Coruja ferida é resgatada por moradora em Campos dos Goytacazes (RJ)

Uma coruja suindara, conhecida popularmente como coruja-da-igreja, foi encontrada ferida na terça-feira (30) por uma moradora do bairro Pecuária, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Foto: Alice Sousa/Inter TV

O animal estava na porta da casa de Cláudia Márcia de Sá, que o resgatou e levou até o Núcleo de Animais Silvestres (Nepas), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), para que ele pudesse receber atendimento veterinário.

Cláudia contou ao G1 que encontrou a ave por volta das 6 horas. “Ouvi meus cachorros latindo muito. Até achei que era um gato, mas quando vi era ela. Peguei um cobertor em casa, joguei por cima dela e fui em busca de um lugar que cuidasse dela”, disse.

Ao chegar no Nepas, o animal foi examinado e diagnosticado com a asa machucada. Debilitada, ela está recebendo os cuidados necessários. Segundo o coordenador do Nepas, Leonardo Serafim, só será possível saber o que aconteceu com a coruja quando os resultados dos exames ficarem prontos.

Leonardo disse ainda que o núcleo vai avaliar com órgãos ambientais qual o lugar mais indicado para devolver a ave à natureza após o período de reabilitação.

As corujas desta espécie costumam medir 36 centímetros e possuir envergadura que pode chegar até um metro. Entre as suas características físicas estão a íris escura e a face branca no formato de um coração.

Classificada cientificamente com o nome de “tyto furcata”, a suindara passou a ser chamada de coruja-da-igreja porque costuma entrar nos forros das casas e nas torres de igrejas quando habita ambientes urbanos. No período de reprodução, ela faz ninhos em árvores e fendas rochosas. Sua alimentação é composta por roedores e invertebrados.


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Salvador (BA) tem cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia

Salvador (BA) registra cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia. A maior parte desses animais são répteis, principalmente serpentes – jiboias e sucuris.

O resgate desses animais era feito, principalmente, pela Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal e pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar.

Cobra de espécie rara foi encontrada no bairro do Uruguai, em Salvador, no início do mês de maio — Foto: Divulgação/ Guarda Municipal

No entanto, há cerca de um mês, a Gepa deixou de fazer o recolhimento. A justificativa para a suspensão por tempo indeterminado é de que a segurança pública tem exigido maior atenção dos agentes.

Hoje, os 59 homens da Gepa atuam apenas na proteção do Parque da Cidade. A suspensão do recolhimento tem preocupado moradores das áreas de maior incidência de aparecimento dos animais – Pituaçu, Paralela, Cajazeiras, Itapuã, Imbuí e Pituba.

Entre os últimos animais resgatados pela Gepa está uma cobra de espécie rara, que foi encontrada por moradores no bairro do Uruguai, no começo do mês de maio.

Agora, Salvador conta apenas com 110 homens da Coppa para fazer os resgates, sendo que os agentes atendem outros 165 municípios, além da capital.

A coordenadora no Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos (Noap), Regiane Lyra, que fica na Universidade Federal da Bahia (Ufba), para onde a maioria dos animais foi levada, explica que o aparecimento constante das espécies é por conta do desmatamento.

“É importante a gente saber que nós temos uma dívida com a cidade de Salvador, porque o lugar que a gente anda, trabalha, circula e se diverte foi uma mata atlântica bastante exuberante com fauna e flora. Cada vez mais essa fauna está sendo pressionada pelo crescimento da cidade. Então é necessário ter instituições como a Coppa, Gepa, e o Centro de Controle de Zoonoses, que resgatem esses animais”, avalia.

A professora Regiane Lyra pondera ainda a necessidade de uma instituição para manter os animais resgatados, para que eles tenham cuidados específicos.

“É necessário ter uma instituição que mantenha esses animais. Porque uma vez resgatados, eles precisam ir para um lugar para receber cuidado adequado, que no caso é o centro de triagem de animais silvestres do Ibama, que está com funcionamento precário, a gente aqui, e o zoológico também recebe animais que estão doentes. Nós recebemos especificamente répteis, por conta do nosso projeto de pesquisa sobre a herpetofauna [estudo de répteis e anfíbios] da mata atlântica”.

Além das serpentes, os animais mais resgatados são: gambás, corujas, micos, jacarés e aves marinhas. Também no mês de maio, um jacaré-de-papo-amarelo, com cerca de 1,5 metro e 30 kg foi encontrado em um prédio da Avenida Paralela – um dos locais de maior aparição dos animais.

A subtenente Gracina Farias, da Coppa, explica que os períodos chuvosos são de maiores aparições dos animais.

