É preciso salvar todos os insetos para salvar a existência humana

A diversidade de insetos no mundo, bem como o número de insetos que restou em cada espécie, diminuiu bastante e tende a diminuir ainda mais se nada for feito para salvá-los. Muitos de nós humanos repelimos os insetos quase que o tempo todo, mas de acordo com pesquisadores, precisamos salvá-los ao invés de exterminá-los. Não só para o bem deles e do planeta, mas para a nossa própria existência.

Uma notícia publicada pelo site The Guardian fala sobre um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES em Inglês), o qual alertou sobre a estimativa de que 10% das espécies com 5,5 milhões de insetos estão ameaçadas de extinção.

Foto: Pixabay

Isso está ocorrendo devido às culturas agrícolas, uso de pesticidas e o aumento da população humana. No entanto, a pesquisadora Anne Sverdrup-Thygeson, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, explica que tanto a água quanto a comida que a humanidade necessita dependem da sobrevivência desses insetos.

Apreciadora dos insetos, Anne em seu livro Insetos Extraordinários não só descreve as mais variadas façanhas e curiosidades que cada inseto pode ter, como tenta fazer com que as pessoas passem a apreciar as mais diversas criaturas. Segundo ela, atualmente existem cerca de 200 milhões de insetos para cada ser humano. Porém, estatísticas mostram que, com o aumento da população humana, o número de insetos foi reduzido pela metade, ameaçando um colapso dos ecossistemas.

Claro que para muitos de nós salvar os insetos é algo fora de cogitação, principalmente para quem vive em áreas urbanas e se incomoda com qualquer besourinho. Contudo, Anne explica que os insetos são extremamente importantes para a sobrevivência natural da vida na Terra.

Não somente as abelhas…

Nós aprendemos que a função das abelhas, por exemplo, é polinizar as flores, fazendo com que outras plantas cresçam em diversas regiões. Anne explica que até as formigas têm o seu papel na dispersão de sementes, pois segundo descreveu a pesquisadora, algumas delas são responsáveis pela propagação de até 11.000 espécies de plantas. Além disso, o que nós vemos como pragas e destruidores de móveis, Anne chama de “serviço de coleta de lixo”, pois os insetos decompõem madeiras, plantas e animais com o intuito de gerar nutrientes para uma nova vida.

Outra função importante dos insetos é a de servirem como alimento para aves, répteis, anfíbios e mamíferos. Segundo informou o site Audubon.org, a queda no número de insetos contribuiu para a perda de 421 milhões de aves na Europa nas últimas três décadas.

De acordo com a conclusão da apreciadora de insetos, as espécies mais raras estão desaparecendo primeiro. Na opinião dela, a consequência do desaparecimento dos insetos poderá colocar a nossa própria existência em risco. É preciso dar um basta no uso de pesticidas e ter a consciência da importância de todos os insetos para o bom funcionamento do nosso ecossistema.

Fonte: GreenMe

Equipe de conservação zambiana se une a comunidade e acaba com a caça de elefantes

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Através do trabalho em parceria com as comunidades locais, uma equipe de conservação praticamente acabou com a caça de elefantes no Parque Nacional de North Luangwa, na Zâmbia (África).

O ecossistema de Luangwa é o lar de quase dois terços da população de elefantes da Zâmbia.

Desde a década de 1950, a caça reduziu os números de elefantes em todo o país, cuja população costumava ser de cerca de 250 mil animais. Na década de 1980, esse número despencou para cerca de 18 mil. Os esforços de conservação estão melhorando graças ao envolvimento da comunidade.

Em 2018, não houve mortes causadas pela caça de elefantes no Parque Nacional de North Luangwa. As áreas vizinhas sofreram uma redução de mais de 50% no número de elefantes caçados e mortos.

O Programa de Conservação do Norte de Luangwa, junto com a Sociedade Zoológica de Frankfurt, ajudou a fazer isso acontecer; a parceria se concentra no envolvimento da comunidade para parar os caçadores.

