Artista usa personagens de desenhos para conscientizar sobre abandono de animais

O ilustrador Nicolas Amiard resolveu usar seu talento em prol de uma causa nobre: a conscientização sobre a crueldade que envolve o abandono de animais. Para isso, ele usou personagens de desenhos – como o Pikachu e o Snoopy – e os colocou em situação de abandono, na tentativa de comover a sociedade sobre esse problema.

Foto: Nicolas Amiard

Cerca de 600 milhões de animais domésticos são abandonados todos os anos no mundo. No Brasil, já são 30 milhões de cães e gatos em situação de rua, passando fome e sede, suportando frio e calor extremo, até que adoecem ou são atropelados, e acabam morrendo à míngua. As informações são do portal Histórias com Valor.

Incomodado com essa triste realidade, Amiard resolveu criar o projeto “Summer Adventures”. Nas ilustrações, Cebolinha abandona o Floquinho, o Bidu é deixado na rua pelo Franjinha, o Scooby também é abandonado pelo Salsicha, assim como o Snoopy é descartado pelo Charlie Brown.

Sabendo que todos esses desenhos e personagens têm um lugar especial reservado no imaginário das pessoas, o artista decidiu usá-los para gerar comoção na sociedade e conscientizá-la, especialmente em relação ao período de férias, quando os casos de abandono aumentam, já que as famílias viajam mais e, com isso, descartam os animais.

Confira as ilustrações:

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard


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Canal de televisão veta da programas que exploram animais

O canal de televisão por assinatura Travel Box Brazil, que produz conteúdo sobre viagem e turismo, decidiu que, a partir deste mês, não irá mais exibir programas que exploram animais.

Foto: Pixabayixx

Segundo um comunicado do canal, o objetivo é “exibir o mundo por olhos de brasileiros partindo da premissa de que o caminho é mais importante que o destino” para mostrar “que é completamente possível exibir um conteúdo de qualidade sem incentivar este tipo de prática”. As informações são do portal Minha Operadora.

A decisão foi tomada para atender aos anseios de assinantes do grupo Box Brazil, que se mostraram preocupados com as causas animal e ambiental. O último conteúdo a ser exibido pelo canal, com exploração animal, foi relacionado à pesca.

“É perfeitamente possível exibir uma programação de qualidade e entreter os nossos telespectadores sem que isso incentive a prática de exploração animal. A preservação do meio ambiente é uma pauta que precisa ser encarada com urgência no Brasil e no mundo e cabe aos meios de comunicação e formadores de opinião se posicionarem a respeito”, afirma Ramiro Azevedo, coordenador-geral do Travel Box Brazil.

“Esse posicionamento do Travel Box Brazil vai ao encontro de nossa visão de promoção da sustentabilidade e de promoção de destinos ou atividades turísticas que não ofendam o meio ambiente ou a vida em nosso planeta. Por isso, os programas que fomentam a exploração animal não terão mais espaço nesse canal”, ressalta José Wilson da Fonseca, vice-presidente do grupo Box Brazil.


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Fotógrafa faz ensaio fotográfico para incentivar a adoção de animais pretos

Para incentivar a adoção de animais pretos, frequentemente preteridos pelos adotantes, a fotógrafa Emma O’Brien decidiu fazer um ensaio fotográfico. Os retratos exaltam a beleza de cães e gatos de pelagem preta.

Emma, que se apresenta no Instagram como uma “fotógrafa para as pessoas cujos animais são família”, quis sensibilizar seus seguidores sobre o drama vivido pelos cachorros e gatos pretos – os segundos, ignorados por adotantes que acreditam na falsa superstição de que eles dão azar. As informações são do portal Observador.

Moradora da África do Sul, Emma criou o ensaio fotográfico e deu a ele o nome de “Black Series Rescue”. Com os retratos, a fotógrafa espera conseguir aumentar as chances dos animais pretos encontrarem novos lares.

Confira abaixo algumas fotos do projeto.


