Volkswagen considera adotar uso generalizado de couro vegano de maçã em seus veículos

Foto: Divulgação

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Na maior feira de automóveis da China, a Shanghai Auto, a Volkswagen apresentou recentemente seu novo modelo que une mobilidade e sustentabilidade: ID.ROOMZZ, com capas de assento de couro vegano. Como um modelo estilo SUV de emissão zero na classe dos veículos de cinco metros, o carro pretende ser um modelo versátil, adequado às necessidades familiares e empresariais. A versão em série será lançada na China em 2021.

As capas dos assentos foram feitas usando o AppleSkin (couro de maçã). Este é um material cuja produção utiliza, entre outras coisas, polpa de maçã – um resíduo da produção de suco de maçã. Isso economiza o equivalente a 50% da pele de uma vaca por cada assento.

De acordo com a empresa, o objetivo é usar este ou um material similar mais extensivamente e de forma mais abrangente nos veículos da marca. As possibilidades para isso seja feito estão sendo investigadas, já que o material tem que suportar uma ampla variedade de fatores externos, como abrasão, luz, calor, frio e muito mais.

Em geral, os desenvolvedores e designers do grupo automotivo também estão à procura de materiais inovadores. Recursos sustentáveis estão cada vez mais na vanguarda dos lançamentos. Além disso, há planos para oferecer versões veganas de mais modelos.

O designer francês Philippe Starck anunciou recentemente que projetou uma coleção de móveis com estofamento em pele de maçã em colaboração com a empresa italiana Frumat, e bolsas luxuosas de uma grife de Berlim também foram produzidas usando o mesmo material.

Em geral, espera-se que o mercado de alternativas de couro vegano cresça rapidamente, e materiais inovadores semelhantes ao couro estão sendo desenvolvidos regularmente e em profusão, como aqueles feitos de fibras de abacaxi ou cogumelos, ou criados em laboratório usando micro-organismos.

Couro de maçã em móveis veganos

O designer francês Philippe Starck criou uma coleção de 16 peças de móveis livres de crueldade usando resíduo de maçãs.

Starck, que desenhou a coleção para a marca Cassina, usou o material apple ten lork da empresa Frumat.

‘Nós fingimos não ouvir a pergunta’

Ao criar o couro falso, Starck disse “Nós fingimos não ouvir a pergunta, mas realmente precisamos descobrir outras soluções. Hoje, talvez maçãs sejam o início de uma resposta. Como Eva, Newton e William Tell, acreditamos nas maçãs, no poder das maçãs”, afirmou.

E completou: “vamos comer maçãs e esperar que este sofá da cassina feito de maçãs seja um novo caminho vegetal de respeito mútuo”. Esta coleção está atualmente exposta no show room da Cassina, em Paris.

A indústria de couro vegano decola

A indústria de couro vegano está decolando e mais e mais pessoas optam por roupas livres de sofrimento.

De acordo com a Companhia de Pesquisa Grand View (GVR), o mercado global de couro falso atingirá 85 bilhões de dólares até 2025 com grandes nomes, tais como Stella McCartney, empenhados em se tornar livres de couro animal.

No site de Stella McCartney vemos: “Como uma marca vegetariana, acreditamos que temos que tratar os animais e seu habitat com respeito. Promovemos um ideal livre de crueldade e continuamos a inovar nos meios de criação de materiais sustentáveis”.

“Nunca utilizamos couro, pele ou penas e em seu lugar usamos materiais alternativos”.

Membro vegana do governo de Israel pede por cadeiras livres de couro no parlamento

Indústria de couro | Foto: PETA

Indústria de couro | Foto: PETA

Miki Haimovich uma política israelense e vegana, em uma iniciativa inédita, solicitou recentemente que seu assento de couro no plenário do Knesset (legislatura nacional de Israel) fosse substituído por um que fosse feito com materiais livres de animais.

“A maior parte do couro na indústria de produtos de couro é feito de animais que foram explorados e mortos em outras indústrias, principalmente na indústria da carne”, escreveu Haimovich, que é membro do Partido Azul e Branco, em uma carta ao presidente da Knesset, Yuli Edelstein.

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

“Esses animais sofrem muito e, durante a maior parte de suas vidas, são vítimas de violência e negligência.” Haimovich se ofereceu para pagar a mudança e sugeriu a substituição de todas as cadeiras do Knesset por outras que fossem feitas com materiais sintéticos para servir de exemplo para o mundo, a iniciativa segue esforços semelhantes realizado por ela para instalar painéis solares nos edifícios do parlamento.