Envolvendo as comunidades locais

Ed Sayer, líder de projeto do Programa de Conservação do Norte de Luangwa, afirma que no passado as comunidades locais faziam “vista grossa” aos caçadores e suas ações.
Muitas vezes, as comunidades são deixadas de fora do quadro em termos de se beneficiar do turismo próximos às suas casas. Em alguns casos, os membros da comunidade são obrigados a atirar em elefantes por dinheiro, deixando-os com pouco incentivo para impedir que a prática aconteça.

O Programa de Conservação está trabalhando com as comunidades localizadas no entorno do Parque Nacional para construir pontes de entendimento e apoio. Segundo Sayer, a organização trabalhou com o governo local para pressionar por uma mudança na política quando se trata de compartilhar benefícios do turismo.

As pessoas também são apresentadas a diferentes caminhos financeiros para substituir a caça, incluindo o manejo florestal.

“Se realmente queremos proteger essas grandes paisagens, temos que garantir o envolvimento e a apropriação total da comunidade e seu acesso à receita deles”, disse Sayer à Mongabay. “Nossa forma mais forte de defesa é a comunidade local.”

O fim da caça

O fim da caça pode estar dentro do horizonte de visão do futuro, graças a novas tecnologias e financiamento.

David Sheldrick Wildlife Trust, no Quênia, cujos cuidadores são conhecidos pelo uniforme verde e chapéu flexível mostrado sempre na cabeça, implementa iniciativas como vigilância aérea, patrulhamento anti-caça, salvaguarda de habitats locais e projetos comunitários.

Em uma reserva de caça sul-africana, a Connected Conservation usa uma combinação de CCTV (câmeras de vigilância de circuito interno), sensores, biometria e wi-fi para localizar caçadores clandestinos. Parece estar funcionando, pois a caça na área foi reduzida em em 96%.

Após seu sucesso na África do Sul, agora há demanda para a Conservação Conectada na Índia e na Nova Zelândia, para proteger os tigres e a vida marinha, respectivamente.

O financiamento também está aumentando para projetos dedicados a acabar com a caça de outros animais selvagens. Em julho passado, o governo do Reino Unido prometeu 44,5 milhões de libras (cerca de 57 mil dólares) para iniciativas contra o tráfico de animais silvestres em todo o mundo.

Michael Gove, o ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, disse em um comunicado na época que “os desafios ambientais não respeitam as fronteiras e exigem uma ação internacional coordenada”.

Projeto em Florianópolis (SC) busca preservação das lontras

Um projeto em Florianópolis (SC) busca preservar as lontras. A iniciativa é de um oceanógrafo que se encantou com a espécie na Lagoa do Peri. O local, cercado pela Mata Atlântica, é o santuário desses animais.

A lontra é um mamífero curioso, ligeiro e misterioso. A história do projeto começa com o oceanógrafo Carvalho Júnior, que encontrou o animal na Lagoa do Peri. “Primeiro foi paixão à primeira vista. Pela lontra e pelo lugar, porque logo de início eu percebi que não dava para dissociar o animal do local”, explicou.

Foto: Reprodução/NSC TV

A Lagoa do Peri é água doce e limpa cercada de morros com vegetação preservada. Ela fica no Sul da Ilha de Santa Catarina.

A atração do oceanógrafo pela lontra foi tão forte que ele pediu a ajuda do pai para comprar um velho engenho na beira da lagoa e ficar perto dos animais. Foi assim que o projeto nasceu, 33 anos atrás.

Lontras na Lagoa do Peri

Quase nada se sabia da lontra neotropical, de nome científico Lontra longicaudis, também chamada de lontra brasileira, apesar de a espécie ter como habitat uma área que vai desde o México até o Uruguai e o Norte da Argentina.

A lontra é uma animal de hábitos crepusculares. Isso quer dizer que ela fica mais ativa antes do sol nascer e depois do sol se pôr. Os pesquisadores encontraram sete tocas na Lagoa do Peri e monitoram as vidas das lontras nelas.

O oceanógrafo localizou os animais pelo odor. “O cheiro do excremento da lontra tem um quê de almíscar, que é um indicativo da toca. É onde pode haver uma toca”, explicou ele.