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Kim Kardashian manda fazer casacos sintéticos para deixar de usar pele de animais

A socialite Kim Kardashian decidiu parar de usar casacos feitos com pele de animais. Na terça-feira (11), ela fez uma publicação em rede social anunciando a mudança.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A decisão da socialite é importante, já que ela é formadora de opinião e, por isso, influencia muitas pessoas em todo o mundo.

O processo de fabricação de roupas feitas com pele de animais é extremamente cruel e as denúncias sobre o tema feitas por ativistas pelos direitos animais parecem ter conscientizado Kim Kardashian.

No Instagram, a socialite publicou uma foto de North West, sua filha, usando um casaco feito de pele falsa.
“Se lembram quando eu usei isso? Ela escolheu um look igual ao meu! Mas, o fato divertido é: eu peguei todas minhas peças favoritas que usam pele e mandei refazê-las em versões com peles falsas“, escreveu na legenda.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A socialite já foi alvo de vários protestos feitos por ativistas. Em 2012, um militante jogou farinha em Kim para se manifestar contra os casacos de pele usados por ela.

Ao anunciar a mudança, a socialite recebeu muitos elogios, inclusive da organização internacional de defesa dos animais PETA.

“AMOR! Obrigado por fazer mudanças compassivas que salvam os animais e mostram ao mundo que os estilos #LivresdePele são o futuro!“, disse um seguidor.

Sacerdote cubano faz campanha no Brasil contra sacrifício animal em rituais religiosos

O sacerdote cubano Dagoberto Isaac Cordero Chirino, de 66 anos, conhecido como Alawowwo, está fazendo uma campanha no Brasil contra o sacrifício animal em rituais religiosos. O objetivo dele é convencer pais e mães de santo a parar de matar animais.

Alawowwo veio ao Brasil a convite de mãe Solange, uma ialorixá proprietária do terreiro de canbomblé Roça dos Oxirás Afro-brasileiros, em Guarulhos (SP). Os dois se aproximaram, após se conhecerem em Cuba, porque mãe Solange queria parar de fazer sacrifícios de animais nos trabalhos que realiza.

O sacerdote Alawowwo (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)

Adepto do culto yezam (Ozaín), uma religião africana de 4,5 mil anos que nunca fez sacrifício animal, Alawowwo veio ao Brasil com a esposa, Marta de Armas Sotolongo, com quem é casado há 35 anos e tem três filhos. Os dois se hospedaram em uma casa a meio quarteirão do terreiro Roça dos Oxirás Afro-brasileiros.

Em 2016, Alawowwo iniciou mãe Solange no culto yezam. “Desde então não faço mais sacrifício animal em minha casa”, afirma ela, em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo.

Com algumas similaridades com a umbanda e o candomblé, o yezam nasceu no Benin, na África, e chegou a Cuba e a outros países da América Latina ao ser trazido por escravos africanos. A religião deve chegar, também, ao Brasil, caso os planos de mãe Solange e Alawowwo derem certo.

“Yezam é mais antigo que o candomblé e a umbanda, e tem alternativas para o uso do sangue”, afirma Alawowwo. Essas alternativas, porém, não podem ser expostas a quem não for iniciado no culto.

“Todas as religiões um dia fizeram sacrifício animal, os cristãos, os muçulmanos, os budistas. Mas se adaptaram às mudanças da sociedade e não fazem mais isso”, diz Alawowwo. “Até hoje nas missas católicas os padres falam ‘o sangue de Cristo’ quando levantam o copo, mas não é mais sangue que tem ali. Agora está na hora das religiões de origem africanas se adequarem aos tempos modernos”, completa.

A mãe de santo Solange Buonocore (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)

Os animais são mortos durante os rituais de iniciação, quando o sangue deles é usado, e para despachos oferecidos aos orixás. A justificativa para os sacrifícios é o uso do sangue na comunicação com as entidades. São mortos galinhas, patos, pombos, bodes, carneiros e bois e, depois, a carne é assada e consumida. Até mesmo o couro é utilizado para fabricação de instrumentos de percussão.

O sacrifício animal é legal, segundo a legislação brasileira. Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu, após realizar uma discussão sobre o tema que se iniciou em agosto de 2018, que a prática é constitucional. A lei, no entanto, determina que não pode haver crueldade nos sacrifícios, cabendo punição de até um ano de detenção em caso de maus-tratos. Não são, no entanto, todos os terreiros que praticam o sacrifício. Aqueles denominados “mesa branca” não o fazem.

