Governo faz churrasco na Esplanada dos Ministérios com mais de 4 mil peixes mortos

O governo promove nesta quarta-feira (7) um churrasco na Esplanada dos Ministérios. Mais de 4 mil peixes foram mortos para o evento.

Tambaquis mortos para consumo humano (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM/Imagem Ilustrativa)

Da espécie tambaqui, os animais marinhos foram doados ao governo por uma associação de criadores de Rondônia que os explora para consumo humano.

O evento tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que é conhecido por apoiar práticas que exploram, maltratam e matam animais – como a caça, o rodeio e a vaquejada. De acordo com informações oficiais do governo, a presença do presidente no churrasco foi confirmada.

Os peixes serão cortados, assados e distribuídos à população, o que incentivará o consumo de peixe, condenando-os ainda mais a uma vida de muito sofrimento.


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Apresentador André Marques é criticado após postar foto com polvo morto

O apresentador André Marques foi criticado após publicar uma foto segurando um polvo que foi morto para consumo humano. Internautas ficaram chocados com a triste imagem do animal sem vida.

Foto: Reprodução/Instagram/@euandremarques

“Acredite se quiser. Esse polvo português pesou 6,7 kg que o amigo Luiz Fernando Albuquerque trouxe! Então… vamos comer!”, escreveu André.

Animais explorados para consumo, como o polvo exibido pelo apresentador, são submetidos a intenso sofrimento para que sejam mortos. Além disso, eles têm o direito à vida usurpado a troco de poucos minutos de satisfação para o paladar humano. E foi essa realidade que levou internautas a criticarem a foto publicada por André Marques.

“Ele poderia estar em seu habitat tranquilo”, escreveu um internauta.”Sim, os inocentes que morrem todo dia também!”, respondeu o apresentador, deixando claro que não se importa com o sofrimento do polvo.

A resposta de André foi dada para tentar justificar o ato de matar um animal para consumo, mas não justifica. Isso porque inocentes morrerem não dá a ninguém o direito de tirar vidas. Inocentes morrem, de fato, todos os dias, mas essa realidade deve ser encarada apenas para ser combatida, jamais para ser usada como uma desculpa torpe para infligir sofrimento aos animais.

Foto: Reprodução/Instagram/@euandremarques


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Humanidade esgota recursos naturais renováveis mais cedo do que em toda série histórica

Nesta segunda-feira (29), a humanidade atingiu o limite da exploração de recursos naturais que poderiam ser renovados sem prejudicar o meio ambiente. A data chegou três dias antes que em 2018 e mais rápido do que em toda a série histórica, medida desde 1970.

Foto: REUTERS/Bruno Kelly

O dado é de responsabilidade da Global Footprint Network, organização internacional pioneira no cálculo da pegada ecológica, que contabiliza a quantidade de recursos que são necessários para o consumo de cada indivíduo ou população.

Para manter o mesmo padrão de consumo atual, um único planeta não basta. Seria preciso ter 1,75 planeta Terra.

Esse esgotamento indica que, daqui para frente, todos os recursos explorados pelos humanos serão completamente perdidos, sem qualquer condição de renovação por parte da natureza. Dentre esses recursos estão: água, mineração, extração de petróleo e o plantio de alimentos com esgotamento do solo. O último, apesar de ser praticado pela agricultura, tem forte relação com a pecuária, visto que a maior parte dos grãos plantados em grandes plantações, geradoras de desmatamento extenso, são destinados à alimentação dos animais explorados e mortos para consumo.

Segundo estimativas da Global Footprint Network, 60% da pegada ecológica da humanidade está relacionada à emissão de carbono. As informações são do G1.

“Sublinhar que não podemos usar 1,75 Terras por muito tempo quando só temos uma é simplesmente reconhecer o contexto da existência humana”, disse Mathis Wackernagel, coinventor da Pegada Ecológica e fundador da Global Footprint Network.

Em 1970 o planeta entrou em déficit de recursos naturais. O que significa que, desde àquela época, a humanidade está consumindo recursos além da capacidade de regeneração do planeta. A situação, no entanto, tem piorado nos últimos 20 anos, com a data-limite chegando mais rapidamente.

