uma manutenção neles, trocar a coleirinha, botar antipulgas, dar vermífugo para eles, manter a saúde deles boa”, disse Ribeiro.

“A gente reza muito que ela se recupere, até porque é uma saúde, é uma vida e esses cães aqui até ultimamente não têm comido. A gente vê vários pontos de ração aqui em volta do hospital, mas eles não comem, eles querem a dona deles”, completou o voluntário.

Roseli está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde que foi levada ao hospital, no dia 20 de julho.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cão segue ambulância por mais de 2 km após tutor ser levado para hospital

Um cachorro percorreu cerca de 2,5 quilômetros ao perseguir uma ambulância na qual estava seu tutor, um homem em situação de rua que foi socorrido e levado ao hospital após ser atropelado na noite de domingo (21). O caso aconteceu em Paranavaí, no Paraná.

Foto: Arquivo pessoal

O homem de 44 anos foi atropelado na avenida Heitor Alencar Furtado. Paulo César Ferreira da Silva, conhecido como Fifo, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou para a Santa Casa de Paranavaí, onde o homem foi internado em estado grave.

Ao perceber que seu tutor estava sendo levado pela ambulância, o cachorro pegou uma peça de roupa de Fifo e correu atrás do veículo até o hospital. As informações são do G1.

Funcionários do hospital afirmaram que o cão foi levado por parentes de Fifo durante a madrugada de segunda-feira (22). Os familiares do homem, no entanto, afirmaram que não têm informações sobre o paradeiro do cachorro.

Foto: Arquivo pessoal


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro acompanha criança até em consulta médica e comove moradores de Platina (SP)

Há cerca de um ano e meio, Solange Aparecida da Silva Bento e seu esposo adotaram o cachorro Thor, que se tornou um grande companheiro do filho do casal, Leonardo Henrique da Silva Ramos. O menino tem apenas três anos de idade e a relação dele com o animal comove os demais moradores de Platina (SP), cidade onde a família vive.

Foto: Divulgação

Solange conta que seu marido estava passando pela rua, quando uma pessoa perguntou se ele não queria o cachorro, que ainda era filhote.

“Como nós gostamos muito de animais, meu marido não pensou duas vezes e trouxe o Thor para casa. Desde que chegou, ele se tornou amigo inseparável do Léo. Quando levo o Léo para a escola, ele vai junto acompanhando o carrinho. Na volta, ele vem sentado dentro carrinho, pois adora passear. Quando eles eram menores, os dois iam juntos sentados no carrinho”, conta.

Ela relata que o filho gosta demais do cachorro e, em tudo o que vai fazer, chama o animal para acompanhá-lo.

“O Leonardo sempre lembra do Thor, chama ele para brincar e quando vamos ao mercado ele sempre quer comprar comidinhas para o Thor. Os dois estão sempre juntos, onde um vai, o outro está também. O Thor é o irmão de quatro patas do Leonardo”, lembra.

Solange conta que o cachorro é tão amoroso que já levou até filhotes de gato para casa, dos quais cuidava como se fossem filhos dele.

Foto: Divulgação

“O Thor é muito esperto. Ele vai comigo e com o Leonardo em todo lugar. Quando levo o Léo no médico, por exemplo, falo pra ele que ele não pode entrar. Parece que ele entende, pois fica do lado de fora esperando, sentado no carrinho”, salienta.

Solange acredita que o contato do filho com Thor é muito importante para a sua formação, pois o ensinará a amar os animais e tratá-los com respeito.

Fonte: Assis City


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Cão adotado por funcionário de companhia de limpeza ganha roupa de gari

Pretinho, como é chamado o cachorro adotado por Alcenir de Aguiar Oliveira, de 50 anos, ficou famoso em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Isso porque Mineiro, como é conhecido o tutor dele, trabalha na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) há 18 anos e pediu para uma costureira fazer uma roupa de gari, usando um uniforme velho, para o cão, que às vezes acompanha Mineiro no trabalho, chamando atenção por onde passa.

Foto: Reprodução / Comlurb

Oliveira adotou o animal há dois anos, enquanto trabalhava nas Olimpíadas. “Eu conheci o ‘Pretinho’ à serviço da Comlurb durante as Olimpíadas. Quando eu estava em Magalhães Bastos. Estava abandonado em um posto de gasolina e doente, estava com a doença do carrapato, nem comia. Cuidei dele. Agora está aí. Meu amiguinho, que me dá toda a alegria”, contou Mineiro ao jornal O Dia.

“Pelo menos dois dias na semana ele me ajuda e enquanto eu varro ele fica do meu lado. Quem adotar um cachorro na rua faz um bem a si mesmo. Não somos um tutor, é tipo pai e filho. O segredo é tratar com carinho. Eles sempre retribuem o amor”, completou.

Foto: Reprodução / Comlurb

De acordo com o gari, o cachorro faz sucesso em Campo Grande. “Aonde eu passo com ele é sucesso. Todo mundo fica alegre. Para mim ele é o melhor cachorrinho do mundo. Tipo um filho para mim. Ele até parece que entende o que eu falo”, explicou.

