Projeto coloca humanos no lugar de animais marinhos vítimas do plástico

O fotógrafo Rúben Caeiro, de 23 anos, desenvolveu um projeto para tentar estimular a empatia e a compaixão nos seres humanos, colocando-os no lugar dos animais marinhos que sofrem com a contaminação do plástico nos oceanos. Denominado “CH2=CH2”, o projeto tem por base a premissa: “e se, em vez de animais marinhos, fôssemos nós, os seres humanos, a sofrer na pele, no corpo, os danos que resultam do contato com o plástico?”

Foto: Rúben Caeiro

De tudo que foi fotografado por Rúben, a imagem de uma tartaruga é uma das mais marcantes para o fotógrafo. “Ela estava deformada porque tinha um anel de plástico em torno do dorso”, conta, em entrevista ao portal Público.

“Não nos deixemos enganar: o plástico que está espalhado pelos oceanos não é, exclusivamente, um problema da fauna marítima. Os microplásticos já se tornaram, infelizmente, parte da nossa dieta e isso trará, mais cedo ou mais tarde, consequências cada vez mais graves para a saúde humana”, diz.

Foto: Rúben Caeiro

Em parceria com o abrigo programa Erasmus+, Rúben fez um ensaio fotográfico, com 50 retratos, que mostra seres humanos nas mesmas situações vividas pelos animais marinhos. O projeto ficará exposto, até o final de julho, na Escola de Tecnologias Inovação e Criação (ETIC), em Faro, cidade de Portugal.

“A intenção do projeto é alertar para este problema e para a necessidade urgente de refletirmos e tomarmos uma atitude. Eu já abandonei, em parte, o uso do plástico na minha vida, assim como as pessoas que estão em meu redor”, conclui o fotógrafo.

Confira outras fotografias do projeto:

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Foto: Rúben Caeiro

Empresa é interditada e proibida de receber bois após despejar fezes de animais em rio

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) interditou a Minerva Foods, que atua em Abaetetuba, nordeste do Pará, após a empresa construir e usar, sem autorização, uma vala para despejar fezes e urinas de bois no rio Curuperê.

Moradores protestam contra a empresa Minerva Foods (Foto: Reprodução)

Uma decisão judicial também interditou parcialmente as atividades da empresa e a proibiu de receber bois na unidade do município paraense. De acordo com o juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas, “será permitido somente o ingresso dos animais que já estejam às proximidades da empresa, até a data da intimação, a fim de evitar danos ao seu estado de saúde e eventuais consequências negativas de ordem sanitária”.

O magistrado permitiu também que entrem na empresa alimentos e remédios para os animais e autorizou a saída de animais que estejam em condições de embarque, com o intuito de garantir a sanidade e diminuir o número de animais nos pastos.

O descumprimento da decisão judicial acarreta em multa diária de R$ 30 mil.

A Minerva Foods também será notificada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade por descumprimento de condicionante de licença ambiental e por exercer atividade em desacordo com a licença de operação.

A Secretaria aguarda o resultado da análise da água para confirmação técnica de poluição. Se a hipótese for confirmada, a empresa poderá receber uma terceira multa ambiental. O valor máximo previsto em lei, para cada multa, é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A Minerva Foods tem 15 dias para se manifestar, segundo a legislação. Por meio de nota, a empresa disse que não comenta casos jurídicos em andamento, mas afirmou que adota as melhores práticas na condução de suas atividades e atua em colaboração permanente com órgãos de controle ambiental e social.

O caso de despejo de excrementos de animais no rio foi denunciado por moradores da região. De acordo com eles, muitas pessoas estavam doentes e com dor do estômago. Na época, a empresa negou o despejo.

Quem come carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos

Não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos (Foto: Getty)

Pesticidas, herbicidas e fungicidas são um problema, isso é inegável, e precisamos discutir a respeito. Você já considerou que a carne é proveniente de um animal alimentado com vegetais contaminados com agrotóxicos? A indústria precisa apenas garantir que esses animais sejam alimentados para que um objetivo seja alcançado, que é a produção de carne.

Porém, não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos. Até porque eles vão morrer precocemente para depois irem para o seu prato. Também podemos considerar a seguinte reflexão:

“Se no Brasil os vegetais destinados ao consumo humano estão contaminados com agrotóxicos proibidos em outros países, o que será que não é possível encontrar na alimentação de animais criados para consumo?”

Ou seja, criaturas sem direitos qualificadas pela legislação como semoventes ou bens móveis. Realmente a carne que chega à sua casa pode facilmente estar contaminada pela bioacumulação de resíduos de pesticidas.

E a contaminação pode ocorrer de várias formas, e não apenas por meio da nutrição animal, mas também pela aplicação direta de agroquímicos nos animais e também no ambiente em que vivem. Quem já viu uma revoada de insetos perto do gado, sabe que isso não é tão incomum.

Segundo o artigo “Resíduos de agrotóxicos em produtos de origem animal”, publicado na Acta Veterinaria Brasilica, entre os maiores problemas da atualidade estão os pesticidas organoclorados, organofosforados e carbamatos encontrados em produtos de origem animal por bioacumulação.