“Os custos deste excesso estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, sob a forma de desflorestação, erosão dos solos, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono na atmosfera, levando a alterações climáticas e a secas, incêndios e furacões cada vez mais graves”, diz a organização.

Cálculo da pegada ecológica

O site Foot Print Calculator permite que você calcule o impacto que os seus hábitos diários têm sobre o planeta. Para isso, basta inserir no portal dados e informações sobre o quanto você consome de carne, se come comida processada, se seu alimento é produzido localmente, entre outras.


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Polícia resgata 9 tartarugas e 149 ovos em Costa Marques (RO)

Nove tartarugas foram salvas pela Polícia Civil da delegacia do município Costa Marques, em Rondônia. A ação contou com a ajuda da Polícia Militar e, além das tartarugas, foram encontrados 149 ovos que seriam destinados à venda ou ao consumo humano.

Foto: Reprodução / O Nortão

O delegado Reinaldo Reis esteve no local denunciado e foi abordado por uma criança, que perguntou se ele gostaria de comprar uma tartaruga. Levado para ver os animais, Reis se deparou com três tartarugas em um cômodo, numa espécie de galinheiro, e vários cascos, alguns com indícios de que os animais tinham sido mortos recentemente. Ovos de tartaruga foram encontrados na geladeira da casa. Os resgates foram feitos na quarta-feira (10) devido a uma denúncia anônima.

Outras seis tartarugas foram localizadas na casa vizinha. Uma delas estava em uma caixa d’água e as outras cinco dentro de sacos de estopa, no quintal. As informações são do portal O Nortão.

Duas pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia de Polícia Civil para que fossem interrogadas.

As tartarugas serão soltas na Praia do Curralinho, no rio Guaporé. A soltura será acompanhada por servidores públicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), além das polícias Civil e Militar.

O delegado pediu que a população continue efetuando denúncias a respeito de crimes contra os animais e o meio ambiente. Os casos podem ser denunciados anonimamente pelo telefone 197.


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Proposta cruel de pesca para entretenimento é adiada para 2020 em MS

A proposta da “cota zero” para a pesca no Mato Grosso do Sul, que obriga pescadores amadores a devolver ao rio os peixes após pescá-los foi adiada para 2020 devido à pressão de empresários do ramo do turismo.

Foto: Pixabay

“O que é a prática do ‘pesque e solte’? É você fisgar o peixe, você fotografar, e soltar o peixe novamente”, explicou ao G1 Ricardo Senna, secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (Semade).

O objetivo da “cota zero” é diminuir o número de peixes mortos, para reduzir o impacto sobre as espécies. A medida, no entanto, é extremamente cruel, já que coloca o peixe como um objeto a ser usado para entreter seres humanos, que irão retirá-lo da água apenas para fazer uma fotografia. Neste processo, o peixe, que é fisgado por uma isca, fica ferido e sofre com asfixia, devido aos minutos que permanece fora d’água.

Os protestos dos empresários, no entanto, fizeram o governo estadual recuar e publicar um decreto que, ao invés de zerar a cota, apenas a reduziu de dez quilos para cinco quilos de peixe pescado. A nova medida também autoriza que os turistas continuem levando para casa um peixe e cinco piranhas.

De acordo com os governos estaduais, quase 100 mil pescadores frequentam os rios do Pantanal, que abrange os estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 2018, 81.689 licenças de pesca amadora foram concedidas nos dois estados. Em 2019, foram 14.413.

Pescadores com licença profissional podem retirar até 125 quilos de peixe por semana do rio, respeitando tamanhos mínimos e máximos de cada animal, mas não podem cortar os peixes, que são registrados em guias de pesca e comercializados em peixarias, restaurantes e hotéis. Os turistas, que fazem a pesca amadora, também precisam registrar os peixes que capturam.

As guias de pesca são avaliadas pelas polícias ambientais para controlar a quantidade de peixes de cada espécie que é retirada dos rios. Se um pescador não apresentar documentação de origem do peixe capturado, ele pode ser multado.