Gambá está entre os animais resgatados em Salvador – Foto: Pixabay

“Quando chove, os rios ficam mais cheios. Os animais, principalmente as serpentes que têm sangue frio, saem para tomar sol, vêm junto com a correnteza dos rios, e acabam chegando nas casas das pessoas”, disse.

Depois de capturados pela Coppa, os animais são devolvidos para a natureza ou levados para o zoológico ou para o instituto da Ufba, no caso dos que precisam de tratamento por conta de ferimentos.

“Capturamos e devolvemos o animal para natureza, ou conduzimos o animal para o zoológico, para que esse animal seja cuidado. Nem sempre é preciso devolver, às vezes esse animal está com problema de saúde, está machucado. Aí o zoológico e a Ufba tem nos dado bastante apoio, para recuperar esse animal e ajudar a devolvê-lo à natureza”.

A subtenente aconselha que os animais não devem ser tocados, por conta do risco de transmissão de doenças.

“Esses animais não devem ser tocados, principalmente porque, tanto a gente passa doenças para os animais, quanto esses animais também são nocivos à nossa saúde. O contato com esse animal pode acabar desencadeando, desenvolvendo doenças tanto para o animal, quanto para os seres humanos”, pondera.

Fonte: G1


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Coruja fica com corpo repleto de cola após cair em armadilha em Goiás

Uma coruja-buraqueira caiu em uma armadilha e ficou com o corpo repleto de cola em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, em Goiás. O caso aconteceu no bairro São Joaquim.

Foto: Elisângela Sobreira/Divulgação

A armadilha havia sido feita para capturar ratos. De forma também equivocada, já que nenhuma espécie de animal deve ser condenada ao sofrimento de ter o corpo preso por cola. As informações são do G1.

Um casal de moradores da residência socorreu a coruja e a levou até um quartel do Corpo de Bombeiros para pedir ajuda. No local, o animal foi encaminhado para uma veterinária.

A médica veterinária Elisângela Sobreira prestou atendimento à coruja, que foi medicada e tomou banho para retirada da cola. O animal silvestre passa bem.

Foto: Elisângela Sobreira/Divulgação

No último domingo (19), a coruja foi devolvida à natureza em uma mata do condomínio em que a veterinária mora.

“Ela estava fraca, sem movimento e com asa sangrando. Ao tentar sair da armadilha, a coruja acabou machucando a asa. Fiz a limpeza do corpo dela, mediquei e fiz a alimentação dela, incluindo água com vitamina na seringa”, contou Elisângela.

Coruja é encontrada dormindo dentro de motor de avião

Reprodução | Facebook

Engenheiros da companhia aérea Virgin Australia tiveram um linda e grata surpresa enquanto realizam uma inspeção pré-voo de uma aeronave Boeing 737-800 no Aeroporto de Melbourne, segunda área urbana mais populosa da Austrália. Durante os procedimentos de rotina, os técnicos encontraram uma doce coruja dormindo dentro de um dos motores do avião.

A empresa aérea compartilhou o episódio inusitado em seu perfil no Facebook. A história encontrou a internet e foi compartilhada por mais de 10 mil pessoas. “Essa coruja adorável foi encontrada durante as nossas inspeções pré-voo, o que é um excelente lembrete do por que fazemos o check-up”, diz a postagem.

A publicação afirma ainda a ave foi resgatada e submetida a uma avaliação veterinária antes de ser devolvida à natureza.

Caso brasileiro

No Brasil, não há relatos de corujas terem sido encontradas em motores de aeronaves, mas em 2012, um casal de corujas da espécie buraqueira escolheu um buraco próximo à pista de voo do Aeroporto Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel, no oeste do Paraná como ninho.

O casal não só se estabeleceu no local, como também teve vários bebês. As aves foram acompanhadas por um biólogo e ficaram em segurança durante todo o tempo.

Coruja explorada para entretenimento fica cega devido à exposição solar

Uma coruja explorada para entretenimento humano, que teve as asas cortadas para que não voasse, ficou cega de um dos olhos devido à exposição solar.

Foto: Reprodução / Portal UPSOCL

Com hábitos noturnos, a coruja era forçada a ficar exposta a luz solar para ser fotografada ao lado de turistas que não tinham consciência do mal que faziam ao financiar a exploração a qual o animal era submetido. As informações são do portal UPSOCL, com tradução do site CONTI Outra.

Após sofrer nas mãos de seu tutor, que não se importava com ela, a coruja foi resgatada. Para seu olho, no entanto, já era tarde demais. Isso porque nenhum tratamento veterinário seria capaz de recuperar sua visão.

As consequências que uma vida de exploração lhe trouxeram impediram que o animal pudesse retornar à natureza, para viver em liberdade, sendo condenado a viver os restos de seus dias em cativeiro. Caso fosse solta, ela se transformaria em uma presa fácil para predadores e morreria.