Comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores, diz estudo

Um estudo publicado na revista Plos One concluiu que o comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores. Para isso, cerca de três mil pessoas e seus gatos foram analisados.

Os pesquisadores fizeram perguntas aos tutores seguindo o Big Five Inventory (BFI), sistema de medição que avalia características da personalidade humana e que observa questões como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Foto: Pixabay

A pesquisa descobriu que tutores com maior nível de neuroticismo – isso é, mais propensos do que a média a terem mau humor, sentir ansiedade, medo e raiva – tinham gatos mais agressivos, ansiosos ou medrosos e até com comportamentos relacionados ao estresse, além do excesso de peso.

Já os tutores extrovertidos tinham maior chance de ter animais mais livres, enquanto as pessoas mais agradáveis tendiam a estar mais satisfeitas com os gatos que tutelam. As informações são do portal Diário da Manhã.

De acordo com Lauren Finka, uma das coautoras do estudo, “muitos tutores consideram os animais como um membro da família, criando laços sociais com eles. É, portanto, muito possível que os animais sejam afetados pela maneira como interagimos com eles, e que esses fatores influenciem suas personalidades”.

O tema, porém, ainda carece de pesquisas, que devem ser feitas gradualmente devido ao aumento de animais tutelados pelas pessoas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil ocupa a terceira colocação em número de animais, com 132 milhões, e só perde para a China, que tem 417 milhões, e os Estados Unidos, com 232 milhões.


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Conheça os benefícios únicos de se conviver com um gatinho

Foto: Rover

Foto: Rover

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Internacional do Gato. Tudo começou em 2002 por uma iniciativa do International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, na tradução livre) e outros grupos de direitos animais que se uniram para celebrar o animal doméstico mais popular em todo o mundo.

Além de serem peludos, belíssimos e independentes, os gatos também fazem bem para nossa saúde, informação essa, já comprovada cientificamente. Tanto é verdade que, apenas ao assistir vídeos de gatos online você já começa a sentir-se feliz e encantado.

Foto: Rover

Foto: Rover

Estudos mostraram que apenas assistir vídeos de gatos na internet pode aumentar a energia de uma pessoa e criar emoções positivas em seu cérebro.

Em homenagem ao Dia Internacional do Gato, aqui estão alguns benefícios de saúde cientificamente comprovados de ter um companheiro de vida felino:

1 – Os gatos têm um impacto positivo na sua saúde mental:

Se você ainda não tem motivos suficientes para abraçar seu gato, aqui está outro. Um estudo de 600 pessoas onde cerca de metade tinha problemas de saúde mental, 87% dos tutores de gatos admitiram ter um impacto positivo no seu bem-estar. Outros 76% também revelaram que eles acham mais fácil enfrentar o estresse diário, graças aos gatos.

Foto: Pet Healthy

Foto: Pet Healthy

2 – A presença de gatos na casa pode ajudar crianças com autismo a se conectar com o mundo:

Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que a interação social de crianças com autismo melhorou drasticamente quando em torno de animais domésticos. No estudo, cerca de metade das famílias que participaram tinham gatos, com pais relatando fortes laços de apego entre eles e seus filhos.

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

3 – O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos:

Se você é um amante de gatos, você sabe que o ronronar do seu felino é um dos sons mais reconfortantes do mundo, pois geralmente significa que seu gato está feliz e confortável. O som também tem sido associado há muito tempo a uma capacidade de cura terapêutica em ossos e músculos humanos.

Um estudo de 2006 conduzido pela Fauna Communications, descobriu que a frequência do ronronar de um gato é entre 25 e 140 Hz. Isto cobre as mesmas frequências que são terapêuticas para o crescimento ósseo e cura de fraturas, alívio da dor, redução do inchaço, cicatrização de feridas, crescimento e reparo muscular, reparo do tendão e mobilidade das articulações.

4 – Gatos significam menos alergias:

Um estudo realizado em cães e gatos revelou que o contato com esses animais no primeiro ano de vida pode fortalecer o sistema imunológico dos bebês, particularmente contra doenças respiratórias.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Isso pode resultar em uma melhor defesa contra a doença na infância, concluíram os pesquisadores. Outro estudo descobriu que o limpeza obsessiva e isolamento nem sempre são a melhor escolha; as crianças expostas a alérgenos de gatos estão em melhor situação em relação aos seus sistemas de defesa.

Crianças em ambientes urbanos com maior exposição a alérgenos e bactérias desenvolveram uma melhor sensibilização às alergias e respostas mais fortes de seus sistemas imunológicos.

5 – Os gatos podem diminuir o risco de doença cardíaca:

Um estudo de 10 anos de mais de 4 mil americanos realizado por pesquisadores do Instituto Stroke da Universidade de Minnesota em Minneapolis descobriu que ter um gato pode reduzir seus níveis de estresse, o que por sua vez terá um efeito secundário sobre o risco de doença cardiovascular. Possuir um gato pode diminuir o risco de várias doenças cardíacas, incluindo derrame, em cerca de 30%.

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Depois de tudo isso já não resta mais dúvidas de como esses seres peludos e encantadores podem fazer a diferença em nossas vidas. O amor, a dedicação, a felicidade e o privilégio de se conviver com um animal doméstico são incomparáveis.