Além dos pescadores profissionais e amadores, há também na região pescadores compostos pela população ribeirinha.

A pesca para consumo humano, comércio ou entretenimento, faz com que os peixes vivam inúmeras situações de maus-tratos. Machucados pelo anzol, eles são retirados da água e sofrem asfixia. Os que não são devolvidos ao rio sufocam até a morte.


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Jacaré-açu passará a ser morto para consumo humano no Amazonas

Uma população de jacaré-açu, que vive no lago da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas, passará a ser explorada e morta para consumo humano. No local, vivem pelo menos cinco mil animais considerados em idade adequada para serem mortos, além das fêmeas e dos filhotes.

Jacarés no lago da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá (Foto: Marcelos Ismar Santana/Instituto Mamirauá)

Mais de cem pessoas estão envolvidas na contagem dos animais na comunidade São Raimundo do Jarauá. Os animais devem começar a ser mortos no final deste ano e a carne deles deve passar a ser comercializada em 2020. As informações são do portal Amazonas Atual.

De acordo com o pesquisador Robinson Botero-Arias, que coordena o projeto de manejo experimental de jacarés no Instituto Mamirauá, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), inicialmente até cem animais devem ser mortos.

“Cumprimos as etapas de contagem da população saudável e identificação dos locais onde jamais faremos extração de jacaré, como aqueles pontos onde os animais colocam ovos, para garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo”, explica Botero-Arias. Segundo ele, a carne provavelmente será vendida a R$ 15 o quilo para hotéis, supermercados e pousadas. A chamada Planta de Abate Remoto (Plantar) já foi instalada em São Raimundo do Jarauá.

Além da carne, o couro dos jacarés também será comercializado. A iniciativa partiu do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacaré, que visa gerar informações biológicas e ecológicas das quatro espécies de jacarés amazônicos: Melanosuchus niger (jacaré-açu), Caiman crocodilus (jacaretinga), Paleosuchus palpebrosus (jacaré-paguá) e Paleosuchus trigonatus (jacaré-coroa).

Nota da Redação: a ANDA lamenta que um programa que se denomina como responsável pela conservação de espécies decida matar animais sencientes, desrespeitando o direito deles à vida. A solução para o crescimento populacional de uma espécie não pode, nunca, passar pelo extermínio. É preciso que todos os seres vivos sejam respeitados e possam viver de forma digna, sem que sejam objetificados e tratados como alimento para a população.

Documentário retrata os 6 meses de vida e a agonia dos porcos explorados para consumo

Seis meses é a idade máxima que um porco alcança na criação industrial quando é morto para consumo. É também o título do curta-metragem que a holandesa Eline Helena Schellekens estreou com o apoio da organização espanhola Igualdad Animal. O filme relata a vida de um leitão desde o nascimento até ser levado para o matadouro. Assista ao trailer no final do texto.

Foto: Igualdad Animal

M6NTHS ganhou o Prêmio Panda, tido como a premiação mais importante atribuída a filmes sobre animais, também chamado de “Green Oscar”.

O que motivou Eline Helena a fazer esse vídeo foi a luta contra a criação de animais em jaulas. “Os nossos desejos, enquanto consumidores, de conseguirmos muito por pouco são os culpados dessa vida; você tomaria as mesmas decisões se pudesse olhar nos olhos do animal?”, questiona a cineasta.

Aproveitando a coincidência do projeto com o ano chinês do porco, Eline Helena decidiu conhecer melhor o animal e segui-lo com uma câmera durante os seis meses da sua vida, através do seu ponto de vista, sem acrescentar comentários nem locuções. O som que se ouve é o que o animal também ouve.

O filme traz sequências duras, como as de porcas sendo obrigadas a cuidar dos seus leitões em pequenas jaulas; o momento em que lhes são mutilados os genitais e administrados todo o tipo de antibióticos e remédios; bem como a agonia de habitarem um espaço reduzido à espera de serem mortos.

