Câmeras de segurança flagram mulher jogando filhote de cachorro na lixeira

Foto: KFOR

Foto: KFOR

Imagens registradas por uma câmera de segurança em um condomínio mostram o momento em que uma mulher joga um filhote de cachorro, que ela segurava pela nuca, dentro de uma lixeira pública.

O vídeo flagra toda a caminhada da mulher, que reside em Oklahoma nos Estados Unidos, desde a postaria do prédio que fica em um bloco de apartamentos até o momento que ela o joga no lixo.

Oficiais estão investigando o incidente e acreditam que o agressor animal vive no bloco mostrado no vídeo.

Nas imagens é possível ver que a mulher esta vestida com uma camiseta preta com o número “3” escrito nas costas e calças folgadas, enquanto leva o cachorro até as lixeiras.

Ela então continua com o ato cruel e atira com força o filhote na lixeira a uma distância considerável, tratando o cão aterrorizado como se fosse um objeto inanimado.

A polícia diz que eles ainda não encontraram o cachorro, mesmo depois de procurarem nas latas de lixo.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

Uma testemunha do incidente e residente do bloco, o diretor da propriedade, C.R. Head, disse à KFOR-TV que considerou o ato perturbador.

“Eu vi uma mulher levando um cachorro pelo pescoço, ela atravessou o estacionamento, carregando-o pelo pescoço e jogando-o na lixeira”, disse ele.

“É muito perturbador assistir a isso”.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

De acordo com a testemunha, o filhote foi deixado no lixo por aproximadamente 10 a 15 minutos, antes que seus agressores voltassem ao lixo e pegassem o cachorro jogado-o de volta no chão.

“Esse ato representa toda a covardia que este ser humano é capaz, tratar dessa forma um ser indefeso, um filhotinho? Não é uma boa combinação”.

‘Eu não quero nada parecido acontecendo aqui. Queremos um ambiente seguro para as pessoas que moram aqui ”, disse ele.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

O superintendente do departamento de Bem-estar Animal do estado, Ion Gary, acredita que há potencial para acusações legais de crueldade animal no nível de crime, acrescentando: “Obviamente, esse é um ato muito cruel”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

MP pede prazo maior para dar parecer sobre casinhas de cães comunitários em Porto Alegre (RS)

O Ministério Público participou, na terça-feira (23), de uma audiência sobre as casinhas de cachorros comunitários colocadas em uma calçada no bairro Jardim do Salso, em Porto Alegre (RS), e pediu mais 72 horas de prazo para emitir parecer sobre o caso.

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Os abrigos foram colocados em frente ao condomínio Tulipa, em 2016, e estão sendo mantidos no local graças a uma liminar que impede a prefeitura de realizar a remoção das casinhas, conforme pretendia, enquanto a Justiça não emitir uma decisão definitiva. As informações são do portal Correio do Povo.

Durante a audiência, a promotora Lucilene Falcetta, da Promotoria Cível e Fazendária, pediu vista dos autos. O MP alega que o processo é eletrônico e ainda não está disponível para o órgão. Na oitiva de testemunhas, foram ouvidas seis pessoas, que representam os interesses de quem defende a retirada das casinhas e de quem é a favor da manutenção delas. A audiência foi realizada na 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre.

Ao final da audiência, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) emitiu nota por meio da qual afirmou que as casinhas colocadas na calçada não estão respaldadas por nenhuma lei. O advogado Cauê Vieira, representante do Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), argumenta que “há incoerência do município em querer retirar as acomodações sem oferecer abrigo aos animais comunitários”.

A prefeitura havia dado 7 dias para a retirada das casinhas após receber denúncias de moradores incomodados com a presença dos cães. A determinação,  no entanto, foi suspensa por uma decisão judicial.

A secretária estadual do Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, que é ex-primeira-dama e ex-secretária dos Direitos Animais em Porto Alegre, disse na época que as casinhas foram reduzidas a uma questão pontual e que a defesa da causa é muito mais ampla. Regina lembrou ainda que patinetes, bicicletas, bancas de chaveiro e balcões de fruteiras, por exemplo, também são encontrados nas calçadas, embora na visão do prefeito Nelson Marchezan apenas os abrigos dos cachorros sejam considerados um problema.

