Petição pede para que o canal BBC transmita documentários veganos

Por Rafaela Damasceno

Uma petição criada recentemente pede para que a BBC transmita os documentários veganos Cowspiracy e Earthlings para aumentar a conscientização das pessoas sobre as crueldades infligidas contra os animais e questões de sustentabilidade.

A capa do documentário Cowspiracy, que mostra uma vaca atrás de um cercado

Foto: Totally Vegan Buzz

No início deste ano, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a declarar uma emergência climática oficial.

“Nos avisaram que teríamos apenas 18 meses para salvar o planeta. Mesmo assim, não parece que muita coisa está sendo feita além de falar sobre isso”, diz a petição. “Mudar sua alimentação para uma dieta baseada em vegetais é a melhor maneira de reduzir as emissões do gás carbônico, e os melhores documentários que destacam a ligação entre o consumo de produtos de origem animal e o meio ambiente são Cowspiracy e Earthlings”.

A petição ainda aponta para o fato de que, apesar de os documentários estarem disponíveis online, a maioria das pessoas que os assiste já está ciente dos impactos envolvidos e já possui um estilo de vida vegano ou vegetariano.

Ela ainda propõe que o canal BBC transmita os documentários para que muitas pessoas vejam e tomem uma decisão para salvar o planeta.

“É hora de pararmos de compartilhar nossos pontos de vista com pessoas que já possuem a mesma opinião que a nossa e trabalhar para alcançar um público mais amplo que talvez não saiba a diferença que a mudança de sua alimentação faria para a saúde geral e sobrevivência da Terra”, continua a petição.

“Sem uma ação climática, não há futuro para nenhum de nós. Precisamos encontrar uma maneira de incentivar as massas a entrarem em ação”. Você pode ajudar também, assinando a petição aqui.


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United Airlines para de vender atrações do SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

Mais uma empresa entrou para a lista das companhias que cortaram parceria com o SeaWorld. United Airlines se juntou a Virgin Holidays, Delta, JetBlue, SouthWest, Spirit, Sunwing e WestJet depois de uma campanha organizada pela organização PETA.

Baleias performando em um show no SeaWorld

Foto: SeaWorld

Além de deixar de vender qualquer coisa relacionada ao parque, a empresa ainda retirou todas as menções do SeaWorld de seu site United Vacations.

“United Airlines fez a coisa certa ao cortar laços com um parque que confina orcas e golfinhos em tanques de concreto que, para eles, são como banheiras”, afirmou a vice-presidente da PETA, Lisa Lange, em entrevista a Plant Based News.

A organização disse que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

Foto: Golfinhos performando no SeaWorld

Foto: SeaWorld

No início deste mês, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Primeiro time vegano do mundo agora será dirigido por uma mulher

Por Rafaela Damasceno

A equipe de futebol inglês Forest Green Rovers (FGR) contratou uma mulher para o cargo de diretora do grupo juvenil. O cargo nunca havia sido oferecido a uma mulher em um time masculino na Inglaterra antes.

A nova diretora do time, Hannah Dingley

Foto: Vegnews

A FGR tem um histórico de pioneirismo: é a primeira equipe de futebol vegano do mundo. Hannah Dingley, a nova diretora, será responsável pelo desenvolvimento de jovens jogadores de futebol que integrarão o FGR e outras equipes no futuro.

“Estou muito animada para começar”, afirmou ela. Hannah planeja incluir os valores e ideais do time nos jovens que treinará.

Em 2015, a FGR removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.

Hannah diz que a imprensa atualmente fala muito sobre o veganismo, mas que o estilo de vida é muito mais profundo do que o divulgado. “É sobre ter princípios, ética, e tratar os outros de maneira correta”, define.


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Jornalista Maurizio Giuliano defende que mitigar mudanças climáticas é essencial para a paz

Por David Arioch

Mas outros desafios são as mudanças climáticas e os desastres associados a riscos naturais que estão frequentemente ligados às mudanças climáticas” (Foto: PA Images)

No último dia 7, durante a 1ª Plenária do Fórum Mundial pela Paz, realizado pela organização Together for Peace na Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, o diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Brasil, Maurizio Giuliano, convidou mais de 100 universitários a refletirem sobre a relação entre a paz e as mudanças climáticas.

“A paz é a eliminação de qualquer conflito. Mas sem debelar as mudanças climáticas e sem desenvolvimento, a paz pode ser muito mais difícil de se conseguir. E inversamente, só a paz permite que possamos — entre países democráticos — avançar na Agenda 2030 [para o Desenvolvimento Sustentável] e preservar a espécie humana””, declarou.

Segundo Giuliano, a paz é uma questão de justiça, mas, acima de tudo, é uma necessidade para a sobrevivência. “Temos neste momento uma quantidade enorme de guerras, conflitos, situações de violência e deslocamento forçado, situações de gravidade extrema. A ameaça nuclear que caracterizou os últimos 75 anos ainda persiste”, enfatizou.

E acrescentou: “Mas outros desafios são as mudanças climáticas e os desastres associados a riscos naturais que estão frequentemente ligados às mudanças climáticas”.