O pesquisador se arrastou debaixo das pedras e dormiu nas tocas também. Para não ser expulso pelos animais, ele precisou cheirar como eles. “Eu tinha um camisa branca, aquelas camisas de botão, que era do meu nono. Eu pegava essa camisa, esfregava excremento fresco na camisa e vestia. Porque daí eu ficava com o cheiro dela”, disse.

Com a pesquisa, ele descobriu que as lontras, além da água doce, viviam também no mar. “Ela sai daqui da Lagoa do Peri vai às praias e costões rochosos”, afirmou.

A população de lontras na Lagoa do Peri é estimada em até 11 animais. “A lontra é um animal raro na natureza, ela está no topo da cadeia alimentar. Ela é a onça da água. Então o número de lontras que estão dentro do sistema aqui da Lagoa do Peri, é um número correto”, explicou Carvalho Júnior.

Criadouro

Seis lontras vivem atualmente no criadouro científico do projeto. Os alojamentos procuram reproduzir o ambiente natural, com muita água corrente e esconderijos. As lontras ganham para comer aquilo que encontrariam na lagoa: peixes.

Foto: Reprodução/NSC TV

Com todos esses cuidados, o projeto foi o primeiro no mundo, e único até agora, a ter sucesso na reprodução da lontra neotropical em cativeiro. “Isso para nós foi uma enorme satisfação, foi uma vitória, foi nos mostrar que realmente a gente está trilhando o caminho certo”, afirmou o oceanógrafo.

O projeto também é o lar de outras duas espécies da família da lontra, como a irara, também chamada de papa-mel, de nome científico Eira barbara. E tem o furão-pequeno, como a Chape.

Ela foi a última a chegar, mais um órfão. O nome é porque ela veio da cidade de Chapecó, no Oeste catarinense. O furão-pequeno tem nome científico Galictis cuja.

Como todos os animais no projeto, a Chape foi vacinada e ganhou um chip, sua identidade digital. “Vai ser colocado no computador, onde todo dia esse animal é pesado para ver a curva de crescimento dele e também para ver a quantidade de comida que nós damos para ele. Também junto com esse acompanhamento vai a ficha clínica de cada animal”, explicou o veterinário do projeto, Luís Carlos Stein.

Voluntários e custos

Tudo isso tem sido possível graças à colaboração dos ecovoluntários, gente apaixonada pela causa e que vem trabalhar sem ganhar dinheiro. Mariana Tamagusko é uma delas. Ela é estudante de veterinária.

“Para mim, é uma aula prática. Eu vou ter aula teórica na universidade e aqui eu tenho a prática. Vou conhecer toda a rotina dos animais”, afirmou.

As pesquisas cientificas são custeadas pela Petrobras. O projeto também se mantém com o ingresso pago pelos visitantes e com a venda dos produtos da loja. Outro pilar do projeto é a educação ambiental.

Próximo passo

Na Lagoa do Peri, Júnior espera dar ainda este ano o próximo e mais importante passo do projeto lontra. “É o que vai dar sentido a tudo isso que nós estamos fazendo. É pegar essas lontrinhas órfãs que nós temos, que não vão deixar de chegar, e poder reintroduzi-las no ambiente natural. Vai ser, talvez, o momento mais emocionante da minha vida. Poder abrir as portas e dizer ‘vai pra vida, minha filha'”, disse o oceanógrafo.

Fonte: G1

Como um pequeno país africano venceu a luta contra a caça de rinocerontes

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

O lugar mais seguro do mundo para um rinoceronte é um país, e também monarquia, africano chamado Eswatini, conhecido até recentemente como Suazilândia, governado por um leão e um elefante. O rei Mswati III , tem o título de reconhecimento de Ngwenyama, que significa leão e a rainha-mãe é reverenciada sob a alcunha de Ndlovukazi, que significa “matriarca elefanta”.

Qualquer um que ouse matar um rinoceronte por seu chifre nesta região, ou qualquer outra vida selvagem protegida, provavelmente será morto por guardas florestais ou preso por um período mínimo de cinco anos.

O criminosos também tem que pagar para substituir o animal, ou enfrentar mais dois anos de prisão. Como resultado, apenas três rinocerontes foram mortos por caçadores em 26 anos. Este é o número desses animais que são mortos por dia na África do Sul.

