Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.

 

Cotia (SP) pode sediar parque de diversões com zoo

Foto: Pixabay

A cidade de Cotia, em São Paulo, está prestes a ganhar um complexo de equipamentos destinado ao lazer e à diversão que ocupará uma área de 350.000m². O “Parque de Cotia” contará com atrações tradicionais, como a Caravela e a Vitória Régia do Terra Encantada, o Splash do Playcenter, e a montanha-russa Zyklon, do Parc Magique.

Entretanto, na contramão do que hoje é eticamente correto com relação aos animais, o empreendimento pretende abrigar também o que deverá ser “o maior parque zoológico da América do Sul, tendo animais como golfinhos, ursos, tigres, leões, girafas, etc” (negritos no original).

Os proponentes do mega empreendimento afirmam que “parte desses animais serão recuperados de circos e situações de maus tratos, ou de abandono, assim tendo um tratamento completo no novo parque”; e que “o local deverá ter espaço para a prática de Educação Ambiental”.

Algumas questões se colocam aqui. A primeira se refere ao ultrapassado conceito de “jardim” ou mesmo “parque” zoológico, locais onde os animais vivem encarcerados, solitários, em espaços minúsculos, ou levando vidas pouco ou nada naturais. Além disso, são freqüentemente submetidos a tratamentos cruéis como falta de alimentação adequada, conforto térmico, e mesmo ataques (às vezes mortais) por parte de visitantes. Como se isso não bastasse, são objeto de tráfico e são mortos quando considerados inservíveis como “atração”, ou quando se julga que estão em “excesso”.
A segunda questão, diretamente ligada à primeira, se refere à Educação ambiental que lá se pretende implementar. A educação genuinamente ambiental deve ser uma educação crítica, questionadora do paradigma vigente que tem conduzido o planeta ao atual processo de extinção e degradação da vida em todos os níveis. A educação, portanto, não poderá ser antropocêntrica e especista, se quiser cumprir seu papel transformador primordial. Mas como conciliar uma educação para a formação de novos valores com a presença de um zoológico, local onde os animais são vistos como propriedades dos seres humanos, como objetos de estudo ou de mera contemplação?

A única forma de fazer isso é abdicar da ideia de zoológico e, em vez disso, acolher essas vítimas não-humanas de abusos humanos num santuário. Estima-se que o parque zoológico deva receber cerca de 500 mil pessoas por ano. A manutenção desse santuário poderia ser feita a partir da arrecadação dos recursos provenientes desses visitantes e tais animais poderiam ter – tal qual no filme “Avatar” – seus doublés de corpo virtuais, em tecnologia 7D. Tal tecnologia permitiria ainda recriar seus ambientes naturais e suas interações ecológicas, permitindo que os animais de verdade, seres autoconscientes, capazes de sofrer física e psiquicamente, possam se libertar do medo e do tédio dos cativeiros e experimentar um pouco de paz e alegria em seus sofridos corações. Todas essas inovações verdadeiramente revolucionárias – tecnologia unida à compaixão, conhecimentos sobre ecologia somados à senciência animal – seriam incorporadas nessa nova educação. Um novo mundo sustentável, inclusive no plano ético, nos aguarda. Temos o conhecimento e os recursos necessários. O que estamos esperando?