Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News

Foto: CBS News

Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissao de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “esporte” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives

Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a corrrer 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebês potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento em sua crina e o sol em seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere

Foto: Wallhere

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Corredores interrompem maratona para fazer carinho em cachorro

Um cachorro da raça corgi, chamado Max, fez corredores interromperem rapidamente uma maratona para fazer carinho nele. O caso aconteceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Max (Foto: Reprodução / Instagram / @fluffycorgimax)

Max, porém, não estava no local para distrair os competidores. A intenção do tutor dele, Colin, ao levar o animal à maratona foi dar uma força para os corredores que fazem parte da mesma academia que ele. As informações são do Canal do Pet.

Como Max não é acostumado a percorrer longas distâncias, logo ele ficou cansado. Então, o tutor o pegou no colo. Neste momento, os corredores que passaram pelo local, pararam para fazer carinho no cão.

“Foi engraçado ver as pessoas demorando mais tempo para terminar a maratona só para passar a mão na barriga dele”, disse Colin, em entrevista ao The Dodo.

Confira o vídeo:

Cachorro se junta a atletas e corre maratona no deserto

Um cachorro mostrou boa forma ao se juntar a competidores da Marathon des Sables, maratona que foi disputada neste mês no deserto do Saara, no Marrocos.

A prova, considerada uma das mais difíceis do mundo, teve percurso de quase 230 km, divididos em seis fases e sete dias —um deles reservado a descanso.

Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo / Arquivo Pessoal

O animal, que ganhou o nome de Cactus, apareceu na segunda fase da competição. Se juntou aos atletas, correu com eles e descansou no acampamento. O que ninguém esperava era que o cão continuasse a maratona.

Em rede social, a página do evento diz que, ao final da terceira etapa, Cactus seria o 52º no ranking —são cerca de 800 participantes.

O cachorro também não decepcionou na quarta etapa, a mais puxada —com 76,3 km. Atletas e organizadores se encarregaram de dar água, comida e carinho a ele, que se tornou a atração da corrida e posou para foto com uma medalha.

Mas Cactus não é um cachorro em situação de rua que decidiu seguir um grupo de pessoas. Ele, na verdade, se chama Diggedy e a tutora foi ao seu encontro nas areias da competição.

Karen Hadfield disse que o cão está habituado com pessoas estranhas e longas distâncias – uma realidade na região. Afirma ainda que costuma viajar cerca de 40 km por dia apenas por diversão.

De acordo com o jornal The New York Times, Karen é dona de uma pousada na região onde ocorria a segunda fase da prova. Em resposta a internautas, ela mostrou a foto de Diggedy dormindo em casa e ao lado do outro cão da família.

“Cactus, o verdadeiro vencedor”, escreveu um internauta. “Espero vê-lo na edição do próximo ano”, disse outro.

O cachorro foi o primeiro a correr a Marathon des Sables, mas outro também ficou famoso por se juntar a maratonistas: Gobi. A cadela que ficou conhecida em 2016 por acompanhar o maratonista Dion Leonard em parte de uma competição na China e ser adotada por ele, que vive na Escócia.

Fonte: Blog Bom Pra Cachorro – Folha de S. Paulo

Projeto de lei visa proibir corridas de cães no Brasil

O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo | Foto: Pixabay

Este mês o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), protocolou um projeto de lei que visa proibir a realização de corridas de cães no Brasil. O objetivo é beneficiar principalmente os galgos, conhecidos por serem explorados como corredores em várias partes do mundo.

O PL 1441/2019 aponta várias justificativas que reforçam a oposição ao uso desses animais em corridas, como múltiplos abusos físicos e psíquicos, o que vai contra o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/1995). “Um esporte deve ser entendido como uma atividade em que existe envolvimento voluntário de seus participantes, algo que não ocorre quando há submissão compulsória de animais não humanos”, argumenta Izar.

No Brasil, a corrida de cães é reprovada tanto por ativistas da causa animal quanto por cidadãos sem envolvimento com a defesa dos animais, mas que conhecem a prática. Em países como Estados Unidos, Itália, França, Argentina e Uruguai, entre outros, a corrida de cães já foi proibida como resultado do clamor popular.

