Indústria madeireira ameaça florestas e animais selvagens no Congo

Foto: Wildlife Conservation Society

Foto: Wildlife Conservation Society

Um novo estudo diz que as florestas tropicais da África Ocidental Equatorial estão diminuindo cada vez mais sob a pressão da extração de madeira, caça e aos demais distúrbios associados a essas atividades.

Publicando na revista Frontiers in Forests and Global Change, pesquisadores do Lincoln Park Zoo, da Wildlife Conservation Society e da Washington University em St. Louis descobriram que a construção de estradas pelas madeireiras havia acelerado nas últimas duas décadas causando um declínio terras florestais na região.

O aumento da imigração humana e a degradação dos recursos naturais seguem no rastro dessa expansão das estradas.

Pesquisadores, incluindo Crickette Sanz, professor associado de antropologia biológica em Artes e Ciências, documentou os primeiros casos de incursões de elefantes na região do Triângulo Goualougo no Parque Nacional Nouabalé-Ndoki – considerado o bloco mais intocado da floresta remanescente em toda a bacia do Congo.

Isso coincidiu com a chegada de estradas e o desmatamento ativo na floresta adjacente. O aumento do acesso a terras florestais intactas que facilitam a caça gera preocupação e aumenta os desafios para as autoridades encarregadas de proteger a vida selvagem na África Ocidental Equatorial.

Paisagens florestais intactas (IFLs) são florestas e mosaicos associados sem distúrbios humanos, como infra-estrutura. A grande maioria dos IFLs encontrados na República do Congo está localizada no norte do país, que também é habitada por extraordinária biodiversidade, incluindo chimpanzés e gorilas das planícies ocidentais.

As florestas do norte do Congo também são compostas de povoamentos ricos em madeira, cuja exploração indiscriminada e a ganância pelo lucro fácil atrai a ocupação humana para região.

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Gorilas que vivem em santuário ficam em pé em selfie com guardas florestais

Uma selfie com dois gorilas em pé, junto de guardas florestais, viralizou nas redes sociais. Por trás da imagem, estão animais que imitam os guardas por terem convivido com eles desde a infância, quando foram resgatados após perderam as mães, mortas por caçadores.

Foto: Mathieu Shamavu

Os gorilas vivem no Virunga National Park, na República Democrática do Congo. Eles chegaram ao santuário em julho de 2017, época em que a mãe dos dois foi morta. Quando passaram a ser criados pelos guardas, eles tinham dois e quatro meses de idade. As informações são do UOL.

O diretor do santuário, Innocent Mburanumwe, afirmou, em entrevista à BBC Newsday, que os dois gorilas aprenderam a imitar os guardas, que são vistos como seus pais pelos animais. Segundo ele, ficar sobre as duas pernas, em pé, é uma forma que os animais encontraram para imitar o comportamento humano.

“Mas isso não é comum. Eu fiquei muito surpreso quando vi. É engraçado e curioso ver um gorila imitando um ser humano, ficando de pé assim”, disse.

Apesar do momento descontraído registrado pela foto, ser gurda florestal é perigoso. Em 2018, cinco guardas foram mortos no parque, numa emboscada feita por rebeldes. E desde 1996, 130 assassinatos de guardas florestais ocorreram em Virunga.

Forças do governo e grupos armados frequentemente entram em conflito no leste do Congo. Alguns dos grupos ocupam áreas do parque florestal e caçam animais, o que faz com que os guardas os confrontem na tentativa de proteger os animais selvagens.