*A moda e uso do couro*

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

“Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a etiquetas de moda possam exibir coleções de roupas, bolsas e sapatos feitos da sua pele. O uso do couro de origem animal tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos disponíveis no mercado.

Foto: Divulgação

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Em 2017, a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro e em maio deste ano está em contato com a marca de Jeans Levi´s para conseguir que eles dispensem o uso de couro nas etiquetas com o nome da marca de seus produtos.

Em décadas passadas, a demanda do consumidor por couros tradicionais era alta, especialmente quando se tratava de calçados. Mas, nos últimos anos, muitos compradores se conscientizaram das implicações ambientais e éticas do uso de couro de origem animal e começaram a rejeitar o material.

*Sapatos de couro vegano*

Essa mudança nas atitudes do consumidor levou inúmeras marcas a introduzir sapatos feitos de materiais que não vêm de animais. As alternativas ao produto são diversas, como plástico, cogumelos, abacaxi, microfibra, entre outros.

Além disso, a qualidade do couro sintético aumentou tanto que a maioria dos consumidores não consegue sequer distingui-lo do verdadeiro.

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

De acordo com Jocelyn Thornton, vice-presidente sênior de serviços de criação de uma empresa de consultoria de moda e varejo chamada Doneger Group, os consumidores mais jovens estão na vanguarda da tendência de abandonar o couro real.

Como Thornton explicou, nos dias de hoje, as pessoas nesta faixa etária preferem sapatos mais casuais como tênis, ao invés de sapatos sociais, diminuindo naturalmente sua demanda por couro.

Além disso, acrescentou Thornton, os compradores mais jovens estão procurando marcas com uma “história boa” por trás de sua produção. Isso sugere um desejo por sapatos produzidos com responsabilidade entre esses consumidores.

“Eles não estão necessariamente procurando sintéticos. Eles estão apenas procurando por coisas que são melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro “, disse Thornton.

*Avanços no setor*

Dessa forma, a busca por alternativas reduziu significativamente a demanda por couro genuíno.

A grande seca de 2014 nos Estados Unidos, que diminuiu consideravelmente o número de bois, e consequentemente aumentou o preço do couro, também é um fator no encolhimento do mercado.

Em 2016, as vendas de calçados de couro caíram 12%, enquanto as vendas de calçados esportivos tiveram um aumento de 14,3%, de acordo com a Statista, uma empresa de pesquisa de mercado sediada em Hamburgo.

Logo, essa indústria está perdendo espaço para a crescente popularidade das alternativas veganas.

É animador saber que muitos consumidores estão mudando seus hábitos de compra em prol do bem-estar animal e do planeta.

Volkswagen lança SUV elétrico com bancos de “couro de maçã”

Montadora alemã já adiantou que pretende lançar pelo menos 80 veículos elétricos até 2028 (Fotos: Divulgação)

A Volkswagen anunciou este mês o lançamento do SUV elétrico ID Roomzz, que traz, entre os diferenciais, bancos de “couro de maçã” criados a partir de resíduos do suco de maçã.

Segundo a Bloomberg, o veículo foi lançado para rivalizar com o Model X, da Tesla. Inclusive a montadora alemã já adiantou que pretende lançar pelo menos 80 veículos elétricos até 2028.

O uso de maçã como alternativa ao couro tem se tornado cada vez mais comum. O designer francês Philippe Starck criou recentemente uma coleção de móveis revestidos com “couro de maçã”. A matéria-prima que recebeu o nome de Apple Ten Lork é desenvolvida pela empresa italiana Frumat, que recicla resíduos biológicos industriais para criar produtos sustentáveis.

Denúncias de testes em animais e fraude nos escapamentos

Em 2018, a Volkswagen se envolveu em diversas polêmicas. A empresa foi denunciada por financiar testes com animais para avaliar os efeitos da fumaça do escapamento de motores a diesel. De que forma isso foi feito?

Mantendo macacos em câmaras herméticas e os obrigando a inalarem as partículas de exaustão do diesel. Imagens dessa prática na indústria automotiva aparecem no documentário “Dirty M oney”, lançado em janeiro de 2018 na Netflix, e criado por Alex Gibney.