O notável sucesso de conservação da vida selvagem em Eswatini, deve-se em grande parte a Ted Reilly, o fazendeiro filho de um soldado britânico que permaneceu no local após lutar na Guerra Anglo-Boer, somado ao apoio do rei Mswati III e a aprovação da rainha-mãe.

Juntos eles transformaram um país não muito maior que Yorkshire na Inglaterra, de um matadouro de animais selvagens a um santuário onde os animais caminham livres de predadores humanos e estão contentes em compartilhar seu domínio com os visitantes. A terra do “rei leão” oferece alguns dos melhores encontros próximos da vida selvagem na África.

O Santuário de Mlilwane Wildlife é encantador, ele fica em pastos e florestas livres de malária, emoldurados por terras altas iluminadas pelo sol. Os únicos animais perigosos são alguns hipopótamos e crocodilos, que ficam descansando em grandes poças de lama.

Os visitantes são, portanto, livres para andar e percorrer o que é essencialmente um playground para criaturas inofensivas, de impalas a javalis e gnus a macacos. Os bosques estão cheios de “bambis” de todas as formas e tamanhos e o ar se enche de pássaros exóticos.

“É como um livro de ilustrações da selva africana e os animais não se incomodam quando os visitantes andam e pedalam entre eles. Os antílopes observam enquanto os turistas e os macacos conversam, mas a zebra decidida a pastar as gramíneas exuberantes do verão não se importava nem um pouco”, conta Reilly.

Mesmo um enorme crocodilo do Nilo cochilando em seu ninho perto de um rio não se move quando pessoas de bicicleta passam próximos a eles. “Eles nunca nos perseguem, mas é melhor ficar quieto”, diz ele.

Um capricho da história poupou este pequeno reino do apartheid quando o país optou por ser um protetorado britânico até alcançar a independência em 1968, e os EmaSwati, habitantes do local, são um povo digno e cortês, orgulhoso de sua cultura e tradições, sem nenhuma tensões raciais que acometem a África do Sul, segundo informações do The Telegraph.

Esse povo vive em uma terra extraordinariamente rica em beleza, com planaltos férteis e savanas subtropicais, em harmonia com rinocerontes e elefantes que andam despreocupados pelos campos verdes de mato baixo sob o olhar atento de guardas florestais armados. Sinais na entrada principal da Reserva de Mkhaya dão um aviso: os caçadores serão presos e os drones serão abatidos.

Neste ponto repousa Somiso, relaxando sob uma árvore de acácia com seu irmão e um amigo. Somiso é um rinoceronte órfão de três anos, criado na infância por mulheres locais. Ele é agora um animal robusto, e quando anda de um lado para o outro para dar uma esticada, é possível ver seu imenso porte. O guia conta que ele é uma criatura gentil, um adolescente enorme, disfarçado em “um tanque de quatro patas”.

Turistas passam dias no Parque Nacional Kruger sem ver um rinoceronte, mas em uma manhã em Eswatini, é possível encontrar mais de uma dúzia deles em grupos familiares, vasculhando arbustos e chafurdando em poças de lama. Eles são rinocerontes brancos, maiores, mas menos agressivos que seus primos negros, e mostram pouco interesse pelos visitantes. Seguros em seu refúgio, eles estão relaxados e protegidos.

Portos do Paraná monitoram golfinhos em Paranaguá e Antonina

A cada três meses, um especialista contratado pela Administração dos Portos do Paraná passa seis dias monitorando os botos-cinza e golfinhos que vivem na região. Na área interna, de Pontal a Antonina, são quase cem quilômetros percorridos para acompanhar os animais, que se deslocam e pescam em grupos no entorno dos portos de Paranaguá e Antonina.

(Foto: Claudio Neves/ Portos do Paraná)

Na campanha trimestral realizada nesta semana, foram avistados e fotografados 200 animais adultos e 25 filhotes, comprovando a qualidade do ecossistema, mesmo com a atividade portuária. “A intenção é monitorar os impactos e alterações no ambiente. A presença dos golfinhos está relacionada à abundância dos recursos naturais aqui do entorno”, explica Fernando Augusto Hardt, biólogo, doutor em Engenharia Ambiental.