E esses pesticidas podem trazer consequências como lesões nos rins, fígado, cérebro, coração, medula óssea e DNA; este último com potencial para causar câncer.

Basicamente, isso significa que quando alguém diz em tom satírico que um vegano ou vegetariano consome mais agrotóxicos por se alimentar de vegetais, e não de carne, isso não faz sentido se quem faz tal afirmação tem uma dieta rica em alimentos de origem animal.

Ademais, quem come carne, não come só carne, não é mesmo? Afinal, cereais, leguminosas, etc, também são fontes vegetais. Então quem consome carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos em relação a quem não come.

Ração contaminada com semente tóxica leva 13 cavalos à morte

Treze cavalos morreram e outros 17 estão em observação após se alimentarem com uma ração de aveia contaminada com uma semente chamada crotalária, que é tóxica para esses animais e costuma ser usada na adubação do solo. Os casos foram registrados no Gama, em Formosa (GO), Taguatinga, Recanto das Emas e no Núcleo Rural Tabatinga, região de Planaltina, no Distrito Federal.

O agricultor responsável pela produção foi identificado e notificado pela Secretaria de Agricultura (Seagri). Mas ainda há risco de contaminação de outros animais. As informações são do Jornal de Brasília.

Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

“Alteração no comportamento dos animais ou mesmo uma desconfiança da qualidade da aveia oferecida como ração deve ser comunicada para que possamos analisar caso a caso”, alerta a subsecretária de defesa agropecuária da Seagri, Danielle Araújo. O comunicado deve ser feito através do telefone (61) 3340-3862.

Após tomar conhecimento das primeiras mortes, uma equipe de técnicos do governo visitou as propriedades para examinar os animais. “Verificamos que se parecia com a raiva”, relata Danielle. “Fizemos os exames e todos tinham problemas hepáticos”, completa.

Amostras da ração foram levadas para análise devido a relação de problemas no fígado com intoxicação alimentar. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) identificou a ingestão de sementes de crotalária por parte dos animais.

“Os agricultores costumam plantar a crotalária para fixar nitrogênio na terra”, explica a subsecretária de defesa agropecuária. “A gente suspeita que tenham plantado a aveia logo após uma retirada malfeita da crotalária. Então, ela rebrotou junto com a aveia e, na colheita, tudo se misturou”, acrescenta.

A semente produz uma substância secundária chamada alcaloide pirrolizidínico que ataca o fígado, envenenando o sangue e o sistema nervoso. Os animais podem sobreviver dependendo do porte, da resistência e da quantidade de crotalária consumida. No Distrito Federal, a população de cavalos é de 20,4 mil.

São sintomas comuns na intoxicação por crotalária: anorexia (alimentação seguida de vômitos), falta de apetite, cabeça baixa, andar cambaleante, tristeza, espasmos musculares, mal-estar geral, irritação e problemas hepáticos – com olhos amarelados como indicativo.

Nova campanha da Sea Shepherd mostra animais que sofrem com a contaminação plástica dos oceanos

Em sua nova campanha, a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd mostra que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de milhares de animais que habitam os oceanos.

Foto: Sea Shepherd

Criada em parceria com as equipes Tribal Worldwide São Paulo e DBB Guatemala, a campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. A campanha conta com produção em 3D do Notan Studio.

No novo trabalho de conscientização e sensibilização da Sea Shepherd, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.

Segundo o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, cientistas já alertaram que em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes no mar. “A Shepherd está comprometida em desfazer esse cenário negativo porque se os oceanos morrerem, nós também morreremos”, alerta Watson.

Recalls por contaminação em carnes aumentam 83% desde 2013 nos EUA

Os recalls de carne do governo americano aumentaram em 83% entre 2013 e 2018. O estudo, publicado pela Public Interest Research Group (PIRG), é baseado em dados da agência reguladora de alimentos e medicamentos (FDA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com o artigo, a categoria na qual estão os produtos animais é considerada prejudicial à saúde. “Existe uma probabilidade razoável de que a ingestão desses alimentos cause problemas de saúde ou morte”, descreve.

Quais são os produtos?

De acordo com o estudo, os recalls de carne bovina aumentaram em 55% no período analisado, entre 2013 e 2018. Em relação à carne suína, o número cresceu 67%. Já o recolhimento de carnes de aves teve um aumento de 70% no período.

O grupo de fiscalização também apontou o crescimento nos recalls de vegetais, como o de alface americana, no ano passado. De acordo com PIRG, os números de casos de contaminação desses tipos de alimentos estão aumentando em função da má qualidade sanitária das fazendas.

O surto de E. coli, pela alface romana, causou cinco mortes e deixou infectou 200 pessoas nos EUA. (Foto: pixabay)

“Os contaminadores podem se espalhar além da CAFO [um tipo de operação que descarta os dejetos dos animais em rios] até fazendas produtivas […], contaminando a água utilizada para irrigação”, afirma.