A denúncia, que ganhou força após o escândalo da fraude nos escapamentos, obrigou a Volkswagen a se manifestar publicamente. A montadora emitiu uma carta assumindo o compromisso de abandonar a realização de testes em animais.

Em junho do ano passado, a denúncia foi precedida pelo escândalo de fraude em 600 mil veículos montados ilegalmente para dar a impressão de que a montadora cumpria os padrões de restrição de poluição automotiva.

O custo para a Volkswagen foi de dezenas de bilhões de dólares em acordos e multas, além da demissão de diretores-executivos e a prisão de outros altos funcionários da companhia. A situação piorou com a revelação de que a Volkswagen e outras montadoras alemãs financiaram pesquisas com animais.

Ilha vai fechar para turistas após dragão-de-komodo serem sequestrados

A ilha de Komodo, na Indonésia, vai fechar para turistas a partir de janeiro de 2020. Os sequestros de dragões-de-komodo, que vivem no local, foi o que motivou a decisão de fechar as portas no próximo ano. A ilha se tornou um ponto turístico famoso devido à presença do dragão, que é raro e sofre ameaça de extinção.

(Don Arnold / WireImage/Getty Images)

A maior parte dos animais vive protegida dentro do parque nacional da ilha. Isso, no entanto, não impediu que muitos deles fossem levados por visitantes para, depois, serem traficados em outros países a preços altos. As informações são do portal EXAME.

A decisão de fechar o local veio após 41 dragões terem sido levados da ilha no último mês por caçadores que visam apenas o lucro em detrimento do bem-estar desses animais e da conservação da espécie.

Os lagartos, no entanto, não foram os únicos a serem retirados do local por visitantes. Ursos e catatuas também já foram vítimas, tendo sido resgatados pela polícia, assim como cinco dragões-de-komodo, encontrados após uma pessoa tentar vendê-los através do Facebook.

Considerados lagartos gigantes, os dragões podem pesar entre 68 e 91 quilos. Após serem capturados por caçadores e vendidos, muitos deles são mortos para fabricação de peças com seu couro, usado em roupas e móveis, e para a fabricação de joias e talismãs com seus dentes e garras.

Quando as atividades da ilha voltadas para o público forem encerradas em 2020, as autoridades locais vão implementar um programa de conservação para aumentar a população do dragão-de-komodo, que conta atualmente com 5,7 mil animais, e para preservação do habitat da espécie.

PETA se torna acionista da Levi’s para pedir o fim de etiquetas de couro

Foto: Hanna Cossey

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

Tentando conscientizar e acabar com essa sombria cultura da moda, a PETA comprou uma pequena participação na Levi’s, para tentar convencê-la a deixar de usar couro animal em suas etiquetas.

As negociações públicas começaram última quinta-feira (21) e a PETA contou que comprou a quantidade mínima de ações necessárias para falar em assembleias anuais de acionistas.

Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a Levi’s possa colocar uma pequena etiqueta completamente não-funcional em alguns de seus jeans”, escreveu a PETA .

“A empresa afirma priorizar a sustentabilidade, mas sabemos que o uso da pele de vacas tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos faz”.

Como em 2017, quando a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro, a organização está esperançosa para chegar a um acordo semelhante com a Levi’s.

A marca parece não entender que usando um pedaço pequeno ou grande de couro, um animal sobre por isso. Com tantas opções éticas no mercado, está na hora de acabar com essa crueldade causada pela moda.

“Menos de 10% das matérias-primas em nossa cadeia de suprimentos são provenientes de fontes diferentes do algodão, e uma pequena fração dessa porcentagem é de couro”, disse um porta-voz da Levi ao Sourcing Journal .

Uma petição foi feita pedindo a Levi’s para se livrar do couro. De acordo com a marca, mais de 200 mil pessoas já assinaram.

Designer francês usa resíduo de maçã para criar móveis veganos

Foto: Stark.com

O designer francês Philippe Starck criou uma coleção de 16 peças de móveis livres de crueldade usando resíduo de maçãs.
Starck, que desenhou a coleção para a marca Cassina, usou o material apple ten lork da empresa Frumat.

‘Nós fingimos não ouvir a pergunta’

Ao criar o couro falso, Starck disse “Nós fingimos não ouvir a pergunta, mas realmente precisamos descobrir outras soluções. Hoje, talvez maçãs sejam o início de uma resposta. Como Eva, Newton e William Tell, acreditamos nas maçãs, no poder das maçãs”, afirmou.