“Na Europa já é proibido matar animais em cerimônias religiosas. As religiões africanas no mundo todo sofrem pressão das organizações de defesa dos animais e dos governos, e o culto de Yezam é um caminho”, diz Alawowwo.

O objetivo, agora, é conscientizar os pais e mães de santo brasileiros através de palestras e encontros, que serão organizados por mãe Solange. Até o momento, Alawowwo não tem compromissos agendados no Brasil, mas permanecerá no país pelo menos até meados de agosto. “É um trabalho complicado, mas estamos apelando à inteligência, à sensibilidade e à fé de integrantes de outros cultos”, concluiu o sacerdote.

Candomblé vegetariano

No Brasil, a mãe de santo Iya Senzaruban, decidiu parar de usar o sangue de animais em rituais do candomblé e começou a dar palestras e cursos sobre o que ela chama de “candomblé vegetariano”. Em entrevista exclusiva à ANDA, Iya afirmou que “a proposta do vegetarianismo no candomblé é fazer de uma outra forma, sem prejudicar o tipo de energia que a gente trabalha, sem mudar muito. As mudanças são muito poucas”. De acordo com ela, “não são eliminados os elementos da natureza, que é o que o candomblé trabalha, as forças da natureza”, mas são feitas mudanças “que vão desde a comida de santo, que não usa nem camarão ou ovo, nada de origem animal”.

A mãe de santo Iya Senzaruban (Foto: Divulgação)

“Não dá para buscar a mesma energia, porque a energia de sangue é muito pesada. Ela traz muita proteção mas ao mesmo tempo traz muita sujeira espiritual. Hoje em dia eu procuro ter uma limpeza espiritual e conseguir a mesma coisa sem ter que fazer uma matança: livrar as pessoas de problemas, principalmente na área de saúde, de doenças graves”, disse.

Estudos já comprovaram que o consumo de produtos de origem animal é prejudicial para a saúde humana. A mãe de santo, porém, lembra que eles fazem mal também para a espiritualidade de quem os consome. “Matar os animais é algo que espiritualmente não faz bem, pois você está tirando a vida e depois comendo cadáveres”, afirmou. Por outro lado, os vegetais, lembrou Iya, “não atingem a aura da pessoa”.

“O vegetarianismo é um estilo de vida para o bolso, para a saúde mental, espiritual e psicológica, pois tudo está ligado”, afirmou a mãe de santo.

Ao ser questionada sobre o que pretende o candomblé vegetariano, Iya respondeu: “a minha função, assim como para quem se sente nesta situação, é encontrar uma nova forma de louvar os orixás sem ofender os outros seres vivos. Eu acho que é uma demonstração de boa vontade para com Deus.”


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Grupo de senadores lança “Junho Verde” em defesa do meio ambiente

Por David Arioch

Contarato: “Nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando” (Foto: Agência Senado)

Um grupo de senadores liderados pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), Fabiano Contarato (Rede-ES), lançou na semana passada a campanha “Junho Verde”, que tem o objetivo de dedicar este mês às causas ambientais, promovendo debates sobre aquecimento global, desertificação, preservação das águas e das florestas, e também proteção dos animais.

“Durante os dois anos de mandato, enquanto eu estiver presidindo a comissão, essas audiências públicas vão se tornar uma constante, porque nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando”, disse Contarato.

Os senadores da Comissão de Meio Ambiente também apresentaram um projeto para incorporar o “Junho Verde” ao calendário permanente do Senado. “Antes da eleição já se falava em acabar com o Ministério do Meio Ambiente, mas se ele não conseguiu fazer isso de direito, está fazendo de fato. Acabou com a Secretaria de Educação Ambiental, enfraqueceu o Ibama e o ICMBio, está autorizando a extração de minério em terras indígenas”, criticou o presidente da CMA.

Segundo Fabiano Contarato, o Brasil está caminhando na contramão, no retrocesso, enquanto que na comunidade europeia os “verdes” estão ganhando espaço.