Mineiro contou ainda que, apesar de acompanhá-lo no trabalho, o cachorro faz o que tem vontade e muitas vezes fica na sombra enquanto ele trabalha.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


‘Melhor antidepressivo’, diz mulher que enfrenta doença degenerativa com ajuda de cachorro

Barnabé é o companheiro de quatro patas da relações públicas e acadêmica de Filosofia Rosy Mamede, de 48 anos. Membro da família, o cachorro ajuda a tutora a superar as dificuldades de enfrentar uma doença degenerativa. Segundo Rosy, Barnabé é o melhor antidepressivo que existe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

“Eu tenho uma doença degenerativa, que é a esclerose múltipla. E o Barnabé me acompanha há 13 anos. Agora ele está usando óculos porque está velhinho, com 13 anos. Só que os acessórios ele usa desde sempre. Eu curto muito cada momento, ele adora passear de carro, curte o vento e vai até à faculdade comigo”, contou Rosy ao G1.

Rosy mora com o filho e com o cachorro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Eu sou divorciada e Barnabé também é o xodó do meu filho. Todos os dias, saio de carro com ele e acho que é por isso que tem muito campo-grandenses vendo ele por aí. Meus amigos também insistiam que queriam ver fotos, saber mais da rotina, por isso fiz o Instagram dele. Agora ele está famoso e eu preciso fazer os stories em inglês e em português. Só que, muito mais do que tudo isso, tenho nele um apoio emocional fundamental na minha vida”, disse.

Os sintomas da esclerose múltipla começaram a surgir em 2004. O diagnóstico, porém, só veio dois anos depois. “Foi difícil, demorou para saber o que eu tinha. No mesmo ano, nasceu o Barnabé e eu o ganhei de presente. Ele veio depois, como um anjinho para me ajudar. Tenho o meu filho, que é o número um na minha vida, depois o Barnabé”, comentou.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

O amor que a família sente por Barnabé é tamanho que, há algumas semanas, o cão ganhou uma festa. “A gente tem que ficar inventando coisas para fugir do foco da doença, então teve recentemente até aniversário e inclusive estamos saindo de férias daqui a 10 dias. Ele não gosta de viajar de avião, tive um experiência horrível quando levei ele para São Paulo há algum tempo e ele não gostou. Barnabé só não está comigo quando vou ao tratamento ou preciso ficar internada”, afirmou a tutora.

Fama dentro e fora da internet

Depois que Rosy fez um Instagram para Barnabé, o cachorro ficou famoso. Atualmente, ele é tão conhecido na rede social que a tutora passou a usar expressões próprias para se referir a situações relacionadas ao animal, dentre elas “barnafriends” para falar dos amigos do cão. A escola para onde ele vai é a “barnaschool”. O “barnabday” se refere à comemoração de aniversário de Barnabé que, quando passeia, está “barnabezando”. O “barnaTBT” é usado para relembrar momentos no Instagram e o “barnacare” se refere aos cuidados e mimos que ele recebe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

 

A fama, porém, não se restringe à internet. Em Campo Grande, Barnabé já foi reconhecido na rua. Uma das pessoas que o reconheceu é a professora de História Karla Winckler, de 32 anos. Ela conta que o encontrou no trânsito, recentemente. “Eu e o meu marido estávamos saindo do shopping quando encontramos com ele na avenida Ernesto Geisel. A tutora estava no carro, passeando com ele todo faceiro. Achei um fofo, a coisa mais linda e eu fiz stories com ele, todo trajado, até pra ele se proteger acho, porque é idosinho”, afirmou Karla.

O cachorro também já foi reconhecido pela jornalista Maria Caroline Palieraqui, de 25 anos. “Foi no domingo de Páscoa, estava indo pra missa. No trajeto, me deparei com ele na janela do motorista: de roupinha, boné e óculos super estiloso, lançando tendência. Minha mãe estava dirigindo e eu tentei pegar o celular para tirar foto e não consegui, só que da segunda vez que o vi deu certo”, comentou.

Segundo Maria, todos prestam atenção em Barnabé. “Naquele dia, lembro que ele virou assunto do nosso almoço de Páscoa. Depois, uma colega postou que vi ele e recentemente eu o vi novamente, só que desta vez eu estava saindo da igreja”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora!


‘Meu anjo da guarda’, diz tutor sobre cachorro que o acordou de coma

Andy Szasz, de 65 anos, estava em um coma profundo e relata ter acordado graças a seu cachorro. No hospital em que Andy foi internado, a equipe médica permitiu que Teddy, como é chamado o cão, fizesse companhia para o tutor, após um pedido da esposa de Andy. O animal ficava sentado ao lado da cama do paciente, que garante ter voltado do coma graças a Teddy.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

“Eles colocaram Teddy no meu peito e ele me acordou. De certa forma eu acho que é meu anjo da guarda”, afirmou Andy. O caso aconteceu no Reino Unido.

Andy foi colocado em coma induzido pelos médicos devido a um quadro de saúde grave. Ele estava fazendo tratamento para um câncer de intestino e teve, também, pneumonia. As informações são do portal Fatos Desconhecidos.