E completou: “vamos comer maçãs e esperar que este sofá da cassina feito de maçãs seja um novo caminho vegetal de respeito mútuo”. Esta coleção está atualmente exposta no showroom da Cassina, em Paris.

A indústria de couro vegano decola

A indústria de couro vegano está decolando e mais e mais pessoas optam por roupas livres de sofrimento.

De acordo com a Companhia de Pesquisa Grand View (GVR), o mercado global de couro falso atingirá 85 bilhões de dólares até 2025 com grandes nomes, tais como Stella McCartney, empenhados em se tornar livres de couro animal.

No site de Stella McCartney vemos: “Como uma marca vegetariana, acreditamos que temos que tratar os animais e seu habitat com respeito. Promovemos um ideal livre de crueldade e continuamos a inovar nos meios de criação de materiais sustentáveis”.

“Nunca utilizamos couro, pele ou penas e em seu lugar usamos materiais alternativos”.

Mark Zuckerberg apoia agricultura celular para fabricar couro livre de crueldade

A startup de biotecnologia vegana Modern Meadow, que usa a agricultura celular para fabricar couro sem crueldade, está pronta para interromper a indústria de couro animal de US $ 100 bilhões.

Inspirada no couro, a Zoa ™ é a primeira geração de materiais da Modern Meadow criada com proteína de colágeno projetada.

Segundo o The Telegraph, a empresa atraiu uma série de apoiadores de alto nível, incluindo a firma de investimentos privada Iconiq Capital e a Horizon Ventures, que administram Mark Zuckerberg e a riqueza do homem mais rico de Hong Kong, Li Ka-Shing. A Temasek, um fundo de fortunas com sede em Cingapura que investiu na marca de leite sem animais Perfect Day , também é investidora. Desde a sua fundação em 2014, a Modern Meadow garantiu cerca de US $ 54 milhões em financiamento.

Foto: Paul Marotta

“Isso não é sobre criar couro artificial . É sobre pegar o que amamos em materiais naturais e melhorá-los ”, disse o fundador e CEO da Modern Meadow, Andras Forgacs.

Couro de alta tecnologia e sem cureldade

Os produtos revolucionários da Modern Meadow, sediada em New Jersey, são feitos em laboratório porque a empresa acredita em “um futuro onde os produtos animais são livres de animais”.

O novo couro vegano da empresa, feito com uma forma de levedura bioengenharia através de um processo similar ao cerveja cerveja, terá uma semelhança impressionante, em termos de cheiro e textura, a pele de animal.

“Nós projetamos uma variedade de levedura – como um primo do que você usaria para fabricar cerveja – que pode produzir colágeno através da fermentação”, disse Forgacs à CNBC em março do ano passado. “Colágeno, que é encontrado em peles de animais, é o principal bloco de construção biológica do couro. Nós o montamos em uma variedade de materiais que se tornam o nosso ‘Zoa bioleather’ ”. As informações são do Live Kindly.

O couro produzido em laboratório é muito mais eficiente para produzir do que o couro de origem animal ; enquanto este novo produto leva apenas duas semanas do início ao fim, produzir couro tradicional leva anos – os animais devem ser criados e abatidos. Outro processo de várias semanas é necessário para processar a pele e transformá-la em um produto utilizável. Além disso, a bioleather do Modern Meadow pode ser feita para qualquer cor, espessura ou textura especificada.

Foto: Modern Meadow

Em março passado, a Modern Meadow se uniu à Evonik Industries, uma empresa química européia. A parceria com a Evonik ampliará a produção e tornará os produtos de bioleather da Zoa acessíveis aos designers de luxo, disse Dave Williamson, diretor de tecnologia da Modern Meadow à CNBC. A empresa vem recebendo centenas de consultas de designers de diversos setores, como automotivo , moda e esportes, acrescentou Forgacs.

A Modern Meadow recentemente refinou sua tecnologia, tornando-a de ponta e mais industrializada. Agora, o couro pode ser fabricado com equipamentos de fermentação comercial em grande escala, o que significa que os produtos passarão pelos padrões alimentares e produtos médicos.

A empresa de produtos sustentáveis ​​já fez sua primeira aparição mainstream. No ano passado, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA) exibiu uma camiseta gráfica feita pela Modern Meadow. Embora destinada a uma exibição de curto prazo, a camisa está agora em exibição permanente.