Com o objetivo de acabar com a criação enjaulada, a Igualdad Animal colocou em marcha essa iniciativa de âmbito europeu, com a qual pretende conscientizar os cidadãos para o enorme sofrimento dos animais quando lhes é vedado o desenvolvimento de quase todos os seus comportamentos naturais.

Com suas imagens, M6nths pretende dar visibilidade a uma realidade e convidar o espectador a refletir sobre a forma como tratamos os animais explorados para consumo. Com essa sensibilização, a Igualdad Animal quer que, enquanto consumidores, mudemos os nossos hábitos alimentares para acabar de uma vez por todas com estas ações tão cruéis.

Assista ao trailer:

Fonte: VICE

Cinco mil bois explorados para consumo são exportados para a Turquia

Cinco mil bois explorados para consumo humano foram embarcados em um navio no Porto de Imbituba, em Santa Catarina, na última quarta-feira (1º) com destino ao Porto de Iskenderun, na costa mediterrânea da Turquia. Os animais enfrentarão uma longa e estressante viagem para, na chegada ao destino, serem mortos.

Foto: Amanda Cristhie/Divulgação

De acordo com o governo de Santa Catarina, a operação de embarque dos bois foi a maior já feita pelo terminal. O procedimento para encaminhar os animais ao navio durou aproximadamente 13 horas, segundo o G1.

A Turquia é, atualmente, o país que mais importa bois vivos do Brasil. Os animais exportados por empresas brasileiras são mortos de forma extremamente cruel no país islâmico, atendendo a rigorosos critérios religiosos que, entre outras questões, estabelecem que eles devem ser mortos ainda conscientes, o que os submete a dor extrema.

Antes da viagem, os bois são mantidos em quarentena por 21 dias para que seis tipos de doença sejam testados. Após esse período, eles são colocados em caminhões superlotados e enviados aos portos, em um percurso que dura horas. A soma do transporte precário com as condições do embarque, que é um procedimento demorado no qual frequentemente os bois recebem choques para que sejam encaminhados ao navio, faz com que esses animais sejam embarcados já exaustos e estressados, situação que é piorada durante a viagem.

Bois afundados nos próprios excrementos no navio NADA (Foto: Magda Regina)

Dentro do navio, os bois viajam amontoados, sem espaço para deitar e descansar. É comum, também, que no desespero para encontrar um pouco de conforto, eles pulem uns aos outros e se pisoteiem, causando ferimentos. Casos de mortes também são registrados, já que alguns dos animais não suportam as condições insalubres da viagem. Conforme comprovaram fotos feitas no navio Nada, que atracou no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, a impossibilidade de realizar um procedimento adequado de limpeza na embarcação faz com que os bois sejam transportados em meio a fezes e urina.

Apesar das autoridades alegarem que fiscalizações são realizadas para que os pré-requisitos de bem-estar animal e combate aos maus-tratos sejam respeitados, as condições nas quais os animais são mantidos desde a saída das fazendas de origem torna impossível a prática da exportação sem crueldade.

ANDA move ações contra exportação de animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrou com duas ações contra a exportação de animais. A primeira, feita em conjunto com a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA), solicitou a interrupção das operações no porto de Santos com base nas implicações ambientais e nos crimes de maus-tratos registrados durante o embarque feito pelo porto em dezembro de 2017.

Bois mantidos em condição insalubre no navio NADA (Foto: Magda Regina)

O pedido das entidades foi aceito pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou a suspensão imediata das operações no porto no final de janeiro deste ano. Dias depois, entretanto, a liminar foi derrubada por um recurso impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) e o navio seguiu viagem.

A segunda ação, movida exclusivamente pela ANDA, foi contra os embarques de animais vivos no porto de São Sebastião. Devido à existência de outras duas ações contra tais operações no porto que tinham como foco os maus-tratos contra os animais, a ANDA optou por usar o enfoque ambiental como fundamento para se opor à exportação de animais vivos em São Sebastião.