O profissional conta que, na região, é possível avistar filhotes ao longo do ano todo e não apenas em períodos pontuais. “Costumamos dizer que os golfinhos, por serem animais topo de cadeia, são espécies guarda-chuva ou sentinelas, eles precisam de ambientes com um mínimo de recursos para que eles possam existir”, ressalta.

Entre os impactos aos quais os animais estão expostos, estão a poluição, o tráfego de embarcações de todos os portes e atividade pesqueira. “Esta exige bastante atenção. Os golfinhos são mamíferos marinhos e sem respirar eles podem morrer afogados. É o que acontece quando eles se emaranham nas redes de pesca”, alerta o especialista.

MONITORAMENTO – O monitoramento é feito através da foto identificação. “Os animais possuem marcas naturais na nadadeira dorsal e através dessa marca, que é como a nossa impressão digital, conseguimos identificar individualmente cada um deles”, afirma Fernando Augusto Hardt.

Segundo ele, cada vez que encontra um grupo de golfinhos, faz as fotos e marca as coordenadas no GPS. São, em média, duas mil fotos por saída. No laboratório, as imagens são analisadas e, com esses dados, além de informações sobre os grupos e indivíduos, é possível fazer uma estimativa de densidade da população. “Conseguimos calcular quantos indivíduos ocupam essa porção da amostra e acompanhar se aumentou ou diminuiu”, afirma. Atualmente, a população de golfinhos na área varia de 320 a 460 animais.

QUELÔNIOS – Como é muito difícil avistar os quelônios em campo, para complementar os dados para o Programa são realizadas entrevistas com a comunidade local. Os dados levantados também são base para os programas de comunicação e educação ambiental. “Só se cuida e preserva o que se conhece. Esse monitoramento contínuo nos permite gerar conhecimento e ter base de informações para que possamos agir em tempo”, afirma o biólogo.

(Foto: Claudio Neves/ Portos do Paraná)

NÚMEROS – Os Portos do Paraná realizam estes monitoramentos desde 2014. Em quatro anos, são 1.061 horas de atividade e mais de 421 horas de observação direta dos animais. Em quilômetros percorridos para o monitoramento, foram mais de 17,4 mil km. Nesse trajeto foram captados 271.600 registros fotográficos de 16.326 golfinhos adultos e 2.188 filhotes. Em cada dia de monitoramento é realizado cerca de cinco horas de esforço total, duas horas de observação direta.

Este ano, além do monitoramento na área interna, a equipe deu início ao monitoramento em área externa (para fora da baía). Nesta região mais afastada, além do boto-cinza, foram avistados o Golfinho Nariz de Garrafa e o Pintado do Atlântico.

O acompanhamento dos cetáceos e quelônios é um dos cinco sub-programas inseridos no Programa de Monitoramento da Biota Aquática e Biondicadores. Além desses animais, também são monitorados os plânctons, bentos, peixes (ictiofauna), camarões, siris e caranguejos (carcinofauna) e as aves (avifauna).

No total, a Diretoria de Meio Ambiente dos Portos do Paraná tem 17 Programas Ambientais, incluindo Comunicação e Educação Ambiental.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Ambientalistas impedem que ‘The Edge’, do U2, construa seu complexo de casas em Malibu

Os planos para construir uma casa de sonhos de 100 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de reais) em Malibu, na Califórnia , por The Edge, do U2, foram interrompidos por manifestantes ambientais.

O roqueiro de 57 anos, David Evans – alvo de adversários indignados que dizem que seu plano destruiria uma montanha intocada – terá agora de levar seu projeto de cinco casas, chamado “Leaves in the Wind”, para a Suprema Corte da Califórnia.

E se a estrela planeja prosseguir com o projeto – já há 14 anos em andamento – isso poderá levar mais um ano ou dois.

O grupo Sierra Club, com 640 mil membros, processou Evans há dois anos por causa da construção e perdeu. Mas eles apelaram da decisão e na última quinta-feira (21) ganharam com o Tribunal de Apelação da Califórnia, emitindo sua decisão a favor do clube e revertendo a decisão original do tribunal que teria permitido a Evans dar início à construção de suas casas.