“Ele atribuiu o incômodo à questão de os cães transmitirem doenças, não serem castrados, vacinados, o que é uma visão distorcida e equivocada. A realidade ele desconhece totalmente. Estranho o fato de as equipes não terem instruído ele de como as coisas funcionam”, disse Regina.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Condomínio começa a matar capivaras e ambientalistas tentam salvar animais em Itatiba (SP)

O Condomínio Ville de Chamonix, em Itatiba, no interior de São Paulo, contratou uma empresa ambiental para matar as capivaras que vivem no local. O síndico do empreendimento, José Augusto, disse que três capivaras já foam mortas. No entanto, o presidente da ONG União Protetora dos Animais, César Rocha, afirmou que foram quatro animais mortos.

Capivara à margem de lago no condomínio (Foto: Divulgação / Correio)

“Uma armadilha já estava montada e nesta manhã houve a captura. Infelizmente temos que seguir a ordem dos órgãos estaduais”, disse Augusto. O síndico se refere à Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SMA), que determinou, no início do mês, que as capivaras fossem mortas após um morador do condomínio morrer ao contrai febre maculosa, o que levou a Superintendência de Controle de Edemias (Sucen) a considerar o local como área de risco para a transmissão da doença. O documento que determina o extermínio, datado de 6 de maio de 2019, estabelece como prazo o dia 7 de março de 2020 para o término do procedimento que pretende levar todos os animais do local à morte.

O caso indignou um grupo de moradores do condomínio e ambientalistas, que se uniram e coletaram 129 assinaturas para convocar uma nova assembleia geral do condomínio e apresentar uma solução, segundo eles, judicialmente legal, para evitar que o extermínio dos animais continue ocorrendo. O abaixo-assinado foi protocolado na administração do condomínio nesta terça-feira (21), segundo Rocha. As informações são do Correio, do grupo RAC.

“Recebi uma parte das assinaturas e faremos a triagem para ver a validade delas. Preciso receber tudo e ver se é possível convocar a assembleia”, disse o síndico. “Infelizmente, os filhotes não tem jeito, eles precisam ser sacrificados, mas os adultos pode ser revisto. Tudo depende da solução legal que o pessoal apresentar. Não depende do condomínio, pois o caso tem de ser avaliado pelos órgãos estaduais”, acrescentou Augusto.

Pelo estatuto do condomínio, é preciso ser apresentado um abaixo-assinado com 128 assinaturas de proprietários de casas do local que estão com a situação regular com o empreendimento residencial para convocar uma assembleia.

A empresa contratada para matar as capivaras instalou armadilhas com caça-de-açúcar no condomínio, que conta com 508 lotes e 480 famílias, sendo uma pequena parcela de veraneio. De alto padrão, o condomínio é cercado e está localizado em uma área verde, com seis lagos, pelos quais as capivaras circulam.

Em Campinas (SP), casos de capivaras mortas a pedido da SMA já ocorreram no Condomínio Alphaville e no Largo do Café.

STJ vai julgar caso de mulher que luta pelo direito de criar gata em apartamento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar, nesta terça-feira (14), o caso de uma mulher que está lutando pelo direito de manter Nina, uma gata, no apartamento em que ela mora. As regras do condomínio não permitem a presença de animais.

Foto: Pixabay

O caso já foi julgado em instâncias inferiores e a tutora recebeu parecer desfavorável ao seu pedido. Por isso, ela decidiu recorrer ao STJ. As informações são da coluna da Mônica Bermago, na Folha de S. Paulo.

A defesa argumenta que “a norma condominial que proíbe qualquer tipo de animal dentro do apartamento consiste em excesso normativo que fere o direito de propriedade”.

Ainda segundo os advogados, a permanência da gata no apartamento é possível “se não houver interferência ou perturbação na saúde e no sossego dos demais moradores”.

Animais aparecem mortos e moradores suspeitam de envenenamento

Doze animais, sendo 11 gatos e um cachorro, foram encontrados mortos no condomínio Jardim Botânico, na região do Coxipó, em Cuiabá (MT). O caso foi denunciado à Polícia Civil, na segunda-feira (6), por moradores que suspeitam de envenenamento.

Foto: Jenifer Gonçalves/Arquivo pessoal

A ativista Jenifer Gonçalves conta que a morte de animais é comum no local. Ela reforça, porém, que antes os casos eram mais esporádicos e agora estão acontecendo de forma mais frequente.

“A semelhança entre os casos é que todos os animais são encontrados mortos no mesmo local ou próximo”, afirmou Jenifer ao G1.