Diante da situação, a esposa de Andy pediu que os médicos autorizassem a entrada do cão da família no hospital. Teddy, mostrando ser um companheiro fiel, passou a ficar deitado em cima do tutor.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

Após quatro dias recebendo a visita do cachorro, Andy acordou enquanto o cão lambia seu rosto. A situação encantou os profissionais do hospital.

A companhia do cachorro, no entanto, não foi importante apenas durante a internação. Isso porque Teddy continuou a auxiliar o tutor após a alta médica. Ele sempre acompanha Andy em suas caminhadas diárias.

A história da dupla alcançou tamanha repercussão que foi contada no programa Dog Rescuers, um programa de TV britânico que apresenta o trabalho feito pela ONG de proteção animal RPSCA. O episódio em questão tratou da importância da companhia animal na recuperação de pacientes.

Foto: Reprodução/Fatos Desconhecidos

“Eu sempre digo às pessoas que eu resgatei Teddy e que ele me resgatou. Temos um vínculo especial”, disse Andy ao The Times.

Após tirar o tutor do coma, Teddy passou a visitar o Southampton General Hospital, além de casas de repouso, escolas e centros médicos, para levar afeto para pessoas que precisam.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

‘Afirmativa que gatos não se importam com tutores é mito’, diz veterinário

Os gatos são vítimas de preconceito. É comum que pessoas afirmem que eles não gostam dos tutores, o que reforça a antipatia da sociedade em relação a eles e dificulta a adoção. Disposto a por fim a essa ideia preconceituosa, o médico veterinário Renald Giovanni lembra o quão carinhosos e companheiros os gatos são.

Boris é um dos gatinhos do Tiago, que costuma criar felinos desde os cinco anos de idade — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

“A afirmativa que os gatos não se importam com os tutores é um mito porque, na verdade, quando as pessoas falam isso do gato é comparando ao comportamento dos cachorros. Temos que lembrar que os dois animais são espécies diferentes, com evoluções diferentes em relação ao convívio com o ser humano e características particulares”, explica o veterinário. As informações são do portal G1.

Segundo o especialista, os gatos têm hábitos de caça ao alimento, o que é feito de forma solitária, são independentes, autônomos e mais autossuficientes. Isso, no entanto, não quer dizer que eles dispensem o convívio humano. Pelo contrário, os gatos amam os tutores da mesma forma que os cães, mas demonstram esse sentimento de maneira diferente.

O técnico em informática Lucas Fonseca Gomes sempre dizia que não gostava de gatos. O discurso dele mudou em 2011, quando ele acolheu uma gata que apareceu na casa dele. Abandonada e grávida, ela foi adotada por ele e teve quatro filhotes.

Depois da experiência de acolher uma gata com filhotinhos, Lucas se apaixonou pelos felinos — Foto: Lucas Fonseca/Arquivo pessoal

“Não gostava de gatos por falta de convívio. Nunca tinha criado um até que dei abrigo a uma gata que estava esperando filhotes. Acabei por cuidar deles quando nasceram. Eu percebi que são animais dóceis e fáceis de cuidar. Eles são muitos apegados a mim. Na hora de dormir, por exemplo, se não fechar a porta do quarto, minha cama enche de gato”, brinca.

Depois da primeira adoção, Lucas se apaixonou completamente por gatos e já chegou a tutelar 13 ao mesmo tempo. Atualmente, ele tem cerca de 10 gatos na casa onde vive, em Montes Claros (MG). Entre eles estão Severó, Rodolfinho, Kita e Piscainha.

Tiago ao lado do gato Pink — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

A história do músico Tiago Rodrigues Santos, de 28 anos, é diferente. Tutor dos gatos Pink, Loki e Boris, ele ama gatos desde a infância. Aos cinco anos, ele adotou o primeiro animal da espécie. A paixão dele pelos gatos é tamanha que contagiou o restante dos moradores da casa.

“Eles são bem mimados por todos da casa. Adoro gatos! Admiro demais a beleza, esperteza e autossuficiência deles”, conta.

Cão conforta outro animal em clínica veterinária e viraliza na internet

Um cachorro foi flagrado enquanto confortava outro cão em uma clínica veterinária. A foto, que comprova o amor e a compaixão que os animais têm, viralizou na internet.

(Foto: Reprodução / Twitter / @@jsavite)

Na imagem, é possível ver um cachorro deitado em uma espécie de maca, aparentemente recebendo uma transfusão sanguínea, enquanto outro coloca as patas dianteiras no local em que está o animal e cheira o focinho dele, em um ato de companheirismo. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

A foto encantadora reforça o quão carinhosos são os cachorros, que se dedicam a dar carinho tanto para humanos quanto para outros animais.

Na legenda da imagem, está escrito que o médico veterinário da clínica tem um assistente para auxiliar os pacientes a saberem que tudo vai ficar bem.

Internautas ficaram completamente apaixonados pela atitude do cachorro, fazendo com que a foto fosse compartilhada mais de 55 mil vezes no Twitter desde sábado (2). A imagem fez sucesso também no site Reddit.