“Estou extremamente feliz por termos vencido hoje”, disse Dean Minorff, o ex-advogado do Sierra Club.

“Esta é uma vitória para todos que se preocupam com o meio ambiente.”

“Este é um projeto terrível, bem no meio de uma bela área natural perto de um parque estadual. Colocar cinco casas lá seria ruim o suficiente, mas ele também quer colocar uma estrada para ter acesso a elas e isso iria destruir toda a encosta. É impensável o dano que isso causaria.”

Stan Lamport, advogado de Evans não respondeu ao pedido de comentários do DailyMail.com.

A decisão judicial de quinta-feira contra Evans é a mais recente de uma série de duras disputas judiciais travadas desde 2005, quando ele comprou 61 mil hectares de terras intocadas em Sweetwater Mesa, com vista para o píer de Malibu, em 2005 por 9 milhões de dólares (cerca de 36 milhões de reais).

O local é um penhasco íngreme coberto por arbustos esparsos, selva densa e afloramentos rochosos, habitado apenas por cascavéis, lagartos, veados e, ocasionalmente, coiotes.

Evans e sua segunda esposa, a dançarina nascida em LA, Morleigh Steinberg, se apaixonaram por causa de suas vistas espetaculares do Oceano Pacífico e porque achavam que seria um santuário perfeito e refúgio onde eles, junto com seus parentes – como sua irmã Gillian. Delaney – e amigos próximos, poderiam construir um complexo familiar longe de olhares indiscretos.

Ele contratou o famoso arquiteto LA, Wallace Cunningham, que, com a participação de engenheiros, geólogos e outros consultores, criou projetos para cinco casas futuristas, todas com piscinas, que deveriam se misturar com o caráter natural da encosta.

Mas quando os projetos – três dos quais eram para casas de mais de 12 metros quadrados – se tornaram públicos, tudo começou. “The Edge que pavimentar o paraíso”disse uma manchete local.

“The Edge da destruição”, escreveu outro.

Ambientalistas como o Sierra Club e Heal the Bay se juntaram ao Serviço Nacional de Parques e outros grupos de vigilância se alinharam para vetar as cinco casas – e a estrada de meia milha que precisaria ser construída para acessá-las – dizendo que arruinariam Malibu, a encosta e mataria a vida vegetal e animal do local.

Em 2009, o Santa Monica Mountains Conservancy Board também condenou o desenvolvimento e enviou uma forte carta de oposição à Comissão Costeira da Califórnia (CCC), órgão de 12 pessoas que deve aprovar antes que qualquer novo prédio seja permitido ao longo da linha costeira.

Com todo o furor e cartas de protesto que recebeu, quando o plano de Evans foi aprovado na reunião do CCC em junho de 2011, foi profundamente rejeitado por uma votação de 8 a 4, com o então diretor do CCC, o falecido Peter Douglas, dizendo a membros da comissão: “Em 38 anos de existência desta comissão, este é um dos três piores projetos que eu vi em termos de devastação.”

“É uma contradição em termos – você não pode ser um ambientalista e escolher este local.”

Mas Evans não aceitaria um não como resposta e processou o CCC.

Confrontado com o processo de Evans e seu pequeno exército de advogados e especialistas, o CCC suavizou sua posição, dizendo que se ele reduzisse o tamanho das casas e as tornasse menos visíveis, a Comissão poderia parecer mais favorável aos projetos.

Então Evans arquivou seu processo e enviou seus arquitetos, engenheiros e consultores de volta à prancheta.

Ele também disse que cederia 140 de seus 151 acres para uso público e prometeu 1 milhão de dólares (cerca de 4 milhões de dólares) para a Santa Monica Mountains Conservancy para construir e manter uma pista de caminhada pública.

Em troca, o Conservancy abandonou sua oposição ao projeto.

Evans até enviou advogados e lobistas para a capital do Estado da Califórnia, Sacramento, para tentar mudar as leis de planejamento. Esse movimento não teve sucesso, mas custou uma pequena fortuna.