O tutor do cachorro que morreu contou que o animal passou mal após ingerir algo que estava próximo ao meio-fio. Ele foi socorrido, mas não resistiu. Na clínica, foi comprovada a ingestão de substância tóxica.

“Não conseguimos comprovar que substância é essa, porque não há exames disponíveis no estado, mas diante das evidências e da forma como são encontrados, suspeitamos que estejam sendo envenenados”, explicou ela.

Os moradores afirmam que todos os animais encontrados mortos apresentam as mesmas características: baba na boca e corpo inchado. As regras do condomínio permitem que os moradores criem animais e que eles circulem pelo local.

Após os moradores efetivarem denúncia, a polícia informou que irá investigar o caso.

‘Extrema crueldade’, diz tutora sobre cadela morta a tiro por vizinho

Uma cadela de sete meses de idade foi morta na noite de domingo (10) por um tiro. O agressor, de 50 anos, é vizinho da tutora do animal. O crime aconteceu dentro de um condomínio residencial na avenida Cosme Ferreira, no bairro Colônia Antônio Aleixo, em Manaus, no Amazonas.

Chocolate, como era chamada, passeava solta, sob a supervisão da tutora, pelas ruas do condomínio quando foi morta. Durante o passeio, testemunhas disseram à jovem que o homem tinha arremessado uma pedra na direção do animal. “Após os vizinhos me alertarem que ele havia jogado a pedra, chamei meu animal para perto”, explicou a estudante universitária Tamara Radzinsky, de 18 anos. As informações são do portal A Crítica.

Foto: Arquivo Pessoal

Em seguida, o homem saiu de dentro de casa com uma arma de pressão e atirou em Chocolate, atingida na pata esquerda. “Perguntei a razão de ele ter feito aquilo. Ele simplesmente me ignorou. Meu irmão chamou a Polícia Militar (PM), mas, ainda assim, ele afirmava que o caso não daria em nada, justamente, por se tratar de um animal”, disse.

A universitária afirma que o vizinho lavava o carro na companhia das filhas quando o crime aconteceu. As crianças brincaram com a cadela, o que teria irritado o homem. “Ele agiu com extrema crueldade. No momento fiquei em choque, pensei até que o ferimento não tinha sido tão grave, mas ela saiu correndo, gritando de dor. Quando consegui pegar a Chocolate, ela já estava morrendo”, lamentou.

Ao ser questionado pelos moradores do condomínio, o homem afirmou que matou a cadela porque ela estava no terreno dele e disse que com uma arma de pressão ele poderia caçar qualquer animal. A tutora, porém, desmente o vizinho. “Ela não estava no terreno dele. Estava na área pública do condomínio, as imagens das câmeras comprovam isso”, explicou.

O caso foi registrado como danos morais no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A arma do crime não foi apresentada pelo homem. “O escrivão disse que não poderia fazer muita coisa, por se tratar de um animal. Mas, hoje já registramos na Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) o caso como maus-tratos seguido de morte”, declarou.

O projétil foi removido do corpo da cadela para ser submetido à exame de balística, conforme solicitado na delegacia especializada. De acordo com a titular da Dema, a delegada Carla Biaggi, o homem será intimado a comparecer na delegacia para realização de oitivas e terá que apresentar a arma do crime. O caso segue sob investigação.

Segundo laudo assinado pela médica veterinária Gabriela Imakawa, Chocolate apresentava uma lesão cutânea sem perfuração muscular no lado esquerdo do tórax. A lesão, de acordo com a profissional, era arredondada e com bordas bem definidas.

O caso é acompanhado pela deputada Joana Darc (PR), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa. “É mais um caso que não deixaremos passar em branco. O que essa pessoa fez é um crime, um atentado contra a vida de um animal dócil e inocente. Estou dando todo o suporte possível, para que essa senhora consiga ver esse criminoso pagando por seu ato”, disse a parlamentar.

Gato fica preso em cano de rede fluvial de condomínio em MG

Um gato ficou preso a um cano da rede fluvial de um condomínio residencial em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O acidente aconteceu na tarde da última quarta-feira (23).

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Ao perceber que o animal havia entrado no cano e não conseguia sair sozinho, a tutora do gato acionou o Corpo de Bombeiros, que enviou uma equipe ao local. As informações são do portal G1.

De acordo com os militares, o resgate foi delicado porque o gato é frágil e estava preso em um dos canos. Não se sabe como o animal foi parar dentro da tubulação.