Giuliano também explicou aos estudantes as razões de utilizar o termo “desastres associados a risco natural” no lugar de “desastres naturais”. “O que causa um desastre não é necessariamente e apenas o fenômeno natural em si. Um terremoto de mesma escala pode passar pouco percebido no Japão e matar milhares de pessoas em um país em desenvolvimento”.

Música e Consciência: evento leva arte, direitos animais e veganismo para a periferia

O evento será realizado na Praça Benedita Maria Pereira, no Capão Redondo, em SP

“Bom dia Capão, bom dia Vietnã”, assim o escritor Ferréz, um dos maiores nomes da literatura marginal do país apresentou internacionalmente o bairro onde nasceu ao mundo. Marcado pela miséria, violência e insegurança, o bairro Capão Redondo, na zona Sul de SP, está prestes a mostrar que sua realidade está em constante transformação e pode ser pintada em muitas cores e telas.

A palavra Capão tem origem tupi e significa “porção de floresta isolada no meio do campo, ilha de mato”. Infelizmente, por uma coincidência negativa, o bairro, que hoje abriga 300 mil habitantes, é considerado um dos mais cinzas de SP.

No entanto, em suas ruas e casas pulsa vida, arte e força. Matéria-prima eficaz para transformar o mundo em lugar melhor. Toda essa potencialidade não passou despercebida e um sonho antigo está prestes a se realizar: levar o veganismo e a conscientização sobre os direitos animais à periferia. Assim nasceu o evento Música e Consciência, graças a uma parceria inédita entre a ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) e a Cooperativa de Músicos da Periferia (COOPERMUSP).

Em uma entrevista à ANDA, o diretor artístico da COOPERMUSP, Marcos Tecora Teles, explica porque o Capão foi a escolha ideal. “O evento ser no Capão, periferia, é também por questões sociais que atingem tanto humanos quanto animais. Coisas como, abandono, maus-tratos, preconceitos. O que fazemos aos animais, acabamos fazendo aos humanos”, disse.

Marcos explica também que a introdução do veganismo na periferia precisa vir acompanhada de educação e conscientização. “A gente sabe que nas periferia, nos lugares mais carentes, comer carne é ostentação, demonstração de poder. O pobre é quem mais consome carne. Acredito que o assunto veganismo pode ser inserido em ‘doses homeopáticas’. Primeiro precisamos conscientizar as pessoas sobre amar os animais, falar sobre compaixão, isso vai fazer muita gente refletir sobre do que vai se alimentar”, acredita.

Atualmente, um dos principais obstáculos do veganismo é superar a inconsciência humana, que subjuga e escraviza os animais, e derrubar o mito de que um estilo de vida livre de crueldade animal é caro e elitista. Uma dieta vegetariana estrita é mais barata e saudável do que produtos com ingredientes de origem animal. Para adotá-la, basta superar o comodismo e ter consciência que libertar os animais é o primeiro passo para a construção de uma mundo mais justo e compassivo, além de um requisito fundamental para garantir a sobrevivência do planeta e da própria espécie humana.

O diretor artístico da COOPERMUSP vislumbra uma mudança no relacionamento entre animais e moradores da periferia. “Quase toda casa na periferia tem um animal. Mas antigamente havia algo cruel, as pessoas achavam que animais, cachorros, deveriam ficar presos, acorrentados. Hoje, os animais começam a conviver mais livres dentro das casas e sabemos que em muitas casas, são a única companhia para idosos e crianças que ficam sozinho durante o dia. Mas falta campanha de conscientização na periferia, principalmente no direito e cuidado animal”, esclarece.

Para a presidente da ANDA, Silvana Andrade, conscientizar é fundamental. “Falta informação e é isso que o Música e Consciência quer levar gratuitamente, através de apresentações musicais, intervenções artísticas, roda de conversa sobre proteção e direito animal, oficina sobre alimentação vegetariana estrita, exposição de maquetes, distribuição de mudas e ervas medicinais e muitas outras atividades”, afirmou.

E completa: “Saia da zona de conforto e no próximo domingo (17), a partir das 09h, venha encontrar com a gente na Praça Benedita Maria Pereira, na divisa entre os bairro Jardim Ângela e Capão Redondo, zona Sul de SP. Traga sua família, amigos e animais domésticos. Não perca essa oportunidade única de brindar à diversidade e compartilhar essa mensagem de amor, compaixão e respeito pelos animais”.

Atrações

O Música e Consciência contará com a participação do músico vegano e ativista em defesa dos direitos animais Marcos Favela, Davizeira, Gilberto Costa e Giuliano e as bandas New Handlers e Walking Lions.

Haverá também instalações de reciclagem do artista Tubarão Dulixo, além de marcação de castração, vacinação e vermifugação de animais, RG Animal e muito mais. Tudo gratuito e feito com muito carinho.

Apoios

O evento será realizado pela ANDA e COOPERMUSP com o apoio da Prefeitura de São Paulo, CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim), Silk Attack, Celebridade Vira Lata, Clube do Patê Vegetariano, Movimento Afro Vegano, Vereador Police, Delegacia Regional de Educação, Parque Linear Feitiço da Vila, CET, Polícia Militar, GCM, Prefeitura Regional do Campo Limpo, Secretaria de Saúde e Centro de Controle de Zoonoses de SP.