Após a ação ter extraviado, a ONG impetrou um mandado de segurança solicitando o julgamento da liminar. O mandado foi deferido pelo juiz Dr. Guilherme Kischner que, em abril, suspendeu temporariamente os embarques no porto.

Justiça nega pedidos de autorização para matar jumentos para consumo na Bahia

A Justiça negou os pedidos do governo da Bahia e de frigoríficos para que a morte de jumentos para consumo humano volte a ser autorizada no estado. A proteção aos jumentos está, portanto, mantida, em caráter liminar, até que o processo seja julgado e uma decisão definitiva seja proferida.

(Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo)

Após casos de maus-tratos serem registrados na Bahia, com centenas de animais mortos de fome e de sede em Itapetinga e Itororó, no Sudoeste baiano, a Justiça Federal proibiu, em dezembro de 2018, que jumentos continuassem a ser mortos para consumo no estado.

A proibição das mortes recebeu parecer favorável do Ministério Público Federal. Na decisão, o Procurador Regional da República José Maurício Gonçalves afirmou que “foi comprovado, mediante aos documentos acostados nos autos, que os animais estão sendo submetidos a maus-tratos e estão correndo risco de extinção”.

Os jumentos eram mantidos expostos ao sol, com pouco alimento, junto de animais doentes e deixados para morrer, além de serem forçados a suportar um transporte até o matadouro de mais de 12 horas de duração, o que é ilegal, já que contraria a Instrução Normativa MAPA nº 56/2008, e a Resolução CONTRAN nº 675/2017.

Para o advogado Francisco Giardina, a relevância da decisão da Justiça de manter a proteção aos jumentos no estado da Bahia é inegável. “Estamos, infelizmente, passando por uma fase em que, ao menos no âmbito judicial, os direitos dos animais tendem a ser diminuídos. Essa decisão do TRF, não apenas situa os animais como sujeitos de direitos, mas também requalifica o meio-ambiente equilibrado como um direito inalienável e inafastável da sociedade”, disse.

Mulher adota bode que seria morto para consumo e salva a vida dele

A moradora de Perequê-Mirim, em Ubatuba (SP), Silvana Cordeiro, teve uma surpresa na noite da última terça-feira (2): um bode entrou no banheiro de sua casa. O caso viralizou nas redes sociais. Ela contou ao Tribuna de Jundiaí que até localizou o tutor e tentou devolver, mas o animal retornou à sua residência.

Foto: Arquivo Pessoal

“Postei em um grupo no Facebook e minha vizinha localizou o tutor do bode. Um homem simples, humilde, da roça, quando chegou no meu portão disse na maior naturalidade: ‘matei o outro e só não matei esse ainda porque está magro, mas vou engordar para vender a carne’”.

Silvana conta que o homem tentou levar o bode no dia seguinte, mas o animal se arrastava e não queria ir de jeito nenhum. Em um descuido, o bode retornou para a residência da Silvana. “Ele não queria morrer e eu não podia deixar. Então, decidi comprar”, disse.

Silvana, que é mãe de seis filhos, estudante de educação física e enfrentou um câncer no ovário durante quatro anos – agora em fase de remissão – pegou o dinheiro que estava guardando para comprar a peruca que usaria em sua formatura e comprou o animal.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ele disse que queria 250 reais, mas eu só tinha 180 reais. Sugeri parcelar, ele aceitou. Logo termino de pagar o bodinho”, afirma Silvana.

Para ela, o bode, batizado como “Meia-Noite”, por causa do horário que apareceu em sua casa, trouxe sorte. Após a repercussão da história, ela recebeu a doação de várias perucas. “Estou muito feliz, ele me trouxe sorte! O bode não queria morrer, eu lutei tanto pra não morrer, não é justo deixá-lo morrer assim”, afirmou, emocionada.

Silvana, que recebeu o apoio da família, diz que vai adaptar sua casa para o Meia-Noite, que já fez amizade com seus gatos e cachorros. “Estou pesquisando o que ele come, como dorme, qual é o melhor local para deixar ele confortável. Ele é uma benção”, concluiu.

Fonte: Tribuna de Jundiaí