 

Devido às circunstâncias, o gato estava bastante assustado quando foi resgatado. Três bombeiros trabalharam em conjunto para salvar o animal que, apesar do susto, não se feriu.

O resgate durou mais de meia hora. Após ser salvo pelos bombeiros, o gato foi entregue em segurança à tutora.

Moradora cria “condomínio de gatos” com vigilância 24 horas

Gatos têm casa, ração, água liberada e vigilância 24 horas por dia | Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Se os gatos da Rua Laurindo um dia vagaram pelas redondezas sem lar, hoje eles têm o próprio condomínio de casas – com direto a café da manhã, jantar e vigilância 24 horas por dia.

Por trás da ideia, está a professora aposentada Vera Ferreira, 80 anos. Apaixonada por felinos e preocupada com a situação dos animais que viviam pela via do bairro Santana, ela espalhou uma dezena de caixas de papelão, que hoje servem de abrigo a oito gatos, ao redor de duas árvores em frente ao prédio onde mora. Há dois anos que, no início das manhãs e aos fins da tarde, ela repõe a ração dos bichinhos, que aguardam ansiosamente – em posição de sentido – no mesmo horário diariamente.

Caixinha de papelão serve de abrigo a gatinhos da Rua Laurindo | Foto: Gabriel Rigoni / Agência RBS

“É uma paixão antiga que se transformou em um projeto que tem como responsáveis eu e mais três companheiras. Fizemos a castração de todos os gatos e oferecemos cuidados de alimentação e segurança a eles”, conta Vera.

A segurança é, de fato, reforçada. Por uma câmera de vigilância instalada na sacada do apartamento, a aposentada controla a movimentação da rua e tenta coibir maus-tratos, como relata já ter flagrado:

“Os gatos estão cadastrados como comunitários da rua, e eu sou registrada como tutora. Então, me sinto muito responsável pelo bem-estar deles. Com a gravação de imagens, tenho provas sobre qualquer coisa de ruim que alguém tente fazer a eles”.

“Condomínio de gatos” foi instalado ao redor de uma árvore em frente a prédio da via do bairro Santana | Foto: Gabriel Rigoni / Agência RBS

Sob o conforto de casinhas, comida e carinho da vizinhança, Bonifácio, Lalinha, Barbie, Lili, Bebel e Victoria – os felinos mais assíduos da gatolândia – deitam e rolam.

Fonte: Gaúcha ZH

a empresária com os gatos

Empresária constrói condomínio para mais de 20 gatos de rua em Palmas (TO)

A Secretaria Estadual da Saúde informou que o Tocantins tem mais de 60 mil gatos. Do total, cerca de 6 mil vivem em Palmas. O número pode ser ainda maior se todos os animais abandonados nas ruas fossem contados. Tentando colaborar com o bem-estar dos animais sem família, a empresária Lilian Castilho construiu um minicondomínio para mais de 20 gatos.

a empresária com os gatos

Foto: G1

A mulher conta que começou a cuidar dos animais aos arredores de casa há seis meses. Para que os gatos se protejam do sol e da chuva, ela reutilizou restos de móveis e de materiais de construção e fez um abrigo. “A princípio eu imaginei que fossem cinco, seis animais, mas depois eu consegui contar e nomear 23 gatos, que foram abandonados ao mesmo tempo”, conta Lilian.

A mulher conta com ajuda para manter os animais saudáveis. “Alguns têm apadrinhamento, algumas ONGs me ajudam e o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] também tem me ajudado bastante por eu ter recolhido tantos gatos de uma única vez”, explica.

Para ajudar no controle populacional dos bichos, as Unidades de Vigilância e Controle de Zoonoses fazem castrações gratuitas. Os procedimento em clínicas particulares custam de R$ 150 a R$ 200.

O médico veterinário do UVCZ de Palmas diz que o controle populacional de animais de rua é realizado com parcerias. “As pessoas se disponibilizam, trazem os animais e a gente faz o procedimento cirúrgico, faz a devolução aos locais e tenta-se a adoção deles”, explica.

Os cuidados também reduzem o risco de transmissão de doenças. “Algumas doenças de pele ou doenças como a raiva, que inclusive é prevenida com a vacina. A gente tem a vacina o ano todo, gratuitamente, para a população imunizar os animais”, disse o veterinário Leandro.

Fonte: G1