Porém a realidade dos galgos ainda é desconhecida pela maioria da população brasileira. Os filhotes que passam pela primeira seleção de padrão da raça, que avalia características físicas e habilidades para corrida ou caça, são treinados com “iscas vivas” como lebres ou gatos. Aqueles que não forem aprovados nessa triagem podem acabar abandonados, mortos ou doados para pessoas que desconhecem as necessidades desses animais.

Outro problema é que os galgos utilizados em corrida passam a maior parte de suas vidas confinados em pequenos espaços e isolados de outros cães e do contato humano. Isso significa que em muitos casos eles são retirados do cativeiro apenas para o “treino”.

Há inúmeros relatos, tanto de testemunhas residentes em Minas Gerais quanto no Sul do Brasil, de que é comum manter os galgos confinados no escuro por longos períodos, porque isso faz com que acumulem muita energia, fiquem ansiosos e em estado de alerta quando são libertados – o que é visto como uma “vantagem” por quem usa esses animais em corridas ou caçadas.

Outras imposições incluem treinamento em que os cães são presos a correias e obrigados a correrem ao lado de carros sob sol escaldante. Também são condicionados a percorrerem linhas retas por até 400 metros atrás da chamada “bruxa”, que consiste em um pedaço de pano com cheiro ou pedaço de pele de lebre morta.

Como os treinamentos são exaustivos, os galgos desenvolvem problemas ósseos, articulares e musculares. Além disso, há inúmeros casos em que os animais são submetidos ao uso de drogas que visam melhorar o rendimento na corrida, o que gera problemas no fígado, coração, rins e pulmões.

“Cães que não morrem como resultado desse tipo de exploração provavelmente serão vendidos para atividades de caça no campo, reprodução, abandonados ou mortos”, lamenta o deputado Ricardo Izar. Atualmente o projeto de lei que visa proibir as corridas de cães ou atividades similares está aguardando despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Saiba Mais

Se você é contra a corrida de cães e defende a criminalização da prática, apoie o projeto de lei no site da Câmara. Digite na busca “1441/2019”, clique no projeto e responda a pergunta: “O que você acha disso?” ou basta clicar aqui.

Você também pode enviar uma mensagem via Instagram para o deputado federal Rodrigo Maia (@rodrigomaiarj) cobrando que ele paute o projeto para que possa ser votado o mais breve possível.

PETA denuncia corrida de trenó com cães na neve

Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock

Foto: Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock

A PETA tomou a decisão de denunciar a Iditarod, corrida anual de trenós com cães na neve, que ocorre no Alasca, após a morte de um cão que participou da competição.

Tracy Reiman diz que a corrida foi responsável pela morte de Oshi, uma cadela de 5 anos que participava como membro da equipe de Richie Beattie.

“Oshi era como o cachorro comum que fizesse de qualquer família, mas a Iditarod forçou-a a correr até que ela morresse sufocada em seu próprio vômito, assim como muitos cães antes dela”, diz Reiman em um comunicado. “Dos que sobrevivem, 81% ficam com danos nos pulmões e 61% com úlceras gástricas.

“A PETA está exigindo uma avaliação veterinária completa de cada cão que foi usado na edição da corrida de 2019, incluindo os 232 que foram retirados da corrida, para que o público possa ver “de que forma” os competidores perseguem o prêmio, sob o pretexto de amar estes cães, mostram uma completa falta de preocupação com eles, ao pressioná-los acima de seus limites. Se isso tivesse acontecido com atletas humanos, os responsáveis estariam na cadeia”.

Oficiais da corrida de Iditarod dizem que outro cão na equipe de um dos pilotos morreu de pneumonia, e o competidor (motorista do trenó) foi retirado do evento.

Em um comunicado, a organização Iditarod anunciou que Oshi morreu na noite de sábado em um hospital veterinário em Anchorage, vítima de pneumonia por aspiração de neve.