Na verdade, estima-se que suas contas legais de lobby e passado e presente sejam mais de 10 milhões de dólares até agora.

Quando Evans trouxe seus planos revisados para o CCC para aprovação em dezembro de 2015, as cinco casas eram menores – a maior era de 9.500 metros quadrados – e as casas se agrupavam mais perto do que antes e ficavam fora da cordilheira, tornando-as menos visíveis Pacific Coast Highway, que corre ao longo do oceano abaixo.

Além disso, as casas seriam construídas com materiais “tons da terra”; eles teriam vidro não reflexivo para reduzir o brilho; e as lâmpadas não seria mais de 60 watts para evitar muito brilho durante a noite.

Com suas condições atendidas, o CCC aprovou os novos planos por uma votação de 12 a 0. Mas qualquer triunfo que Evans sentiu foi de curta duração.

Um mês depois, o Sierra Club processou, acusando o CCC de violar as leis ambientais locais ao aprovar os planos do astro do rock.

Suas casas dos sonhos mais uma vez precisariam esperar.

“O projeto é uma urbanização ultra luxuosa de cinco residências enormes e cinco piscinas colocadas no meio de centenas de acres de espaço aberto nas montanhas de Santa Monica, à vista de inúmeras áreas de observação pública ao longo da Pacific Coast Highway”. Advogado do Sierra Club, Wallraff argumentou no processo do grupo para bloquear o plano.

“Isso requer uma estrada de acesso de 2.180 pés altamente projetada. Também requer uma linha de água de 7 mil pés que será instalada com perfuração de valetamento e perturbará o habitat. Ao aprovar o projeto, o CCC não procedeu da maneira exigida por lei.”

Em maio de 2017, o juiz da Suprema Corte de Los Angeles, James Chalfant, negou a ação do Sierra Club e decidiu em favor de The Edge e do CCC.

O juiz decidiu que a Comissão havia cumprido as leis de planejamento local ao aprovar o projeto – cerca de 78 milhões de dólares (cerca de 300 milhões de reais) em custos de construção, incluindo 24 milhões de dólares (aproximadamente 100 milhões de reais) somente para a estrada de acesso.

Mais uma vez, o júbilo de Evans em ganhar o processo não durou muito tempo.

Dois meses depois, o Sierra Club interpôs recurso contra a decisão do juiz Chalfant – e sua casa dos sonhos foi arquivada mais uma vez.

O processo de apelação – com resumos legais, moções e contra-moções totalizando 30 mil páginas de documentos judiciais – se arrastou por quase mais dois anos até que os juízes do Tribunal de Apelação do 2º Distrito da Califórnia ouviram argumentos orais dos advogados de Evans, Sierra Club e CCC. em uma audiência em Los Angeles em 14 de fevereiro deste ano.

Na quinta-feira (21), eles emitiram seu veredicto – que confirmou a apelação do Sierra Club e descartou a decisão do tribunal original de Evans.

Os juízes de apelação descobriram que o CCC NÃO cumpriu as leis de planejamento local ao aprovar o projeto de Evans e que o Departamento de Planejamento de LA tem poder de aprovação sobre o projeto, não sobre o CCC.

O recurso de Evans agora seria levar o caso à Suprema Corte da Califórnia.

“Quem perder pode pedir à Suprema Corte da Califórnia para reverter a decisão de apelação”, Wallraff, o advogado do Sierra Club, explicou ao DailyMail.com.

“Tenho certeza de que Evans levará seu caso à Suprema Corte. Mas não há garantia de que a Suprema Corte concordará em ouvir o caso, uma vez que eles só ouvem 3 a 5% dos que foram submetidos à revisão.”

“Se a rota da Suprema Corte não funcionar, Evans poderia apresentar seus planos aos planejadores do Condado de LA, um processo que levará mais um ano.”

Durante esse tempo, a casa dos sonhos do Edge será apenas isso, um sonho.