Há lições que somente os animais podem nos ensinar, não perca a oportunidade de amar e estar com seu companheiro de quatro patas o máximo possível. E se você ainda não desfruta dessa alegria, há muitos gatinhos a espera de um lar e uma família nos abrigos e ONGs de proteção animal.

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Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com

Foto: Earth.com

Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

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Convivência com animais garante velhice mais feliz e saudável, diz estudo

Além de transformar a vida de um animal que precisava de um lar e encher a própria vida de amor, um estudo encontrou mais uma vantagem da adoção: garantir uma velhice mais feliz e saudável. De acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e divulgada na quarta-feira (3), 90% dos idosos que tutelam animais domésticos afirmam que a convivência entre eles os ajuda a aproveitar a vida e a se sentir amados. Outros 80% deles afirmam que o contato com os animais reduz o estresse.

Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Os pesquisadores ouviram 2 mil pessoas com idades entre 50 e 80 anos, sendo que 55% delas tutelam um animal. Entre os tutores, 80% garantem que o animal ajuda a ser fisicamente ativo, porque demanda cuidados diários e passeios – e lhes dão um propósito na vida.

Mais de 60% das pessoas disseram também que o animal ajuda a lidar com problemas como depressão, isolamento social e solidão. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Um dos entrevistados pela pesquisa é Francisco Palmisciano, o Franzi, de 80 anos. Ele dizia que não gostava de gatos, até conhecer Mila, a gata da filha dele, que foi passar alguns dias na casa de Franzi, na Vila Constança, na zona norte de São Paulo.

Com a convivência com o animal, Franzi não deixou a filha levá-la embora e, quatro meses depois, adotou outra gata, encontrada por ele embaixo de um carro, abandonada. Ele afirma que se sente menos sozinho e mais bem disposto na companhia dos animais.

“Antes eu chegava aqui e não tinha nada, ninguém. Agora, tem as gatinhas, então quando eu chego em casa procuro logo onde elas estão”, conta. “Você fica mais ativo, sim, é muito bom. Quem não gosta de animal nenhum fica meio vazio, eu acho”, completa.

Estudos comprovam que a convivência com animais reduz o estresse, os sintomas de depressão e ansiedade e incentiva atividades físicas. De acordo com especialistas, os animais promovem uma interação social mais intensa, crucial para a velhice, faixa etária em que a solidão é comum.

“A pessoa tende a conhecer outras pessoas, cria vínculos com outros tutores de animais”, afirma a veterinária Carolina Rocha, especialista em terapia assistida com animais pela Universidade de São Paulo (USP). “Isso mantém a pessoa mais ativa, participativa, menos sozinha, menos deprimida”, acrescenta.

No entanto, a professora de medicina veterinária Juliana Almeida, da Universidade Federal Fluminense (UFF), faz um alerta: é preciso estar atento aos cuidados que um animal precisa, como alimentação adequada, vacinação e atendimento veterinário.

Tutores com problemas de saúde constroem forte vínculo com animais

Um estudo realizado pelo Instituto Ipsos para a Boehringer Ingelheim Saúde Animal concluiu que pessoas com problemas de saúde constroem fortes vínculos com os animais. A pesquisa envolveu 3 mil tutores de cachorros e gatos na França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha. Em cada país foram ouvidos 300 tutores de gatos e 300 de cachorros.

Participaram do estudo tutores saudáveis, com problemas de saúde e também aqueles que têm crianças com problemas de saúde na família. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Foto: Fotolia

Primeiramente, os pesquisadores fizeram uma pesquisa qualitativa sobre relação diária e os laços com os animais. Depois, foi realizada uma consulta para quantificar o relacionamento e os benefícios dos animais para cada um deles.

A maior parte dos entrevistados considera o animal como membro da família e afirma que a presença dele traz benefícios, proporcionando mais relaxamento e contribuindo para a prática de exercícios físicos, devido à necessidade de levá-lo para passear.

De acordo com os resultados da pesquisa, 96% dos tutores de cachorros e 91% dos tutores de gatos afirmam que os animais têm impacto positivo na vida diária e 66% os considera membros da família. Para 55% dos entrevistados, os animais melhoram o estado de saúde do tutor e proporcionam relaxamento. Já 43% afirma que ter um animal contribui para aumento da prática de exercícios físicos.

Ainda segundo a pesquisa, 7% dos tutores diminuíram o uso de medicamentos – relaxantes, depressivos e sedativos – devido à convivência com um animal. O estudo concluiu também que pessoas com problemas de saúde passam mais tempo com o animal e estão mais envolvidos emocionalmente com ele. Para 80% dos entrevistados, amor incondicional e confiança estão relacionados aos animais.

Mais um resultado obtido pela pesquisa é o de que entrevistados com filhos que sofrem de doença grave ou crônica são mais conscientes do vínculo existente entre animais e humanos do que os outros dois grupos que participaram do estudo.

O interesse da Boehringer Ingelheim em contratar a pesquisa tem relação com o evidente aumento do vínculo das pessoas com os animais e a interferência disso na saúde dos tutores. De acordo com a empresa, o benefício dessa ligação entre animal e humano ganha cada vez mais reconhecimento de especialistas, especialmente no que se refere a crianças doentes.