Beattie e sua equipe terminaram a corrida na quinta-feira. A organização diz que, enquanto realizavam exames pós-corrida, os veterinários do Comitê da Trilha de Iditarod, ao examinar Oshi, notaram sinais de pneumonia, conforme informações da Associated Press.

O cão foi transportado em um voo fretado de emergência para Anchorage na sexta-feira. Oshi morreu no dia seguinte.

O Idiatord afirma que uma necropsia será conduzida por um patologista veterinário certificado para determinar a causa oficial da morte.

A corrida de 2019 aconteceu durante um período polêmico que já dura dois anos para o Iditarod, incluindo um escândalo de doping com cães e a perda de patrocinadores nacionais em meio a protestos de ativistas pelos direitos animais.

O evento infeliz e marcado por mortes acontece desde 1973 e o percurso percorrido pelos cães é de mais de mil milhas (mais de 1.600 km) entre as cidades de Anchorage e Nome.

A PETA é o maior crítico dessas corridas.

Corridas de cavalos são canceladas após a morte de 21 animais

Foto: Santa Anita Park Horse

Uma investigação sobre as mortes de 21 cavalos de corrida levou ao cancelamento por tempo indeterminado as corridas no popular circuito de Santa Anita.

De acordo com o Los Angeles Times, a medida foi tomada para que os especialistas pudessem continuar estudando a pista, na esperança de descobrir o que causou o súbito aumento dramático das mortes desde 26 de dezembro.

O Santa Anita Handicap e o San Felipe Stakes, considerado uma “grande corrida preparatória para crianças de 3 anos de idade no caminho para o Kentucky Derby”, serão adiados.

O local já havia sido fechado no fim do mês passado, pela morte de 19 animais em menos de dois meses, mas uma semana depois foi reaberto, causando revolta de ativistas que protestaram do lado de fora da pista com placas dizendo “Suas apostas causam mortes de cavalos” e “Quantos têm que morrer?”

A PETA ajudou a organizar as manifestações e divulgou um comunicado dizendo que a suspensão das corridas é “a coisa certa a fazer”.

A organização está pedindo que os procuradores distritais do condado de Los Angeles investiguem as mortes, observando que o cavalo pode ter tido ferimentos “não-revelados”, uma ocorrência comum. O grupo também pediu ao California Horse Racing Board para investigar os treinadores de todos os cavalos que morreram, assim como rever todos os registros veterinários. As informações são do LiveKindly.

“Se 19 jogadores de futebol morreram durante uma temporada, você pode apostar que a NFL estaria sob uma séria investigação”, disse PETA.

De acordo com a HorseracingWrongs, uma organização que trabalha para acabar com corridas de cavalos por meio da educação nos Estados Unidos, mais de dois mil cavalos morrem correndo ou treinando em pistas americanas anualmente.

Pista de corridas volta a funcionar após a morte de 19 cavalos em menos de dois meses

Foto: Santa Anita Park

Foto: Santa Anita Park

Na segunda-feira última (25), o Santa Anita Park Horse Racing autódromo de corridas de cavalos em Arcadia, na California (EUA) fechou suas portas após a morte de nada menos que 19 cavalos nos últimos dois meses. Hoje surpreendentemente, foi dada a notícia de que a pista de corridas do parque anunciava a reabertura de suas portas o que chocou tanto ativistas pelos direitos animais como o público em geral.

O fechamento, infelizmente temporário, foi efetuado para determinar se a chuva excessiva teria sido um fator contribuinte para as mortes recentes, mas de acordo com um comunicado de imprensa divulgado esta manhã pelo Santa Anita Park, a pista principal, de uma milha no total, foi considerada “cem por cento pronta”. A questão sem resposta permanece a mesma: como a pista pode estar pronta depois de ocorrerem 19 mortes de cavalos inesperadamente?

A imprensa local informou que o fechamento foi anunciado após a égua chamada Batalha de Midway, campeã de um dos campeonatos realizados no local, ter sofrido morte por indução após uma lesão grave durante o treinamento no final de semana. Infelizmente, os veterinários determinaram que o animal teria que ser sacrificado.