Fonte: Daily Mail

Pesquisadores testam drones para monitorar ninhos de tartarugas em praias da Amazônia

Localizada às margens do Rio Solimões, no estado do Amazonas, a praia do Horizonte é uma faixa de areia com atuais 9 km de extensão – que variam de tamanho diariamente. É um ponto de desova para centenas de quelônios, entre tartarugas-da-amazônia, iaçás e tracajás, e também foco de interesse de pesquisadores e ativistas. Pensando na proteção de áreas de reprodução como essa, o Instituto Mamirauá, a WWF-Brasil e a Universidade da Flórida testam o uso de drones para o trabalho de monitoramento na área.

Foto: G1 AM

Controlado de forma remota por um piloto integrante da pesquisa, o drone realizou percursos aéreos a diferentes altitudes, filmando e fotografando com uma câmera de alta definição o relevo da praia. A ideia, de acordo com a pesquisadora Marina Secco, é identificar rastros de tartarugas na areia e, assim, chegar até os ninhos.

“Conseguimos ver perfeitamente os rastros de tartarugas-da-amazônia na areia, que do alto parecem marcas feitas por um tratorzinho. As marcas da iaçá, que é um quelônio de menor porte, também foram nítidas”, comentou Marina.

Os voos-teste foram realizados na faixa de 11 às 14 horas, quando os raios do sol chegam à superfície da terra em ângulos mais próximos a 90 graus, facilitando ainda mais a visibilidade. Os melhores resultados foram gravados a 20 metros de altura em relação à praia.

Foto: G1 AM

“Com o possível sucesso desses experimentos, esperamos em breve poder usar drones para contagem de ninhos”, indica Marina, que faz parte do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Quelônios do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Tecnologia a serviço da conservação

Desde a década de 1990, o instituto apoia ações de conservação de quelônios realizadas de forma voluntária por moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, onde está a praia do Horizonte. A conservação comunitária de praias, que envolve a contagem e monitoramento de ninhos de tartaruga, está nesse rol e pode ser ampliada com o auxílio dos drones.

“Uma das vantagens da tecnologia é reduzir o tempo gasto no monitoramento de uma única praia e distribuir melhor os esforços para encontrar novas áreas de desova nessa região. Em pontos de difícil acesso, também podemos usar os drones para fazer a contagem remota de ninhos dos quelônios”, explica Marina Secco.

Foto: G1 AM

Além das metas diretamente ligadas à conservação, a pesquisadora aponta que os veículos aéreos não tripulados também podem ser úteis em estudos mais amplos sobre a ecologia de quelônios na Amazônia. A ferramenta tem potencial em levantamentos de altimetria (medição de altitudes) em pontos de desova nas praias.

Próximos passos

Os vídeos e as fotos captados na praia do Horizonte estão agora sob a análise de equipe da Universidade da Flórida, parceira do projeto.

“A ideia é ver em que medida os pesquisadores de lá conseguem identificar os rastros de tartarugas e os ninhos nas imagens, qual a taxa de erro entre a contagem in loco (feita pelos pesquisadores do Instituto Mamirauá na praia) e a contagem feita por eles nas imagens”, explica Marina.

Fonte: G1 AM

Revista canadense Maclean’s considera 2019 o ‘ano do veganismo’

Uma das revistas mais antigas do Canadá, Maclean’s, declarou que 2019 será o “Ano do Veganismo”. O artigo faz parte da publicação anual da revista, que destaca as tendências dos próximos anos.

O artigo apontou que aproximadamente 6,4 milhões de canadenses já reduziram ou cortaram a carne de suas dietas. Além disso, mais pessoas estão se preocupando com as questões éticas e ambientais relacionadas ao consumo de carne. A grande disponibilidade de produtos alternativos, de origem vegetal, também contribui para esse cenário.

Pecuária

A Maclean’s destacou o papel da pecuária na destruição do oceano, poluição de água, desmatamento e perda de biodiversidade. A revista também lembrou que extinguir o consumo de carne pode diminuir o uso de água e as emissões de carbono em metade.

Foto: pixabay

“Enquanto o veganismo pode não ser a solução exata para os diversos problemas do planeta, os argumentos éticos a favor da dieta vegana são muito fortes para ignorar”, escreveu a colunista Jessica Scott-Reid.

“A  criação de animais está matando o planeta e é por isso que 2019 será o ano em que o veganismo se torna mais urgente”, completa.