“Preservar o meio ambiente é preservar a vida humana, eu não tenho dúvida. E o Brasil tem que entender que isso não é só a questão ambiental. Porque transcende o espaço territorial brasileiro, é um direito planetário que vai abalar a economia porque os países envolvidos que lutam pela preservação ambiental não querem firmar acordo com o Brasil se não houver esse comprometimento”, argumentou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que apoia a criação do “Junho Verde”. Integrante do grupo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou a Medida Provisória 867/2018, que expira hoje, mas que prevê alteração do código florestal, anistiando desmatadores.

“É uma MP originalmente pensada com um objetivo: regularização fundiária. E se tornou um festival de jabutis, que deforma o Código Florestal. Essa medida provisória expira na segunda-feira [hoje], então é bom que se diga, nós não aceitaremos essa MP por todas as razões. Não aceitaremos uma MP cheia de jabutis vir da Câmara federal e ser apreciada aqui com a quebra de todos os interstícios, seja hoje seja amanhã”, afirmou Randolfe.


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Escola adota cadela abandonada para incentivar adoção entre as crianças

Uma escola de Americana, no interior de São Paulo, decidiu adotar uma cadela abandonada para conscientiza os alunos que a adoção é uma escolha acertada a se tomar no que se refere aos animais.

Foto: Jornal Americanense

A cadela, chamada Theodora, ganhou um novo lar graças à iniciativa da Escola de Educação Infantil Primavera, que não só adotou o animal, como o incluiu na parte educacional dos alunos.

O animal é dócil e convive bem com as crianças, que receberam a missão de alimentar Theodora e brincar com ela diariamente. As informações são do portal Jornal Americanense.

Com o convívio com a cadela, as crianças aprendem a ter senso de responsabilidade, além de expandirem a compaixão pelos animais.

Além disso, o fato de Theodora ser uma cadela sem raça definida, retirada das ruas, também serve como uma importante ferramente de educação, já que ensina as crianças a valorizar o amor e não a raça de um animal, além de incentivá-las a optar pela adoção e não pelo comércio de seres vivos.

Arnold Schwarzenegger e Greta Thunberg unem forças na luta contra as mudanças climáticas

Por David Arioch

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade (Foto: Divulgação)

Hoje a ativista pelo clima e vegana Greta Thunberg discursou diante de 1,2 mil autoridades no Palácio Imperial de Hofburg, em Viena, na Áustria, durante o Austrian World Summit, organizado pelo ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

No evento que visa fortalecer o Acordo de Paris, a jovem ativista sueca disse que é preciso mudar tudo, e que não é simplesmente porque estamos desenvolvendo carros elétricos e painéis solares que isso significa que o problema da mudança climática pode se resolvido sem outros esforços.

“É a crise mais importante que a humanidade já enfrentou. Os humanos têm uma grande capacidade de adaptação. Quando tomamos consciência, agimos, mudamos”, afirmou Greta.

Ela também fez um apelo para que os governantes e as grandes empresas parem de mentir às pessoas sobre a poluição e as mudanças climáticas. E pediu mais investimentos em energia verde.

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade. O secretário-geral da ONU, António Guterres aproveitou a oportunidade para lamentar que, embora 195 países tenham assinado o Acordo de Paris, muitos não estão cumprindo seus compromissos de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Vans lança coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção

Por David Arioch

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis (Fotos: Vans)

A Vans lançou recentemente, em parceria com a organização de defesa da vida selvagem WildAid, uma coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção.

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis.

O design de cada tênis foi desenvolvido pelo artista Ralph Steadman, que encontrou uma form engenhosa de gerar conscientização sobre espécies ameaçadas.

Além de abrir um espaço para arrecadação de recursos para a WildAid, a Vans doou 10 mil dólares à organização para ajudar no trabalho de combate ao tráfico de animais.

“Esperamos que essas representações vívidas das espécies mais ameaçadas do mundo possam ajudar a inspirar a mudança que precisamos para salvá-las”, disse o diretor executivo da WildAid, Peter Knights.

Para conhecer a coleção, clique aqui.

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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