Como é possível que depois de 19 mortes em um espaço de tempo tão curto – de apenas dois meses – que a pista de corrida do Santa Anita reabra tão rapidamente?

Acredita-se que a resposta esteja nos lucros gerados pela inescrupulosa indústria bilionária de exploração de cavalos em corridas por meio de apostas. A cada dia que a pista permanece fechada é contabilizado prejuízo para os investidores e eles não querem mais perder nem um tostão a que custo for. Mesmo que o de vidas inocentes.

Sem qualquer sombra de dúvida o bem-estar e a vida dos animais deve prevalecer sobre os bolsos de quem quer que seja. As mortes de cada um dos 19 cavalos precisam ser investigadas, responsabilidade atribuídas e ações tomadas para que o Hipódromo de Santa Anita responda pelo que aconteceu.

De acordo com a HorseracingWrongs, uma organização que trabalha para acabar com corridas de cavalos por meio da educação nos Estados Unidos, mais de dois mil cavalos morrem correndo ou treinando em pistas americanas anualmente.

Quantas mortes mais serão necessárias antes que a população acorde e perceba que corridas de cavalos são cruéis e deveriam estar extintas há tempos?

Enquanto aguarda-se pela resposta mais cavalos morrem em pistas onde são obrigados a correr, sem qualquer oportunidade de escolha, escravos da diversão de humanos entediados e ávidos por dinheiro.

Mulher conclui maratona carregando cachorro que salvou durante corrida

Khemjira Klongsanun participava de uma maratona na semana passada em Bangkok, na Tailândia, quando encontrou um filhote de cachorro abandonado. Sem pensar duas vezes, ela resgatou o animal e completou a corrida carregando-o nos braços.

(Foto: Reprodução / Portal do Animal)

A maratonista encontrou o animal por volta do quilômetro 11 e correu até o final da maratona, de 42 quilômetros, carregando-o. Juntos, eles cruzaram a linha de chegada. As informações são do Portal do Animal.

Depois da corrida, Khemjira decidiu levar o cão para casa e adotá-lo. O filhote, que recebeu o nome de Nong Chom, já passou por avaliação veterinária e foi apresentado aos outros cachorros da família, com os quais se deu bem.

Preocupada com a possibilidade da mãe e irmãos do filhote estarem abandonados no mesmo local onde Nong Chom foi encontrado, Khemjira foi procurá-los, mas não os encontrou. O cachorro, no entanto, passou a viver cercado de amor e conforto na casa da maratonista.

cachorro na corrida

Cachorro decide participar de corrida e chega em primeiro lugar

Como os únicos dois competidores oficiais neste concurso de corridas, é de se esperar que um deles seria o vencedor da competição. Mas um adorável cachorro decidiu se juntar a eles na corrida e ainda chegou em primeiro lugar, conforme mostra o vídeo que repercutiu nas redes sociais.

cachorro na corrida

Foto: YouTube | Reprodução

O incidente divertido ocorreu no Concurso Nacional de Atletismo do Chile no ano passado. Não muito tempo depois da largada ter sido disparada para a corrida de 400 metros, um cachorro apareceu na pista ao lado dos dois velocistas, claramente ansioso para mostrar sua velocidade.

Não está claro de onde exatamente o cachorro veio, mas não há dúvida sobre o fato de ele ter alcançado a linha de chegada antes dos outros dois. Apesar de não ter sido registrado formalmente, todos os expectadores do evento sabem que o cão foi o grande vencedor da corrida.

Galgos descartados são maltratados e explorados para doar sangue

A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.

Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.

Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.

Foto: PETA

A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.

O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas  e empresas.

O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.

Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.

Foto: PETA

À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.

No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.

Foto: PETA

“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.

“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”

“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.

“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.

Foto: PETA

Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.

“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.

Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.

“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”

Foto: PETA

Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.

Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.

Foto: PETA

“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.

“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”

O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.

Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.

Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.

Foto: PETA

“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.

“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.

Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.

“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia  ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.

“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”

“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.

O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet  e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.

A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.

“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.

“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.

Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.

“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.

“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”

Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.